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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dieta contra o colesterol é variada e muito saborosa

Esqueça as receitas sem gosto e a monotonia na hora de comer


Mas nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol jamais entram nos eixos. Mas o contrário até pode acontecer: há quem aprenda a montar pratos saudáveis e, desta forma, passe longe da farmácia. E se você acha que será preciso colar bilhetes e cartazes pela casa, separando o que pode ir para a mesa da lista vetada, relaxe os ombros. "A primeira medida é aumentar a quantidade de vegetais nas refeições e reduzir os alimentos de origem animal, onde o colesterol está presente", afirma a endocrinologista Léa Diamant, do Hospital Albert Einstein.

E antes que os espertinhos pensem em encher bandeja com porções de batata frita, a médica lembra que há outros tipos de gordura, como a poliinsaturada, que podem comprometer os níveis de colesterol sanguíneo. "Em pequenas doses, a gordura dos óleos vegetais é benéfica para a saúde, reduzindo a quantidade de triglicérides do sangue. Mas, em excesso, ela derruba os níveis de HDL (o colesterol bom), favorecendo a formação de placas nas artérias".

As escolhas certas, no entanto, são muito mais gostosas e fáceis do que você imagina. As nutricionistas Ana Carolina Elias de Almeida e Solange de Oliveira Saavedra, ambas do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) - 3ª Região, dão as dicas para quem deseja encampar uma batalha contra o colesterol alto e sair vencedor (sem, é claro, abrir mão de comer bem).

Queijos
Os queijos são produtos de origem animal e, por isso, trazem colesterol para o organismo. Os especialistas mais radicais limitam o consumo em uma fatia fina de queijo amarelo por dia, mesmo em pessoas saudáveis. Mas a ricota e o cottage, com menos teor de gordura, são integrantes de livre acesso nos pratos saudáveis. E não se engane com a mussarela de búfala, que é clarinha, mas contém doses altas de gordura se for comparada ao queijo branco. Na dúvida, olhe o rótulo antes de fazer sua escolha.

Linhaça
Badalada de uns tempos para cá, a semente de linhaça existe em dois tipos: a marrom e a dourada. A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está mais adaptada ao solo do nosso país e ao clima quente e úmido. A linhaça dourada cresce em climas mais frios, sendo geralmente importada do Canadá. Por estudos que vem sendo feitos, parece não existir diferenças significativas na quantidade de nutrientes entre um tipo e outro.

Proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poliinsaturados (principalmente Ômega 3, importante para a prevenção de doenças cardiovasculares) fazem desta semente uma delícia bastante indicada para a sua dieta.

Moída ou triturada, a semente têm suas características potencializadas, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e não sofre digestão no trato gastrointestinal. Iogurtes, sucos, vitaminas, saladas e sopas ficam muito mais gostosas com a crocancia dos farelos de linhaça.

Óleos vegetais
Os óleos de soja, girassol, canola, milho, algodão e arroz não possuem colesterol, já que são produtos de origem vegetal. O mesmo vale para o azeite de oliva que, junto aos óleos, forma um time de alimentos ricos em gorduras insaturadas (mono e poliinsaturadas), sendo livres de colesterol e de gordura trans.
Os óleos vegetais são melhores para a cocção (aquecimento dos alimentos), pois toleram altas temperaturas e não queimam, ou seja, não saturam com facilidade. Quando isso acontece, formam-se radicais livres que aceleram o envelhecimento e as doenças degenerativas. Além disso, a gordura saturada prejudica o coração.

Já o azeite de oliva, por não tolerar altas temperaturas, deve ser utilizado em temperatura ambiente, acrescido na salada ou no final da cocção de um alimento ou prato. Ele reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL).

Oleaginosas
Nozes, castanhas, avelãs, amendoim e pistache, além de ser uma delícia, têm alto valor nutricional e concentram altas doses de gorduras insaturadas, que auxiliam no combate ao mau colesterol (LDL) e às doenças coronarianas. Só é preciso tomar cuidado com a quantidade de calorias destes petiscos: duas ou três unidades da sua favorita são suficientes. E, caso você tenha hipertensão, evite as versões salgadas.

Proteína vegetal, fibras, substâncias antioxidantes (como a vitamina E) e minerais (como o zinco e o selênio) fazem parte do pacote saúde das oleaginosas.

