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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Propagandas antigas - Festa do chapéu: Urodonal



Diurético, anti-séptico das vias urinárias, é comercializado ainda hoje. Na ilustração do anúncio publicado dia 23 de outubro de 1935 o frasco gigante aparece como se estivesse fazendo um comício onde o uso do chapéu era obrigatório.

Na época receitava-se três colheres de chá por dia em um copo de água entre as refeições para combater ácido úrico, artrite, reumatismo, arterioesclerose, obesidade, litíases renais e biliatres, gota, risipela, azias e até frieiras.

Reajuste dos planos de saúde permanece sem autorização

Na quinta-feira passada(09) a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclareceu que não tem autorização legal para divulgar o novo índice de reajuste para os planos de saúde antes da manifestação do Ministério da Fazenda, de acordo com o Art. 4º inciso XVII da Lei 9.961/2000.

Segundo o Ministério da Fazenda, em sua portaria 421/2005, o percentual de reajuste concedido às operadoras deve ser encaminhado pela ANS com 15 dias de antecedência de sua divulgação. De acordo com a Agência, o encaminhamento foi feito em 6/4/2011.

“A Agência Nacional de Saúde Suplementar reitera, portanto, que tão logo receba o aval do Ministério da Fazenda, irá divulgar oficialmente o percentual a ser aplicado entre maio/2011 e abril/2012 como índice máximo autorizado às operadoras para reajuste dos planos individuais/familiares novos, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98″.

Anvisa prorroga credenciamento para Rede Sentinela

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou o prazo para credenciamento dos hospitais na Rede Sentinela. Os serviços de saúde terão até o dia 30 de junho para encaminhar os documentos à Agência.

As instituições que não enviarem os documentos ou não atenderem aos critérios estabelecidos deixam de ser reconhecidas como participantes da Rede, o que implicará no impedimento de participação nas atividades restritas à Rede Sentinela.

O prazo em questão não impede que as instituições solicitem o credenciamento na Rede em datas posteriores. O período para análise de documentos é de no mínimo 30 e no máximo 60 dias, e as publicações de novos integrantes da Rede Sentinela nos meios públicos oficiais ocorrem em intervalos mínimos de 60 dias.

Leia o comunicado enviado às instituições

A Anvisa divulgou, no dia 19 de abril, os critérios para o credenciamento de instituições na Rede Sentinela, em 2011. Os estabelecimentos de saúde podem se credenciar em quatro diferentes perfis: Participante; Colaborador; Centro de Cooperação; e Centro de Referência. As instituições que atenderem aos requisitos exigidos no documento publicado pela Anvisa serão credenciadas por um período de 12 meses.

A Rede Sentinela é uma rede de parceiros que, desde 2002, subsidia o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados. A pós-comercialização é uma dimensão da atuação da vigilância sanitária, fundamental para acompanhar a segurança de produtos utilizados na atenção à saúde.

As diretrizes e estratégias para o credenciamento foram definidas no ano de 2010, a partir da realização de encontros que envolveram gerentes de risco dos hospitais já pertencentes à Rede Sentinela, além de representantes da Anvisa e de demais entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O objetivo foi traçar diretrizes e estratégias que conferissem perenidade, sustentabilidade e abrangência aos serviços sentinela.

Entre as diretrizes definidas, destaca-se a necessidade de estabelecimento de critérios de inclusão e acompanhamento para permanência de instituições na Rede Sentinela e para o credenciamento de novas entidades.

Responsabilidade política é benéfica para a saúde

Não é novidade que a gestão da saúde no Brasil apresenta sérios problemas que estão se transformando – de forma crescente – em conflitos judiciais. Ao Poder Judiciário, atribuiu-se a responsabilidade de resgatar a cidadania, transformando-o em ‘tábua de salvação’ das garantias constitucionais, uma vez que as políticas públicas são inexistentes ou ineficientes para oferecer um sistema que atenda às necessidades dos cidadãos. Com o objetivo de entender a motivação desta intervenção constante do Judiciário nas questões ligadas a saúde pública, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde.

Além de identificar o perfil dos processos judiciais recorrentes em cada Estado e região do país, o Fórum visa demonstrar ao Poder Executivo quais as políticas de saúde pública devem ser implantadas para o Estado assumir sua obrigação, sem passar pela tutela jurisdicional (hoje essencial) aos pacientes.

O encontro dos Comitês Gestores dos Tribunais que formam o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde ocorreu nos dias 02 e 03 de junho, em Brasília. Ainda não foram divulgados os documentos oficiais referentes ao encontro dos Comitês Estaduais durante o Fórum, porém, no segundo dia do evento, Juarez de Freitas, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), expôs o que poderia ser considerado, sem medo de exagero, o paradoxo do sistema. “Não faltam recursos públicos no Brasil para a saúde”, disse.

