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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bactéria E.coli mata bebê de 2 anos na Alemanha

O restante da família também adoeceu, porém se recupera, segundo as autoridades

Um bebê alemão de 2 anos tornou-se hoje a primeira criança a morrer por causa de um surto de uma cepa virulenta da bactéria Escherichia coli (E.coli). Com isso, subiu para 37 o número de mortes causadas pela bactéria na Europa.

A criança morreu em um hospital em Hannover, após se infectar com a E.coli enterohemorrágica (EHEC), informaram autoridades na Baixa Saxônia, um Estado do norte da Alemanha. O restante da família também adoeceu, porém se recupera, segundo as autoridades.

Quase todas as mortes pela E.coli ocorreram na Alemanha. A única vítima fora do país foi uma mulher na Suécia, que havia retornado recentemente de uma viagem ao território alemão. Já foram registradas 3.255 pessoas que adoeceram por causa da bactéria, em 14 países europeus e também nos Estados Unidos e no Canadá, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De todos esses casos, apenas cinco não ocorreram em pessoas que haviam visitado recentemente a Alemanha.

O Instituto Robert Koch, agência nacional de doenças alemã, informou hoje que o número de novas infecções tem caído nos últimos dias. De todos os infectados, 782 apresentam quadros graves. As informações são da Dow Jones.

Paciente não vê problema em relações conflituosas

Estudos mostram que os pacientes tendem a não se importar se o médico recebe dinheiro dos laboratórios.

"A pessoa se sente pressionada a ser generosa. Não quer demonstrar que desconfia do médico, mesmo se a situação não lhe favoreça", diz Sunita Sah, pesquisadora da Universidade Duke.



Em uma recente conferência sobre conflitos de interesse na escola de direito de Harvard, o psicólogo Mahzarin Banajim afirmou que o problema central é a certeza que temos de estar no comando de nossas decisões.

"A psicologia e as ciências cognitivas têm mostrado que grande parte da nossa tomada de decisão ocorre inconscientemente."

Francesca Gino, da escola de economia de Harvard, descobriu em seus estudos que as pessoas que usam medicamentos prescritos por médicos particulares são ainda menos propensas a reconhecer os conflitos de interesse.

"Embora a maioria de nós reconheça que os conflitos são, em tese, um problema, não queremos reconhecê-los em pessoas que conhecemos e que julgamos como boas e inteligentes", disse.

Estudos na área oncológica confirmam essa hipótese.

Um trabalho publicado no "New England Journal of Medicine" mostrou que pacientes com câncer não se importam se seus médicos recebem dinheiro dos fabricantes de medicamentos, desde que o tratamento funcione.

Para Eric Campbell, da escola médica de Harvard, falta conhecimento aos pacientes sobre os efeitos dessas relações conflituosas.

Americanos esterilizados em programa de eugenia lutam por indenização

Em 1968, nos Estados Unidos, Elaine Riddick foi violentada por um vizinho que ameaçou matá-la se ela relatasse o ocorrido a alguém.

Criada em ambiente cercado de abusos, filha de pais violentos, na empobrecida cidadezinha de Winfall, na Carolina do Norte, a adolescente tinha 13 anos de idade.


Elaine Riddick engravidou ao ser violentada por um vizinho e foi esterilizada após o parto

Nove meses mais tarde, quando estava no hospital, dando à luz uma criança --fruto do crime de que tinha sido vítima-- Riddick foi violentada pela segunda vez, agora pelo Estado, ela diz.

Uma assistente social que a tinha declarado "mentalmente fraca" pediu ao Eugenics Board --órgão americano encarregado de implementar no país as ideologias da Eugenia-- que esterilizasse a adolescente.

Hoje tida como uma falsa ciência, a Eugenia foi um dos pilares do Nazismo na Alemanha e chegou a ser considerada um ramo respeitável das Ciências Sociais.

O termo quer dizer "bom nascimento" e foi criado em 1883 pelo britânico Francis Galton. A ideologia propunha o estudo de agentes capazes de melhorar ou empobrecer as características raciais de gerações futuras, física ou mentalmente.

Mais de 60 mil americanos foram esterilizados, muitos contra a vontade, como parte de um programa que terminou em 1979. Seu objetivo, na prática, era impedir que pobres e deficientes mentais procriassem.

Décadas mais tarde, o Estado americano da Carolina do Norte está considerando indenizar as vítimas.

COERÇÃO

As autoridades da Carolina do Norte forçaram a avó de Riddick a escrever um "x" no formulário de autorização. Após fazer o parto do bebê por cesariana, os médicos esterilizaram Riddick.

"Mataram meus filhos", ela diz. "Mataram os meus antes de chegarem", diz Riddick, que sofreu décadas de depressão e outras doenças, e hoje tem 57 anos.

Quase 40 anos após a última pessoa ter sido esterilizada como parte do programa de Eugenia da Carolina do Norte, o Estado criou um grupo de trabalho para tentar localizar as 2.900 vítimas que, estima-se, ainda estariam vivas.

