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quinta-feira, 2 de junho de 2011

EUA: relação entre trombose e pílula é revisada

Estudos prévios apontam que um tipo de hormônio presente em alguns anticoncepcionais eleva os riscos de trombose nas mulheres


O FDA, agência que regula o comércio de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, revelou, em nota publicada em seu site, que está revisando dois estudos que apontam a relação direta entre o uso de anticoncepcional e o risco de trombose.

Segundo a Agência, os resultados prévios mostram que os anticoncepcionais que contém o hormônio drospirenona elevam as chances do aparecimento da doença.

Todas as pílulas anticoncepcionais engrossam o sangue possivelmente são gatilhos para os coágulos. O alerta, entetanto, endossa, a partir de estudos epidemiológicos americanos, que a incidência do problema em mulheres que usam pílulas contendo o hormônio drospirenona é maior do que naquelas que usam anticoncepcionais contendo outros tipos de hormônios.

No Brasil, a Bayer, o grupo farmacêutico alemão, comercializa dois tipos de anticoncepcional que contém a substância.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Remédios antigos - Sulfato de Magnésio ou Sal Amargo





Indicação: Purgativo e Laxante.


Modo de Usar: Tomar em água, dose única (adulto), fracionada ou a critério médico.

Composição: Sulfato de Magnésio.

Contra-indicações: Pacientes com disfunção renal e em crianças com doenças parasitárias no intestino, em casos de obstrução intestinal crônica, doença de Crohn, colite ulcerativa e outras inflamações do intestino e em crianças menores de 2 anos. Sal Amargo não deve ser usado por mais de duas semanas.

Quatro detidos por suspeita de tortura em hospital britânico

Programa da BBC filmou funcionários do centro médico dando socos e tapas nos pacientes


LONDRES - Quatro pessoas foram detidas depois que funcionários de um hospital britânico para pessoas com problemas de aprendizado foram filmados em atos de abuso físico e verbal contra os pacientes por uma câmera oculta de um programa da BBC.

Três homens de 42, 30 e 25 anos e uma mulher de 24 foram detidos como suspeitos de agressão/abusos de pacientes e liberados após o pagamento de fiança à espera de mais investigações, confirmou a polícia de Avon e Sommerset.

Um repórter do programa "Panorama" filmou em segredo durante cinco semanas, entre fevereiro e março, os supostos abusos verbais e físicos contra alguns dos pacientes mais vulneráveis do hospital Winterbourne View, perto de Bristol (sudoeste da Inglaterra), que pode receber até 24 pessoas com autismo ou problemas de aprendizado.

Nas imagens é possível ver os funcionários do centro médico dando socos e tapas nos pacientes, jogando água fria, arrastando os pacientes vestidos até os chuveiros ou imobilizado as vítimas no chão com cadeiras. Ao mesmo tempo gritam ofensas.

O psicólogo clínico Andrew McDonnell, que teve acesso às imagens, comparou alguns tratamentos à tortura.

"Este é um ambiente terapêutico. Onde está a terapia em tudo isto? Eu argumentaria que se trata de tortura", declarou no programa.

A Castlebeck, empresa que administra o hospital privado e financiado pelo contribuinte britânico, se declarou "horrorizada" com as revelações e anunciou a suspensão de 13 dos quase 50 funcionários do centro médico, incluindo dois diretores.

O "Panorama" decidiu investigar o caso depois que um ex-enfermeiro do hospital entrou em contato com a emissora para denunciar a conduta de alguns funcionários.

O mesmo enfermeiro procurou no fim do ano passado a Castlebeck e a Comissão de Qualidade de Assistência, mas as denúncias não foram investigadas.

O governo britânico anunciou uma profunda investigação da atuação das autoridades no caso.

Havaianas 'Made in China' podem acabar com os pés

Profissionais de saúde pedem cuidado com produtos importados do país oriental, que podem ser nocivos

As Havaianas falsificadas são feitas com resinas e elastômetros plásticos tóxicos

O alerta está na Internet, disparado para as caixas de correio dos formadores de opinião. Ele pede que os consumidores brasileiros evitem comprar produtos chineses, apesar de serem mais baratos, pois a China precisa descartar seus resíduos tóxicos e o fará através de qualquer produto que puder exportar.

