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terça-feira, 7 de junho de 2011

Como funciona o Viagra

Pílula que curou a disfunção erétil foi pioneira no mercado



O Viagra chegou ao mercado brasileiro em 1998 e trouxe consigo o alívio – ainda que momentâneo – de um dos maiores medos masculinos, a impotência sexual.

Na época as pílulas azuis invadiram as farmácias do planeta em meio a uma campanha publicitária milionária, com a promessa de tratar a disfunção erétil, um problema que atinge 30% dos brasileiros sexualmente ativos e para o qual ainda não havia tratamento eficiente. O “milagre” de uma ereção mais duradoura para quem vivia o drama da impotência sexual tem um nome: de citrato de sildenafila.

O estímulo sexual faz com que os nervos no pênis produzam óxido nítrico, que ativa a produção de uma substância chamada GMPc. Ela relaxa os vasos sanguíneos permitindo que eles se expandam e supram o pênis com mais sangue. É esse mecanismo que gera a ereção. Em alguns casos, logo após a produção de GMPc, uma outra enzima chamada PDE-5 entra em ação para anulá-la, acabando com a ereção prematuramente. O citrato de sildenafila atua inibindo a ação da PDE-5 e garantindo a ereção por mais tempo.

O mecanismo de ação do Viagra abriu caminho para que outras empresas explorassem o mesmo filão. Ainda assim, o primeiro concorrente do remédio só entrou no mercado em 2003.

Remédio contra impotência é o mais falsificado do País

70% dos homens recorrem às drogas por conta própria e viram alvos da pirataria de medicamentos


Medicamentos apreendidos pela PF no aeroporto de Campinas. Em 2010, 60 toneladas de falsos comprimidos foram retiradas do mercado

Os remédios contra impotência são os mais falsificados do País, mostra levantamento feito pelo iG Saúde no banco de dados eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre 2008 e 2010 foram registrados 32 lotes de medicamentos alvos de pirataria em todo País, sendo 19 deles (59,3%) destinados à disfunção erétil (cada lote pode conter milhares de cartelas e caixas dos produtos).

As drogas pirateadas acabam vendidas em farmácias convencionais, pela internet ou em drogarias clandestinas e atendem a uma clientela masculina marcada por dois hábitos nocivos à saúde: o primeiro é a resistência (e a vergonha) em procurar ajuda médica para tratar um problema considerado um dos três grandes inimigos do homem. O segundo, consequência do primeiro, é a automedicação, característica perigosa que favorece o consumo de comprimidos falsificados.

“A origem da impotência pode ser uma doença desconhecida pelo homem, como diabetes ou hipertensão, por exemplo”, afirma Modesto Jacobino, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

“Ao buscar a solução para a disfunção erétil em um camelô, por exemplo, este homem pode ter acesso a uma droga inócua, não eficaz e mascarar ou postergar a convivência com um problema de saúde grave”, completa.

A dimensão do problema foi traçada pela SBU em pesquisa feita com 9 mil homens do País, entrevistados em 22 cidades brasileiras. Os resultados mostram que 50,3% dos participantes afirmaram já ter enfrentado problemas relacionados à impotência sexual. Deste recorte, 22% deles admitiram ter tomado remédios para tentar sanar a dificuldade de ereção, sendo que sete em cada dez fizeram por conta própria, sem avaliação ou indicação clínica.

O destino da automedicação pode ser a pirataria da saúde, um crime em ascensão no País, de acordo com a Comissão Antipirataria do Ministério da Justiça. Entre 2008 e 2009, as apreensões nacionais cresceram 5,3 vezes, passando de 44 toneladas para 235 toneladas de drogas falsas retiradas do mercado. Até setembro de 2010, o balanço parcial feito pela Anvisa em parceria com Polícia Federal mostra que foram 65 toneladas de medicamentos pirateados apreendidos, conforme o relatório de atividades disponível no site da Agência Sanitária.

O problema dos remédios falsos é que, além de não terem nenhuma certificação que garanta a eficácia, segurança e higiene sobre os métodos de fabricação, eles podem agravar sintomas já existentes. Ou ainda, informa Jorge Raimundo, presidente do Conselho Consultivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica e Pesquisa), provocar problemas graves como a intoxicação.

