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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quando é preciso parar de dirigir?

Envelhecimento pode afetar as habilidades necessárias para guiar um carro com segurança


As funções cognitivas, a coordenação, a visão e outras habilidades declinam com o passar dos anos. Na terceira idade, a pessoa deve considerar a possibilidade de parar de dirigir.

A Administração Nacional de Tráfego em Estradas aponta alguns indicadores que podem nortear a decisão de abandonar o volante por não ser mais capaz de guiar com segurança.

1) Se perder em caminhos que percorria com frequência;
2) Aparecimento de riscos e amassados no carro;
3) Ser multado por violar as leis de trânsito;
4) Se envolver em acidentes de carro ou passar perto dessas situações;
5) Receber uma recomendação médica para dirigir menor ou parar de guiar;
6) Ter problemas de saúde que impactam na capacidade de guiar;
7) Usar medicações que interferem na capacidade de dirigir;
8) Dirigir rápido demais ou lento demais, sem razão aparente.

Como se comportar em uma entrevista

Confira dicas sobre o que fazer antes, durante e depois do processo de seleção


Na hora de arrumar um emprego, realizar uma boa preparação para o processo de seleção pode ter tanta importância quanto os conhecimentos técnicos que você acumulou por anos. O que falar, como agir, como se vestir, o que perguntar são algumas das questões que geram insegurança nos candidatos. Por isso, é fundamental que o profissional se prepare para antes, saiba como agir durante a entrevista e planeje seus passos e eventuais contatos com a empresa depois do encontro.

Especialistas consultados pelo iG Carreiras indicaram como se comportar e o que fazer em cada uma dessas etapas.

Antes da entrevista

- Entre no site da empresa: é importante entender a estrutura e a estratégia da empresa. Na maioria das vezes, o recrutador pergunta o que o candidato pensa sobre aquela organização. Ir despreparado pode causar má impressão. "Se nem se der ao trabalho de entrar no site do lugar onde pretende trabalhar pode parecer que você não está tão interessado em conseguir o emprego", afirma o consultor Luiz Hartman, especialista em recrutamento e seleção, de São Paulo.

Carla Rosenthal Gil, diretora de recursos humanos da Abbott, afirma que quanto mais o candidato conhece da empresa e da sua linha de produtos, mais chances ele terá.

- Estude o local da entrevista: procure pesquisar onde é a empresa, qual a melhor forma de chegar, e calcule quanto tempo deve demorar. Programe-se para chegar com antecedência – lembre que, além do trânsito, é comum o candidato enfrentar filas na portaria do edifício ou mesmo se perder pelos corredores até chegar à sala de entrevista. Todo esse tempo deve ser levado em consideração. Hartman destaca que chegar atrasado pode interferir na opinião do entrevistador sobre o profissional. "O atraso pode acontecer mesmo assim, mas tomando esses cuidados fica mais difícil. Caso aconteça, se desculpe, mas sem se prolongar no assunto."

- Pense em que roupa usar: a apresentação é a sua porta de entrada. Fernanda Máximo, headhunter da Page Personnel, afirma que é importante que as mulheres não usem decotes e os homens não estejam mal vestidos e com a barba por fazer. "Coisas assim causam impacto em um primeiro momento. Parece que a pessoa não está antenada com o mercado e não tem interesse em passar uma boa impressão." Leia mais.

Durante a entrevista

- Tenha postura: o modo como o candidato senta pode demonstrar desânimo e falta de interesse. "É preciso mostrar energia para o entrevistador. Uma empresa nunca quer alguém que parece estar cansado ou que não está interessado em nenhuma avaliação", ressalta Hartman.

Segundo Fernanda, o que pode parecer apenas informalidade, muitas vezes pode causar uma má impressão. "O candidato deve entender que está sendo avaliado do início ao fim."

- Olhe nos olhos: manter um contato visual com o recrutador demonstra que o profissional tem confiança no que está falando e que não se intimida frente a uma situação que possa gerar nervosismo. "Não olhar enquanto está falando ou ouvindo pode parecer que é uma pessoa insegura", avalia Hartman.

- Não minta: o profissional deve falar sobre as experiências que realmente teve, sem esconder responsabilidades ou acontecimentos. "O recrutador está preparado para investigar e ver se há coerência no que a pessoa está falando. A mentira pode gerar um descrédito", afirma Hartman.

Raquel Martinho, diretora de marketing e desenvolvimento da consultoria Training X, destaca que o candidato pode até ser contratado, mas, se omitiu ou mentiu alguma informação, não conseguirá se manter na vaga.

