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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Erisipela

Sinônimos:
Linfangite estreptocócica


O que é?
É uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos. Manifesta-se principalmente em pernas e pés mas pode também aparecer em membros superiores, tronco e face.

Como se desenvolve?
A partir de lesão causada por fungos (frieira) entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés produzidas por calçado, corte de calos ou cutículas, coçadura de alguma picada de inseto com as unhas, pacientes com insuficiência venosa crônica ou com diminuição do número de linfáticos têm uma predisposição maior de adquirir a doença, como é o caso de pacientes submetidas à mastectomia, portadoras de linfedema. Diabéticos e obesos também apresentam mais predisposição.

O que se sente?
No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços.

As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas.

A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.

Como se faz o diagnóstico?
Exames laboratoriais são geralmente dispensáveis para se fazer o diagnóstico, mas são importantes para acompanhar a evolução do paciente.
O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico.

Como se trata?
A crise de erisipela deve ser tratada com antibióticos,. sempre que possível.

Usa-se uma dose do ataque e se mantém o tratamento por um período prolongado para evitar recidivas. O tratamento deve ser iniciado assim que detectada a doença para evitar complicações como abcessos, úlceras (feridas), e o linfedema ( edema duro e persistente) que pode ser o resultaado de vários surtos de erisipela.

Como se previne?
Após banho, secar bem entre os dedos dos pés.

Usar meias limpas todos os dias, dando preferência às meias de algodão.

Usar fungicidas metodicamente em pó, spray ou cremes.
Evitar traumas à pele ou calçados impróprios.

Aids foi confundida com pneumonia rara e câncer nos anos 80

Ao ser descoberta, causa foi relacionada a sexo entre homens
A divulgação de um estudo sobre "cinco homens jovens de Nova York e Califórnia, todos eles homossexuais ativos" marcou, no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de um Governo de que existia uma nova e rara doença. Era o que somente no ano seguinte seria chamado Aids. Neste domingo (5), portanto, fazem 30 anos da descoberta do vírus HIV que causa a doença ainda sem cura, mas controlada por tratamentos com antirretrovirais.

Eles foram diagnosticados com tipos de pneumonia e de câncer de sarcoma de Kaposi que até então só afetavam pessoas com o sistema imunológico muito debilitado.

Durante meses, muitos cientistas acreditavam que apenas os homossexuais podiam contrair a doença, o que deu origem ao seu primeiro nome: Desordem Imunológica Relacionada com o Homossexualismo (Grid, na sigla em inglês).
Tese descartada em dezembro de 1981, quando foram confirmados os primeiros casos em viciados em drogas injetáveis, e pouco depois em heterossexuais. Porém, as formas de contágio ainda eram desconhecidas, o que levava ao completo isolamento dos pacientes e ao temor de que o vírus poderia ser contraído apenas com o toque em objetos dos portadores.
Somente em julho de 1982, o nome Aids surgiu em um congresso médico em Washington, após o consenso entre os cientistas de que se tratava de um mal adquirido, e não hereditário, que provoca deficiência no sistema imunológico e era uma síndrome com múltiplas manifestações, não uma doença única.
E dois anos mais tarde, o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês) foi identificado como a causa clara da doença, sendo calculado um período de latência de dez anos desde o momento da infecção.

Fazenda alemã de brotos é suspeita de ser origem de surto de E.coli que matou 22

Doença causada pela matou 22 pessoas na Alemanha e na Suécia

Fazenda produz brotos de feijão, lentilha e ervilha   AP

Uma fazenda no norte da Alemanha foi identificada como sendo a mais provável origem do surto de infecções por uma variante altamente tóxica do E.coli que matou 22 pessoas.

A fazenda, que produz brotos de feijão, lentilha, ervilha e outras leguminosas fica em Ulzen, cerca de 100 km ao sul de Hamburgo, o epicentro do surto que deixou mais de 2 mil pessoas enfermas.

As autoridades alemãs aguardam nesta segunda-feira os resultados de testes realizados na fazendas.

O ministro da Agricultura para a região da baixa Saxônia, Gert Lindemann, disse que a fazenda foi fechada e todos os seus produtos recolhidos. A fazenda vendia seus produtos para restaurantes e mercados em Hamburgo e outras cidades.