O grupo espera reunir as histórias pessoais das vítimas e recomendar ao Estado que lhes ofereça alguma forma de indenização. Entretanto, com as finanças públicas sob pressão, não está claro se o Legislativo vai concordar.

"Sei que não posso corrigir [a injustiça] mas ao menos posso reconhecê-la", disse o deputado estadual Larry Womble.

Ele espera "contar ao mundo que coisa horrenda o governo fez com jovens meninos e meninas".

O movimento de esterilização nos Estados Unidos foi parte de um amplo esforço para "limpar" a população do país de características considerados indesejadas.

Entre as políticas adotadas estavam evitar a mistura de raças e o estabelecimento de cotas de imigração rigorosas para europeus do leste, judeus e italianos.

Um total de 32 Estados americanos aprovaram leis permitindo que as autoridades esterilizassem pessoas consideradas não aptas a procriar, começando com a Indiana, em 1907. O último programa terminou em 1979.

As vítimas foram criminosos e jovens delinquentes, homossexuais, mulheres de tendências sexuais tidas como "anormais", pessoas pobres recebendo ajuda do Estado, epiléticos ou pessoas com problemas mentais.

Em alguns Estados, as grandes vítimas do programa foram populações de origem africana e hispânica.

PURITANISMO

Segundo historiadores, as esterilizações, aparentemente feitas com o "consentimento" de vítimas e familiares, aconteciam, na prática, à base de coerção.

Camponeses analfabetos recebiam formulários para assinar, detentos eram advertidos de que não seriam libertados com seus corpos intactos, pais pobres eram ameaçados de perder assistência pública se não aprovassem a esterilização de filhas "depravadas".

Entre alguns dos pedidos de esterilização recebidos pelo Eugenics Board em outubro de1950 estavam:

--Uma jovem de 18 anos, separada do marido, que tinha "comportamento anti-social"
--Uma vítima de estupro, negra, com 25 anos, que apresentava "tendências sexuais anormais"
--Uma menina de 16 anos que tinha sido enviada para uma instituição do Estado por "delinquência sexual" e cuja tia havia dado "assinatura de consentimento"
--Uma mulher branca, casada, com três filhos, cuja família havia dependido do Estado por muitos anos, e que tinha um "histórico de casamentos com índios e negros"

Segundo o historiador e especialista em leis Paul Lombardo, da Georgia State University, a motivação por trás das medidas era a indignação com a ideia de que pessoas que haviam desrespeitado códigos de conduta sexual acabariam precisando de assistência pública.

"Nesse país, sempre fomos muito sensíveis a noções de histórias públicas de sexualidade inapropriada", disse. "É nossa formação puritana entrando em conflito com nosso senso de individualismo".

Os programas de esterilização também se baseavam em critérios raciais.

Segundo Lombardo, o discurso era: "Quanto menos bebês negros tivermos, melhor. Vão todos acabar dependendo de ajuda do Estado".

CAROLINA DO NORTE

Embora os especialistas calculem que milhares em vários Estados americanos tenham sido esterilizados como parte do programa no século 20, a Carolina do Norte se destacou por sua eficiência em implementar as medidas.

A maioria dos Estados promoveu esterilizações de detentos e pacientes em prisões e outras instituições.
Na Carolina do Norte, no entanto, assistentes sociais atuando na comunidade podiam fazer petições ao Estado para que indivíduos fossem incluídos no programa.

As autoridades de saúde calculam que dos 1.110 homens e 6.418 mulheres esterilizados na Carolina do Norte entre 1929 e 1974, cerca de 2.900 estejam vivos.

Hoje, vários Estados examinaram seu passado e fizeram pedidos oficiais de desculpas. No caso da Carolina do Norte, isso ocorreu em 2003. Mas alguns no Estado querem que o processo vá mais além.

O deputado estadual Larry Womble continua a fazer campanha por indenização monetária para as vítimas.

Com a crise nas finanças públicas, no entanto, há poucas chances de que legisladores aprovem um pedido de US$ 58 milhões em indenizações --US$ 20 mil para cada vítima.

Uma das pessoas envolvidas na campanha é Charmaine Cooper, diretora-executiva do grupo de trabalho Justice for Sterilization Victims Task Force, criado pelo Estado.

"Minha esperança é de que o Estado reconheça que nunca haverá um bom momento para indenizações".
Entre as vítimas que deverão prestar depoimento está Riddick, que hoje vive em Atlanta. Para ela, a perspectiva de uma indenização de US$ 20 mil é um insulto.

"Deus disse, sejam fecundos, multipliquem-se. Eles não pecaram apenas contra mim, pecaram contra Deus".

Mães de jovens mortas por overdose fazem campanha nos EUA

Mães de duas jovens mortas por overdose de remédios controlados estão participando de uma campanha educacional nos Estados Unidos sobre o perigo destas drogas.

Sarah Shay e Savannah Kissick eram amigas de escola em Morehead, no Estado de Kentucky, e como vários outros jovens americanos, ficaram viciadas em vários remédios que são vendidos legalmente no país.