- Enfatize apenas o que fez: é importante dar destaques para os melhores projetos e a forma como o conduziu. Falar mal do chefe ou da empresa onde trabalhou pode criar uma situação desfavorável e constrangedora. Hartman aconselha que, se o profissional for falar sobre algum comportamento de superiores, que o faça de forma sutil e cuidadosa. "Caso contrário, pode parecer que ele está justificando uma situação dele com ações de outros."

Segundo Carla, é aconselhável que o candidato evite comparações que não sejam positivas ou relevantes.

- Responda ao que foi perguntado: é fundamental que o profissional preste bastante atenção no que o recrutador está pedindo. "Na ânsia de falar tudo e se vender, ele pode se perder nas explicações e sair do contexto da pergunta", ressalta Hartman.
Por outro lado, também não pode ser uma pessoa muito seca, que só responde aquilo que foi perguntado e de forma muito sintética. É preciso haver um equilíbrio: não falar nem demais, nem tão pouco.

- Tire suas dúvidas após a entrevista: fazer perguntas é bom e necessário para esclarecer todas as informações sobre a vaga. No entanto, segundo Hartman, isso só deve ser feito depois que o recrutador terminou a sua avaliação. "Primeiramente, o profissional deve se vender e mostrar seu interesse pelo emprego. Se ele faz as perguntas antes de começar a entrevista, pode parecer que ele ainda está tentando ver se está interessado na vaga."

- Não priorize o salário: a remuneração é importante e faz parte do interesse pela vaga. Mas é preciso cuidado na hora de se falar sobre isso na entrevista. "Deixar muito claro quanto quer ganhar não é bem visto", afirma Fernanda. Segundo ela, o ideal é enfatizar o que o profissional espera da empresa e citar um valor médio da sua pretensão. "É fundamental que ele não coloque isso como prioridade."

Depois da entrevista

- Espere para pedir um feedback: é costume de algumas empresas darem um feedback, negativo ou positivo, após a entrevista. Quando isso não acontece, o candidato pode ligar na empresa para saber se a vaga já foi preenchida.

No entanto, é preciso ter calma e esperar pelo menos 15 dias. "Não pode ficar ligando todos os dias na empresa, ou no dia seguinte à entrevista, para saber se foi aprovado. Mas se já passou um tempo e ninguém ligou, aí sim o candidato pode entrar em contato", afirma Rachel.

Carla ressalta ainda que o profissional pode enviar uma mensagem agradecendo a oportunidade e se colocando à disposição. "Durante a entrevista, ele também pode perguntar quando voltarão a conversar ou qual o próximo passo do processo."

Vacina da gripe reduz risco de parto prematuro

Quem tomou a vacina foi 40% menos propensa a ter um parto antes da trigésima sétima semana de gestação, aponta estudo

Tomar a vacina contra a gripe durante a gravidez parece oferecer alguma proteção em relação a partos prematuros e recém-nascidos de baixo peso, é o que mostra um novo estudo americano.

Vacina: pesquisa aponta que imunização contra o influenza protege mãe e bebê

Pesquisadores analisaram dados de aproximadamente 4.200 nascimentos entre junho de 2004 e setembro de 2006 ocorridos no estado da Geórgia. Em torno de 15% das mulheres haviam tomado a vacina da gripe durante a gravidez.

O estudo revelou que as gestantes que tomaram a vacina e deram à luz durante a suposta temporada de gripe no hemisfério norte (que vai de outubro a maio) apresentaram propensão 40% menor de ter um parto prematuro – ou seja, antes da trigésima sétima semana de gestação.

“O efeito é significante durante o período da gripe, aumentando juntamente com a intensidade da circulação da doença”, disse Saad B. Omer, professor da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade Emory que liderou o estudo.

Mulheres que deram à luz em períodos com casos de gripes registrados apresentaram propensão 56% menor de dar à luz prematuramente do que as gestantes que não tomaram a vacina. Durante o pico da temporada da doença, que nos Estados Unidos geralmente ocorre nos meses de janeiro e fevereiro, as gestantes que tomaram a vacina se mostraram 72% menos propensas a ter um parto prematuro.

O estudo, publicado na mais recente edição do periódico PLoS Medicine, também revelou uma pequena associação entre a vacina da gripe e determinada proteção em relação a bebês pequenos para a idade gestacional (condição determinada por meio da medida da circunferência cefálica, peso ou altura ao nascer abaixo de 9%) durante o pico da temporada de gripe, mas não em outros períodos.

Os pesquisadores constataram que bebês nascidos no pico da temporada de gripe cujas mães receberam a vacina da gripe apresentaram propensão 69% menor de serem pequenos para a idade gestacional.