“A farmacêutica oficial produtora do Viagra utiliza um corante azul para a fabricação de sua pílula que, comprovadamente, não traz risco a saúde e não provoca alergias”, explica Raimundo. “Um medicamento falsificado, para imitar a coloração, pode usar substâncias tóxicas que agridem o fígado. Nós nos preocupamos não apenas com o volume de remédios pirateados. Um único comprimido falso já pode provocar a morte em alguém”, alerta ele.

A Interfarma orienta aos pacientes ficarem de olho em alguns sinais que indicam falsificação. A regra básica é sempre buscar estabelecimentos de confiança e registrados na vigilância sanitária da cidade. Além disso, a entidade indica outros quatro passos que podem prevenir a compra de remédios pirateados, veja quais são eles.

Raspadinha
Segundo Jorge Raimundo da Interfarma, todos os medicamentos têm na embalagem uma espécie de “raspadinha”. Com qualquer objeto metálico é possível raspar e encontrar um código de segurança no produto, que certifica a autenticidade.

Selo de segurança
O especialista acrescenta que os medicamentos mais caros (como é o caso dos destinados à impotência) também têm selos de segurança na parte interna. Na dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante.

Formas e cores
Raimundo diz ainda que as farmacêuticas investem bastante em mecanismos de fabricação para variar a forma de seus comprimidos, alguns são triangulares outros em forma de balão. Outro diferencial são as cores, texturas e logomarcas fixados na própria pílula. Prestar atenção nestes detalhes também ajuda a evitar o consumo de produtos pirateados.

Confiança na venda
Por fim, outra forma de evitar a falsificação é sempre recorrer a pontos de venda de confiança, exigir nota fiscal da venda e não comprar nenhum produto medicinal pela internet.

Oito fatores que aumentam o risco de câncer de próstata

Sociedade lista as condições por trás doença, algumas evitáveis como tabagismo e obesidade

Apenas entre 5% e 10% dos casos de câncer de próstata são atribuídos às mudanças celulares que os homens herdam de seus pais, afirma a Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla em inglês)

O restante dos casos (cerca de 90%) pode ser atribuído às alterações nas células que acontecem durante a vida de um homem.

Quais são os fatores que aumentam a probabilidade de ter câncer de próstata? A ACS elenca uma lista de hábitos de risco

1) O primeiro fator é ter mais de 65 anos. Dois em cada três casos de câncer de próstata ocorrem nesta faixa-etária
2) Ser afro descendente, mas as razões para este grupo ser mais vulnerável a este tipo de câncer ainda não são compreendidas
3) Por razões também não muito claras, a incidência de câncer de próstata também é maior entre os que são de origem da América do Norte e noroeste da Europa
4) Ter alguém na família com histórico de câncer de próstata
5) Comer uma dieta rica em carne vermelha e produtos lácteos com alto teor de gordura. Homens que têm este padrão alimentar também costumam comer menos vegetais e frutas
6) Ser obeso
7) Não fazer exercícios físicos em quantidade suficiente
8) Ser fumante

De 1 a 4 anos: queimaduras são a segunda maior causa de morte

Maioria dos acidentes acontece em casa e poderia ser evitada com cuidados simples, segundo Sociedade Brasileira de Queimaduras


Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras: só acidente de trânsito mata mais crianças de 1 a 4 anos de idade

A segunda-feira, 6 de junho, foi  o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras e sendo também o mês das festas juninas, vai o alerta para os pais: as queimaduras são a segunda principal causa de morte em crianças de 1 a 4 anos de idade – só perdem para os acidentes de trânsito, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. A instituição estima que um milhão de crianças sofram com este tipo de lesão todos os anos no Brasil.

Explosão de vidro de álcool
Era para ser um Natal de festa. Mas o churrasco em família em pleno 25 de dezembro de 2001, no entanto, foi uma página triste na vida da diarista Luzia Pereira Rodrigues, de 53 anos. Durante a confraternização com amigos e parentes, a filha Amanda Pereira Damazio Oliveira, na época com um ano e três meses, foi atingida no rosto pela explosão de um vidro de álcool usado pelo pai para acender a churrasqueira. “Tudo aconteceu muito rápido. Só vi o fogo no rostinho dela. Uma cena que não gosto nem de lembrar”, conta a mãe.

