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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Casais devem ter cuidado ao escolher uma clínica de reprodução humana, segundo especialista

infertilidade afeta 20% dos casais em idade reprodutiva no Brasil, o que equivale a cerca de 15 milhões de casais. Além desse fator, muitas mulheres, por opção profissional ou pessoal, tem adiado cada vez mais a maternidade.

"É importante que a clínica passe segurança e transparência ao casal", diz especialista

Outro fator que deve ser observado é que alguns casais podem estar com receio de utilizar a técnica de reprodução humana, tão bem sucedida e consolidada no Brasil.

De acordo com o ginecologista e obstetra, Dr. Aléssio Calil Mathias, é importante salientar que esse tipo de tratamento é totalmente seguro e sério. “A reprodução assistida é um método que existe no Brasil há quase 30 anos e tem beneficiado muitos casais a construírem uma família. E justamente por ser um momento importante na vida do casal que é preciso tomar todos os cuidados para não correr nenhum risco na hora da escolha das clínicas”, diz.

O embriologista, Philip Wolff explica que essa escolha é a muito importante: “esse é o primeiro passo do tratamento. A clínica deve possuir especialistas qualificados em reprodução humana (médicos e embriologistas). O casal deve realizar uma pesquisa no CRM para saber se não há nada que desabone a equipe de profissionais envolvidos.”

Dr. Aléssio afirma que quando o casal optar pelo tratamento de reprodução assistida deve tirar todas as suas dúvidas já no primeiro encontro com o médico e também conhecer espaço onde ocorrerá o tratamento.

O médico sugere algumas questões que devem ser feitas: qual e como será feito todo o procedimento: onde ficam e como está o estado das instalações e quem serão os profissionais envolvidos. “Na hora de escolher uma clínica, o casal deve levar em conta o histórico da clínica, taxas de sucesso, tipos e custo do tratamento e os serviços oferecidos (tanto da parte clínica quanto da parte legal). Selecionar de maneira rápida ou sem conhecer profundamente esses fatores pode gerar transtornos no futuro”.

Para que o casal veja a qualificação da clínica e seus profissionais, algumas questões devem ser realizadas já na primeira consulta, tais como tempo médio dos tratamentos, quais os exames necessários e como é o processo de fertilização. “É importante que a clínica e seus profissionais passem segurança e transparência ao casal, para que ele possa ter tranquilidade e sucesso na hora de realizar o tratamento”, afirma Philip.

Preços dos medicamentos contra Aids seguirão caindo

Os preços dos medicamentos para tratar da Aids seguirão baixando nos países em desenvolvimento devido à forte demanda, disse nesta terça-feira em um simpósio da ONU, em Nova York, a especialista Morolake Odetoyinbo, responsável pela ONG nigeriana Positive Action for Treatment Access.

"Os preços só tendem a cair porque a demanda é grande e vai forçá-los para baixo", garantiu Odetoyinbo.

"A redução dos preços dos medicamentos permite o acesso de mais pessoas ao tratamento e garante uma melhor qualidade de vida" aos pacientes, assim como reduz o risco de transmissão aos filhos e aos parceiros sexuais.

Sharonann Lynch, uma responsável da MSF (Médicos Sem Fronteiras), explicou que o preço dos medicamentos caiu muito em uma década, de 10 mil dólares para apenas 67 dólares por ano de tratamento de cada paciente.

Segundo Lynch, apenas baixando ainda mais os preços dos remédios será possível permitir o acesso de milhões de pessoas ao tratamento da Aids.

Especialista explica como evitar o corrimento vaginal

Alimentação e hábitos simples podem ajudar a prevenir este problema comum e frequente nas mulheres. O aumento da umidade vaginal, associada ou não à irritação, coceira, ardência ou odor mais intenso, pode ser um quadro de corrimento ou vaginite, outro nome pelo qual essa doença ginecológica é conhecida.


Este ‘líquido’ que molha a calcinha pode apresentar em sua composição fungos e bactérias que estimulam as células da vagina e do colo do útero a produzirem a secreção, como uma forma de defesa do organismo.

A ginecologista Dra. Rosa Maria Neme, explica que corrimento normal é aquele sem cheiro, que não coça e que pode ter uma coloração parecida a de clara de ovo ou um pouco mais branca.

“Este tipo de corrimento pode aparecer, preferencialmente, na época da ovulação, que corresponde ao meio do ciclo menstrual e pode se intensificar no período antes da menstruação. Algumas mulheres podem apresentar uma secreção maior em relação às outras, principalmente se estiverem fazendo uso de algumas medicações, como anticoncepcionais.

