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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quer evitar anemia? Conheça alimentos indispensáveis para sua dieta

Adotar uma dieta balanceada nem sempre significa apenas perda de peso. Hábitos alimentares mais saudáveis podem ajudá-lo a evitar outros problemas de saúde.

As nozes e castanhas são importantes aliadas no combate à anemia

A nutricionista Fabiana Honda listou dez alimentos que ajudarão você a previnir a anemia, uma deficiência da proteína hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo.

Quem sofre do problema geralmente aparenta estar mais cansado e sente-se indisposto. Há quem tenha como sintomas a queda de cabelo e as unhas mais fracas.

Para evitar a anemia, são indicados alimentos com fontes de ferro e ácido fólico.

Confira a lista baixo:

* carnes: são os alimentos que mais têm ferro, principalmente a carne vermelha

* vegetais verde-escuros: são uma importante fonte de ferro, mas só têm eficácia quando consumidos com vitamina C. Na lista dos mais indicados, estão brócolis, escarola, couve e agrião

* fontes de vitamina C: ajudam na absorção de ferro no organismo. Laranja, acerola, limão e abacaxi auxiliam no processo

* semente de abóbora: são ricas em ferro. Uma porção de 30 gramas já fornece boa quantidade desse nutriente

* tofu: provoca o aumento dos glóbulos vermelhos e ajuda na oxigenação dos tecidos. É um ótimo substituto dos queijos de origem animal

* feijão: é rico em proteínas e ferro. Contém ácido fólico (previne a anemia megaloblástica), muito importante para gestantes

* lentilha: assim como o feijão, é rica em proteínas e ferro, além de proteínas do complexo B

* espinafre: não é rico em ferro, porém contém ácido fólico, indispensável para diminuir o risco de anemia

* nozes e castanhas: ricas em zinco e ferro auxiliam o sistema imunológico e diminuem os riscos de anemia

O que evitar:

* alimentos ricos em cálcio: leite e derivados devem ter o consumo evitado nas grandes refeições, caso do almoço e jantar, onde o aporte de proteínas (ferro) é maior. Se consumirmos cálcio e fontes de ferro juntos há uma competição na absorção, prejudicando os níveis de ferro no sangue


*alimentos ricos em taninos (substância que diminui a absorção do ferro): entram na lista refrigerantes, além dos chás preto e mate

Conheça os alimentos que ajudam na absorção de ferro pelo organismo

O ferro é considerado um dos principais nutrientes envolvidos no crescimento e desenvolvimento em seres humanos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 55% das crianças sofram de anemia por carência de ferro. A deficiência deste mineral no organismo também altera a imunidade, facilitando o aparecimento de doenças virais e bacterianas.

Frutas cítricas ajudam na absorção de ferro e são ideais para serem consumidas após as refeições

Além disto, a sua carência pode comprometer o aprendizado infantil, levando a uma maior dificuldade de concentração; e reduzir o desempenho para prática de exercícios físicos, devido a fraqueza, fadiga, tonturas e falta de ar.

Cuidados na seleção de alimentos que fazem parte das refeições ajudam a evitar combinações que reduzem tanto a absorção como o aproveitamento do ferro pelo organismo. A endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Vivian Estefan, faz algumas recomendações:

- O cálcio diminui a absorção de ferro, por isso evite consumir leite e derivados nas duas maiores refeições (almoço e jantar), prefira-os sempre no café da manhã e lanches.

- Procure ingerir no almoço e jantar alimentos ricos em ferro, como carnes, aves, peixes, leguminosas (lentilha, feijão, grão de bico) e verduras de cor verde-escuro (brócolis, espinafre, couve, agrião).

- Evite consumir café, mate, chá preto e refrigerantes durante as principais refeições do dia.

- Frutas ricas em vitamina C (laranja, mexerica, abacaxi, açaí, por exemplo), auxiliam a absorção do mineral e, portanto, devem ser consumidas no almoço e jantar.

- Evite doces antes e depois das refeições.

- Não consuma simultaneamente ovos e carnes, isso dificulta a absorção do ferro.

- Vísceras de frango e carne bovina, especialmente fígado, contêm grande quantidade de ferro.

Ministro diz que proximidade com Judiciário ajuda a reduzir demandas na área de saúde

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou hoje (2) que reconhece no Judiciário brasileiro um aliado da pasta. Atualmente, cerca de 240.980 demandas judiciais envolvendo questões de saúde estão registradas em tribunais no país.

“A proximidade com o Judiciário permite reduzir essas demandas judiciais que podem, inclusive, afetar a saúde da população”, disse, ao explicar que alguns processos estão relacionados a procedimentos terapêuticos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após a cerimônia de abertura do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Padilha afirmou que a pasta está estimulando a criação de câmaras técnicas e de conciliação prévia nos estados, com o objetivo de analisar as demandas antes que o processo judicial seja iniciado.