 
Verdade é que há muito os profissionais da saúde recomendam cuidado com tudo o que for 'Made in China', principalmente produtos que contenham corantes amarelos, vermelhos e laranja. Isso inclui brinquedo, sabonete, gel, desodorante, roupa etc..

Agora, essa preocupação ganha força com a divulgação dos efeitos catastróficos causados pelo uso das sandálias Havaianas falsificadas, Made in China, feitas com resinas e elastômetros plásticos tóxicos, provenientes de recipientes usados para armazenar agrotóxicos. Elas são pintadas com tinta tóxica, com altíssimo teor de chumbo.

Bahia solta mosquito da dengue modificado para combater a doença

Ciência estimula sexo entre mosquitos que geram filhotes que não espalham dengue

Celso Junior/AE
Departamento de pesquisa do Laboratório Moscamed, em Juazeiro da Bahia

Pelas ruas de terra do bairro de Itaberaba, em Juazeiro (BA), um carro com dois pesquisadores para a cada cem metros. Um deles desce e destampa um pote de onde saem cerca de 500 mosquitos Aedes aegypti, o transmissor da dengue. A cena se repete há três semanas e, até julho, a expectativa é de que sejam liberados 33 mil machos por semana. Depois, a ação subirá para 50 mil a 100 mil mosquitos por semana.

A "pulverização" de mosquitos foi repetida 22 vezes na tarde de quinta-feira retrasada. O ritual faz parte de um projeto científico que causa expectativa na administração pública da saúde. O coordenador do projeto, Danilo Carvalho diz que, "se der o resultado esperado, podemos reduzir de maneira expressiva os números da dengue".

O diretor do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Zichy Moyses, diz que "não há dúvida de que o projeto é promissor".

A chave dessas esperanças está no mosquito solto no ambiente: é uma espécie transgênica que produz filhotes que morrem antes de chegar à vida adulta, quando podem transmitir a dengue. Na prática, a ciência patrocina o sexo entre mosquitos que geram filhotes incapazes de espalhar a doença. O ideal é que haja dez machos transgênicos para cada macho selvagem.

A estratégia é semelhante à usada em outras parte do país para combater a drosófila, a mosca da fruta: machos estéreis são liberados para disputar com a espécie selvagem a oportunidade de cruzar. Para o macho de laboratório ficar estéril, ele é exposto a radiação - o que não se consegue com o Aedes aegypti.

Desenvolvido na Universidade de Oxford, o mosquito transgênico carrega material genético da drosófila. Em laboratório, são alimentados com ração de peixe e, para fêmeas adultas, sangue. Na fase de ovos, todos recebem tetraciclina, o que permite completar o ciclo de vida - o que não ocorre no ambiente.

As fêmeas, as únicas que picam os humanos e transmitem o vírus da dengue, ficam em laboratório para novos cruzamentos. Para que não haja risco de serem liberadas, são adotadas duas medidas de segurança. A primeira separação ocorre num túnel escorregador em forma de funil. Como as fêmeas são maiores, não ultrapassam uma certa faixa da descida.

Há outro processo de separação, desenvolvido pela Oxitec, empresa incubadora da Universidade de Oxford, diz Andrew McKeney, técnico da Oxitec que está no Brasil para acompanhar a pesquisa.

– Depois, é feito um controle de qualidade com lupas e microscópio.

Cinco bairros

Liberado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança em dezembro, o trabalho em campo teve início em fevereiro. Na primeira etapa, foram feitos lançamentos menores, para avaliar o comportamento do mosquito de laboratório no ambiente. Foram checadas a distância que o mosquito era capaz de percorrer e sua capacidade de sobrevivência.

A experiência ocorrerá por 18 meses em cinco bairros de Juazeiro. A escolha do local foi facilitada pela proximidade com a Biofábrica Moscamed, entidade ligada ao Ministério da Agricultura que já produzia moscas estéreis.