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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dieta baixa em calorias melhora sintomas da apneia do sono

Uma dieta baixa em calorias pode beneficiar pessoas que sofrem de apneia do sono. O problema afeta pessoas obesas ou que estão acima do peso.


A conclusão é de um estudo conduzido pelo especialista Kari Johansson e um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, publicado nesta quarta-feira no site da revista "BMJ" ("British Medical Journal").

A apneia é uma doença comum, que consiste em pausas anormais na respiração durante o sono. Por essa razão, as pessoas que sofrem com ela não se sentem descansadas mesmo após dormir uma noite inteira.

A patologia está relacionada a uma pior qualidade de vida, maior probabilidade de sofrer acidentes e aumento do risco de morte prematura.

Entre 60% e um 70% das pessoas que sofrem de apneia do sono são obesas ou estão acima do peso, e alguns estudos demonstraram que uma dieta baixa em calorias pode melhorar a situação.

Os especialistas do Instituto Karolinska acompanharam durante um ano a evolução de 63 homens, com idade entre 30 e 65 anos e IMC (índice de massa corporal) de entre 30% e 40% (o IMC normal varia de 18,5% a 24,99%).

Dos 63 pacientes, 58 seguiram uma dieta saudável e baixa em calorias, e participaram de um programa de orientação, onde recebiam conselhos para manter o peso alcançado, além de informação sobre nutrição e prática de atividades físicas.

As pessoas que perderam peso após nove semanas e conseguiram mantê-lo ao longo de um ano, sentiram efeitos positivos nos sintomas da apneia.

Segundo os especialistas, 48% dos pacientes passaram a não precisar mais de máscara para respirar, enquanto 10% deixaram de apresentar sintomas da apneia.

Os especialistas também comprovaram que, quanto maior a perda de peso, maior a melhora dos sintomas.

Propagandas antigas - Velhice feliz: Helmitol da Casa Bayer



“Dizem que a melhor etapa da vida é a velhice, quando sadia e assegurada do ‘pão nosso de cada dia’. Nessa idade, como defesa contra as investidas traiçoeiras de infecção e desordens das vias urinárias, é indispensável usar, de tempo em tempo, o Helmitol da Casa Bayer, magnífico desinfetante urinário e eliminador de resíduos e toxinas formadas no organismo. Reumatismo! Sífilis!. Já existe o elixir 914, o verdadeiro depurativo”.

22 de março de 1930.

Lei antitabaco entra em vigor na Venezuela com multas de até US$ 44 mil

Hugo Chávez comemorou no Twitter: 'Venezuela, livre de fumaça!', escreveu o presidente venezuelano


Caracas - Venezuela pôs em vigor nesta terça-feira, no Dia Mundial Sem Tabaco, uma nova lei antitabaco que proíbe fumar em espaços públicos fechados e que prevê multas entre US$ 212 e US$ 44 mil para os infratores.


"Em homenagem a este dia, nós estamos ratificando a vontade do Governo revolucionário de manter a saúde do povo da Venezuela, manter o direito ao não fumante, preservar a saúde de nossas crianças e de nossos adultos", indicou em entrevista coletiva a ministra de Saúde venezuelana, Eugenia Sader.

A lei, que foi aprovada em fevereiro após um processo de promulgação, anulação e ratificação em menos de uma semana, estabelece sanções para os infratores entre 12 e 2,5 mil unidades tributárias, ou seja, entre 912 bolívares (US$ 212) e 190 mil (US$ 44.186).

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cumprimentou a entrada em vigor da norma através de sua conta na rede social Twitter.

"Venezuela, livre de fumaça! Vamos todos e todas, participar desta campanha contra o tabagismo! Não ao charuto! Vamos viver sãos!", escreveu Chávez em sua conta @chavezcandanga.

Eugenia explicou que o Governo treinou um corpo de inspetores especificamente capacitados para o controle da aplicação da norma, que realizarão as recomendações aos locais e, eventualmente, estabelecerão as multas, que serão pagas através do sistema bancário.

A ministra incentivou os venezuelanos a denunciar os casos de infração da lei através de uma conta de e-mail para receber as denúncias e acrescentou que a norma deverá ser aplicada em "qualquer lugar público", incluindo aeroportos, transporte publico, escritórios, bancos, casas noturnas e locais comerciais, e especificou que não se podem estabelecer espaços específicos para fumantes nos locais fechados.

"Está comprovado em nível mundial que nos países que colocaram ambientes especiais para os fumantes não muda absolutamente nada, porque a fumaça sai e contamina o ambiente livre de fumaça", assinalou a ministra.

Eugenia ainda declarou que nesta terça-feira foram lançadas 77 consultas em todo o país com planos para ajudar os fumantes a deixar o hábito.

OMS classifica surto causado por bactéria como 'muito severo'

Novos testes mostraram que variante da bactéria não coincide com as detectadas nas hortaliças espanholas

Kacep Pempel/Reuters
Instituto de Higiene de Hamburgo continua a testar produtos encontrados em mercados e restaurantes

O surto da variante da bactéria E. coli foi classificado como "muito severo" pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "Não sabemos qual é a origem do problema, mas estamos pedindo que todos países fiquem alertas e cooperem com as investigações", afirmou a médica Hilde Kruse, gerente do programa de segurança alimentar da OMS.

De acordo com testes feitos na Alemanha, os pepinos espanhóis não são fontes do surto que causou 15 mortes e contaminou mais de 1,4 mil pessoas na Alemanha, informou nesta terça-feira a senadora de Saúde de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks.

A titular de saúde da cidade-estado alemã explicou, segundo o jornal Hamburger Abendblatt, que as análises realizadas em laboratório evidenciaram que a variante desta bactéria descoberta nos pepinos espanhóis não coincide com a encontrada nos sedimentos dos pacientes.