Segundo o correspondente da BBC em Berlim Steve Evans, se a fazenda for confirmada como origem do surto, o caso deve causar grande constrangimento para as autoridades alemãs, que tinham inicialmente apontado para pepinos produzidos na Espanha como sendo a provável causa da contaminação pelo E.coli.

Ministros da Saúde dos países da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira em Luxemburgo para discutir o surto.

Gado e ovelhas

A bactéria já matou 22 pessoas, 21 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou cerca de outras 2 mil, na Alemanha e outros 12 países.

A maioria dos afetados pelo surto está na Alemanha, com casos concentrados na cidade de Hamburgo.

Mais de 2.150 pessoas no país foram infectadas. O ministro federal da Saúde, Daniel Bahr, informou que os hospitais do norte da Alemanha estão superlotados devido ao surto, mas os funcionários estão fazendo 'todo o que for necessário' para ajudar os pacientes.

A E. coli, que costuma habitar as entranhas de gado e ovelhas, em geral é inofensiva à saúde. Mas a variedade que está atacando a Europa, a EHEC, causa diarreia, cólicas estomacais severas e febre. Ela se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas.

A maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas um pequeno número de pacientes desenvolve uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.

Cientistas afirmaram que a nova variante da E.coli é um híbrido agressivo, tóxico para humanos e que não estava ligado anteriormente à intoxicações alimentares.

A Espanha é o país mais afetado economicamente pelo episódio, com grande perdas registradas por produtores locais de pepino e outros legumes e verduras. O premiê José Luis Rodríguez Zapatero disse que seu país vai exigir reparações pelas perdas sofridas.

Balanço da epidemia de E.coli:22 mortos, 21 na Alemanha

Último balanço falava em 19 pessoas falecidas, 18 na Alemanha e uma na Suécia

O número de mortos pela epidemia causada pela bactéria E.coli aumentou para 22, sendo 21 na Alemanha, segundo os últimos dados publicados no domingo pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), com sede em Estocolmo.


O último balanço registrava 19 pessoas falecidas, 18 na Alemanha e uma na Suécia.

Os países membros da União Europeia (UE) registraram 1.605 casos de contaminação pela Escherichia coli entero-hemorrágica (ECEH) e 658 casos apresentam sintomas da Síndrome Hemolítico-Urêmico (SHU), informou o ECDC.

A maior parte dos afetados estão na Alemanha, são 1.536 casos de ECEH e 627 de SHU.

Em relação ao balanço de sábado, são 328 novos casos de ECEH e 107 de SHU. Nas últimas 24 horas, só foram registrados quatro novos casos de ECEH no Reino Unido e um na Dinamarca. Os outros foram todos na Alemanha.

Estudo aponta vínculo entre células cancerígenas no sangue e sobrevivência

O nível de células cancerígenas que circulam no sangue, provenientes do tumor, está relacionado com a sobrevivência dos doentes de câncer avançado de próstata, segundo um estudo clínico que abre o caminho para melhorar os tratamentos.


Um dos problemas que impede o progresso na luta contra o câncer é justamente a identificação de indicadores precoces confiáveis que apontem se um tratamento pode prolongar a vida de um enfermo, explicou o médico Howard Scher, diretor do serviço de oncologia urológica no Memorial Sloan-Kettering Cancer de Nova York, coordenador da pesquisa, divulgada ontem.

Scher apresentou o trabalho na conferência anual da American Society of Clinical Oncology, o evento mais importante de oncologia do mundo, que aconteceu em Chicago com mais de 30.000 participantes.

Um teste clínico de fase 3, chamado COU-AA e realizado com 1.195 pacientes com câncer avançado de próstata - tratados com o Zytiga do laboratório americano Johnson and Johnson - mostrou que existe uma correlação entre o nível sanguíneo de células cancerígenas e a sobrevivência dos enfermos.

Medir o nível destas células pode favorecer o desenvolvimento de futuros tratamentos. Estes marcadores podem ser utilizados para avaliar rapidamente a eficácia de uma nova terapia para prolongar a vida dos enfermos, ao invés de testes clínicos mais longos e caros.