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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sistema reduz risco de câncer em células-tronco artificiais

TÓQUIO - Pesquisadores da Universidade de Kioto, no Japão, desenvolveram um novo sistema para criar células-tronco artificiais que reduz o risco de se elas tornarem cancerígenas, informa nesta quinta-feira o jornal econômico local Nikkei.

A descoberta, que será publicada na revista científica Nature, abre novas perspectivas na medicina regenerativa ao reduzir o que atualmente representa um dos maiores riscos do uso das células-tronco artificiais neste campo.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisadores que inclui Shinya Yamanaka, médico especialista em cirurgia ortopédica, em colaboração com o Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão.

Em 2006, Yamanaka conseguiu gerar as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas - ou células iPS (na sigla em inglês) - que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo celular especializado, uma descoberta que lhe valeu vários reconhecimentos, entre eles o prestigioso Prêmio Shaw.

Até a divulgação do trabalho de Yamanaka, os pesquisadores achavam que esta habilidade era exclusiva das células-tronco embrionárias.

O problema, no entanto, era que as células iPS tornavam-se cancerígenas em muitas situações após se desenvolverem em diferentes tipos de tecidos, o que representava um empecilho para seu uso na medicina regenerativa.

A nova descoberta foi feita depois que os cientistas revisaram mais de 1,4 mil genes com a ajuda da base de dados do AIST para substituir o fator que associava as células iPS ao câncer.

Dessa forma, eles encontraram o chamado Glis1, definido pelo próprio Yamanaka como "o gene mágico", que significará, em suas palavras, "um grande passo adiante para as aplicações clínicas". Além de reduzir o risco de câncer, o Glis1 pode gerar células iPS de um modo dez vezes mais eficiente que antes.

Os cientistas acreditam que as células iPS possam se desenvolver em tecidos humanos e órgãos, o que daria um grande impulso à ciência regenerativa.

No entanto, os pesquisadores indicaram que, embora o risco diminua, outros genes que intervêm no processo podem provocar câncer. Por isso, as pesquisas que buscam reduzir tais riscos devem continuar.

Crianças representam 40% das internações por queimaduras em SP. Cuidados simples evitam acidentes

É importante manter os pequenos longe da cozinha e evitar as bocas da frente do fogão

Crianças devem ficar longe da cozinha

Cuidados simples em casa podem evitar queimaduras em crianças, que são as principais vítimas desse tipo de acidente.

De acordo com um estudo divulgado nesta semana pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), 40% das 3.188 internações por queimaduras registradas pela instituição no ano passado foram de crianças menores de nove anos – considerando também os adolescentes até 19 anos, a porcentagem de internações chegou a 52%.

Na maioria dos casos, revela o estudo, os ferimentos foram resultado de combustão, escaldo e contato. Acidentes que poderiam ser facilmente evitados, segundo afirmam especialistas. O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras de São Paulo, Luiz Philipe Molina Vana, diz que “a quantidade de queimaduras evitáveis é muito alta”.

– A prevenção é possível e deveria ser uma prática comum em casa.

Segundo ele - que chefia o ambulatório de queimados do Hospital das Clínicas - ações simples, como manter as crianças longe da cozinha e evitar usar as bocas da frente do fogão, podem salvar vidas.

Na opinião de Ana Beatriz Bontorin, coordenadora de projetos da ONG Criança Segura, entidade que faz campanhas de conscientização sobre segurança doméstica, os pais devem manter atitudes preventivas.

– É importante conversar, explicar os perigos do fogo e manter qualquer substância inflamável longe do alcance de crianças

Os casos de internações analisados pelo Hospital das Clínicas apresentaram queimaduras, em média, em 13% do corpo, o que corresponde à área de dois braços inteiros. Queimaduras consideradas graves são aquelas que atingem mais de 60% do corpo.

Em 24 horas, Rio confirma quase

Total de infectados na capital fluminense ultrapassa barreira das 56.000 pessoas

F.L. Piton/AE
Estado do Rio tem 88 mortes por dengue em menos de cinco meses

Aedes aegypt, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

Para diminuir a possibilidade de subnotificação, principalmente na rede privada de saúde, cerca de 50 profissionais de saúde da rede privada participam na quinta-feira (2) de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, para diagnosticar precocemente casos de dengue.

