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segunda-feira, 13 de junho de 2011

China tem mais casos de crianças contaminadas por chumbo

O número de crianças intoxicados por chumbo voltou a subir na China, e já são mais de 1.300, com novos casos identificados no sul do país, depois de um escândalo similar no norte, informou a agência oficial Xinhua (Nova China).


As autoridades da cidade de Wugang (província de Hunan, sul) fecharam uma fundição de manganês e prenderam dois diretores da mesma, suspeitos de terem provocado uma grave contaminação ambiental.

Quatro vilarejos diagnosticaram um nível excessivo de chumbo no sangue de 1.354 crianças abaixo de 14 anos, um dado equivalente a 70% do total de habitantes desta faixa etária.

Dezessete crianças foram hospitalizados.

Na semana passada foi registrada outra intoxicação em massa na província de Shaanxi (norte), com o diagnóstico de nível elevado de chumbo em 615 das 731 crianças que moram em quatro vilarejos próximos da fundição Dongling Lead and Zinc Smelting.

Destas, 170 foram internadas.

Centenas de moradores indignados invadiram a fundição na segunda-feira e destruíram vários caminhões. As autoridades ordenaram o fechamento do local.

Hipnose pode ajudar anestesia local em cirurgias de câncer e tireoide

Combinação reduz internação e uso de medicamentos, diz estudo belga.
Técnica diminui percepção da dor, mas paciente deve confiar nos médicos.



Uma combinação de hipnose e anestesia local para determinados tipos de cirurgia pode ajudar na cura de pacientes e reduzir tanto o uso de medicamentos quanto o tempo de internação em hospitais. Essa é o resultado de um estudo belga apresentado no domingo (12) durante o congresso anual da Sociedade Europeia de Anestesiologia, em Amsterdã, na Holanda.

Os cientistas avaliaram o impacto do emprego de anestesia local e hipnose em operações de certos tipos de câncer de mama e tireoidectomia (remoção total ou parcial da glândula tireoide). A técnica também pode evitar a recorrência de tumores e metástases.

A redução da percepção da dor e o conforto do paciente são garantidos, de acordo com a professora Fabienne Roelants, que liderou o trabalho ao lado da dra. Christine Watremez, ambas da Clínica Universitária Saint-Luc, em Bruxelas, que faz um quarto das operações de mama e um terço das de tireoide por esse método.

Para hipnotizar o paciente, um hipnoterapeuta deve conversar com ele durante o procedimento e evitar comandos negativos, com os quais o inconsciente pode não saber lidar. O cirurgião, por sua vez, precisa ser suave, evitar movimentos bruscos e ser capaz de manter a calma em todas as circunstâncias.

No primeiro estudo belga, 18 entre 78 mulheres usaram a hipnose em uma série de procedimentos cirúrgicos de câncer de mama, enquanto as demais receberam anestesia geral. Apesar de as pacientes hipnotizadas terem passado alguns minutos a mais na sala de cirurgia, o uso de drogas nesse grupo diminuiu, assim como o tempo de recuperação e internação.

Na operação de tireoide, os cientistas compararam os resultados de 18 pacientes do grupo de hipnose e anestesia local com os de 36 que receberam anestesia geral. Ambos fizeram tireoidectomia por videolaparoscopia, um procedimento minimamente invasivo. E, mais uma vez, o uso de remédios na recuperação e a permanência hospitalar foram muito reduzidos no primeiro grupo.

A hipnose é um estado alterado de consciência que se baseia na focalização do olhar em determinado ponto, no relaxamento muscular progressivo ou na recuperação de uma memória agradável. O fato de ela funcionar em casos médicos tem sido demonstrado por vários estudos, inclusive por imagens do cérebro com tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética.

O modo exato como esse processo ocorre ainda é discutido. Alguns pesquisadores acreditam que ela impede que as informações cheguem às regiões do córtex cerebral superior, responsáveis pela percepção da dor. Outros defendem que a técnica permite uma melhor resposta à dor, ativando caminhos que a inibam de forma eficaz.

Não há diferenças de sexo ou idade relacionadas com a susceptibilidade à hipnose, dizem os cientistas. Se o paciente estiver motivado, pronto para cooperar, e confiar nos médicos, ela funciona.