Legumes
Os legumes são alimentos de origem vegetal, portanto, não fornecem colesterol quando ingeridos na alimentação cotidiana. Devem compor o almoço e o jantar, fornecendo vitaminas, minerais e fibras (muito importantes para ajudar a manter baixo o nível de colesterol).

Os alimentos de origem vegetal (verduras, legumes, frutas, leguminosas e grãos) ainda são ricos em fitosteróis, uma espécie de primo vegetal do colesterol (até a estrutura química deles é parecida). Os fitosteróis diminuem os níveis de mau colesterol no sangue e, por isso, protegem o seu coração.
Ovos
Ele perdeu a pecha de vilão e pode ser consumido mesmo e você tem problemas com o controle do colesterol. O segredo está na moderação (principalmente da gema, que contém a gordura). A não ser que o médico recomende o contrário, substitua a carne vermelha ou frango por ovos duas vezes por semana, comendo uma unidade por vez.
Chocolate amargo
O leite e a manteiga de cacau acrescentam doses de gordura saturada na guloseima que provoca arrepios de desejo, principalmente nas mulheres. Mas o chocolate amargo pode fazer parte da sua dieta, porque é rico em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). Diariamente, inclua 30g do doce como sobremesa. Só não vale compensar: a porção de hoje não fica acumulada para amanhã, ou seu organismo não dá conta de aproveitar os benefícios.

Margarina
Como ela tem origem vegetal, não fornece colesterol para o seu organismo e deve ser privilegiada na dieta. Mas não perca a dose: em excesso, ela aumenta o LDL e diminui o colesterol bom. Procure produtos pobres em gordura saturada, ricos em gordura insaturada e sem gorduras do tipo trans. Mas use com moderação, pois as margarinas contêm muitas calorias.
Este colesterol pode
"Sem colesterol, não é possível viver, já que ele é um dos componentes básicos do sistema nervoso, das membranas celulares e ainda participa na formação de alguns hormônios, da vitamina D e da bile (produzida pelo fígado). Portanto, não devemos considerar o colesterol logo de cara como um vilão", diz a nutricionista Solange de Oliveira Saavedra. Veja abaixo a relação que ela faz, com alimentos de origem animal de passe livre:
1. Peixes (magros)
2. Peito de frango sem pele

3. Carnes magras grelhadas ou assadas

4. Queijos brancos

Só se o desejo for grande demais
A não ser que você esteja passando mal de tanta vontade, evite comer:
Queijos amarelos, fígado, carnes gordas, frituras, maionese, embutidos (linguiça, salsicha, salame, presunto e mortadela), sorvetes à base de leite e gordura trans, leite de coco, azeite de dendê e manteiga de cacau.

Celulares e vídeo games estão associados a casos de artrite infantil, segundo pesquisa

Para quem ainda acha que “reumatismo é coisa de velho”, os tempos modernos estão provando o contrário. Crianças e adolescentes estão cada vez mais sofrendo de dores de artrite devido ao uso excessivo de vídeo games e telefones celulares. Os dados foram revelados durante o EULAR - Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo - evento realizado em Londres, entre 25 e 28 de maio.

Jogar por horas no video game ou celular pode causar reumatismo crônico em crianças

“Jogar por horas o Playstation e/ou o Xbox, usar o iPhone e/ou o BlackBerry constantemente está causando reumatismo crônico em crianças, o que antes era normalmente só visto em pacientes idosos. A dor crônica surge do esforço dos jovens, que fazem movimentos repetidos e conjuntos para controlar suas máquinas de jogos por até sete horas por dia, dizem os estudiosos ingleses responsáveis pela pesquisa. O risco é tão grande que os especialistas em saúde já recomendam que este ‘efeito colateral’ esteja presente nas embalagens destes jogos e aparelhos”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Segundo o autor da pesquisa, Gavin Cleary, consultor do Alder Hey Children's NHS Foundation Trust, para entender o tamanho do problema é preciso saber que pelo menos 90 % das crianças britânicas com idade em torno de oito anos possui pelo menos um vídeo game. E que os danos causados às mãos e aos braços devido às horas de jogo ou de uso do celular podem ser similares aos danos que levam milhares de trabalhadores a serem considerados inaptos para o trabalho.