Prüfer-Storks indicou que as investigações comprovaram que a variante O104, isolada nos sedimentos dos pacientes examinados, especialmente agressiva e resistente a antibióticos, não coincide com a detectada nas hortaliças espanholas do mercado central de Hamburgo.

"Como antes, a fonte (do surto infeccioso) ainda não foi identificada", acrescentou a senadora de Saúde.

Prüfer-Storks, que foi a pessoa que apontou em um primeiro momento em direção aos pepinos espanhóis como fonte da infecção, reconheceu que ainda "não é possível dar por superado" o pico de casos do surto.

O Instituto de Higiene de Hamburgo mantém os testes em tomates, pepinos e alfaces em mercados, lojas de alimentação e restaurantes em busca da fonte da infecção, o que é essencial para acabar com o surto.

Desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, ao menos 15 pessoas já morreram, em sua maioria mulheres idosas, por causa da "E. coli Hemorrágica" e outras 1,4 mil foram contaminadas, das quais 570 vivem em Hamburgo.

Europeus trocam acusações por surto de doença na Alemanha

Governos europeus trocaram acusações na terça-feira enquanto lutam para encontrar a fonte do surto de E. coli que já matou 16 pessoas e deixou mais de mil doentes na Alemanha, Suécia e outros países.

A bactéria mortal foi ligada a princípio a pepinos contaminados da Espanha que foram importados pela Alemanha, mas as autoridades alemãs admitiram nesta terça-feira que os testes mais recentes mostraram que os pepinos não carregavam a cepa da bactéria mortífera ligada ao surto.

"A Alemanha reconhece que os pepinos espanhóis não são a causa", disse o secretário alemão da Agricultura, Robert Kloos, nos bastidores de uma reunião de ministros da Agricultura da União Europeia na Hungria.

Mas a norte-americana Administração de Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla em inglês) declarou que os carregamentos de pepinos e outros alimentos cultivados na Espanha estão sendo investigados por autoridades de saúde dos EUA mesmo assim. "Por conta da informação recebida sobre o surto na Alemanha, a FDA está inspecionando os carregamentos de pepinos, tomates e alfaces da Espanha", disse Doug Karas, porta-voz da FDA.

O surto, um dos mais abrangentes do tipo, já causou tensão diplomática entre a Alemanha, Espanha, França e Rússia. Moscou proibiu a importação de alguns vegetais e ameaça estender a proibição a toda União Europeia. A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, criticou a reação inicial da Alemanha.

"A Alemanha acusou a Espanha de ser responsável pela contaminação de E.coli em seu território, e o fez sem provas, causando dano irreparável ao setor produtor em nosso país", afirmou ela.

A mídia espanhola relatou que Alemanha, Dinamarca, República Tcheca, Luxemburgo, Hungria, Suécia, Bélgica e Rússia estão bloqueando a entrada de pepinos espanhóis. A fonte exata da cepa virulenta da bactéria ainda é desconhecida. Cientistas dizem que as suspeitas sobre vegetais ou saladas como possível fonte são bem fundamentadas, já que o adubo de gado usado em fertilizantes pode hospedar o E. Coli.

"O E. coli pode se colar à superfície de muitos produtos frescos, como folhas de alface, de espinafre e em pepinos. Este tipo de E. coli sobrevive a condições ambientais mais severas... e produz algumas toxinas terríveis para os humanos", disse Brendan Wren, da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

Especialistas de saúde do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, sediado em Estocolmo, (ECDC na sigla em inglês), que monitora doenças na UE, identificaram a doença como síndrome hemolítico-urêmica (HUS na sigla em inglês), uma complicação séria de um tipo de E. coli conhecido como E. coli produtora de toxina Shiga (STEC na sigla em inglês).

Os fazendeiros espanhóis estão perdendo cerca de 200 milhões de euros por semana como resultado da perda das vendas. Aguilar disse que Madri pedirá "medidas extraordinárias para compensar as enormes perdas impostas ao setor espanhol". O surto, que teve início em meados de maio, deixou mais de mil pessoas doentes até agora na Alemanha, além de pessoas da Espanha, Suécia, Grã-Bretanha, Dinamarca, França e Holanda que estiveram recentemente em território alemão.


PERGUNTAS E RESPOSTAS : Higiene previne contaminação

1. Existe mais de um tipo da bactéria?

A E.coli é um dos tipos mais comuns de bactérias. Ela existe não só no intestino humano como no de todos os animais (como bovinos e aves). O índice de coliformes fecais é medido pela quantidade dessa bactéria existente em um líquido, por exemplo. A maior parte dos tipos da bactéria não causa mal à saúde.

2. Por que alguns tipos da bactéria são mais agressivos à saúde?

Quando a bactéria adquire material genético, ela pode se tornar invasiva. Em alguns tipos, ela pode provocar diarreia, vômito e até febre - um quadro de gastroenterite infecciosa. Os tipos mais toxigênicos, como é o caso da E.coli 0157:H7, produzem uma toxina denominada shiga, que pode causar uma doença mais grave, a síndrome hemolítico-urêmica. Ela provoca a destruição das células vermelhas do sangue e o aumento da ureia no sangue, afetando os rins do paciente. Há cólicas abdominais intensas, náuseas e febre. Normalmente, ela é causada por precariedade nas condições de higiene na produção de carne bovina.

3. Como prevenir a contaminação?

O ideal é lavar muito bem os alimentos que serão consumidos crus e também higienizar bem as mãos. Caso viaje para regiões de contaminação, tenha cuidado especial com alimentos crus e malcozidos - evite comê-los.