Além do uso em cirurgias de câncer de mama e tireoidectomia, as autoras afirmam que a prática poderá ser aplicada no futuro em uma série de outros procedimentos: ginecológicos, oftalmológicos, otorrinolaringológicos, plásticos e contra infertilidade.

Ameaça de 'E. coli' persiste após localização de foco na Alemanha

Fonte de infecção de bactéria estava em broto de feijão no norte do país.
Autoridades de saúde elevaram o alerta para pepinos, alfaces e tomates.

Homem vende vegetais em feira de Belgrado, na Sérvia. Alemanha estendeu alerta de 'E. coli' para pepinos, tomates e alfaces (Foto: Reuters/Ivan Milutinovic (SERBIA HEALTH AGRICULTURE POLITICS FOOD)

Autoridades de saúde alemães advertiram neste sábado (11) que a ameaça da variante letal da bactéria E. coli, que provocou 31 mortes na Alemanha, persiste apesar de a fonte de infecção ter sido localizada em brotos de feijão de uma fazenda da Baixa Saxônia, no norte do país. O estabelecimento foi fechado, mas não sofrerá processos nem punições pelo início do surto.

Apesar de as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do patógeno terem sido confirmadas, permanece o perigo de infecção por contato físico, disse um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do estado de Hesse, no centro da Alemanha.

As autoridades de saúde e o governo alemão estenderam na última sexta-feira (11) o alerta para pepinos, alfaces e tomates como foco de infecção, após confirmarem a presença da variante letal nos brotos de feijão. Cerca de 500 amostras ainda estão sendo examinadas, incluindo algumas sementes da fazenda que vêm da Europa e da Ásia.

Falhas de higiene na cadeia produtiva alimentar pode levar a novos surtos da perigosa variante O104 da bactéria E. coli, advertiu do ministério, que fez um apelo para que haja prevenção e manutenção das normas de higiene entre a população.

Após semanas de uma crise de saúde que resultou em um prejuízo de vários milhões de dólares à produção agrícola de toda a Europa, verificou-se a presença desse micro-organismo agressivo em um pacote de brotos de feijão encontrado no lixo de uma família que vive na região de Bonn, oeste da Alemanha. Dois membros dessa família contraíram a infecção.

Os vegetais vinham de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia, citada segundo o Instituto Robert Koch como "a fonte mais provável" do surto, que já atingiu 2.800 habitantes do país. Desses, 722 desenvolveram a chamada síndrome hemolítica urêmica (HUS, na sigla em inglês), doença marcada por fortes diarreias com sangue e lesões graves nos rins.

O problema ocorre por uma diminuição no número de plaquetas – estruturas responsáveis pela coagulação do sangue – e pela destruição das células vermelhas (hemácias) no organismo.

TCU aponta que 6,5 milhões de vacinas contra a gripe suína perderam a validade

É isso mesmo, o Brasil está em boa fase, faz parte dos BRIC's, economia estável, podemos nos dar esse luxo, afinal R$ 78 milhões não são nada!

Leia:

Brasília – Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 6,5 milhões de doses da vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – perderam a validade. O prejuízo é estimado em R$ 78 milhões.

De acordo com o texto, o governo brasileiro havia encomendado as doses no ano passado, para combater a pandemia da doença, mas uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu a validade dos lotes de um ano para seis meses, a partir da data de fabricação.

O TCU deve notificar o ministério sobre a conclusão do relatório de acompanhamento e a pasta terá 30 dias para negociar com os fabricantes da vacina a troca por novas doses ou por outros produtos.

Brasil anuncia doação de US$ 20 milhões à Aliança Global para Vacinas e Imunização

Brasília – O Brasil anunciou no dia 13 em Londres, a doação de US$ 20 milhões para a Aliança Global para Vacinas e Imunização (cuja sigla em inglês é Gavi ) – iniciativa internacional lançada em 2000 para garantir a democratização do acesso à vacinação e imunização em nível mundial.

A aliança já conseguiu prevenir mais de 5 milhões de mortes nos últimos dez anos. Inserida no contexto da ação global de combate à fome e pobreza, a doação brasileira, autorizada pela Lei nº 12.413, será feita por meio de parcelas iguais e subsequentes ao longo de 20 anos.

O objetivo é acelerar o acesso às vacinas, a fim de contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com a redução em dois terços, até 2015, do número de mortes de crianças menores de cinco anos.