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terça-feira, 7 de junho de 2011

Calculando a Frequência Cardíaca

Isso ajudará a determinar os limites do corpo durante o exercício

Calcular a Frequência Cardíaca Máxima (FCM) é fácil. Para encontrar a sua subtraia sua idade de 220.

Por exemplo: uma pessoa de 35 anos deve fazer o cálculo 220 – 35 = 185

Assim, a FCM de uma pessoa de 35 anos é 185 bpm (batimentos por minuto)

Para calcular as frequências determinadas nos diversos níveis de exercícios indicados nas planilhas, basta usar uma regra de três simples, sendo 185 igual a 100% da FCM.

Usando ainda o exemplo da pessoa de 35 anos:

Caminhada Rápida: média de 55% a 60% da FCM. Ou seja, 102 a 111 bpm
Trote: média de 65% a 70% da FCM. Ou seja, 120 a 129 bpm
Corrida leve: média de 75% a 80% da FCM. Ou seja, 139 a 148 bpm
Corrida moderada: média de 85% a 90% da FCM. Ou seja, 157 a 166 bpm
Corrida intensa: acima de 95% da FCM. Ou seja, 175 bpm

Frequentar academia 'virtual' ajuda a perder peso, diz estudo

Participantes no mundo virtual também adotaram hábitos alimentares mais saudáveis

Mundo virtual demonstrou ganhos semelhantes ao real

Visitas regulares a uma academia de ginástica na rede social Second Life, em que usuários podem simular a vida no mundo real, pode ajudar obesos a perderem peso de verdade, segundo cientistas do exercício dos Estados Unidos.

Pesquisadores da Universidade de Indiana realizaram um estudo com participantes de dois programas de emagrecimento com duração de 12 semanas -um real e um online - e descobriram que todos perderam a mesma quantidade de peso.

Em quatro horas de reuniões semanais, os participantes de cada grupo receberam orientações sobre nutrição, atividades físicas e adoção de hábitos saudáveis, e foram encorajados a praticá-los no cotidiano. Um dos grupos, no entanto, se reunia em uma comunidade online de perda de peso no Second Life chamada Club One Island, que ajudou a desenvolver a pesquisa.

No final do experimento, os participantes dos dois grupos perderam, em média, 4,5 quilos. No entanto, quando os grupos foram examinados em relação a mudanças de comportamento, os que usaram o Second Life pareceram estar comendo de maneira mais saudável e fazendo mais atividades físicas.

De acordo com os cientistas, a autoconfiança e a motivação conquistadas na academia virtual ajudaram os participantes a atingirem seus objetivos na vida real. O psicólogo do exercício britânico Jeff Breckon, da Universidade de Sheffield Hallam, corroborou os resultados, afirmando que, para perder peso, uma mistura de motivação real e virtual pode funcionar melhor.

Solução complementar

O Second Life, lançado em 2003, permite que os usuários criem personas virtuais que podem interagir entre si online. A médica Jeanne Johnston conduziu a pesquisa, apresentada na Conferência da Associação Americana de Medicina do Esporte em Denver. Em parceria com a comunidade Club One Island, ela desenvolveu um programa específico de reuniões e atividades para os participantes do estudo.

Os grupos eram formados majoritariamente por mulheres, com uma idade média de 46 anos, no Second Life, e de 37 anos no grupo que comparecia à academia. "A ideia de ser mais ativo em um mundo virtual parece um contra-senso, mas as atividades que são feitas lá podem se transferir para o mundo real", disse Jeanne Johnston.

"O programa virtual foi pelo menos tão benéfico quanto o programa tradicional e, em alguns casos, mais eficiente. Ele tem o potencial de atingir pessoas que normalmente não iriam a uma academia por causa de suas limitações, como falta de tempo ou desconforto com o ambiente", afirmou.

Mas Jeff Breckon diz que a experiência virtual pode ajudar a real, mas não é suficiente por si só. "Ainda há evidências de que as sessões de exercício particulares são bem sucedidas. Pode haver um lugar para isso (o programa virtual de perda de peso), mas talvez em conjunto com sessões de exercícios presenciais, e não como substituição a elas.

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Os principais erros ao tomar remédios

Seguir à risca a recomendação médica exige disciplina e cuidados. Conheça as principais falhas dessa relação


Indisciplina e automedicação encabeçam a lista dos principais erros da relação entre o homem e os medicamentos

De médico e louco, de fato, todos têm um pouco. O ditado popular, em tempos de automedicação, deixa a brincadeira de lado e assume as características de uma população, ávida por consumo de medicamentos, ao menor sinal de um simples resfriado.

Incorporar o especialista de plantão e investir no conhecimento caseiro sobre remédios, porém, é apenas um dos grandes erros da intensa relação entre pacientes e medicamentos. Abaixo, com a ajuda de dois especialistas, o iG Saúde listou os principais equívocos e os riscos que o desrespeito à prescrição pode provocar à saúde.

Sem dor, sem disciplina

Na hora da dor, a prescrição é seguida à risca. Dias depois, a melhora dos sintomas faz com que a grande maioria dos pacientes esqueça o horário da medicação, e até interrompa o período necessário para que as bactérias, ou vírus, sejam realmente combatidos, revela Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clinicas de São Paulo.

“Depois que a dor passou, o erro mais comum e grave é interromper o remédio, na falsa idéia de que já foi suficiente. Atrasos são toleráveis, o que não pode é fazer do esquecimento e da indisciplina um hábito.”