De acordo com os pesquisadores, fora da temporada de gripe não foi encontrada qualquer associação entre partos prematuros e a vacina. O fato já era esperado e apóia a hipótese da equipe de pesquisa, de que os resultados observados são provenientes da vacina e não de outros fatores. Entretanto, eles enfatizam que o estudo encontrou uma “mera” associação entre a vacina e o risco reduzido de prematuridade, não uma relação direta de causa e efeito.

De acordo com dados do artigo, infecções durante a gravidez podem afetar o crescimento e o desenvolvimento do feto. Infecções respiratórias, especialmente a pneumonia, são associadas a peso baixo no nascimento e risco maior de prematuridade.

A gripe (influenza) é especialmente perigosa para gestantes, que correm maiores riscos de sofrer uma doença grave e mesmo de morte.

“São muitas as evidências de que a gripe é uma doença muito mais grave em gestantes do que em mulheres da mesma faixa etária que não estão grávidas”, disse Saad.

No final da gravidez, a mulher tem a capacidade pulmonar reduzida e o coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue para o feto, exigindo maior esforço do organismo. A gravidez pode também dificultar o combate à gripe por parte do sistema imunológico.

Pesquisas anteriores conduzidas em Bangladesh revelaram que tomar a vacina da gripe durante a gravidez pode mesmo ajudar o recém-nascido a se proteger contra a doença.

Para Siobhan Dolan, consultor do March of Dimes e professor da Albert Einstein College of Medicine, as evidências são claras de que gestantes deveriam tomar a vacina da gripe durante a temporada da doença.

“Este estudo complementa as evidências de que a vacina da gripe é bastante benéfica, tanto na redução dos riscos de prematuridade como também diminuindo um pouco os riscos de peso baixo no nascimento”, disse Dolan.

A vacina de gripe durante a gravidez é recomendada pelas associações Academia Americana de Pediatria, Colegiado Americano de Ginecologia e Obstetrícia e March of Dimes. Segundo especialistas, apesar da recomendação, apenas em torno de 15% das gestantes dos Estados Unidos tomam a vacina anualmente. Durante a epidemia de H1N1 de 2009-2010 foi registradi um aumento de quase 50% nestes números.

Dolan complementou: “É bom para a gestante, é bom para o bebê. Os dados mostram claramente que este é o procedimento correto”.

Hospital dos Lusíadas apresenta técnica de diagnóstico de tumores cerebrais inédito em Portugal

O HPP Hospital dos Lusíadas, em parceria com a Universidade de Nara ( Japão), está a desenvolver uma técnica de avaliação pré-operatória dos nervos craneanos por ressonância magnética nos tumores cerebrais. Os avanços científicos desta técnica inovadora foram demonstrados no âmbito de uma conferência, no passado dia 27 de Maio, com a presença do Dr. Toshiaki Taoka, do Departamento de Radiologia da Universidade de Nara.


O novo método de diagnóstico permitirá a localização exacta de um tumor: a tractigrafia do nervo facial por ressonância magnética. Este avanço científico e inovador em Portugal torna-se numa ajuda fundamental na localização dos nervos cranianos; nervo facial; no pré-operatório, ajudando a prevenir a paralasia facial, principal complicação desta cirurgia ( que é bastante desfigurante para os doentes).

Reforçar a importância do intercâmbio científico no desenvolvimento de técnicas de avaliação pré-operatória, e permitir um melhor diagnóstico, assim como uma melhor intervenção do doente, proporcionando uma melhor qualidade de vida do doente pós-operação, são as principais finalidades do HPP hospital dos Lusíadas e dos seus profissionais de saúde.

Novo metódo de rastreio do Cancro do Pulmão desenvolvido em Portugal

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu um novo método de rastreio que detecta o cancro do pulmão em fase inicial e com baixos custos. O projecto intitulado AirMakers, baseia-se num teste de rastreio à doença, em que apenas é necessário um sopro do doente num saco de plástico e aguardar entre 24 e 48 horas.


Este kit inovador permite ao paciente conhecer o resultado mais cedo, e assim poderá iniciar o tratamento mais rápido, aumentando de 15% a 80% as hipóteses de sobrevivência. Elvira Gaspar, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projecto AirMarkers, revelou que este resultado é fruto de uma investigação de quase uma década e explica que "este kit detecta no hálito determinadas moléculas que funcionam como biomarcadores da doença num estádio inicial".

O novo método português traduz-se numa solução simples há muito tempo esperada, onde um sopro é suficiente para detectar a doença. Eliminar as radiações dos métodos convencionais é uma das grandes vantagens da descoberta portuguesa, que revoluciona a incapacidade dos métodos actuais de detectar o cancro do pulmão num estádio inicial.