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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Definição
Às vezes chamado de "ataque cerebral", um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma interrupção do fornecimento de sangue para qualquer parte do cérebro.
Nomes alternativos
Doença cerebrovascular; infarto cerebral; hemorragia cerebral; derrame isquêmico; acidente cerebrovascular; derrame hemorrágico
Causas, incidência e fatores de risco
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido porque um vaso sanguíneo no cérebro está bloqueado ou se rompe.
Se a circulação do sangue for interrompida por mais do que alguns segundos, o cérebro não consegue obter sangue e oxigênio. As células cerebrais podem morrer, causando danos permanentes.


Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico e o hemorrágico.
AVC ISQUÊMICO
Ocorre quando um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro é bloqueado por um coágulo de sangue.
Isso pode ocorrer de duas maneiras:
- Um coágulo pode se formar em uma artéria que já está muito estreita. Isso se chama trombo. Se ele bloquear completamente a artéria, é chamado de AVC trombótico
- Um coágulo pode se desprender de outro lugar nos vasos sanguíneos do cérebro ou alguma outra parte do corpo e se deslocar até o cérebro para bloquear uma artéria menor. Isso se chama embolia. Ele causa um AVC embólico
AVCs isquêmicos podem resultar de artérias obstruídas, uma condição chamada arteriosclerose. Isso pode afetar as artérias dentro do cérebro ou as artérias no pescoço que levam sangue ao cérebro.
Gordura, colesterol ou outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias, formando uma substância pegajosa chamada placa. Ao longo do tempo, a placa aumenta gradualmente. Ela frequentemente dificulta que o sangue flua adequadamente, o que pode levar o sangue a coagular.
AVCs isquêmicos também podem ser causados por coágulos de sangue que se formam no coração ou em outras partes do corpo. Esses coágulos se deslocam com o sangue e podem ficar presos nas pequenas artérias do cérebro. Isso se chama embolia cerebral.
Determinadas drogas e condições médicas podem fazer com que o sangue tenha mais tendência a coagular e aumentar o risco de um AVC isquêmico. Uma causa comum de AVC isquêmico em pessoas com menos de 40 anos é a dissecção da carótida ou um rasgo na parte interna da artéria carótida. O rasgo deixa o sangue fluir entre as camadas da artéria carótida. Isso causa um estreitamento da artéria carótida, que não ocorre devido à formação da placa.
Alguns AVCs isquêmicos começam sem qualquer hemorragia, então ocorre uma hemorragia na área afetada.

Um derrame que afeta o tronco cerebral é uma ameaça potencial à vida. Essa área do cérebro controla funções como respiração e instrução para o coração bater
AVC HEMORRÁGICO
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo em parte do cérebro fica fraco e se rompe, fazendo com que o sangue vaze para o cérebro. Algumas pessoas têm imperfeições nos vasos sanguíneos do cérebro que resultam em mais chances de que isso ocorra. O fluxo de sangue que ocorre depois do vaso sanguíneo se romper, danifica as células do cérebro.
RISCOS DE AVC
A pressão arterial alta é o principal fator de risco para AVCs. Também aumentam o risco de AVC:
Fibrilação atrial
Diabetes
Histórico familiar de AVC
Doença cardíaca
Colesterol alto
Idade avançada
Determinados medicamentos aumentam a probabilidade de ocorrência de coágulos de sangue, e, portanto, as chances de um AVC. Pílulas anticoncepcionais podem aumentar as chances de ocorrência de coágulos de sangue, especialmente em mulheres que fumam e têm mais de 35 anos.
Homens têm mais AVC do que mulheres. No entanto, as mulheres têm um risco maior de AVC durante a gestação e nas semanas imediatamente após a gestação.
O risco de hemorragia no cérebro pode ser intensificado, o qual aumenta a probabilidade de ocorrência de um AVC devido a:
Uso de álcool
Distúrbios hemorrágicos
Uso de cocaína
Lesões na cabeça

Sintomas
Os sintomas de AVC dependem da parte do cérebro que é lesada. Em alguns casos, uma pessoa pode nem mesmo estar ciente de que teve um derrame.
Os sintomas geralmente se desenvolvem repentinamente e sem aviso, ou eles podem ocorrer ocasionalmente por um ou dois dias. Os sintomas geralmente são mais graves quando o AVC ocorre pela primeira vez, mas eles podem ficar piores aos poucos.
Pode ocorrer uma dor de cabeça, especialmente se o AVC for causado por hemorragia no cérebro.