Ao interromper a medicação, as bactérias não são eliminadas completamente do organismo, deixando espaço para que a infecção retorne dias ou até semanas depois do primeiro tratamento. Essa postura, além de não curar, faz com que as bactérias criem resistência aos antibióticos, por exemplo.

Para remédios que combatem a dor, os antiinflamatórios, interromper o uso com o fim da dor é uma postura correta, o foco desse tipo de medicamento é exatamente o alívio da dor. Os antibióticos, porém, agem de forma diferente. Eles têm prazo, não podem ser interrompidos. A infecção tratada parcialmente volta, e mais forte, resistente.

“Esse tipo de comportamento justifica a causa de morte por tuberculose até os dias de hoje. A doença precisa de tratamento contínuo de, no mínimo, seis meses. Se o paciente não respeita o prazo, desperdiça dinheiro, tempo e acompanhamento médico e pode agravar o problema.”

Gripe ou resfriado?

Recorrer aos postos de saúde, pronto-socorro dos hospitais para tratar uma gripe sem febre é um erro bastante comum da população brasileira. A postura, para Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), justifica a superlotação dos atendimentos públicos e abre espaço para contaminação, infecção hospitalar e erros médicos.

Na visão do especialista, a população até hoje não sabe a diferença entre gripe e resfriado. Coriza nasal, tosse, sem febre, não justificam atendimento médico. Repouso e ingestão de líquidos e alimentação balanceada resolverão o problema em poucos dias.

“O erro das pessoas é achar qualquer indisposição ou reação do organismo é sinal de doença grave, e requer de avaliação médica. Não estou estimulando a automedicação, não há necessidade de fazer nada em um resfriado ou gripe sem febre.

Alimentação

Alguns remédios, por serem mais agressivos ao estomago, devem ser tomados após o desjejum. A recomendação parece simples, mas pouco importante para os pacientes, revelam os especialistas. A mesma lógica se aplica aos medicamentos que exigem o jejum para a melhor absorção. Não podem dividir esse trabalho junto com a alimentação. A maioria das pessoas ignora essa recomendação e faz como bem entende ou acha correto.

Pomada X creme

A Pomada é diferente de creme. O uso deve ser sempre prescrito por um especialista. As substâncias são diferentes e têm ações distintas, direcionadas. Em caso de infecções ginecológicas, por exemplo, o tratamento é sempre feito com cremes, que são mais suaves.

Medicamentos: os riscos das interações

Remédios para a dor, associados sem orientação, podem causar problemas irreversíveis

Combinações aparentemente simples e inofencivas podem provocar danos catastróficos à saúde

O conhecimento da farmacologia dos medicamentos é fundamental – mas é uma competência de especialistas que estudam o assunto.

Não há buscadores de internet, bulas virtuais ou experiências alheias que ofereçam garantias rápidas para aliviar uma dor com segurança.

Tão importante quanto reconhecer um diagnóstico de câncer, rechaçar a automedicação tem como base uma medida de proteção aos pacientes. As interações entre remédios com princípios ativos diferentes podem ser bombásticas e irreversíveis.

“O profissional precisa ter um conhecimento vasto sobre as propriedades dos medicamentos. É fundamental entender o histórico do paciente, as doenças crônicas, as possíveis rejeições. Para blindar os riscos, o especialista deve saber a via de absorção, principio ativo, quanto tempo dura, quais os efeitos colaterais, e por quais vias o remédio será eliminado”, explica Alfredo Salim Helito, clínico geral do Hospital Sírio Libanês de São Paulo.

Na prática, é possível resumir o resultado dessas interações em três reações principais: potencializar o efeito, minimizar e anular a eficácia, ou criar uma terceira reação, que os tais medicamentos, sozinhos, não são capazes de provocar.

Independente do tipo de interação, os resultados, na maioria das vezes, não são brandos. As combinações são mútiplas, só o especialista tem repertório para indicar os uso conjunto de medicamentos”, afirma Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O terrorismo dos médicos não parece em vão. As interações podem provocar insuficiência renal, hepática, pulmonar, e até a morte. Abaixo, a pedido do iG Saúde, os médicos listam alguns exemplos de combinações perigosas:

Anticoagulantes
O uso de anticoagulantes como os dicumarínicos, medicamentos que inibem a produção do fator de coagulação dependente de vitamina K no fígado, associado com um analgésico, usado para aliviar sintomas de uma dor de cabeça, por exemplo, podem potencializar muito a função do anticoagulante e desenvolver uma hemorragia no paciente que fez uso concomitante dos dois.

Câncer de mama
Após um câncer de mama, é recomendado às pacientes o uso de um medicamento contra o aparecimento de novos tumores. O principio ativo desse remédio, entretanto, pode ser cortado caso a paciente enfrente uma depressão e seja medicada com um antidepressivo muito usado, a fluoxetina. “Ela tem o efeito de anular o medicamento que previne o reaparecimento do tumor.”

Problemas cardíacos
Remédio da classe dos digitálicos são muito usados para tratar problemas de coração. Se um paciente, com essa doença começa a tomar um betabloqueador, recomendado pra tratar enxaqueca, por exemplo, a associação entre os dois compostos químicos pode provocar um bloqueio cardíaco grave, que pode exigir a colocação de um marca-passo no coração.

Viagra
O uso de nitritos, remédios prescritos para tratar problema de coração, ao ser combinado com o Viagra, medicamento para combater a impotência sexual, resulta em hipotensão. “A pressão vai a zero e o paciente morre. A associação desses dois leva um caso muito grave de hipotensão.”