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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Demência

Definição
A demência é a perda da função cerebral que ocorre com determinadas doenças. Ela afeta a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento.

 
Nomes alternativos
Síndrome cerebral crônica; demência com corpos de Lewy; DCL; demência vascular; comprometimento cognitivo leve; MCI



 
O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal. O sistema nervoso periférico inclui todos os nervos periféricos


Causas, incidência e fatores de risco
A maioria dos tipos de demência é irreversível (degenerativa). Irreversível significa que as alterações no cérebro que estão provocando a demência não podem ser interrompidas ou desfeitas. O Mal de Alzheimer é o tipo mais comum de demência.

 
A doença com corpos de Lewy é a principal causa de demência em adultos idosos. As pessoas com essa doença têm estruturas proteicas anormais em certas regiões do cérebro.

 
A demência também pode ocorrer devido a vários derrames pequenos. Isso é chamado de demência vascular.

 
As seguintes doenças também podem levar à demência:

 
  • Mal de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Doença de Huntington
  • Doença de Pick
  • Paralisia supranuclear progressiva
  • Infecções que podem afetar o cérebro, como HIV/AIDS e doença de Lyme

 
Algumas causas da demência podem ser interrompidas ou revertidas se forem detectadas a tempo, inclusive:

 
  • Tumores cerebrais
  • Alterações nos níveis de açúcar, sódio e cálcio no sangue (consulte: Demência devido a causas metabólicas)
  • Baixos níveis de vitamina B12
  • Hidrocefalia normotensiva
  • Uso de determinados medicamentos, incluindo a cimetadina e alguns medicamentos para diminuir o colesterol
  • Abuso crônico do álcool
  • Em geral, a demência ocorre em pessoas mais velhas. É rara em pessoas com menos de 60 anos. O risco de demência aumenta conforme a pessoa envelhece.

 
Sintomas
Entre os sintomas da demência estão dificuldade em muitas áreas da função mental, como:

 
  • Linguagem
  • Memória
  • Percepção
  • Comportamento emocional ou personalidade
  • Capacidades cognitivas (como cálculo, pensamento abstrato ou capacidade de julgamento)
  • Geralmente, a demência começa com esquecimento.

 
O comprometimento cognitivo leve é o estágio entre o esquecimento normal devido ao envelhecimento e o desenvolvimento da demência. As pessoas com MCI têm problemas leves com o raciocínio e a memória que não interferem nas atividades diárias. Muitas vezes, elas estão cientes do esquecimento. Nem todas as pessoas com MCI desenvolvem demência.

 
Os sintomas da MCI incluem:

 
  • Esquecer eventos ou conversas recentes
  • Dificuldade para realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo
  • Dificuldade para resolver problemas
  • Levar mais tempo para realizar atividades mentais mais complexas
Os primeiros sintomas da demência podem incluir:

 
  • Problemas de linguagem, como dificuldade para encontrar o nome familiar dos objetos
  • Perder itens
  • Perder-se em caminhos familiares
  • Alterações de personalidade e perda das habilidades sociais
  • Perda de interesse em coisas de que gostava antes, falta de ânimo
  • Dificuldade de realizar tarefas que exigem algum raciocínio, mas que antes eram feitas com facilidade, como conferir os gastos no talão de cheques, jogar (buraco ou outros jogos) e aprender novas informações ou rotinas

À medida que a demência avança, os sintomas se tornam mais óbvios e interferem com a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma. Os sintomas podem incluir:

 
  • Esquecer detalhes de eventos recentes
  • Esquecer eventos da própria história de vida, perder consciência de quem a pessoa é
  • Alterações nos padrões de sono, acordando durante a noite frequentemente
  • Maior dificuldade de ler ou escrever
  • Capacidade de discernimento diminuída e perda da capacidade de reconhecer o perigo
  • Usar palavras erradas ou não pronunciar as palavras corretamente, falar em frases confusas
  • Evitar contato social
  • Ter alucinações, discussões, gestos e comportamentos violentos
  • Ter delírios, depressão ou agitação
  • Dificuldade de realizar tarefas básicas, como cozinhar, vestir-se adequadamente ou dirigir

As pessoas com demência severa não conseguem:

 
  • Compreender a linguagem
  • Reconhecer familiares
  • Realizar atividade básicas e cotidianas, como comer, vestir-se e tomar banho

Outros sintomas que podem ocorrer com a demência:

 
Incontinência
Problemas de deglutição

Exames e testes
Muitas vezes, a demência pode ser diagnosticada com base no histórico e exame físico por um médico ou enfermeiro habilidosos. O médico fará a anamnese, o exame físico (incluindo um exame neurológico) e realizará alguns testes de função mental denominados exame do estado mental.