 A dor de cabeça:
Começa repentinamente e pode ser forte
Ocorre quando você está deitado
Acorda você do sono
Piora quando você muda de posição ou se curva, estica ou tosse

Outros sintomas dependem da gravidade do AVC e de qual parte do cérebro é afetada. Os sintomas podem incluir:
Mudança na agilidade (inclusive sonolência, inconsciência e coma)
Mudanças na audição
Mudanças no paladar
Lentidão
Confusão ou perda de memória
Dificuldade para deglutir
Dificuldade para escrever ou ler
Tontura ou sensação anormal de movimento (vertigem)
Falta de controle sobre a bexiga ou intestinos
Perda de equilíbrio
Perda de coordenação
Fraqueza nos músculos da face, do braço ou da perna (geralmente apenas em um lado)
Dormência ou formigamento em um lado do corpo
Alterações de personalidade, humor ou emocionais
Problemas com visão, inclusive visão reduzida, visão dupla ou perda total da visão
Alterações na sensação do toque e na capacidade de sentir dor, pressão, temperaturas diferentes ou outros estímulos
Dificuldade para falar ou compreender outros que estão falando
Dificuldade para caminhar

Exames e testes
Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado. Seu médico irá:
- Verificar se há problemas com visão, movimento, sensação, reflexos, compreensão e conversação. Seu médico e enfermeiros repetirão este exame ao longo do tempo para ver se seu AVC está ficando pior ou está melhorando
- Auscultar para verificar se há algum som anormal, chamado "bruit", quando usar um estetoscópio para auscultar as artérias carótidas no pescoço. Um bruit é causado por fluxo de sangue turbulento
- Verificar e avaliar sua pressão sanguínea, que pode estar alta

