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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Alerta da OMS relacionando celulares e câncer gera polêmica


O alerta da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o uso do telefone celular causou polêmica pelo mundo após a divulgação de um estudo que relaciona o aparelho com o aparecimento de câncer.

A organização informou que existe a possibilidade das ondas emitidas pelos aparelhos provocarem câncer no cérebro, mas muitos médicos dizem que não há motivo para alarme.

Pesquisadores perceberam uma incidência alta em pacientes que usaram o celular pelo menos meia hora por dia, no período de dez anos. A agência classificou a radiação emitida pelos celulares como possivelmente cancerígena, na mesma categoria do chumbo, dos gases emitidos pelos motores de carro e do clorofórmio.

Novas pesquisas mostram a importância da vitamina K na coagulação

No frio a tendência é deixar a salada de lado, mas as verduras devem continuar sendo consumidas, porque são ricas em vitaminas K

REPOLHO - 339 mcg a cada 100g do alimento, porção que equivale a uma xícara de chá do vegetal cru e picado

O nutriente importante especialmente para pessoas medicadas com anticoagulantes: pacientes que já passaram por algum evento cardiovascular importante, como enfarte, trombose e acidente vascular cerebral (derrame), por exemplo.

Professora da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF), a nutricionista Silvia Custódio estudou a interferência da vitamina K na coagulação sanguínea em sua tese de doutorado, defendida na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 2001. Foi nessa época que ela fez contato com o Laboratório da Vitamina K, um centro especializado em estudos sobre o nutriente que fica na Universidade Tufts, em Boston (EUA).

Após nove anos de novos estudos, Silvia acaba de escrever um artigo ainda inédito que propõe a revisão das propriedades do nutriente. "Já se falou bastante sobre a relação da vitamina K com a coagulação e, agora, a discussão é sobre as novas funções que os pesquisadores têm atribuído a ela. A mais recente linha de pesquisa indica que a vitamina K teria um efeito benéfico para o coração por inibir a calcificação vascular, ou seja, a formação de placas endurecidas nas artérias, que contribuem para o entupimento delas", esclarece.

Segundo a pesquisadora, a vitamina K aparece nos estudos internacionais relacionada ainda à manutenção dos ossos. Isso, segundo ela, pode mudar a indicação de consumo do nutriente feita pelos nutricionistas: 120 mcg (microgramas) por dia para homens adultos e 90 mcg para mulheres. "Esses dados se referem ao equilíbrio da coagulação sanguínea. Estima-se que a ingestão, para garantir a saúde óssea, deva ser até quatro vezes maior", diz.

A vitamina K, explica Silvia, é necessária para ativar uma das principais proteínas dos ossos, a osteocalcina. Já na coagulação, interfere por ter ação anti-hemorrágica, estimulando a coagulação. "É por isso que, em usuários de anticoagulantes, controlar a ingestão de vitamina K é tão importante. O ideal é que o consumo de alimentos ricos nessa substância seja constante, em quantias semelhantes todos os dias, para manter a coagulação equilibrada. É uma preocupação pertinente sobretudo no inverno, quando o consumo de vegetais costuma cair", comenta a nutricionista Viviane Ferrari, que também investigou a vitamina K em sua dissertação de mestrado, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A nutricionista Camila Leonel, mestre em nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressalta que a vitamina K é lipossolúvel e, portanto, depende das gorduras ingeridas na alimentação para ser absorvida. "É por isso que, em dietas muitos restritivas, praticamente sem gordura, pode haver uma carência desse nutriente", ensina. Segundo ela, o consumo de suplementos também pode interferir no aproveitamento da vitamina K. "Se a pessoa ingerir uma dose aumentada de vitamina A ou de vitamina E pode haver uma diminuição do aproveitamento da vitamina K, já que esses dois nutrientes também são lipossolúveis e competem no corpo pelo mesmo ponto de absorção no intestino", explica.

De acordo com Camila, a vitamina K também é produzida por bactérias que vivem no intestino humano, mas de forma reduzida. "A principal fonte ainda é a alimentação. O ideal é que se consuma de três a cinco porções por dia de folhosas, frutas ou hortaliças. No caso das folhas, uma porção equivale a um prato de sobremesa", diz.

Conheça alguns alimentos ricos em vitamina K:

ÓLEOS - Os óleos vegetais, à base de canola, soja e milho, também contêm quantidades relevantes de vitamina K, segundo a nutricionista Camila Leonel, da Unifesp. "Para os óleos, é bom ter cuidado com o tipo de embalagem, já que a vitamina K é bastante sensível à luz. O melhor é escolher o óleo que vem em lata e evitar as embalagens transparentes", indica. Outro cuidado é com o armazenamento dos alimentos. "A exposição ao ambiente diminui a ação da vitamina K, já o congelamento e o cozimento não têm tanto impacto", completa.

REPOLHO - 339 mcg a cada 100g do alimento, porção que equivale a uma xícara de chá do vegetal cru e picado

AGRIÃO - 315 mcg de vitamina K a cada 100g de alimento, porção que equivale a um prato de sobremesa cheio

BRÓCOLIS - 179 mcg de vitamina K a cada 100g de alimento, porção que equivale a dois talos médios cozidos

ESPINAFRE - 380 mcg de vitamina K a cada 100g do alimento, porção que equivale a um pires de chá da verdura refogada

SALSA - 548 mcg de vitamina K a cada 100 g, porção que equivale a uma xícara
e meia de chá

Cientistas britânicos identificam colesterol "ultra-ruim"

Textura extremamente pegajosa desse tipo de gordura favorece o surgimento de placas de gordura que entopem os vasos sanguineos


Uma nova forma de mau colesterol, também chamado de lipoproteína de baixa densidade (do inglês, Low Density Lipoprotein, ou LDL), foi identificada em pessoas com alto risco de doenças cardíacas, informaram esta semana pesquisadores britânicos.

A equipe de pesquisa constatou que o chamado colesterol MGmin-LDL tem textura extremamente pegajosa, o que o torna mais propenso a aderir às paredes das artérias e formar placas de gordura – que podem ocasionar um infarto ou AVC.

Segundo os pesquisadores, a descoberta oferece uma possível explicação para o risco maior de doença arterial coronária em diabéticos, podendo também ajudar pesquisadores a desenvolver novos tratamentos para combater o colesterol alto.

No estudo financiado pela Fundação Britânica do Coração, pesquisadores da Universidade de Warwick desenvolveram o MGmin-LDL em laboratório por meio do processo de glicação, no qual grupos de açúcares são adicionados ao colesterol LDL normal. O processo alterou a forma do colesterol, deixando-o mais pegajoso e mais propenso a desenvolver as placas de gordura que provocam o estreitamento das artérias e reduzem a circulação sanguínea. Por conta desse perfil extremamente prejudicial, o MGmin-LDL foi batizado pelos pesquisadores como colesterol "ultra-ruim”.

As pesquisas, publicadas na edição online do periódico científico Diabetes, podem ter implicações significantes no tratamento da doença vascular coronariana, principalmente em idosos e em diabéticos do tipo 2.

De acordo com os pesquisadores, os resultados do estudo são especialmente importantes para compreender como o medicamento metformina, usado no tratamento do diabetes tipo 2, combate doenças cardíacas ao bloquear a transformação do LDL em um LDL super-aderente.

“Estamos empolgados em saber que nossa pesquisa pode possibilitar uma melhor compreensão deste tipo de colesterol, que parece contribuir para a ocorrência de doenças cardíacas em diabéticos e idosos”, disse Naila Rabbani, professora da Escola de Medicina da Universidade de Warwick que liderou o estudo.

Ela complementou: “O próximo desafio é conseguir combater este tipo de colesterol tão perigoso com tratamentos que poderiam ajudar a neutralizar seus efeitos nocivos às artérias”.

Entenda a doença celíaca

Ela é causada pela intolerância permanente ao glúten, proteína presente no trigo, centeio, malte e na aveia


De origem genética, a doença celíaca é uma desordem autoimune (o organismo ataca a si mesmo).

Trata-se de uma enfermidade causada pela intolerância permanente ao glúten, proteína presente no trigo, centeio, cevada, malte e aveia.

Nos Estados Unidos e na Europa estima-se que uma em cada 200 pessoas apresente a doença. No Brasil, a estimativa é de uma em cada 600 pessoas, e o sexo feminino parece ser mais afetado do que o masculino, na proporção de três mulheres para cada homem.

“Ela pode se manifestar em qualquer pessoa e em qualquer etapa da vida. A forma clássica da doença é frequente em crianças, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida. Por ser uma doença genética, muitas pessoas nascem com a doença, porém a manifestam anos depois. Familiares de primeiro grau do celíaco têm mais chances de apresentar a doença: uma em cada 10 pessoas”, explica a nutricionista Mariana Pizzoccaro, da Grani Amici, de São Paulo.

De acordo com o especialista americano Thomas O’Bryan, palestrante do 2° Gluten Free Internacional, muitos pacientes levam até 30 anos para descobrir a doença e passam por cerca de cinco médicos até obter o diagnóstico preciso.

O glúten causa uma reação inflamatória do intestino delgado, provocando a atrofia das vilosidades da mucosa intestinal, responsáveis pela absorção de nutrientes. Os sintomas são variáveis de acordo com a gravidade da doença e com cada organismo.

“O quadro clássico é representado por diarreia crônica, cansaço, dor e distensão abdominal, inchaço, flatulência e alguns outros indicativos, como má absorção de nutrientes, causando anemia, osteoporose, desnutrição e perda de peso. Em alguns casos, a doença celíaca é assintomática, ou seja, a pessoa não sente nenhum sintoma”, diz Mariana Pizzoccaro.

A partir do momento em que se é diagnosticado celíaco, o glúten deve ser retirado completamente da dieta e o mais rápido possível.

A desordem não é tratada com medicamentos ou prevenida com vacinas. O único tratamento é a exclusão total (e por toda a vida) do glúten na dieta. Caso o celíaco volte a consumi-lo, os danos e sintomas voltam rapidamente. Segundo a especialista, após suspensão da proteína, a recuperação da mucosa inicia-se imediatamente.

“Pacientes relatam melhoras após duas semanas a um mês de dieta sem glúten, mas o tempo para o total restabelecimento anatômico leva de um a dois anos, em média.“

EUA: relação entre trombose e pílula é revisada

Estudos prévios apontam que um tipo de hormônio presente em alguns anticoncepcionais eleva os riscos de trombose nas mulheres


O FDA, agência que regula o comércio de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, revelou, em nota publicada em seu site, que está revisando dois estudos que apontam a relação direta entre o uso de anticoncepcional e o risco de trombose.

Segundo a Agência, os resultados prévios mostram que os anticoncepcionais que contém o hormônio drospirenona elevam as chances do aparecimento da doença.

Todas as pílulas anticoncepcionais engrossam o sangue possivelmente são gatilhos para os coágulos. O alerta, entetanto, endossa, a partir de estudos epidemiológicos americanos, que a incidência do problema em mulheres que usam pílulas contendo o hormônio drospirenona é maior do que naquelas que usam anticoncepcionais contendo outros tipos de hormônios.

No Brasil, a Bayer, o grupo farmacêutico alemão, comercializa dois tipos de anticoncepcional que contém a substância.