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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Distribuição de camisinhas pelo governo federal caiu 30% em 2010

Preocupados com o controle da aids, médicos e ativistas questionam estratégia do Ministério da Saúde, que identificou queda de demanda em pesquisa; a pasta afirma que houve realinhamento das capacidades de estoque dos Estados e municípios



Ao contrário do que havia anunciado, o governo federal reduziu a distribuição de camisinhas no País. Em 2010, o total enviado a Estados e municípios foi 30% menor que em 2009. O uso do preservativo é considerado essencial para evitar a infecção pelo HIV, o vírus causador da aids.

A mudança ocorreu menos de um ano depois de uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde identificar a queda do uso do preservativo e de a pasta avaliar que a melhor estratégia para combater o problema seria facilitar o acesso.

Em 2009, o governo distribuiu 465,2 milhões de camisinhas - número recorde. No ano seguinte, com queda de 30%, foram distribuídos 327 milhões de preservativos, total inferior inclusive a 2008 (406,5 milhões).

"Diante de um cenário de queda de uso de camisinhas, o esperado seria um reforço na distribuição. Algo que, por alguma razão, não se identifica nos balanços realizados", constata o pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Grangeiro.

Em alguns Estados, a mudança foi expressiva. Santa Catarina e Paraíba, por exemplo, receberam do governo federal, no ano passado, quase a metade do que haviam recebido em 2009. Piauí, por sua vez, recebeu pouco mais de um terço, e Sergipe, um quarto.

"O governo federal está sendo corresponsável pelas novas infecções de aids que ocorrem no País", reagiu o presidente do Grupo Pela Vidda de São Paulo, Mario Scheffer.

Ele observa que a redução na distribuição de camisinhas ocorre num momento em que se exigia audácia do governo federal na busca por estratégias mais eficazes de prevenção. "O que vemos é justamente o contrário. Em vez de reagir, de questionar as estratégias usadas diante da redução da demanda de camisinhas, o governo se cala."

Incidência. A epidemia de aids no País se encontra estabilizada, mas em padrões ainda considerados altos. Em 2009, foram descobertos 38.538 novos casos da doença, um número 3% maior que o de 2008. O boletim mais recente mostra aumento da incidência entre a população de 13 a 24 anos.

Apesar de ser motivo de apreensão entre ativistas e especialistas no controle da aids, a mudança na grade de distribuição é vista com naturalidade pelo governo. "Não houve redução da demanda nem comprometimento das ações de prevenção", afirmou, por e-mail, o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco. Em vez de queda na grade de distribuição, ele afirma ter havido um "realinhamento" das capacidades de estoques dos Estados e municípios.

De acordo com o departamento, em 2009 os Estados teriam encomendado uma quantia excessiva do produto. Como houve sobra na maior parte das localidades, a solução foi fazer um ajuste, encaminhando em 2010 apenas o que seria preciso para complementar a necessidades locais.

Isso explicaria exceções. Como São Paulo, onde a grade de distribuição de 2010 foi mantida, pelo fato de o Estado ter usado o quantitativo inicialmente programado. A justificativa não esclarece o fato de em alguns Estados a distribuição de 2010 ter sido inferior à de 2008.

E o departamento argumenta que os Estados também adquirem preservativos, num sistema de contrapartida. Para ativistas, a explicação não convence. "A contrapartida não vem de hoje. E ela surge como reforço, não como justificativa para redução na distribuição", diz Scheffer.

Estratégia. A estratégia do ministério destoa do discurso adotado nos últimos anos. Em 2009, após a divulgação da pesquisa apontando a redução do uso de preservativos, o governo enfatizou a necessidade de reforçar a distribuição. Na ocasião, foi anunciada a licitação de 1,2 bilhão de camisinhas - um quantitativo que nunca chegou aos armazéns do País. Desse total, o governo conseguiu comprar 750 milhões.

Uma dificuldade semelhante ocorreu no ano anterior. Em 2008, o ministério havia anunciado a licitação de outros 1,2 bilhão de preservativos, dos quais chegaram ao País 788,8 milhões. Agora, a pasta anuncia a compra de 1,4 bilhão de camisinhas.

"O próprio volume de compras indica que governo esperava um aumento da demanda. Se ele não ocorre dentro dos padrões esperados, é claro que houve uma falha no meio do caminho", completou Scheffer.

Estudo mostra que é possível parar de fumar sem ganhar peso

De acordo com a pesquisa, o estímulo de determinado receptor cerebral pode ajudar a diminuir o apetite


Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu o mecanismo pelo qual a nicotina ajuda a controlar o apetite, uma descoberta que pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos para parar de fumar sem engordar ou simplesmente perder peso.

No estudo, feito com ratos e publicado na revista Science, os pesquisadores descobriram que a nicotina ativa alguns neurônios do hipotálamo que avisam o corpo que ele já recebeu alimento suficiente.

A nicotina atua sobre os receptores na superfície dos neurônios que são diferentes daqueles que desencadeiam o desejo pelo tabaco, o que significa que "Seria possível acabar com o apetite sem ativar as regiões de recompensa do cérebro", afirma em comunicado a principal autora do estudo, Dra. Marina Picciotto, da Universidade de Yale.