 
O médico poderá solicitar testes para determinar se outros problemas estão causando ou piorando a demência.

 
Essas doenças incluem:

 
  • Doença da tireoide
  • Deficiência vitamínica
  • Tumor cerebral
  • Intoxicação de medicamentos
  • Infecção crônica
  • Anemia
  • Depressão severa

Os seguintes exames e procedimentos podem ser feitos:

 
  • Nível de vitamina B12
  • Nível de amônia no sangue
  • Perfil metabólico (Chem-20)
  • Gasometria arterial
  • Análise do líquido cefalorraquidiano (LCR)
  • Níveis de drogas e álcool (análise toxicológica)
  • Testes de exposição a metais como chumbo ou arsênico
  • Eletroencefalograma (EEG)
  • Teste de glicose
  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Exame da função hepática
  • Teste de estado mental
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Cálcio sérico
  • Eletrólitos séricos
  • Exames de função da tireoide
  • Nível de hormônio estimulador da tireoide
  • Urinálise

 
Tratamento
O objetivo do tratamento é controlar os sintomas da demência. O tratamento depende da doença que esteja causando a demência. Algumas pessoas necessitam ser internadas por um curto período.

 
Interromper ou alterar a medicação que piora a confusão pode melhorar a função cerebral.

 
Cada vez mais evidências apontam para os benefícios que alguns tipos de exercícios mentais podem trazer para melhorar a demência.

 
Muitas vezes, tratar as doenças que levam à confusão melhora significativamente o funcionamento mental.

Essas doenças incluem:

  • Anemia
  • Hipóxia
  • Depressão
  • Insuficiência cardíaca
  • Infecções
  • Distúrbios nutricionais
  • Distúrbios da tireoide
Talvez seja necessário tomar medicamentos para controlar os problemas comportamentais causados pela perda da capacidade de julgamento, maior impulsividade e confusão.

 
Os possíveis medicamentos incluem:

 
  • Antipsicóticos
  • Estabilizadores de humor
  • Drogas que afetam a serotonina
  • Estimulantes
Algumas drogas podem ser usadas para diminuir a velocidade de piora dos sintomas. Geralmente, o benefício trazido por essas drogas é pequeno e os pacientes e suas famílias podem não perceber muita diferença.
Os olhos e os ouvidos de uma pessoa devem ser examinados regularmente. Talvez seja necessário usar aparelhos auditivos, óculos ou se submeter a cirurgia de catarata.

 
Geralmente, a psicoterapia ou a terapia de grupo não ajudam porque podem causar mais confusão.

 
Evolução (prognóstico)
As pessoas com comprometimento cognitivo leve nem sempre desenvolvem demência. Entretanto, quando a demência ocorre, ela geralmente piora e, muitas vezes, diminui a qualidade e a expectativa de vida.

 
Complicações
As complicações dependem da causa da demência, mas podem incluir o seguinte:

 
  • Abuso por um cuidador sobrecarregado
  • Aumento das infecções em qualquer parte do corpo
  • Perda da capacidade funcional ou de cuidar de si mesmo
  • Perda da capacidade de interagir
  • Menor expectativa de vida
  • Efeitos colaterais dos medicamentos para tratar a doença

Ligando para o médico
Ligue para seu médico se:

 
A demência se desenvolver ou houver uma mudança no estado mental
O estado de uma pessoa com demência piorar
Você não for capaz de cuidar em casa de uma pessoa com demência

Prevenção
A maioria das causas da demência não pode ser prevenida.

 
Você pode reduzir o risco de demência vascular, causada por uma série de pequenos derrames, parando de fumar e controlando a hipertensão arterial e o diabetes. Seguir uma dieta com pouca gordura e fazer exercícios regularmente também pode reduzir o risco de demência vascular.

 
http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/demencia/ref1238131532100.html

Tratamentos dermatológicos caseiros são arriscados, diz especialista

Nos últimos anos, popularizou-se, especialmente nos Estados Unidos, a venda de equipamentos conhecidos como home devices, para uso em casa, que dizem oferecer resultados semelhantes aos procedimentos estéticos realizados apenas nos consultórios médicos.



Como toda febre de consumo, a aceitação no mercado norte-americano tem sido grande. No Meeting da Academia Americana de Dermatologia de 2011, por exemplo, um dos lançamentos de destaque foi um aparelho de laser de 1.440 nm, para uso doméstico. Também são coqueluche na América do Norte, os LEDs de baixa intensidade que prometem realizar a bioestimulação para o crescimento de cabelos, rejuvenescimento facial, melhora de celulite e gordura.