Os testes podem ajudar seu médico a determinar o tipo, o local e a causa do AVC e excluir outros distúrbios que possam ser responsáveis pelos sintomas:
  • Uma tomografia computadorizada (TC) do cérebro é feita frequentemente logo depois de começarem os sintomas. Uma ressonância magnética (RM) do cérebro pode ser feita em vez disso ou depois
  • Uma angiografia por ressonância magnética (ARM) ou angiografia por TC pode ser feita para verificar se há vasos sanguíneos anormais no cérebro que podem ter causado o AVC
  • O ecocardiograma pode ser feito se o AVC foi causado por um coágulo de sangue do coração
  • O duplex scan de carótidas (um tipo de exame de ultrassom) pode mostrar se o estreitamento das artérias do pescoço (estenose carótida) levou ao AVC
  • Um angiograma da cabeça pode revelar qual vaso sanguíneo está bloqueado ou sangrando e ajudar seu médico a decidir se a artéria pode ser reaberta usando um tubo fino
  • Testes de laboratório incluirão um hemograma, tempo de hemorragia e testes de coagulação de sangue (tempo de protrombina ou tempo parcial de tromboplastina). Eles também verificarão o colesterol e o açúcar do seu sangue
  • O eletrocardiograma (ECG) e o monitoramento do ritmo cardíaco podem ajudar a determinar se um batimento cardíaco irregular (como a fibrilação atrial) causou o AVC
  • Uma punção lombar (exame de fluido cerebrospinal) também pode ser feita
Tratamento
Um AVC é uma emergência médica. O tratamento imediato pode salvar vidas e reduzir a incapacidade. Procure cuidado médico imediato nos primeiros sinais.
É muito importante para as pessoas que estão tendo sintomas de AVC irem a um hospital o mais rápido possível. Se ele for causado por um coágulo do sangue, um medicamento para dissolver coágulos pode ser administrado.
Na maior parte do tempo, os pacientes devem chegar a um hospital dentro de 3 horas depois que os sintomas começarem. Algumas pessoas podem receber esses medicamentos até 4 a 5 horas depois que os sintomas começam. O tratamento depende da gravidade e causa do AVC.
TRATAMENTO NO HOSPITAL
Os medicamentos que dissolvem coágulos (terapia trombolítica) podem ser usados se o AVC for causado por um coágulo de sangue. Alguns remédios desmancham coágulos de sangue e ajudam a restauram o fluxo sanguíneo para a área lesada. No entanto, nem todos podem receber este tipo de remédio.
Para esses medicamentos funcionarem, a pessoa deve ser examinada e o tratamento deve iniciar em até 3 horas desde que os sintomas começaram pela primeira vez. Uma tomografia computadorizada deve ser feita para ver se o AVC é de um coágulo ou uma hemorragia
Se o AVC for causado por hemorragia em vez de coagulação, os medicamentos que dissolvem coágulos (trombolíticos) podem ocasionar mais hemorragia
Outros tratamentos dependem da causa do AVC:
  • Os anticoagulantes como heparina ou warfarina podem ser usados para tratar de derrames devido a coágulos de sangue. Ácido acetilsalicílico ou clopidogrel também podem ser usados
  • Outros medicamentos podem ser necessários para controlar outros sintomas, inclusive pressão alta. Analgésicos podem ser ministrados para controlar dor de cabeça forte
  • Em algumas situações, uma equipe especial de AVCs e radiologistas especializados podem conseguir usar angiografia para destacar o vaso sanguíneo obstruído e abri-lo
  • Em caso de AVC hemorrágico, uma cirurgia é frequentemente necessária para remover o sangue da região ao redor do cérebro e reparar os vasos sanguíneos lesados
  • A cirurgia na artéria carótida pode ser necessária
  • Nutrientes e fluidos podem ser necessários, especialmente se a pessoa tiver dificuldade para engolir. Eles podem ser ministrados por uma veia (de modo intravenoso) ou por um tubo de alimentação no estômago (tubo para cirurgia de abertura de conduto no estômago). Dificuldades na deglutição podem ser temporárias ou permanentes. Terapia física, terapia ocupacional, terapia de fala e terapia de deglutição, todas iniciarão no hospital.
TRATAMENTO A LONGO PRAZO
O objetivo do tratamento depois de um AVC é ajudar o paciente a recuperar tantas funções quanto possível e impedir futuros derrames.
O tempo de recuperação e a necessidade de tratamento a longo prazo diferem de pessoa para pessoa. Problemas em se movimentar, pensar e falar frequentemente melhoram nas semanas a meses depois de um AVC. Muitas pessoas que tiveram o problema ainda continuarão a melhorar nos meses ou anos depois dele.
Evolução (prognóstico)
A perspectiva depende do tipo de AVC, de quanto o tecido cerebral está lesado, de quais funções do corpo foram afetadas e do quão rapidamente o tratamento é recebido. A recuperação pode ocorrer completamente ou pode haver alguma perda permanente de função. Mais da metade das pessoas que têm um AVC são capazes de se mover independentemente em casa.
Se o tratamento com medicamentos que dissolvem coágulos for bem-sucedido, os sintomas de um AVC podem desaparecer completamente. No entanto, os pacientes frequentemente não chegam ao hospital cedo o suficiente para receber esses medicamentos ou há condições médicas complicadas que impedem o seu uso.
Pessoas que têm AVC isquêmico (derrame devido a um coágulo do sangue) têm uma chance melhor de sobreviver do que aquelas que têm um AVC hemorrágico (derrame devido à hemorragia no cérebro).
O risco de um segundo AVC é maior nas primeiras semanas ou meses depois do primeiro e então começa a diminuir com o tempo.
Complicações
  • Respirar comida no canal de ventilação (aspiração)
  • Expectativa de vida reduzida
  • Dificuldade de comunicação
  • Fraturas
  • Subnutrição
  • Convulsividade dos músculos
  • Perda permanente das funções do cérebro
  • Perda permanente de movimento ou sensibilidade em uma ou mais partes do corpo
  • Problemas devido à perda de mobilidade, inclusive contraturas articulares e escaras de decúbito
  • Capacidade reduzida de agir ou cuidar de si mesmo
  • Interações sociais reduzidas
  • Efeitos colaterais de remédios
 Ligando para seu serviço de assistência médica
O AVC é uma emergência médica que requer tratamento imediato. Ligue para a emergência local se alguém tiver sintomas do problema.
Prevenção
Para ajudar a evitar um AVC:
  • Evite comidas gordurosas. Siga uma dieta saudável, com baixo teor de gordura
  • Não beba mais do que 1 a 2 doses de bebida alcoólica por dia
  • Exercite-se regularmente: 30 minutos por dia se você não estiver com excesso de peso; 60 - 90 minutos por dia se você estiver com excesso de peso
  • Meça sua pressão arterial a cada 1 a 2 anos, especialmente se a pressão arterial alta for comum em sua família
  • Verifique seu colesterol. Se você tiver alto risco de derrame, seu colesterol LDL "ruim" deve estar abaixo de 100 mg/dL. Seu médico pode recomendar que você tente reduzir seu colesterol LDL para 70 mg/dL
  • Siga as recomendações de tratamento do seu médico se você tiver pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto e doença cardíaca
  • Pare de fumar
  • A terapia da aspirina (81 mg por dia ou 100 mg a cada dois dias) é recomendada para prevenção de AVCs em todos os homens que têm fatores de risco e em mulheres abaixo de 65 anos que têm risco, desde que os benefícios superem os riscos.
 Deve ser considerada para mulheres acima de 65 anos somente se a pressão arterial delas for controlada e o benefício for maior do que o risco de sangramento gastrointestinal e hemorragia cerebral. Pergunte ao seu médico se ácido acetilsalicílico é correta para você.
Seu médico também pode recomendar a terapia com ácido acetilsalicílico ou outro anticoagulante se você tiver tido um ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC no passado, ou se você tiver atualmente:
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Batimento cardíaco irregular (como fibrilação atrial)
  • Válvula cardíaca mecânica
  • Outros fatores de risco de derrame
Um tipo de cirurgia chamada endarterectomia carotídea pode ajudar a impedir que novos AVCs ocorram em pessoas com grandes bloqueios em suas artérias do pescoço.