A medida foi tomada por que os órgãos responsáveis pela captação das notificações de dengue e os especialistas consultados pelo R7 afirmam que a maior parte dos casos não informados ao poder público não são repassados pelas instituições particulares.

Com esse diagnóstico, o número oficial de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro pode ser bem maior do que o contabilizado pela secretaria de saúde, segundo admite o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica do Estado, Alexandre Chieppe. De acordo com ele, embora em escala menor, há subnotificações em quantidades consideráveis, que beiram a quase 50% dos casos leves.

Mortes por dengue

Somente este ano, 88 pessoas morreram de dengue no estado do Rio, 31 apenas na capital fluminense. De acordo com o último balanço, divulgado na última quarta-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, de 2 de janeiro a 28 de maio foram notificados 117.922 casos suspeitos da doença.

Mobilização para acabar com focos

A segunda mobilização contra a dengue na cidade do Rio de Janeiro identificou e destruiu 5.466 focos do mosquito Aedes aegypt e 6.611 possíveis criadouros, no último sábado (4). A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.
Ao todo, 10 mil pessoas participaram da ação, entre voluntários e funcionários da prefeitura. Os agentes percorreram cerca de 700 km em diversos pontos da cidade.

Consumo de café melhora resposta ao tratamento contra a hepatite C

Quem tomou de três a mais xícaras por dia teve até 73% de retração da doença


Pacientes que tomam duas ou três xícaras de café por dia têm até duas vezes mais chance de responder ao tratamento contra hepatite C, doença que causa inflamação do fígado, do que os que não têm esse hábito, segundo uma pesquisa do Instituto Americano de Gastroenterologia.

Segundo Neal Freedman, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o consumo de café tem sido associado a uma menor progressão da doença hepática crônica e à redução da incidência de câncer de fígado.

- Embora tenhamos observado uma associação entre a ingestão de café e a resposta ao tratamento, isso precisa ser replicado em outros estudos.

Em todo o mundo, estima-se um número entre 130 milhões e 170 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C.

O vírus causador da doença pode ser transmitido por transfusão de sangue, compartilhamento de seringas contaminadas ou outros objetos que furam ou cortam, como alicates, giletes e instrumentos cirúrgicos, de tatuagens e de acupuntura. Relações sexuais sem camisinha com alguém infectado também podem transmitir a doença.

Número de mortos por bactéria assassina chega a 28 na Europa

Alemanha ainda tenta descobrir qual é a origem do surto do micróbio


Paciente infectado pela bactéria fica em área de isolamento em hospital de Hamburgo, na Alemanha

Instituto Robert Koch, que contabiliza o número de infectados e vítimas na Alemanha, 18 pessoas morreram vítimas de complicações renais e oito após a infecção pela bactéria, mas sem mostrar os sintomas mais graves.

Na terça-feira (7), o instituto informou pela primeira vez "uma leve queda na quantidade de novos casos". Ontem, o órgão destacou que essa tendência se mantém.

A busca segue para identificar a origem da contaminação por uma versão muito rara e virulenta da bactéria, que provoca diarreia e pode causar transtornos renais, às vezes fatais.

O tipo de E.coli responsável pelo foco de infecções é normalmente transmitido por meio de fezes ou bactérias fecais.

A bactéria se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas, provocando diarreia, fortes cólicas estomacais e febre.

Apesar de a infecção por E. Coli ser mais comum em crianças e idosos, essa versão mais letal tem afetado mais as mulheres com idades entre 20 e 50 anos, de boa condição física.

Não se sabe ainda a causa deste grupo ser mais atingido, mas, uma das teorias, é de que elas comem mais legumes. No entanto, como não se localizou o foco do surto, essa informação não foi confirmada.

Alemanha tenta reparar perdas

Alemanha se comprometeu a ajudar a Espanha a recuperar o prestígio de suas frutas, legumes e verduras, muito prejudicados pela crise da epidemia de E.coli. Quando o surto estourou, as autoridades da Alemanha culparam os pepinos produzidos na Espanha pela contaminação, mas os testes não comprovaram a contaminação nos legumes.

A ideia é apoiar uma campanha de promoção dos produtos agrícolas espanhóis com o objetivo de "recuperar o prestígio, a qualidade e a credibilidade das hortaliças espanholas".