O corrimento mais comum é chamado de candidíase. Ele aparece por uma proliferação de um fungo, chamado cândida que está presente, normalmente, no intestino de qualquer mulher”.

De acordo com a ginecologista, às vezes, por uma diminuição da defesa do corpo da mulher, seja por estresse ou uso de antibióticos, por exemplo, este fungo começa a crescer de forma descontrolada e passa para dentro da vagina, dando sintomas de um corrimento branco (como um leite coalhado), coceira e ardor vaginal.

Nestes casos, o tratamento é feito com comprimidos e cremes vaginais, de acordo com o agente identificado e com prescrição médica.

Para identificar quando a situação é anormal, a ginecologista revela que o corrimento tem uma coloração mais amarelo esverdeada, coça e dá ardor na vagina. “Nestes casos, deve-se procurar um ginecologista para avaliar qual a causa do problema e, assim, tratá-lo adequadamente”.

Como evitar

A alimentação tem um papel fundamental no organismo humano. Na mulher, uma dieta equilibrada ajuda ainda a manter a produção constante dos lactobacilos vaginais - que são as células de defesa da vagina - e manter o pH (grau de acidez) vaginal equilibrado. Isso evita a colonização de bactérias estranhas ao corpo da mulher.

Sob o aspecto preventivo, a especialista lista alguns hábitos simples que devem e podem ser adotados no dia a dia, que evitarão que este desconforto comprometa a saúde e bem estar feminino. “Tudo que aumente o calor e a umidade dentro da vagina, pode predispor a um aumento do corrimento”, finaliza.

Dentre as medidas aconselhadas pela médica estão:

1. Dormir sem calcinha: diminui o calor na vagina;

2. Usar calcinhas de algodão: este tecido esquenta menos que os sintéticos, por isso o fungo ou bactéria têm uma menor tendência de se proliferar;

3. Uso de sabonetes íntimos diariamente no banho: eles ajudam a manter a flora vaginal normal equilibrada;

4. Não usar roupas apertadas: aumentam a produção do calor e tornam a vagina um bom meio de proliferação desses fungos;

5. Não deixar a calcinha pendurada no banheiro: isso pode estimular a proliferação dos fungos na lingerie;

6. Secar os pelos da vulva com um secador após o banho: isto ajuda a diminuir a umidade da região.

Síndrome do olho seco afeta mais no frio; saiba como prevenir

A síndrome do olho seco é uma doença que agrava no frio e representa a segunda maior causa de consultas oftalmológicas, além de atingir cerca de 19 milhões de brasileiros (10% da população). Um novo dispositivo do tamanho da cabeça de um alfinete é a mais recente aposta capaz de diminuir os sintomas da síndrome do olho seco.


A síndrome do olho seco atinge cerca de 19 milhões de brasileiros

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, o procedimento é reversível, pouco invasivo e indolor. Além disso, ele pode ser feito sem anestesia, só com uma gota de colírio lubrificante para facilitar o enxerto.

O especialista lembra que o plugue lacrimal tem o formato de um guarda-chuva e por isso tem mais estabilidade no olho que seus antecessores. “Após o implante os resultados aparecem em poucos dias. Isso porque, consiste em utilizar um instrumento parecido com uma caneta para fechar o ponto lacrimal com o dispositivo que mantém a lágrima represada na superfície ocular”, diz.

“O olho seco pode ser causado pela diminuição na quantidade ou qualidade da lágrima. Independente da causa, aumentar a quantidade é fundamental no tratamento”, afirma.

No caso deste tratamento a proposta é reter o filme lacrimal. Por isso, fortalece a córnea através da maior lubrificação e do aumento do fluxo das três camadas da lágrima – aquosa, lipídica e proteica. É isso que explica porque quem passa pelo procedimento refere melhora da acuidade visual.

O oftalmologista ainda diz que uma mesma pessoa pode ter mais de um fator de risco. Isso diminui o tempo de duração do efeito da lágrima artificial. Resultado – “30% dos portadores instilam colírio com conservante até 10 vezes ao dia, quando a recomendação médica é instilar, no máximo, 4 vezes” afirma.

“O problema é que o uso abusivo agrava a irritação ocular que se torna crônica. O implante do plugue é indicado para todos que não conseguem alívio prolongado usando lágrima artificial. Só é contra-indicado para quem tem alterações na pálpebra ou no sistema lacrimal”, comenta.