Estudo indica que azeite de oliva pode reduzir riscos de AVC

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, em Bordeaux, França, acompanharam 7.625 pessoas de 65 anos de idade ou mais em três cidades -- Bordeaux, Dijon e Montpellier -- por um período de cinco anos. Durante esse tempo, houve 148 casos de acidente vascular cerebral (AVC).


Azeites, saudáveis e versáteis, podem prevenir AVC

Os indivíduos foram divididos em grupos de acordo com o seu consumo de azeite de oliva, indo daqueles que não consumiam nada àqueles que usavam o produto em molhos, em receitas e no pão.

Quando os pesquisadores levaram em consideração fatores como a massa corporal, atividades físicas e a dieta, constataram que os consumidores "intensivos" de azeite de oliva tinham 41% menos risco de avc comparados aos que nunca consumiam o ingrediente.

"Nossa pesquisa sugere que uma nova série de recomendações de dieta precisa ser elaborada para prevenir AVC em pessoas de 65 anos ou mais," disse a autora do estudo Cecilia Samieri. "Os acidentes vasculares são tão comuns em pessoas idosas e o azeite de oliva pode ser uma forma barata e fácil de ajudar a prevenir isso."

As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira (15), no Medical Journal of the American Academy of Neurology.

Cientistas identificam gene vinculado à paralisia cerebral

Eles traçaram a sequência genética de dois irmãos gêmeos e chegaram ao causador do transtorno nas crianças

Uma equipe de pesquisadores que traçou a sequência genética de dois irmãos gêmeos afetados pela paralisia cerebral identificou o gene causador do transtorno nas crianças, informou nesta quarta-feira (15) a revista "Science Translational Medicine".

Quando Noah e Alexis Beery tinham dois anos de idade foram diagnosticados com paralisia cerebral e seus pais descobriram a razão para os problemas sofridos pelo menino e pela menina desde o nascimento.

busca por uma resposta contou com a determinação da mãe e a tecnologia avançada na identificação de sequência genética do Centro Baylor de Sequenciamento do Genoma Humano, além dos esforços de outros médicos e pesquisadores em várias partes do país.