Amanda ficou internada em estado grave por onze dias, devido às queimaduras de segundo grau em todo o rosto. Até hoje, nove anos depois, elas ainda tentam apagar as marcas do acidente. “Já foram cinco cirurgias plásticas, fora outras incisões mais simples. Hoje, Amanda está muito melhor, mas as cicatrizes ainda estão ali”, relata Luzia.

Assim como no caso de Amanda, o álcool está no topo da lista das principais causas de acidentes com queimaduras em crianças no país, responsável por 41,3% das ocorrências, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras.

Sendo o álcool o principal agente de perigo, o médico Gino Arrunátegui, doutor em Saúde Pública com atuação na Unidade de Queimaduras do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizou uma pesquisa para verificar a vulnerabilidade das pessoas a este tipo de acidente. No estudo, ele constatou o que já havia detectado no consultório: as crianças são realmente as vítimas mais suscetíveis. “O risco de acidentes na infância é um resultado multideterminado e decorre não só do tipo de cuidado que os pais tomam, mas também de uma interação entre características do ambiente e de comportamento da criança”, diz Arrunátegui.

A fim de minimizar os perigos e evitar acidentes, como o que aconteceu com Amanda, o pesquisador faz algumas propostas como, por exemplo, a sobretaxação de produtos mais “perigosos”, deixando-os mais caros nas gôndolas dos supermercados, a disponibilização obrigatória de combustível sólido junto ao pacote de carvão e advertências mais visíveis nas embalagens de álcool.

Outros perigos
Depois do álcool, em segundo lugar na lista de perigos de queimaduras estão os chamados escaldos, provocados pelo contato com água fervente ou óleo quente, que respondem por 33% dos casos, segundo estatísticas da Sociedade Brasileira de Queimaduras.

O publicitário Caetano Piva da Silva, de São Paulo, conhece muito bem a dor de uma queimadura. Quando tinha sete anos derrubou uma panela com óleo quente no corpo e sofreu bastante ao ter de passar as férias de julho em repouso absoluto. “Até hoje me lembro da cena. Minha avó estava fritando pastel na cozinha e foi atender minha irmã, ainda bebê, que chorava. Foi nesta hora, que vi a frigideira, tirei a tampa e joguei o pastel no fogo quente, mas meu braço bateu no cabo e derrubou o óleo em mim”, conta Caetano, aos 28 anos, que continua com as cicatrizes das queimaduras no braço esquerdo e na perna direita.

Situações domésticas como esta acontecem mais frequentemente do que se imagina. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, 78% dos acidentes com queimaduras acontecem dentro de casa – e poderiam ser evitadas com precauções bastante simples (veja as recomendações abaixo). No mês de festas juninas, os cuidados devem ser ainda maiores, já que as pessoas têm maior contato com fogueiras, balões e fogos de artifício. “É tão fácil evitar a maior parte dos acidentes, mas geralmente não se toma o devido cuidado”, alerta o cirurgião plástico Luiz Philipe Molina Vana, presidente da regional paulista da Sociedade Brasileira de Queimaduras e chefe do departamento de Queimaduras do Hospital das Clínicas.

Apesar dos avanços na medicina, o cirurgião plástico lembra que a cicatriz de uma queimadura é uma marca que fica para a vida toda. “Por isso, prevenção é tudo”, ressalta Luiz Philipe. No entanto, se mesmo com todas as medidas de cautela ainda ocorrer um acidente, a recomendação é lavar o local do ferimento com água abundante por cinco a dez minutos, cobrir a ferida com um pano limpo e procurar o pronto-atendimento médico. Não utilize pomadas, receitas caseiras ou qualquer substância na área atingida para não piorar a lesão.

