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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Piso salarial de R$ 7 mil para médicos está em pauta

Matéria foi aprovada no final de 2009 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora está incluída na pauta de votações do Plenário

O Plenário poderá votar ainda este ano o Projeto de Lei do Senado (PLS) 140/2009, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB-AC), que fixa em R$ 7 mil o valor do piso salarial de médicos e cirurgiões dentistas.

A matéria – que estabelece também um indexador para correção do salário desses profissionais, baseado na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – foi aprovada no final de 2009 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora está incluída na pauta de votações do Plenário.

O projeto também amplia a jornada mínima de trabalho das duas categorias, prevista na Lei 3.999/61, de duas horas para quatro horas diárias e 20 horas semanais.

Na justificação de seu projeto, Gilvam Borges considera o piso salarial como “o mínimo tolerável para o resgate da dignidade profissional dos médicos e cirurgiões-dentistas, que trabalham nos mais diversos setores, mediante uma remuneração, na maioria das vezes, irrisória e aviltante, obrigando-os a assumir vários empregos e prejudicando, em consequência, o atendimento à saúde da população.

O relator da proposição na CAS, senador Mão Santa (PSC-PI), observa que o aumento da jornada mínima trabalho contribui para solucionar o problema das crescentes dificuldades de trânsito e deslocamento dos médicos e cirurgiões-dentistas de um posto de trabalho para outro. Segundo ele, uma jornada mínima de duas horas não atende às características de trabalho das duas profissões, visto que “muitos procedimentos médicos e odontológicos podem exigir um tempo maior do que duas horas, entre os preparativos e o término da intervenção”.

Câmara analisa piso salarial de agente de saúde

Câmara instalou nesta quinta-feira (09) uma comissão especial para analisar a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A comissão vai dar parecer sobre o Projeto de Lei 7495/06, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Diversas propostas serão analisadas em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio. O tema foi debatido nesta última quinta, em audiência da Comissão de Seguridade Social e Família.

A criação de um piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias está prevista na Emenda Constitucional 63, de 2010. A emenda estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades da categoria. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

Orçamento
De acordo com a assessora jurídica da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Elane Alves de Almeida, o orçamento já possibilita o pagamento de 1,4 salário mínimo aos agentes. Ela disse que a categoria também está aberta ao escalonamento dos valores ao longo dos anos. Para Elane, a discussão não avançará se forem incluídas propostas sobre o piso salarial de médicos e de enfermeiros.

Na avaliação da presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Ruth Brilhante, a categoria deve se focar na criação do piso e deixar a regulamentação do plano de carreira para um segundo momento. Ela também defendeu a regulamentação da Emenda 29, que trata da aplicação de recursos na Saúde.
Impacto financeiro

A coordenadora-geral da Regulação e Negociação do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Lídice Araújo, afirmou, no entanto, que o pagamento do piso salarial provocará um efeito cascata nos salários da administração pública e terá impacto especialmente nas contas das prefeituras.

Segundo ela, a estimativa é que o estabelecimento de um piso de dois salários mínimos para agentes teria um impacto de R$ 1,5 bilhão na folha de pagamentos. Levando em conta todas as categorias, seriam R$ 50 bilhões.

Veja média salarial dos profissionais de administração hospitalar

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde.

Confira a remuneração do setor de administração hospitalar:

Cargo: Diretor
Média salarial: R$ 17.102

Cargo: Gerente
Média Salarial: R$ 6.558

Cargo: Administrador Hospitalar
Média Salarial: R$ 5.906

Cargo:Coordenador, Supervisor ou Chefe
Média salarial: R$ 3.112

Cargo; Analista Sênior
Média salarial: R$ 2.595

Cargo: Farmacêutico Hospitalar
Média salarial: R$ 2.294

Teuto inaugura fábrica de antibióticos em pó injetáveis

O movimento de expansão e modernização do Laboratório Teuto finalizou uma nova etapa, na última sexta-feira, (09). A indústria farmacêutica inaugurou a maior planta industrial do Brasil para a produção de antibióticos em pó injetáveis. O projeto foi iniciado há oito meses e foi apresentado ontem na sede da empresa em Anápolis (GO).