Os especialistas do Colégio Baylor de Medicina, em Houston, e outros da Universidade de Michigan e de San Diego, nos Estados Unidos, explicam como a sequência do genoma completo das crianças, junto com a do irmão mais velho e a de seus pais, permitiu encontrar o gene causador da paralisia cerebral. A descoberta permitiu oferecer aos irmãos um tratamento efetivo que ameniza os sintomas da doença.

A paralisia cerebral, um transtorno permanente e não progressivo que afeta à psicomotricidade do paciente e limita a atividade da pessoa, é atribuída a problemas no desenvolvimento cerebral do feto. A doença não tem cura conhecida.

A incidência do transtorno em países desenvolvidos é de aproximadamente 2 a 2,5 em cada mil nascimentos e não diminuiu nas últimas seis décadas apesar dos avanços médicos como a monitoração dos sinais vitais dos fetos.

O Centro Baylor foi pioneiro no traçado completo da sequência genética de indivíduos desde que o prêmio Nobel James Watson apresentou seu mapa genético total em 2007.

"Quando o Centro Baylor traçou a sequência de todo o genoma de Watson, demonstrou o que podia fazer", disse James Lupski, subdiretor de genética molecular e humana do instituto.

Lupski foi um dos médicos consultados no caso dos irmãos Beery no Hospital de Crianças do Texas e dá todo o crédito à mãe, Retta, por sua persistência no cuidado das crianças e sua "determinação absoluta em encontrar uma resposta", acrescenta.

Quando os gêmeos tinham quatro anos de idade e todos os tratamentos frequentes apresentavam resultados efêmeros, Retta falou sobre a sequência genética com seu marido, Joe, chefe de informação de uma empresa que aplica novos métodos e fabrica equipamentos de pesquisa para sequenciamento genético.

Com a colaboração do Centro Baylor, iniciaram a busca pelo gene mutado que causava os problemas dos gêmeos e conseguiram determinar que as crianças herdaram duas cópias mutadas - uma da mãe e uma do pai - do gene SPR.

A mutação do SPR transtornou a senda celular responsável não só pela produção de dopamina, mas também de outros dois neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina, indicou o artigo.

Os dois neurotransmissores operam na sinapse, ponto de contato no qual um neurônio passa sinais elétricos e químicos para outro. Para suprir a deficiência de dopamina e serotonina, os médicos recomendaram uma dose pequena de um suplemento chamado 5-HTP a seus outros remédios.

"Um mês depois do início do novo tratamento, a respiração de Alexis melhorou notavelmente", comentou Reeta, acrescentando que a menina voltou a correr.

Noah também se beneficiou e sua mãe afirmou que o menino consegue escrever melhor e está mais concentrado na escola.

Pesquisa liga privação de sono a maior consumo de junk food

Estudo esclarece mais um aspecto comportamental da relação entre sono e obesidade, dizem especialistas

Pessoas que se sentem sonolentas durante o dia podem ter mais dificuldades para resistir a alimentos com alto teor calórico, é o que mostra uma nova pesquisa americana.



A descoberta, apresentada esta semana durante o encontro da Associação das Sociedades Profissionais Relacionadas ao Sono, que ocorre em Minneapolis, complementa pesquisas que relacionam a privação do sono à obesidade.

Participaram do novo estudo 12 adultos entre os 19 e os 45 anos de idade. Aqueles que sentiam sonolência diurna apresentaram uma queda na ativação da região cerebral que inibe o comportamento (o córtex pré-frontal) ao observarem fotos de alimentos de alto teor calórico – como hambúrgueres, batatas fritas, pizzas, bolos e sorvetes – em comparação a imagens de alimentos mais saudáveis e menos calóricos.

“Quando estamos sonolentos, são poucas as chances de conseguirmos controlar o quanto comemos. Possivelmente somos atraídos por alimentos menos saudáveis por não conseguirmos nos controlar tão bem quanto quando estamos bem descansados”, disse William Killgore, professor de psicologia na Escola de Medicina da Harvard e do McLean Hospital, de Belmont, e autor do estudo.

A equipe de pesquisa observou a atividade no córtex pré-frontal através de exames de ressonância magnética funcional. A sonolência diurna foi medida por uma escala padrão que marca a frequência com que o indivíduo cochila em determinadas situações, como ao ler ou assistir TV.