Medidas preventivas
- Crianças não devem ficar na cozinha, especialmente enquanto tiver panelas no fogo
- Mantenha sempre cabos de panelas virados para o lado interno do fogão
- Tire o álcool líquido da dispensa. Se necessário, substitua-o pelo álcool em gel, que é até mais eficiente na limpeza, pois demora mais tempo para evaporar
- Mantenha produtos químicos inflamáveis longe das crianças
- Em churrascos, coloque fogo na churrasqueira com acendedores próprios
- Jamais utilize álcool engarrafado diretamente sobre a churrasqueira, na forma de jato, pelo risco de explosão
- Mantenha objetos aquecidos, como chapinhas para cabelo, aquecedores e ferro de passar, longe do alcance das crianças
- Não deixe fios de aparelhos eletrônicos ao alcance das crianças
- Use protetores de tomadas elétricas
- Não deixe crianças terem acesso a fósforos e isqueiros
- Evite acender fogueiras e deixar crianças sozinhas ao redor delas
- Evite manusear fogos de artifício, especialmente perto de crianças. Se for fazê-lo, siga todas as recomendações de segurança do fabricante
- Não solte balões

UE faz reunião de emergência para discutir surto de E.coli

Testes preliminares realizados em uma fazenda alemã, suspeita de ser a origem do surto, não encontraram a presença da bactéria

Ministros da agricultura dos países da União Europeia realizam nesta terça-feira uma reunião de emergência em meio aos esforços da Alemanha para identificar a fonte de um surto de infecções pela bactéria E.coli, que já provocou 22 mortes.

Testes preliminares realizados em brotos de feijão de uma fazenda alemã suspeita de ser a origem do surto não identificaram a presença da bactéria.

Segundo as autoridades de saúde da Alemanha, as primeiras 23 das 40 amostras coletadas na fazenda em Uelzen, ao sul de Hamburgo, apresentaram resultado negativo.

Mais de 2.200 pessoas em 12 países já apresentaram sintomas de infecções intestinais provocadas pela bactéria. Os casos registrados fora da Alemanha são de pessoas que moram ou viajaram ao país.

Inicialmente, as autoridades alemãs haviam responsabilizado pepinos importados da Espanha como a origem do foco.

Investigações

Na reunião da tarde desta terça-feira em Luxemburgo, os ministros europeus vão tentar descobrir o quão perto os especialistas estão de descobrir a origem do surto, em meio às crescentes críticas sobre as investigações.

Segundo o correspondente da BBC Chris Morris, o encontro também vai considerar a sensível questão da indenização aos produtores rurais prejudicados pela crise.

A Espanha diz que vai exigir da Alemanha uma compensação por 100% das perdas verificadas pelos seus produtores após a acusação falsa contra os pepinos exportados pelo país.

A associação espanhola de exportadores de frutas e hortaliças estima as perdas em 225 milhões de euros (cerca de R$ 520 milhões) por semana.

Os ministros europeus também devem analisar a proibição da Rússia à importação de hortaliças europeias, estabelecida em resposta ao surto de infecções pela E.coli.

Outros países da União Europeia afirmam que seus produtores precisarão de ajuda financeira após uma queda significativa nas vendas.

Fazenda

Na segunda-feira, a secretária da Agricultura do Estado alemão da Baixa Saxônia disse que "as investigações continuam", ao anunciar que os primeiros testes na fazenda em Uelzen haviam dado negativo.

A secretaria disse não esperar nenhuma "conclusão de curto prazo" e afirmou que, dada a complexidade dos procedimentos de testes, as restantes 17 amostras coletadas na fazenda devem demorar mais alguns dias para apresentar resultados.

A fazenda orgânica em Uelzen fica a cerca de 100 quilômetros ao sul de Hamburgo, onde está concentrada a maioria dos casos.

O diretor-geral da fazenda, Klaus Verbeck, afirmou ao jornal Neue Osnabruecker Zeitung que não conseguia ver por que o local estava sendo acusado.

"Não posso entender como pode haver uma ligação entre os processos que temos aqui e as acusações", afirmou Verbeck.

"Os brotos de saladas são cultivados apenas com as sementes e água e não recebem fertilizantes. Nem há nenhum fertilizante animal usado em outras áreas da fazenda", disse.

O tipo de E.coli responsável pelo foco de infecções é normalmente transmitido por meio de fezes ou bactérias fecais.

A bacteria se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas, provocando diarreia, fortes cólicas estomacais e febre.

Cientistas dizem que a cepa da bacteria é um híbrido agressivo tóxico a seres humanos e não identificado previamente em contaminação de alimentos.

A maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas centenas de pessoas infectadas pela epidemia recente desenvolveram uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.