Sarah morreu em 2006, aos 19 anos, enquanto Savannah sofreu uma overdose fatal três anos depois, quando tinha 22 anos.

As mães das duas amigas alertam para o aumento do uso de remédios controlados no país, que foi descrito pela Casa Branca como o problema relacionado a droga que mais cresce nos Estados Unidos.

O número de overdoses acidentais com remédios como os analgésicos hidrocodona e oxicodona e os ansiolíticos clonazepam e alprazolam já seria equivalente ao total de mortes causadas por heroína e crack nos anos 70 e 80.

LEGITIMIDADE

O fato de as drogas serem prescritas legalmente confere a elas uma legitimidade que, segundo as duas mães, encoraja os jovens a experimentar.

"Eu não acho que os jovens tenham a menor ideia da capacidade dessas substâncias causar dependência. Antes que eles percebam, estão dependentes", diz Karen Shay, mãe de Sarah.

Lynn Kissick, mãe de Savannah, diz receber telefonemas desesperados de outros pais com filhos viciados.

"Eu me lembro de falar com uma senhora ao telefone. Eu disse: 'Olha, se eu soubesse o que fazer, teria salvado a Savannah'."

CAMPANHA

A campanha que conta com a ajuda das duas mães é liderada pelo procurador-geral de Kentucky, Jack Conway.

Segundo ele, o Estado tem um problema sério com o abuso de remédios controlados e é difícil encontrar uma família que não seja afetada por essa questão. A dele não é exceção.

"Tivemos alguém que teve que lidar com isso", disse ele, sem querer entrar em detalhes. "Foi muito doloroso e abriu os olhos de algumas pessoas na minha família."

TRATAMENTO

Em todo o Kentucky, centros de reabilitação tentam lidar com o problema.

O programa do Shepherd's Shelter inclui dinâmica da recuperação, pensamento criminoso e prevenção de recaída.

Uma das internas, Lorraine, 26, passou anos dependente das pílulas e recorreu ao crime para alimentar o vício. Ela chegou a perder a guarda dos quatro filhos, mas agora diz estar pronta para recuperar as crianças.

Adam, que terminou o programa e agora trabalha como voluntário no centro de reabilitação, diz que costumava esmigalhar analgésicos como a oxicodona, misturá-los com água e injetá-los nas veias.

Segundo ele, os remédios controlados são populares porque são conseguidos com facilidade. Ele diz que a primeira prescrição pode ser por causa de uma ida ao dentista ou uma perna quebrada. A partir daí, seria simples conseguir uma nova receita.

"Todos nós poderíamos ter conseguido uma onda mais forte, mas é que é muito mais fácil conseguir remédios controlados."

CRIME

A onda de vício em remédios gerou também uma alta no crime em várias partes dos Estados Unidos.

Uma grande operação secreta que durou seis meses terminou com a prisão de dezenas de suspeitos de tráfico.

Muitos deles estariam vendendo oxicodona a partir dos chamados "moinhos de pílulas", pequenas farmácias localizadas em sua maioria no sul da Flórida que funcionam praticamente sem regulamentação e só aceitam dinheiro.

De acordo com um programa contra narcóticos de Kentucky, o Unite, a idade média em que se começa a tomar remédios no Estado é de apenas 11 anos.

A crise já está recebendo atenção nacional e a Casa Branca já requisitou que os fabricantes de certo tipo de analgésicos opióides se esforcem para informar melhor médicos e pacientes.

Lynn Kissick tem dúvidas sobre a eficiência da estratégia.

"Há muitos deles [médicos] que apenas escrevem e dizem 'aqui está'. E não importa se minha filha morrer por causa disso. Ou o seu filho. Eles não se importam. Não conhecem eles. Não faz diferença."

Médico entra aos berros em hospital durante visita do premiê

A visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e do vice-premiê, Nick Clegg, a um hospital em Londres na terça-feira era para ser um marco na política de saúde do governo de coalizão.



veja "invasão" do médico em vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/06/emp/110615_cameron_hospital_dg.emp.xml

Em meio à conversa com pacientes e médicos, os dois líderes lançaram uma proposta de reforma da saúde pública do país.

Mas quem acabou roubando a cena foi um dos médicos, que entrou aos berros na ala onde Cameron e Clegg conversavam com um dos pacientes.

Ele estava indignado não com os políticos, mas sim com os cinegrafistas e jornalistas, que não tomaram precauções sanitárias em respeito aos pacientes, como dobrar as mangas das camisas.

Rapidamente, o premiê saiu em defesa do médico e pediu para os jornalistas "desaparecerem".

Os jornalistas disseram ter obtido permissão de uma das enfermeiras para entrar na ala sem lavar as mãos ou dobrar as mangas.

Já Cameron e Clegg tiveram que tomar as precauções, pois estariam em contato mais direto com o paciente.

Durante a visita ao Guy's Hospital, no sul de Londres, os dois líderes anunciaram novas propostas para reformar o sistema de saúde britânico. O governo quer economizar 20 bilhões de libras até 2015.