“A experiência nos mostra que toda doença que implica numa mudança de hábito de vida e/ou padrões de comportamento é de difícil manejo médico. Quem muda facilmente seus hábitos? Se já era difícil lidar com pacientes adultos que sofrem com os efeitos da DORT, distúrbios osteomusculares relacionados com o trabalho, devido ao uso intenso do computador, como vamos lidar com crianças e adolescentes que utilizam os aparelhos por puro prazer e diversão?”, questiona o reumatologista Sergio.

Os especialistas em saúde presentes no EULAR também defenderam a necessidade de advertências legais nas embalagens para avisar usuários e pais/responsáveis dos usuários sobre os efeitos do uso abusivo de vídeo games e celulares.

“Penso que muito em breve, o Brasil também deverá se posicionar sobre a importância desta advertência nas embalagens dos produtos vendidos por aqui, pois a questão será de saúde pública, não apenas de tecnologia”, conclui o especialista.

As rugas são o maior sinal de riscos de fraturas entre as mulheres

A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo americano publicado nesta segunda-feira.

Presença e a profundidade das rugas no rosto podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas

A explicação leva em conta o fato segundo o qual o nível de proteínas contido na pele está ligado ao contido nos ossos, na opinião dos autores da pesquisa, deduzindo que se o rosto e o pescoço de uma mulher são marcados por rugas profundas, ela apresenta um maior risco de fratura, devido à perda de densidade óssea.

Cientistas da Universidade de Yale examinaram 114 mulheres na menopausa que pararam de menstruar num período de pelo menos três anos, como parte de um teste clínico ainda em curso nos Estados Unidos.

Estudaram a pele das pacientes, com destaque para 11 pontos do rosto e do pescoço, visualmente e com um aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da fronte e das laterais da face.

A massa e a densidade ósseas foram medidas por ultrassonografia e raios X.

"Descobrimos que quando as rugas tornam-se mais numerosas e mais profundas, isso está ligado a uma perda de densidade óssea entre as que participaram do estudo", explicou Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da faculdade de medicina de Yale.

"Mais as rugas são numerosas, mais a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea", segundo a pesquisadora.

Para ela, a descoberta é importante porque "permitirá aos clínicos identificar os riscos de fraturas entre as mulheres por uma simples observação visual, economizando os exames mais caros".

Os trabalhos sobre o assunto foram apresentados por ocasião de uma conferência da Sociedade de Endocrinologia americana em Boston (Massachusetts, nordeste).

Dengue prolifera em bairros nobres de Salvador

Apesar da redução no número de casos de dengue este ano em relação ao mesmo período do ano passado, o índice de infestação do mosquito aumentou, e principalmente, nos bairros nobres. Os agentes só conseguem entrar em metade das casas que visitam.

Em janeiro, o índice de infestação da dengue na capital baiana era de 3%, padrão aceitável pela Organização Mundial de Saúde. Mas em junho, o número chegou a 6%, o que indica alto risco de epidemia.

Justamente nos bairros mais nobres da cidade o índice de infestação chega a 10%. Isso porque os agentes de zoonoses só conseguem ser recebidos na metade das casas que tentam visitar para tomar as medidas de prevenção e orientar os moradores.

Segundo os agentes, houve aumento nos focos em calhas e vasos de plantas, reservatórios que ficam no interior das casas. Com a chegada do período de chuvas, a tendência é aumentar também do lado de fora. A prefeitura promete conscientizar a população.

Gigantes farmacêuticas anunciam venda de vacinas a preço de custo para países pobres

As empresas farmacêuticas GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis, incluídas no grupo das grandes companhias do setor no mundo, anunciaram nesta segunda-feira que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento. A ideia é baixar os custos para vender os produtos a preços mais baixos. As quatro empresas concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês).
A Aliança Global por Vacinas e Imunização foi criada durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000. O grupo reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.
O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra o rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida por US$ 2,50 (cerca de R$ 4) para países pobres. De acordo com dados das organizações não governamentais, a diarreia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.

As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78). "O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas", disse o diretor executivo da GSK, Andrew Witty.

"Mas é óbvio que as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim não têm capacidade de contribuir, então elas têm que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos", acrescentou o diretor executivo da GSK.
A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisa angariar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões), além da quantia já obtida para atingir o objetivo. Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos.