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sábado, 4 de junho de 2011

Bactéria E.Coli: Espanha exige indenização da Alemanha

A Espanha vai pedir um "ressarcimento dos danos" causados pelo "erro clamoroso" alemão de associar produtos espanhóis à epidemia causada pela bactéria E.Coli, que deixou 18 mortos na Europa, anunciou nesta sexta-feira o chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. Não há "um mínimo sinal" de que produtos espanhóis tenham relação com a epidemia causada pela bactéria, segundo testes feitos na Espanha, afirmou Zapatero.

Há hipótese de que alimentos sejam os transmissores da bactéria
"Ficou claro com as análises da Agência Espanhola de Segurança Alimentar que não há a mínima suspeita de que a origem desta infecção tão grave venha de um produto espanhol", insistiu nesta quinta-feira o chefe de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero em entrevista à rádio e TV públicas espanhola.

As autoridades de Hamburgo (norte da Alemanha) foram as primeiras a lançar suspeitas de que a origem das bactérias seriam dos pepinos importados da Espanha.

"Vamos exigir (...) reparação dos prejuízos", afirmou a ministra da Agricultura espanhola, Rosa Aguilar.

A conselheira (ministra regional) de agricultura da região de Andaluzia (sul), origem dos pepinos que inicialmente foram apontados como possível origem da bactéria, garante que "só no setor, desde que começou a crise até agora, já registramos uma perda no valor de 75 milhões de euros".

"O dano produzido é grande, é um prejuízo grave, mas vamos nos empenhar para repará-lo", advertiu Zapateiro acrescentando que gostaria que a Comissão Europeia reagisse de maneira "mais clara" e que adotasse regras mais eficientes na questão das fronteiras da União Europeia.

Depois de mencionar "um erro clamoroso das autoridades alemãs", Zapatero disse que "o governo federal alemão deve saber que tem a responsabilidade global ante outros Estados na Europa."

"Vamos pedir explicações muito contundentes e desde já vamos exigir as reparações necessárias" pelos danos causados, acrescentou.

Na tarde de quinta-feira, Zapatero falou por telefone com a chanceler da Alemanha, Angela Merkerl, que "lamentou os prejuízos causados aos produtores espanhóis" e "prometeu que a Alemanha vai considerar fórmulas no marco europeu de indenizar os agricultores afetados", segundo um comunicado do governo espanhol.

Os produtores de frutas e verduras espanhóis, maiores exportadores da Europa, registraram nos últimos dias uma queda nas vendas devido ao medo que se espalhou pela Europa sobre seus produtos.

A Federação espanhola de produtores-exportadores de frutas e verduras avaliou as perdas em "aproximadamente 200 milhões de Euros (US$ 280 milhões) por semana".

A epidemia que começou na Alemanha espalhou-se pela Europa causando 18 óbitos até agora. Já foram registrados mais de 2 mil casos de contaminação. São centenas de novos casos só na Alemanha.

Já há registros de casos em quase toda a Europa, principalmente na Holanda, e até nos Estados Unidos. Os doentes aparentemente estiveram na Alemanha ou tiveram alguma relação com o país.

Os primeiros sete casos de bactéria E.coli (ECEH) foram anunciados pelo Reino Unido.

Três infectados são britânicos que viajaram recentemente para a Alemanha e os outros quatro são cidadãos alemães.

"A Comissão Européia tinha decretado alerta sanitário contra os pepinos procedentes de Almería (sul da Espanha) na última quinta-feira", após a denúncia falsa das autoridades alemãs, anunciou na quarta-feira o ministério da Saúde da Espanha em comunicado.

Turistas brasileiros na Alemanha devem evitar comer vegetais crus

Os brasileiros em viagem à Alemanha devem evitar o consumo de vegetais crus, em especial pepinos, tomates e alfaces. A orientação é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ministério da Saúde e tem o objetivo de prevenir a contaminação pela bactéria E.coli que já matou 18 pessoas na Europa, principalmente na Alemanha.


De acordo com a Anvisa, a contaminação é de uma cepa rara que é encontrada normalmente no intestino de humanos e de animais. Essa variação da bactéria pode causar doenças graves transmitidas por alimentos a partir da produção de uma toxina. A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu relatório informando um total de 1.823 casos de contaminação notificados na Europa desse tipo de E.coli.

Em nota, a Anvisa declarou que “ as informações estão sendo acompanhadas em tempo real pelas autoridades brasileiras” e, até o momento, “não serão adotadas medidas restritivas”. Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), O Brasil não importa dos países europeus nenhum dos três tipos de alimentos indicados como fontes mais prováveis de contaminação.