Se há recursos para a saúde, o que justifica os baixos honorários pagos aos médicos, equipamentos obsoletos ou sem manutenção, falta de leitos, corredores de hospitais lotados de pacientes, espera de horas e horas para atendimento de emergência? Isso para citar problemas genéricos, pois o Brasil apresenta dramas equiparáveis à sua extensão e à diversidade entre as regiões. A resposta é absolutamente simples: a Lei de Responsabilidade Fiscal tornou obrigatória a transparência na execução orçamentária brasileira em tempo real e on line, mas isso nem sempre acontece.

Segundo Juarez de Freitas, é necessária uma revisão na distribuição do orçamento e, claro, a aplicação dos recursos com responsabilidade política. De forma uníssona, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Zavascky, também alertara que cumpre ao Legislativo dispor sobre regulamentação, fiscalização e controle dos serviços de saúde.

Um dado interessante foi apresentado pela coordenadora geral de Assuntos Judiciários do Ministério da Saúde, Alessandra Alves: “apenas 25 medicamentos representam 70% dos gastos para atendimento de decisões judiciais”, afirmou. Normalmente são medicamentos utilizados para tratamentos oncológicos. A informação deveria impressionar não pelo evidente alto custo do medicamento, mas, sim, por revelar que o bem jurídico em saúde mais tutelado pelo Poder Judiciário tem sido o medicamento, que representa o oposto de saúde. Conceitualmente, ações que busquem obrigar o Estado a ações preventivas, campanhas de vacinação, campanhas de conscientização nutricional, estão ausentes (ou são pouco representativas) entre as 240.980 demandas judiciais contabilizadas pelo CNJ.

E não se pode dizer que a ausência de ações judiciais quanto à prevenção e cuidados de doenças se dê em razão de o Estado cumprir seu dever. Dengue, esquistossomose, diabetes, hipertensão arterial, parasitoses intestinais, entre outras doenças, exemplificam como é complexo e deficitário o quadro da saúde no país.

Vale ressaltar que o Ministério da Saúde irá publicar por esses dias um decreto com o objetivo de atualizar a regulamentação da Lei 8.080/90 que trata das redes de saúde regionais e hierarquizadas. O texto proposto, não definitivo, visa reforçar o “pacto federativo”:

“Art. 38-A. As direções do SUS, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, promoverão a cooperação intergovernamental e interinstitucional necessária para assegurar a integralidade e a qualidade da atenção à saúde da população, responsabilizando-se solidariamente pela resposta às necessidades decorrentes do quadro epidemiológico, demográfico e sociocultural das populações de seus respectivos territórios e pela oferta suficiente de ações e serviços de saúde do Sistema Único de Saúde – SUS, próprios ou conveniados em todos os níveis de atenção. (g.n.)”

Sinalizam-se mudanças que reforçam o pacto da união federativa quanto à responsabilidade pelo Sistema Universal de Saúde. Quem sabe, as 240.980 demandas judiciais, em breve, estejam solucionadas – e de forma célere. No entanto, se necessário, que outras ações provoquem o Poder Judiciário não para assegurar um interesse individual e sim com o objetivo de cobrar ações dos gestores públicos para se tornar a saúde efetivamente direito de todos.

MEC elabora nova MP para reajusta salário de residentes

Uma manobra do Senado Federal na noite de quarta-feira derrubou duas medidas provisórias (MPs) referentes ao funcionamento dos hospitais universitários que tinham sido enviadas pelo governo federal no fim do ano passado. O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo irá reenviar as propostas para o Congresso Nacional, com algumas alterações para permitir a tramitação.

No caso da MP 521/2010, que reajustava o valor da bolsa paga aos médicos-residentes, Haddad afirmou que ela será reeditada com a correção do valor pela inflação acumulada no período. “Essa sugestão foi bem recebida pela ministra do Planejamento [Miriam Belchior] e pela Casa Civil,, mas obviamente será submetida à presidenta [Dilma Rousseff]”, disse. O ministro estima que a MP deve ser reenviada ao Congresso Nacional entre uma e duas semanas.

Sobre a MP 520/2010, que iria criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o MEC enviará o texto final, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputado, no formato de projeto de lei, em regime de urgência. A criação dessa empresa é uma tentativa de regularizar a situação dos hospitais universitários, cujas contas estão sendo questionadas pelos órgãos de fiscalização e controle. Hoje, boa parte dos funcionários dos hospitais é contratada por meio de fundações de apoio ou por outras modalidades de terceirização, consideradas ilegais. Essa função seria assumida pela Ebserh, que será administrada pelo MEC.

Entretanto, desde que a MP foi enviada ao Congresso encontrou resistência entre os sindicatos da categoria, que temem uma “terceirização” dos serviços hoje prestados pelos hospitais universitários. O projeto de lei que será reenviado pelo ministério terá que passar novamente pela Câmara para seguir ao Senado.

“Não faltam iniciativas do governo [para a regularização dos hospitais universitários], mas nós dependemos de qualquer forma do Congresso Nacional”, explicou Haddad.