Nenhum dos participantes do estudo sofria de transtornos de sono e todos eles se encaixavam em um padrão normal de sono. Entretanto, quanto mais sonolento o participante, menor a resposta cerebral às imagens de alimentos altamente calóricos. Os participantes mais sonolentos também se mostraram mais propensos a manifestarem fome.

“A privação do sono tem consequências negativas em nosso organismo”, disse Killgore.

A equipe liderada por Killgore pretende expandir o estudo para verificar se os resultados se mantêm em um grupo maior de participantes e como a privação de sono afeta a prática regular de atividades físicas.

O estudo também representa mais uma peça no quebra-cabeça da relação entre sono e peso corporal. Essa é a opinião de Shelby Freeman Harris, diretora do Programa de Medicina Comportamental do Sono do Centro de Transtornos do Sono do Centro Médico Montefiore, de Nova York (EUA).

“Já sabemos que quando não dormimos o suficiente, nossas taxas hormonais são afetadas. Agora vemos que a privação de sono pode também afetar a habilidade de resistir a alimentos calóricos”, disse ela.

Segundo Harris, estudos já haviam mostrado que o sono inadequado leva a um aumento da grelina, hormônio que sinaliza quando devemos comer, e a uma queda da leptina, hormônio que informa nosso organismo quando devemos parar de comer. Ela explica que, com a insuficiência de sono, “temos menos leptina e mais grelina, nos dizendo para continuar a comer. Além disso, o córtex pré-frontal não se encontra em perfeito funcionamento e por isso não pode nos impedir de comer em excesso”.

O conselho da especialista é dormir mais: “Tente ir para cama uma hora mais cedo, limite o consumo de cafeína e álcool e tente se exercitar de cinco a seis horas antes de ir dormir. Precisamos ir desacelerando aos poucos para dormir melhor”.

Para Louis Aronne, diretor do Programa de Controle de Peso do Centro Médico Weill Cornell, de Nova York, as descobertas fazem todo sentido:

“Quando não dormimos o suficiente, hormônios importantes tomam uma direção que levam ao ganho de peso e esta descoberta mostra como este processo ocorre de forma comportamental”, disse ele.

O especialista explica que alimentos ricos em gordura, com alto teor calórico, oferecem uma injeção de energia imediata, mas que não se mantém, fazendo com que as pessoas sonolentas se sintam atraídas por este tipo de alimentos.

“É muito mais difícil seguir um programa alimentar quando não dormimos bem”, disse ele, complementando que alguns pacientes que não conseguem seguir uma dieta em virtude da privação de sono logo conseguem fazê-lo ao terem o sono estabilizado.

5 dicas para a grávida dormir bem durante os nove meses

Saiba como ter um sono tranquilo enquanto aguarda a chegada do bebê

Você já deve ter percebido uma mudança na rotina do seu sono agora que está grávida. E é normal. No primeiro trimestre, mal-estar e até a ansiedade de descobrir a gravidez podem fazer com que você não tenha uma noite tranquila. Nos últimos meses, o aumento da barriga é que pode tirar algumas horas de sono.


No entanto, essas alterações podem trazer ainda outro desconforto para algumas mulheres: a enxaqueca. Cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega, analisaram 60.435 gestantes entre 1999 e 2006 e concluíram que aquelas que dormiam menos de cinco horas por noite tinham 50% mais chance de sofrer com o problema.

Mas você pode ajudar a evitar isso e manter o sono – e a saúde – em dia durante os nove meses. Confira as dicas da ginecologista Sandra Beatriz Mangucci:

1. Coma algo leve antes de dormir, em pequena quantidade, como um copo de leite e uma bolacha. Assim, evita-se acordar com fome no meio da noite

2. Use roupas largas e confortáveis. Uma boa dica é dormir sem calcinha. Grávida tem excesso de secreção vaginal e a medida evita infecções

3. Procure dormir oito horas por noite. Faz bem à saúde. E, depois que o bebê nascer, vai ser mais difícil descansar

4. O ideal é dormir de lado. Prefira o esquerdo, porque nessa posição você não comprime a veia cava e não prejudica a circulação

5. Três travesseiros fazem toda a diferença. Coloque um sob a cabeça, um abaixo da barriga e outro, mais fino, entre as pernas