Os principais sintomas da contaminação são cólicas abdominais severas e diarreia, podendo evoluir para diarreia sanguinolenta, além de vômitos e febre. A maioria dos pacientes se recupera em dez dias, mas em pessoas mais vulneráveis a doença pode agravar-se levando à Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU),caracterizada por falência renal aguda e anemia.

Pesquisa: tempo de corrida pode prever a saúde do coração

Tempo para percorrer uma milha (1,6km) correndo pode ser um bom indicador da saúde cardíaca em longo prazo

Corrida: tempo gasto para percorrer 1,6km pode ser um indicador da saúde cardíaca no futuro, diz estudo

Em quanto tempo você consegue correr uma milha (1,6km)? Para pessoas na meia-idade, essa simples medida de aptidão física pode ajudar a prever o risco de problemas cardíacos conforme envelhecem.

Em dois estudos separados, pesquisadores da Southwestern Medical School, na Universidade do Texas, e do Cooper Institute, em Dallas, analisaram níveis de condicionamento físico de mais de 66 mil pessoas.

No geral, a pesquisa mostrou que esse nível, numa pessoa de meia-idade, é um forte indicador da saúde do coração em longo prazo – sendo tão confiável quanto fatores tradicionais de risco, como colesterol ou pressão sanguínea. Os dois estudos foram publicados no mês passado, nas publicações “Circulation” e “Journal of the American College of Cardiology”.

Nas pesquisas, a aptidão física foi medida usando testes cuidadosamente monitorados sobre a esteira, para avaliar resistência cardiovascular e fadiga muscular. Ao analisar os dados, porém, os pesquisadores sugeriram que os resultados da esteira poderiam ser traduzidos em tempos médios de corrida – oferecendo uma fórmula simples para médicos e indivíduos classificarem seu condicionamento na meia-idade e preverem riscos cardíacos em longo prazo.

“Quando você tenta definir o condicionamento físico, o que ele significa?”, questionou Jarett D. Berry, professor de medicina interna e cardiologia na Southwestern Medical School e coautor de ambos os artigos.

“Neste dois estudos, o tempo para correr 1.609 metros na meia-idade é fortemente associado ao risco de doenças cardíacas quando se é mais velho. Os exercícios que você faz na casa dos 40 anos são altamente relevantes ao seu risco cardíaco quanto tiver 80”.

Berry adverte que mais estudos são necessários antes que os tempos de milha (nos EUA o sistema métrico é diferente e uma milha equivale a 1,6km) possam ser usados como referencial aceitável para o risco cardiovascular. Ainda assim, ele aponta que o ritmo de corrida de uma pessoa é uma medida de condicionamento fácil de entender, e um bom ponto de partida para medir a aptidão física geral.

A partir dos dados do estudo, Berry calculou que um homem na casa dos 50 anos que corre 1,6km em 8 minutos ou menos (ou 9 minutos ou menos para uma mulher) mostra um alto nível de condicionamento. Percorrer o mesmo trecho em 9 minutos para homens e 10min30 para mulheres é um sinal de condicionamento moderado, enquanto homens que não conseguem correr 1,6km abaixo de 10 minutos e mulheres que passam dos 12 minutos entram na categoria de baixo condicionamento.

As categorias fazem uma grande diferença no risco de problemas cardíacos, segundo o estudo: aqueles no grupo de alto condicionamento tinham um risco de 10% de desenvolver problemas cardiovasculares ao longo da vida, frente a 30% no grupo de baixo condicionamento.

Berry afirma que a aptidão física varia amplamente com idade e sexo e que as estimativas de tempo por milha são apenas bons referenciais para que pacientes e médicos comecem a discutir o condicionamento físico. Segundo ele, no geral uma milha em 10 minutos para um homem de meia-idade e em 12 minutos para um mulher na mesma etapa sugerem um bom nível de condicionamento.

“A principal descoberta destes estudos é que seu nível de aptidão, quando jovem, é um forte indicador do risco de doenças cardíacas dali a 30 ou 40 anos”, explicou.

“Se estamos tentando desmembrar isto em implicações práticas, seria a velocidade em que você consegue correr. O risco cardíaco aumenta acentuadamente em cada minuto a mais que se leva para correr uma milha”.

Timothy Church, professor do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, em Baton Rouge, Louisiana, disse que mais pesquisas são necessárias para validar a ideia de que o tempo para correr uma milha se relaciona às categorias de risco no estudo original. Entretanto, ele concorda que os especialistas em exercícios precisam desenvolver uma maneira melhor de explicar exatamente o que o condicionamento físico representa.

“Não se pode olhar para uma pessoa e deduzir se ela está ou não em forma”, disse Church. “O que é estar em forma? De um ponto de vista de fatores de risco, seria evitar um baixo condicionamento”. Ele também lançou mais uma nota de cautela sobre os referenciais de tempo de milha.

“Fico preocupado quando as pessoas testam seu condicionamento por conta própria”, afirmou. “Não quero que um homem sedentário de 45 anos saia pela rua correndo uma milha o mais rápido que pode”.
Mesmo assim, Church explicou que a maior parte dos benefícios de saúde do exercício vem da transição de condicionamento baixo a moderado e o desafio é encontrar uma forma de se comunicar e motivar as pessoas da categoria inferior.

“Você deve saber se pertence à categoria imprópria”, garantiu Church. “Se você é fisicamente inativo, se fica sentado 18 horas por dia e se fica exausto subindo um lance de escadas. Se seu destino fica a dois quarteirões e você acaba esperando 20 minutos por um táxi, então sua categoria é fora de forma”.

Berry concordou que os referenciais de tempo de milha podem não ser bons indicadores para todos os indivíduos, dado que algumas pessoas em ótima forma têm limitações físicas que as impedem de correr rapidamente. A questão mais importante, segundo ele, é que a maioria das pessoas não tem uma ideia clara de seu próprio lugar no espectro da aptidão física e não conhecem os riscos que um condicionamento ruim representa à saúde no geral.

Mesmo pessoas que fazem caminhadas regulares, três vezes por semana, podem ter uma ideia superestimada sobre seu nível de aptidão, disse ele, acrescentando: “Você pode cumprir as diretrizes para atividades físicas, mas não necessariamente está em forma”.

Segundo ele, embora níveis modestos de exercícios sejam melhor do que nada, “levantar-se do sofá é o primeiro passo, mas uma atividade vigorosa surte um efeito muito mais palpável em seu nível de condicionamento físico”.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/pesquisa+tempo+de+corrida+pode+prever+a+saude+do+coracao/n1596994324881.html

Alivio rápido para a dor no pescoço

Sete dicas caseiras podem resolver o torcicolo rapidamente. Veja como enfrentar o problema sem tanto sofrimento


A Enciclopédia Americana ADAM menciona algumas medidas simples, mas potencilamente eficientes para acabar com dor no pescoço:

-Coloque gelo na área durante as primeiras 72 horas,
-Faça uma pausa de exercícios físicos regulares e atividades por alguns dias
-Faça exercicios lentos, suaves, com amplitude de movimento para ajudar a alongar os músculos do pescoço
-Massageie suavemente partes dolorosas do pescoço
-Durma sem um travesseiro em um colchão firme
-Usar um colar cervical macio nos primeiros dias de dor
-Alivio rapido para a dor no pescoço

Dossiê glúten

Proteína encontrada em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada e malte, pode causar problemas à saúde

Alimentos a base de trigo, aveia, centeio e cevada, como pães e massas, contém glúten

O glúten é uma proteína que está naturalmente presente em cereais como trigo, aveia, centeio, cevada, malte e seus derivados.

Qualquer alimento que leve na composição um destes ingredientes, contém glúten.

Ele tem a propriedade de formar, junto com a água e a energia mecânica, aquela viscosidade que caracteriza principalmente os produtos de padarias – como pãezinhos, bolos, biscoitos – e o macarrão.

“É ele que dá elasticidade e ajuda a massa a crescer”, explica a nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde.

“Porém é considerada uma proteína de difícil digestão”, alerta a nutricionista Natália Dourado, coordenadora do 2° Glúten Free São Paulo, evento voltado à alimentação sem glúten, que ocorreu em São Paulo em maio.

Há quem defenda que o glúten pode se tornar prejudicial para o organismo de qualquer pessoa e não apenas para quem sofre de doença celíaca – desordem autoimune causada pela intolerância permanente ao glúten.

Recentemente o tenista sérvio Novak Djokovic, invicto após 38 partidas na temporada, revelou mudanças efetuadas em sua preparação dos últimos meses, entre elas uma dieta sem glúten.

No meio da temporada passada, ele passou a contar com o nutricionista Igor Cetojevic, que detectou que o atleta tinha uma reação alérgica ao glúten e sugeriu novos hábitos alimentares. Cerveja, pão, massa e biscoitos são alguns dos alimentos que Djokovic suprimiu da dieta.

"Agora, não posso mais comer pizza, nem massa, nem pão. Perdi um pouco de peso e acho que isso me ajudou, não só fisicamente, mas também mentalmente", explicou o tenista à agência de notícias AFP.