Este novo dispositivo que alivia o olho seco não é vendido diretamente ao consumidor. É um produto importado,no valor de U$ 100. Ele é distribuido somente aos médicos, desde que tenham treinamento para fazer o implante. Isso porque é necessário conhecer a técnica para enxertar.

"O médico precisa analisar o tamanho do ponto lacrimal de cada olho e fazer a adaptação", lembra o especialista. Afinal, há casos de pessoas que usam tamanhos diferentes de dispositivo em cada olho porque o canal lacrimal nem sempre tem a mesma dimensão nos dois olhos.

Ele ainda ressalta que "muitas pessoas chegam ao consultório usando um colírio qualquer para olho seco. Todo colírio melhora o conforto visual porque umidece o olho. O problema é que usar colírio impróprio pode causar outras doenças e piorar o olho seco, afirma.

Indicações e Contra-indicações

O médico destaca que além da incidência do olho seco aumentar com a idade, existem outros fatores de risco:

- Uso intenso de computador e de lente de contato
- Menopausa,uso de pílula anticoncepcional ou TRH (Terapia de Reposição Hormonal) que fazem a incidência entre mulheres ser o dobro da verificada na população masculina.
- Hipertensão arterial
- Hiperplasia prostática
- Doenças auto-imunes (alergia, reumatismo, artrite, artrose)
- Blefarite (inflamação da pálpebra), outras alterações palpebrais e do sistema lacrimal.
- Permanecer em ambientes com ar condicionado

Prevenção

Queiroz afirma que a maioria dos portadores de olho seco tem distúrbio leve que pode melhorar com mudanças de hábito. Os principais cuidados preventivos enumerados pelo especialista são:

- Beber 2 litros de água ao dia.
- Fortalecer a camada lipídica da lágrima com óleo de linhaça
- Higienizar a borda das pálpebras com cotonete embebido em xampu infantil.
- Usar óculos com proteção lateral
- Piscar voluntariamente em frente ao computador
- Posicionar o monitor 30 graus abaixo da linha da visão
- Evitar o uso de ar condicionado
- Não dormir com lentes de contato

Com ajuda, coração pode se regenerar, mostram cientistas

Cientistas conseguiram transformar célula-tronco de corações de ratos adultos em músculo cardíaco

Cientistas britânicos conseguiram transformar um tipo de célula similar à célula-tronco de corações de ratos adultos em músculo cardíaco numa pesquisa que comprova que o coração tem células de reparação inativas que podem ser reativadas.

Embora a pesquisa ainda tenha de ser feita com humanos e esteja em seus estágios iniciais, os resultados sugerem que, no futuro, uma droga poderá ser desenvolvida para fazer com que os corações lesados por uma parada cardíaca se regenerem.

"Eu posso imaginar um paciente sob risco sabido de enfarte tomando um comprimido via oral...que prepararia o coração para que, se ele tenha uma parada cardíaca, a lesão seja reparada", disse Paul Riley, da University College London, que liderou o estudo.

Avanços importantes na medicina nos últimos anos ajudaram a reduzir o número de pessoas que morrem de enfarte, mas a lesão provocada pelo ataque cardíaco - quando as células do coração morrem por falta de oxigênio - atualmente é permanente.

Se se formar uma certa quantia de tecido morto, os pacientes podem desenvolver insuficiência cardíaca, uma condição debilitante na qual o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para o corpo.

Cientistas do mundo inteiro investigam formas diversas de regenerar o tecido cardíaco, mas por enquanto as pessoas com insuficiência cardíaca grave usam aparelhos mecânicos ou esperam por um transplante.

A equipe de Riley, cujo estudo foi publicado na revista Nature na quarta-feira, alvejou determinadas células encontradas na camada externa do coração, chamada epicárdio.

Essas células, chamadas de células progenitoras derivadas do epicárdio (EPDCs, na sigla em inglês), são conhecidas por serem capazes de se transformar numa série de células especialistas, inclusive nas do músculo cardíaco, nos embriões em desenvolvimento.

Especialistas pensavam anteriormente que a capacidade das EPDCs de se transformar estivesse perdida na idade adulta, mas esse estudo da equipe de Riley descobriu que o tratamento de corações saudáveis de um rato adulto com uma molécula chamada timosina beta 4 permitiu que se "programasse" o coração para que ele se reparasse após a lesão.

Professor Paul Riley explica a pesquisa