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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estudo indica que azeite de oliva pode reduzir riscos de AVC

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, em Bordeaux, França, acompanharam 7.625 pessoas de 65 anos de idade ou mais em três cidades -- Bordeaux, Dijon e Montpellier -- por um período de cinco anos. Durante esse tempo, houve 148 casos de acidente vascular cerebral (AVC).


Azeites, saudáveis e versáteis, podem prevenir AVC

Os indivíduos foram divididos em grupos de acordo com o seu consumo de azeite de oliva, indo daqueles que não consumiam nada àqueles que usavam o produto em molhos, em receitas e no pão.

Quando os pesquisadores levaram em consideração fatores como a massa corporal, atividades físicas e a dieta, constataram que os consumidores "intensivos" de azeite de oliva tinham 41% menos risco de avc comparados aos que nunca consumiam o ingrediente.

"Nossa pesquisa sugere que uma nova série de recomendações de dieta precisa ser elaborada para prevenir AVC em pessoas de 65 anos ou mais," disse a autora do estudo Cecilia Samieri. "Os acidentes vasculares são tão comuns em pessoas idosas e o azeite de oliva pode ser uma forma barata e fácil de ajudar a prevenir isso."

As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira (15), no Medical Journal of the American Academy of Neurology.

Cientistas identificam gene vinculado à paralisia cerebral

Eles traçaram a sequência genética de dois irmãos gêmeos e chegaram ao causador do transtorno nas crianças

Uma equipe de pesquisadores que traçou a sequência genética de dois irmãos gêmeos afetados pela paralisia cerebral identificou o gene causador do transtorno nas crianças, informou nesta quarta-feira (15) a revista "Science Translational Medicine".

Quando Noah e Alexis Beery tinham dois anos de idade foram diagnosticados com paralisia cerebral e seus pais descobriram a razão para os problemas sofridos pelo menino e pela menina desde o nascimento.

busca por uma resposta contou com a determinação da mãe e a tecnologia avançada na identificação de sequência genética do Centro Baylor de Sequenciamento do Genoma Humano, além dos esforços de outros médicos e pesquisadores em várias partes do país.

Os especialistas do Colégio Baylor de Medicina, em Houston, e outros da Universidade de Michigan e de San Diego, nos Estados Unidos, explicam como a sequência do genoma completo das crianças, junto com a do irmão mais velho e a de seus pais, permitiu encontrar o gene causador da paralisia cerebral. A descoberta permitiu oferecer aos irmãos um tratamento efetivo que ameniza os sintomas da doença.

A paralisia cerebral, um transtorno permanente e não progressivo que afeta à psicomotricidade do paciente e limita a atividade da pessoa, é atribuída a problemas no desenvolvimento cerebral do feto. A doença não tem cura conhecida.

A incidência do transtorno em países desenvolvidos é de aproximadamente 2 a 2,5 em cada mil nascimentos e não diminuiu nas últimas seis décadas apesar dos avanços médicos como a monitoração dos sinais vitais dos fetos.

O Centro Baylor foi pioneiro no traçado completo da sequência genética de indivíduos desde que o prêmio Nobel James Watson apresentou seu mapa genético total em 2007.

"Quando o Centro Baylor traçou a sequência de todo o genoma de Watson, demonstrou o que podia fazer", disse James Lupski, subdiretor de genética molecular e humana do instituto.

Lupski foi um dos médicos consultados no caso dos irmãos Beery no Hospital de Crianças do Texas e dá todo o crédito à mãe, Retta, por sua persistência no cuidado das crianças e sua "determinação absoluta em encontrar uma resposta", acrescenta.

Quando os gêmeos tinham quatro anos de idade e todos os tratamentos frequentes apresentavam resultados efêmeros, Retta falou sobre a sequência genética com seu marido, Joe, chefe de informação de uma empresa que aplica novos métodos e fabrica equipamentos de pesquisa para sequenciamento genético.

Com a colaboração do Centro Baylor, iniciaram a busca pelo gene mutado que causava os problemas dos gêmeos e conseguiram determinar que as crianças herdaram duas cópias mutadas - uma da mãe e uma do pai - do gene SPR.