Picciotto lembra que muita gente não desiste do cigarro por medo de ganhar peso. "Infelizmente, é certo que fumar evita engordar", disse. "Queremos ajudar as pessoas a manter o peso ao abandonar o hábito e também os não fumantes que lutam contra a obesidade".

A descoberta, conduzida pela Faculdade de Medicina de Yale e com participação da Faculdade de Medicina Baylor, se deu quando o pesquisador Yann Mineur estudava um potencial antidepressivo que atua sobre estes receptores e percebeu que os ratos medicados com ele comiam menos do que aqueles que não tinham recebido a droga.

Ao averiguar o fato, os cientistas observaram que um subtipo específico de receptor da nicotina, o a3beta4, determina quanto um indivíduo come, e que quando a nicotina se junta a este receptor os neurônios pro-opiomelanocortin (POMC) são ativados, o que corta o apetite e aumenta o gasto energético.

Mineur disse à Agência Efe que há muitos outros fatores que influenciam a necessidade pela comida, assim como outros efeitos potenciais dos cigarros sobre a alimentação, além do mecanismo descrito.

"Mas foi mostrado que se for considerado a mesma quantidade de calorias, os não fumantes engordam mais que os fumantes", disse.

De acordo com os cientistas, o estudo abre a possibilidade de desenvolver novos tratamentos a base de nicotina para ajudar as pessoas a deixarem de fumar e controlar a obesidade e as desordens metabólicas.

Propagandas antigas - Tire o peso do estômago: Elixir Cintra



Elixir Cintra, para males do estômago, fígado e intestinos.
 
13 de outubro de 1940.

http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/tag/remedio/page/2/

Parceria vai estimular fumante a abandonar cigarro

São Paulo - O Instituto de Ensino e Pesquisa e o Serviço de Psicologia do Hospital do Coração, em parceria com o Ministério da Saúde, lançaram ontem (9), em São Paulo, um programa gratuito para incentivar os fumantes a abandonar a dependência. A parceria oferecerá um ciclo de palestras seguido de tratamento, com acompanhamento especializado de médicos e psicólogos dispostos a ajudar os fumantes a largar o cigarro.


Durante o projeto, será feita uma pesquisa com os participantes para avaliar a combinação da farmacoterapia (reposição de nicotina) com o suporte psicológico oferecido aos fumantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo representa atualmente a principal causa evitável de morte no mundo.

Rio inicia ações de prevenção contra epidemia de sarampo que surgiu na Europa

Rio de Janeiro – Com a epidemia de sarampo na Europa e a possibilidade de entrada de turistas vindos do continente trazerem o vírus da doença, a Secretaria Municipal de Saúde está executando ações de prevenção, primeiramente com a imunização de taxistas e, posteriormente, dos funcionários do setor de hotelaria.


A pedido do Sindicato dos Taxistas do Rio, a secretaria montou um posto de vacinação, no estacionamento da entidade, para a vacinação de taxistas contra a doença, durante toda esta semana. Cerca de 7 mil pessoas já foram infectadas pelo vírus do sarampo na Europa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vice-presidente do sindicato, José Castro, disse que vai pedir à secretaria que estenda o convênio por mais 15 dias para atender a um número maior de taxistas. “Apenas um quarto dos 32 mil taxistas do Rio esteve aqui para se vacinar. Queremos garantir a imunização dos que nunca se vacinaram, para evitar riscos”.

A coordenadora de Imunização da secretaria, Cristina Lemos, explicou que, como o sarampo é transmitido pela saliva, espirros e tosses, os taxistas acabam sendo mais suscetíveis à infecção ao transportarem turistas dentro do ambiente fechado do carro. Cristina adiantou que a secretaria já está estudando a possibilidade de ampliar as ações de prevenção para os profissionais de hotelaria.

“Estamos estudando a possibilidade de atender alguns hotéis, já que não dá para atender todo o setor hoteleiro na cidade, mas vamos trabalhar, principalmente, com a divulgação da informação para que o pessoal de recursos humanos e gerentes dos hotéis, pousadas e albergues orientem seus funcionários a procurarem os postos de vacinação”.

No dia 18, haverá, no Rio, a campanha de vacinação contra o sarampo para crianças com até 7 anos, juntamente com a vacinação contra a poliomielite para menores de 5 anos.

O consultor científico da unidade de Biomanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Reinaldo Martins, explicou que, desde 2001, o vírus do sarampo não circula mais no país, graças à vacinação gratuita e obrigatória de crianças entre 4 e 6 anos. Os casos da doença registrados no país, segundo ele, são de pessoas que se infectaram fora do Brasil ou de estrangeiros.

“Sarampo, rubéola e poliomelite foram eliminadas da América do Sul, mas ainda existem em outras partes do mundo. É por isso que produzimos a [vacina] tríplice viral [em Biomanguinhos] e precisamos continuar vacinando a população, pois o vírus pode ser reintroduzido com a importação.”

O Ministério da Saúde orienta aqueles que nunca contraíram sarampo e que estejam viajando para o exterior que se vacinem pelo menos 15 dias antes da viagem para garantir a imunização. Quem teve sarampo já está imunizado.

O sarampo é uma das principais causas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade, sobretudo as desnutridas. O período de incubação dura entre oito e 13 dias. Depois, começam a aparecer os principais sintomas: pequenas erupções na pele de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro.