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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sedentarismo e obesidade, males do século 21

Para sobreviver, fazíamos longas caminhadas diárias, quando não nos deslocávamos do habitat natural, abandonado por alguma razão que deixara de propiciar as mínimas condições de vida. Íamos para outras regiões – muitas vezes longínquas, mas menos inóspitas.



Milhões de anos depois evoluímos muito. Criamos tecnologia para quase todos os nossos desafios. Mas adquirimos também hábitos pouco saudáveis, muitos dos quais estão na origem dos principais males modernos. Um deles é o sedentarismo que, aliado ao consumo abundante de alimentos pouco saudáveis, está provocando uma verdadeira epidemia de obesidade, mal que é gatilho para várias doenças modernas como as cardiopatias, diabetes, a hipertensão arterial, câncer, colesterol nocivo, problemas respiratórios, renais e digestivos - para citar os mais recorrentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica a obesidade como uma epidemia, pois contabilizou mais de 300 milhões de obesos no mundo, um terço nos países em desenvolvimento. E vai além: para OMS, a obesidade está entre os dez principais problemas atuais de saúde pública internacional.

No Brasil não é diferente. Segundo o Ministério da Saúde, a parcela da população cujo Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 30, considerada obesa de primeiro grau, passou de 11,4% para 13,9% em apenas três anos, entre 2006 e 2009. E a tendência é aumentar. Estima-se ainda que quatro milhões de brasileiros tenham atingido o estágio de obesidade grau três, ou mórbida, quando o IMC chega a 40.

Tudo isso é preocupante. Claro, ninguém vai voltar às cavernas. Mas está cada vez evidente o equívoco que se comete quando se considera a obesidade apenas um problema estético. Não é – é questão de saúde. E é sob esta perspectiva que deve ser combatida, assim como o sedentarismo. Com bom senso, ponderação e, sobretudo, sob supervisão médica. A boa notícia é que a medicina evoluiu muito e vem, a cada ano, realizando descobertas, revendo parâmetros ultrapassados – enfim tornando acessíveis diagnósticos, métodos e protocolos que auxiliam os indivíduos a buscar uma vida mais saudável e mais longeva.

Informação e moderação são aspectos cruciais nesse combate aos males do século 21. Por exemplo, há pessoas que por razões estéticas buscam medicamentos para emagrecer como se estes fossem panacéias universais. Não há dúvida que esses recursos podem ser muito úteis para alguns indivíduos claramente diagnosticados como obesos mórbidos. Mesmo para estes, no entanto, é fundamental a informação de que a administração deve ser monitorada pelo médico, uma vez que pode implicar em efeitos colaterais deletérios.

Tenho enfatizado que cada indivíduo é único, daí a relevância de acompanhamento constante a cada intervenção que mexa com seu organismo. Isto vale tanto para medicações como para a prática de exercícios físicos. A prevenção da obesidade é relativamente simples e consiste em equilibrar a ingestão calórica com o dispêndio energético. Se um indivíduo ingerir 3 mil calorias por dia e gastar o mesmo, manterá seu peso corporal. Se ingerir o mesmo, e despender em exercícios 1 mil calorias a mais, emagrecerá.

Mas, até a recomendável prática de exercícios físicos precisa ser orientada e supervisionada por profissionais qualificados para identificar em cada indivíduo suas peculiaridades, vulnerabilidades e potenciais. Uma simples caminhada pode ter consequências indesejáveis, perversas ou inócuas, dependendo do caso, se não for bem avaliada por profissional que leve em conta os limites e características de cada pessoa que o procura.

Isso não quer dizer que não existam algumas regras gerais. Por exemplo, é consenso que praticar exercícios físicos e diminuir os excessos em ocasiões naturalmente prazerosas, como os happy hours – dos quais ninguém deve se privar – são recomendações para todos. Assim como a indicação para se evitar a ingestão de alimentos com altas concentrações calóricas e ficar atento para manter o diâmetro abdominal abaixo de 90 cm.

Sabe-se igualmente que a ingestão de gorduras nem sempre causa danos. Ao contrário, há as gorduras benéficas com relevantes funções fisiológicas que protegem nossos órgãos vitais e são fontes cruciais de energia, coadjuvantes das proteínas e dos carboidratos – estes com notória limitação em sua capacidade de retenção pelo organismo. Além disso, está comprovado que em torno de 4% das gorduras corporais agem para absorver choques, um espécie de escudo protetor contra traumatismos, externos e internos, e abruptas variações térmicas.