A mutação do SPR transtornou a senda celular responsável não só pela produção de dopamina, mas também de outros dois neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina, indicou o artigo.

Os dois neurotransmissores operam na sinapse, ponto de contato no qual um neurônio passa sinais elétricos e químicos para outro. Para suprir a deficiência de dopamina e serotonina, os médicos recomendaram uma dose pequena de um suplemento chamado 5-HTP a seus outros remédios.

"Um mês depois do início do novo tratamento, a respiração de Alexis melhorou notavelmente", comentou Reeta, acrescentando que a menina voltou a correr.

Noah também se beneficiou e sua mãe afirmou que o menino consegue escrever melhor e está mais concentrado na escola.

Pesquisa liga privação de sono a maior consumo de junk food

Estudo esclarece mais um aspecto comportamental da relação entre sono e obesidade, dizem especialistas

Pessoas que se sentem sonolentas durante o dia podem ter mais dificuldades para resistir a alimentos com alto teor calórico, é o que mostra uma nova pesquisa americana.



A descoberta, apresentada esta semana durante o encontro da Associação das Sociedades Profissionais Relacionadas ao Sono, que ocorre em Minneapolis, complementa pesquisas que relacionam a privação do sono à obesidade.

Participaram do novo estudo 12 adultos entre os 19 e os 45 anos de idade. Aqueles que sentiam sonolência diurna apresentaram uma queda na ativação da região cerebral que inibe o comportamento (o córtex pré-frontal) ao observarem fotos de alimentos de alto teor calórico – como hambúrgueres, batatas fritas, pizzas, bolos e sorvetes – em comparação a imagens de alimentos mais saudáveis e menos calóricos.

“Quando estamos sonolentos, são poucas as chances de conseguirmos controlar o quanto comemos. Possivelmente somos atraídos por alimentos menos saudáveis por não conseguirmos nos controlar tão bem quanto quando estamos bem descansados”, disse William Killgore, professor de psicologia na Escola de Medicina da Harvard e do McLean Hospital, de Belmont, e autor do estudo.

A equipe de pesquisa observou a atividade no córtex pré-frontal através de exames de ressonância magnética funcional. A sonolência diurna foi medida por uma escala padrão que marca a frequência com que o indivíduo cochila em determinadas situações, como ao ler ou assistir TV.

Nenhum dos participantes do estudo sofria de transtornos de sono e todos eles se encaixavam em um padrão normal de sono. Entretanto, quanto mais sonolento o participante, menor a resposta cerebral às imagens de alimentos altamente calóricos. Os participantes mais sonolentos também se mostraram mais propensos a manifestarem fome.

“A privação do sono tem consequências negativas em nosso organismo”, disse Killgore.

A equipe liderada por Killgore pretende expandir o estudo para verificar se os resultados se mantêm em um grupo maior de participantes e como a privação de sono afeta a prática regular de atividades físicas.

O estudo também representa mais uma peça no quebra-cabeça da relação entre sono e peso corporal. Essa é a opinião de Shelby Freeman Harris, diretora do Programa de Medicina Comportamental do Sono do Centro de Transtornos do Sono do Centro Médico Montefiore, de Nova York (EUA).

“Já sabemos que quando não dormimos o suficiente, nossas taxas hormonais são afetadas. Agora vemos que a privação de sono pode também afetar a habilidade de resistir a alimentos calóricos”, disse ela.

Segundo Harris, estudos já haviam mostrado que o sono inadequado leva a um aumento da grelina, hormônio que sinaliza quando devemos comer, e a uma queda da leptina, hormônio que informa nosso organismo quando devemos parar de comer. Ela explica que, com a insuficiência de sono, “temos menos leptina e mais grelina, nos dizendo para continuar a comer. Além disso, o córtex pré-frontal não se encontra em perfeito funcionamento e por isso não pode nos impedir de comer em excesso”.

O conselho da especialista é dormir mais: “Tente ir para cama uma hora mais cedo, limite o consumo de cafeína e álcool e tente se exercitar de cinco a seis horas antes de ir dormir. Precisamos ir desacelerando aos poucos para dormir melhor”.