“Essas ações conjuntas contribuem fortemente para a consolidação do SUS [Sistema Único de Saúde], sobretudo porque aproximam os gestores e a área técnica do Judiciário, para protegermos o cidadão e a coletividade”, concluiu.

Para o coordenador do fórum, conselheiro Milton Nobre, é preciso que haja uma interface entre o Judiciário e o Executivo para que a demanda de processos diminua. “A máquina judiciária brasileira é limitada”, destacou, ao lembrar que, em 2009, o país contabilizou 86,6 milhões de processo em tramitação a serem julgados por 16 mil juízes.

Anvisa proíbe sachê de álcool por suspeita de contaminação microbiológica

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu em todo o país a comercialização do sachê de álcool Con-Zellin-Hartmann, importado pela empresa Baxter Hospitalar Ltda. O problema de qualidade do produto, que apresentou suspeita de contaminação microbiológica, foi comunicado pela própria fabricante. A resolução foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União.

Também foram suspensas em qualquer tipo de mídia todas as propagandas que atribuem propriedades ao alimento NQI (suplemento mineral à base de fósforo), fabricado pela empresa Gauer do Brasil Indústria e Comércio Suplementos Alimentares Ltda.

De acordo com as indicações, o alimento teria propriedades antioxidante e solubilizante, para tratamento, prevenção e cura de cálculos renais e osteoporose.

Está proibida também a divulgação de supostos benefícios do fosfato presente no alimento, como agilidade de raciocínio, fortificação de memória e aumento da disposição física e mental. Segundo a Anvisa, não há comprovação científica dessas atribuições.

Ontem (1º) foi publicada a suspensão da propaganda do produto Redufast em todos os veículos de massa. O produto não tem registro na agência.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso.

Profissionais de saúde da rede privada participam de treinamento para diagnóstico de dengue

Rio de Janeiro - Cerca de 50 profissionais de saúde da rede privada participam hoje (2) de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, para diagnosticar precocemente casos de dengue. De acordo com a médica Lúcia Alves da Rocha, especialista em doenças tropicais, a identificação dos primeiros sinais da doença e a orientação adequada ao paciente são fundamentais para evitar que os casos evoluam para a morte.


Somente este ano, 88 pessoas morreram de dengue no estado do Rio, 31 apenas na capital fluminense. De acordo com o último balanço, divulgado ontem (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, de 2 de janeiro a 28 de maio foram notificados 117.922 casos suspeitos da doença.

“As equipes de saúde que prestam o atendimento primário precisam interpretar as informações que o paciente nos traz e considerar a doença, principalmente se a região for endêmica e se a época for de maior demanda”, afirmou durante sua palestra.

A especialista também destacou que em muitos casos o diagnóstico precoce pode não ser tão preciso porque os sintomas da dengue se assemelham aos de outras doenças. Quando o profissional não estiver absolutamente seguro, no entanto, ela recomenda que haja uma observação mais profunda do quadro apresentado, com base na classificação de risco da doença e conforme recomendações do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), no Ministério da Saúde.

De acordo com a médica, quando o paciente não apresentar sinais de gravidade, os cuidados são básicos e incluem a imediata hidratação oral, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos. Nos casos em que o paciente apresentar sinais de agravamento, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes ou desmaios, as recomendações variam desde manter o paciente em observação no serviço ou unidade de saúde até a internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

“Por isso é fundamental que o profissional de saúde esteja capacitado a identificar os sinais da doença e orientado sobre quais medidas adotar diante de casos suspeitos da dengue para agir de acordo com cada situação que se apresentar”, ressaltou.

Lúcia Alves da Rocha reconheceu, no entanto, que a superlotação nos serviços de emergência, tanto públicos como privados, é um problema que pode atrapalhar esse procedimento.

“É preciso organizar a atenção primária para atender quem não tem gravidade e, quando houver, saber encaminhar para um atendimento mais especializado”, afirmou.

O advogado Pedro Carvalho, que procurou há cerca de um mês uma unidade de saúde na zona oeste do Rio de Janeiro com suspeita de dengue, disse que foi bem orientado e, mesmo sem a confirmação clínica do diagnóstico, recebeu um folheto com indicações do que fazer para se manter hidratado e buscar novo atendimento em caso de piora do quadro de saúde.

Segundo ele, no entanto, o tempo de espera para receber o atendimento foi o maior problema.

“Eu até fui bem atendido, fiz o exame de sangue para verificar o número de plaquetas e fui colocado no soro. O problema é que só para ser atendido precisei esperar quase três horas na fila. Isso para alguém que está doente é terrível”, reclamou.

O treinamento é promovido pela Agência Nacional de Saúde (ANS), vinculado ao Ministério da Saúde, e está marcado para ocorrer também, nos próximos meses, em São Paulo e em Belo Horizonte.