A nova planta industrial da organização tem 2.360 metros quadrados. Segundo a empresa, esta nova será responsável por um aumento de produção estimado em 230%, saindo de uma dos atuais 1,5 milhões para 5 milhões de unidades de frascos ampolas por mês.

De acordo com a organização, o processo representa um crescimento natural da companhia, que afirma que já cresceu 50% em 2011 e possui a expectativa de alcançar uma média de crescimento acima da nacional até o final deste ano.

Segundo o laboratório, o projeto faz parte da programação de expansão da empresa que inaugurou, em março, uma unidade de produtos para a saúde. Os investimentos em novas áreas e tecnologia também continuam.
No ano de 2011, o Teuto investiu R$ 10 milhões em aumento da capacidade e vai investir mais R$ 10 milhões até o fim de 2011 em outras áreas.

Ainda de acordo com a empresa, houve um investimento de 20 milhões de reais em máquinas, sistema de ar condicionado, tratamento de águas, infraestrutura básica e novos equipamentos apenas nesta nova fábrica. Além disso, para a nova unidade são cerca de 100 vagas de emprego com mão-de-obra especializada, gerando mais postos de trabalho para Goiás.

Nutricionista fala sobre alimentos da safra em junho e julho

A nutricionista Karin Honorato foi a um sacolão em Belo Horizonte para falar sobre os alimentos que estão na safra em junho e julho. Karin ressalta que quando o alimento está na safra a produção é maior, o preço cai e a concentração de nutrientes aumenta, pois o alimento é retirado do solo na época certa. A nutricionista destaca também que, muitas vezes, a adição de produtos químicos é menor no cultivo de alimentos que estão na safra.

Karin explica as características e os benefícios que alimentos como legumes, frutas e verduras – moranga, batata doce, mandioca e inhame; laranjas, mexericas, morango; couve, mostarda e o gengibre -, trazem à saúde.

O primeiro alimento que a nutricionista destaca é a Moranga, também conhecida como abóbora e jerimum. Segundo ela, este legume é muito indicado para quem está de dieta, pois, apesar de ter um sabor levemente adocicado, não libera muito açúcar no organismo. A abóbora também é rica em betacaroteno – um antioxidante muito importante para o organismo, pois é antiviral e antibacteriano, além disso ajuda a proteger a visão. A abóbora possui ainda luteína, outra substância que também protege os olhos e a pele. Além da vitamina A, que é bom para a imunidade. A moranga é rica em fibras, e de acordo com Karin, “isso é ótimo para quem quer controlar o peso”.

Outro legume da safra é a batata doce, que apesar do nome, não libera tanto açúcar na organismo quanto a batata inglesa. Com isso, o acúmulo de gordura localizada é menor. A nutricionista destaca que a batata doce é rica em ferro e cálcio, esses nutrientes são importantes para os ossos e cérebro. Ela indica ainda que esse legume deve ser cozido com casca. Para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a casca também deve ser consumida.

A mandioca – aipim ou macaxeira – é rica em amido, ferro e vitaminas do complexo B. De acordo com a nutricionista, ela é ótima para pessoas que estão anêmicas.

Entre as frutas que estão na safra, Karin destaca laranjas e mexericas, frutas cítricas ricas em vitamina C, “excelente para imunidade”. Nesta época, junho e julho, as pessoas têm mais tendências a ter gripes e resfriados. Essas frutas também protegem contra o envelhecimento precoce. Por possuir bastante líquido, a laranja também é uma boa fonte de hidratação.

O morango – rico em vitamina C – também é outra fruta da época. E durante o período da safra, a concentração de produtos químicos é menor nesta fruta. A nutricionista ainda dá uma dica sobre a redução do preço de frutas do verão nesta época, como o abacaxi e a melancia.
Estamos também na época do gengibre. Um anti-inflamatório, excelente para aquecer o organismo – evita as gripes e resfriados –, é também rico em antioxidantes e ajuda a aliviar os mucos. O gengibre pode ser consumido em chás, sucos e como tempero para carnes e legumes, além de salada.

Verduras
Esta é uma boa época para comer verduras refogadas. Karin Honorato destaca como verduras da safra a couve e a mostarda. Segundo a nutricionista, “toda verdura, principalmente as escuras, possui muitas vitaminas e minerais, que são importantíssimos para o bom funcionamento do organismo”.

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