Em suma, evoluímos muito desde as ancestrais cavernas até as nuvens contemporâneas da internet. Acumulamos conhecimentos que podem tornar a caminhada humana mais prazerosa e saudável.
Devemos, porém, desenvolver mais uma habilidade que, se pudesse sintetizar em uma palavra, diria que é equilíbrio. Afinal, como bípedes, somos inatos nisso. Falta ampliar este atributo para todos os aspectos de nossa vida cotidiana.

Sobre o autor

Américo Tângari Junior
Médico, especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira.

http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/artigos_detalhe.asp?id_artigo=202

Propagandas antigas - Mitigal na chuva



Mais uma da série Mitigal, o remédio para coceiras. Sob a chuva forte, o personagem usa o guarda-chuvas para coçar as costas. 30 de janeiro de 1932.

Brasil anuncia doação de US$ 20 milhões à Aliança Global para Vacinas e Imunização

Brasília – O Brasil anunciou ontem (13), em Londres, a doação de US$ 20 milhões para a Aliança Global para Vacinas e Imunização (cuja sigla em inglês é Gavi ) – iniciativa internacional lançada em 2000 para garantir a democratização do acesso à vacinação e imunização em nível mundial.



A aliança já conseguiu prevenir mais de 5 milhões de mortes nos últimos dez anos. Inserida no contexto da ação global de combate à fome e pobreza, a doação brasileira, autorizada pela Lei nº 12.413, será feita por meio de parcelas iguais e subsequentes ao longo de 20 anos.

O objetivo é acelerar o acesso às vacinas, a fim de contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com a redução em dois terços, até 2015, do número de mortes de crianças menores de cinco anos.

Rio Grande do Sul adota estratégia de enfrentamento à gripe suína com prescrição de antiviral para grupos de risco

Brasília – O comitê de enfrentamento da influenza A (H1N1) – gripe suína, do Rio Grande do Sul, definiu como estratégia de combate à doença orientar os médicos do estado a prescrever remédio antiviral a todo paciente com quadro de falta de ar (síndrome respiratória aguda) e a portadores de doenças crônicas ou de grupos de risco para a doença, que apresentarem sintomas de gripe, como febre e tosse.


A orientação foi definida hoje (13), depois que foram registradas duas mortes por gripe suína em municípios gaúchos. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, o uso do antiviral é a maneira mais eficaz de conter o avanço da doença. Além das duas mortes, já foram confirmados cinco casos e identificados 134 casos suspeitos.

As mortes foram de uma mulher, de 48 anos, moradora de Anta Gorda e de um idoso, de 71 anos, em Bagé. Eles não tomaram vacina contra o vírus da gripe. A vacinação contra gripe continua para idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças menores de 2 anos e portadores de doenças crônicas e pulmonar – considerados grupos de risco.

A secretaria orienta a população a procurar um serviço médico assim que apresentar sintoma de gripe, como febre, tosse e dores no corpo. Para prevenir a doença, é recomendado não compartilhar objetos e talheres com doentes, manter ambientes limpos e ventilados e lavar as mãos com frequência ou higienizá-las com álcool gel.

Saiba o que é e como tratar a fadiga crônica

O cansaço é uma das cinco queixas mais frequentes nos consultórios médicos. De acordo com o colunista da Rádio Bandeirantes Dráuzio Varella, um número expressivo das queixas, porém, não são de portadores de nenhum tipo de enfermidade que possa justificar a enfermidade.



Segundo Varella, é a chamada síndrome da fadiga crônica, que costuma atingir mais as mulheres e pessoas que tiveram algum processo infeccioso, como gripe, sinusite. Depois, entretanto, a infecção vai embora e esses sintomas ficam.

As causas são desconhecidas e a evolução é imprevisível. Não há um tratamento específico, o que faz com que as crises sejam tratadas com medicamentes que ajudam controlar os sintomas, apenas.

Mudanças nos hábitos alimentares e exercícios, de acordo com o colunista e também médico, são medidas importantes para o controle do cansaço. A dieta equilibrada, diminuição do álcool e exercícios moderados podem ajudar.