Para Louis Aronne, diretor do Programa de Controle de Peso do Centro Médico Weill Cornell, de Nova York, as descobertas fazem todo sentido:

“Quando não dormimos o suficiente, hormônios importantes tomam uma direção que levam ao ganho de peso e esta descoberta mostra como este processo ocorre de forma comportamental”, disse ele.

O especialista explica que alimentos ricos em gordura, com alto teor calórico, oferecem uma injeção de energia imediata, mas que não se mantém, fazendo com que as pessoas sonolentas se sintam atraídas por este tipo de alimentos.

“É muito mais difícil seguir um programa alimentar quando não dormimos bem”, disse ele, complementando que alguns pacientes que não conseguem seguir uma dieta em virtude da privação de sono logo conseguem fazê-lo ao terem o sono estabilizado.

5 dicas para a grávida dormir bem durante os nove meses

Saiba como ter um sono tranquilo enquanto aguarda a chegada do bebê

Você já deve ter percebido uma mudança na rotina do seu sono agora que está grávida. E é normal. No primeiro trimestre, mal-estar e até a ansiedade de descobrir a gravidez podem fazer com que você não tenha uma noite tranquila. Nos últimos meses, o aumento da barriga é que pode tirar algumas horas de sono.


No entanto, essas alterações podem trazer ainda outro desconforto para algumas mulheres: a enxaqueca. Cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega, analisaram 60.435 gestantes entre 1999 e 2006 e concluíram que aquelas que dormiam menos de cinco horas por noite tinham 50% mais chance de sofrer com o problema.

Mas você pode ajudar a evitar isso e manter o sono – e a saúde – em dia durante os nove meses. Confira as dicas da ginecologista Sandra Beatriz Mangucci:

1. Coma algo leve antes de dormir, em pequena quantidade, como um copo de leite e uma bolacha. Assim, evita-se acordar com fome no meio da noite

2. Use roupas largas e confortáveis. Uma boa dica é dormir sem calcinha. Grávida tem excesso de secreção vaginal e a medida evita infecções

3. Procure dormir oito horas por noite. Faz bem à saúde. E, depois que o bebê nascer, vai ser mais difícil descansar

4. O ideal é dormir de lado. Prefira o esquerdo, porque nessa posição você não comprime a veia cava e não prejudica a circulação

5. Três travesseiros fazem toda a diferença. Coloque um sob a cabeça, um abaixo da barriga e outro, mais fino, entre as pernas

Estudo liga posição em que mãe dorme com risco de morte de feto

Mulheres que dormem sobre o lado direito têm o dobro de chances de morte prematura do bebê

Mulheres que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez têm duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo, segundo cientistas.


Lado que a mão dorme pode influenciar saúde do bebê

Uma nova pesquisa, feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, afirma que as mães que dormem sobre o lado esquerdo do corpo nas últimas noites antes do parto tem 1,9 de chance em mil de terem bebês natimortos. Em mulheres que dormem em outras posições, a chance aumenta para 3,9 por mil nascimentos.

Os resultados foram divulgados na publicação científica British Medical Journal. É o primeiro estudo de casos de bebês natimortos no mundo que analisa o efeito da forma como as mães dormem na saúde do feto.

Os pesquisadores neozelandeses analisaram 310 mulheres que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009. As mães tiveram que responder perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez ou durante o último mês, semana e noite da gestação.

Os cientistas queriam examinar o efeito de distúrbios do sono como apneia e ronco na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator mais determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pelo estudo é a de que quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebê.

"Pode acontecer um fluxo restrito de sangue para o bebê quando a mãe se deita de costas ou sobre o lado direito por longos períodos de tempo", afirmou o professor Lesley McCowan, chefe do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da universidade. "Se confirmarmos (esta teoria) com estudos futuros, talvez possamos reduzir o número de mortes prematuras em até um terço, o que é muito bom", disse.

A pesquisadora Tomasina Stacey, que conduziu o estudo, disse que ainda que é cedo para pedir que todas as mães durmam somente do lado esquerdo no fim da gravidez, uma vez que novas pesquisas devem ser feitas para comprovar a descoberta. Mas em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ela disse que, se a associação for provada, pode ser possível mudar o índice de mortes prematuras orientando as mães da maneira correta.