Apesar do FDA (Food and Drug Administration) ter aprovado o uso desses equipamentos para tratamentos domiciliares por, em princípio, não envolverem riscos, a questão que se coloca é: será que realmente não existe perigo à saúde dos pacientes e um estímulo sem controle ao autotratamento?

No Brasil, ainda não há equipamentos de laser aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas alguns consumidores garantem os seus exemplares em viagens ao exterior.

Limitações dos equipamentos

Para o Dr. Alexandre Filippo, os home devices representam um modismo que, por empregarem energia extremamente baixa, exigem muita disciplina por parte de seus adeptos. “Acredito que, nesse caso, o maior risco é o das pessoas não alcançarem os resultados almejados. Se não forem utilizados regularmente e por tempo prolongado, os aparelhos não trarão qualquer modificação.”

Filippo exemplifica, citando os limites dos LEDs de bioestimulação para crescimento de cabelos para uso em casa. Enquanto o equipamento utilizado nos consultórios tem entre 500 e 1.000 lâmpadas, o home device para esta finalidade conta com, no máximo, nove.

“O paciente precisa utilizar frequentemente o aparelho durante um longo tempo, e dificilmente terá resultados comparáveis aos do consultório. Isso aumenta a chance de abandono e insatisfação”, afirma.
Quanto aos efeitos divulgados pelos fabricantes de home devices, o especialista é enfático ao afirmar que esses produtos não têm como competir com os lasers de consultório.

“Creio que serão um recurso a mais na rotina diária de cuidados com a pele. Podem substituir alguns tratamentos dermocosméticos, mas nunca os procedimentos de consultório, que são mais potentes e contam com o acompanhamento e expertise do dermatologista”.

Disciplina no uso e risco de efeitos indesejados

O dermatologista Dr. Luís Torezan acredita que o uso indiscriminado pode levar a alguns casos de complicações, como irritações oculares e dermatites de contato, e ausência de resultados, da mesma forma que os tratamentos mal executados em clínicas de estética, por profissionais não treinados, que envolvam Luz Intensa Pulsada, epilação ou laser de CO2.

Torezan alerta ainda para possíveis efeitos inesperados dos equipamentos de uso em casa. “Existem home devices que prometem uma remoção temporária dos pelos indesejados. Mas, o uso indevido na face pode induzir a bioestimulação de novos pelos, pois usam baixa energia”, afirma.

Demonstrações em vídeo

As imagens de livre acesso em sites de postagem de vídeos que mostram “Do it Yourself” (em português, “faça você mesmo”) de tratamentos caseiros e home devices são um perigo.

“Cada paciente reage de uma forma diferente aos procedimentos, e há inúmeras ocorrências impossíveis de antecipar ou de explicar, em um vídeo caseiro. Caso reproduza sozinho os procedimentos que aprendeu na Internet, o paciente está muito vulnerável à ocorrência de problemas”, comenta a médica.

Portanto, todo cuidado é pouco. A especialista recomenda que os interessados nestes novos tratamentos procurem informação detalhada sobre o equipamento com seu dermatologista para entender bem como ele funciona e como deverá utilizá-lo.

Os produtos não devem ser utilizados sem supervisão médica. “Mesmo com a evolução das tecnologias para uso doméstico, quem é mais indicado para avaliar esse tipo de procedimento é o médico dermatologista”, finaliza Eliandre.

http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000439418

Portal e-Democracia da Câmara abre espaço para debater propostas de enfrentamento às drogas

Brasília – O portal e-Democracia da Câmara, relançado hoje (15), passará a contar com um novo espaço para discussão: a Comunidade Políticas Públicas de Combate às Drogas. Trata-se de mais um instrumento para contribuir no enfrentamento a esse grave problema, disse o presidente da Casa, Marco Maio (PT-RS), durante solenidade que reuniu os integrantes da comissão especial criada para elaborar propostas de tratamento aos dependentes químicos e de prevenção e repressão ao consumo e ao tráfico de drogas e representantes do governo e da sociedade, como a autora de novelas Glória Perez.



Segundo Marco Maia, o e-Democracia será um instrumento que incentivará os grandes debates que levaram às transformações esperadas pela sociedade. “Um dos primeiros grandes debates a ser promovido será sobre o combate as drogas”. Ainda de acordo com o presidente da Câmara, apenas com a participação popular o Brasil será capaz de resolver seus problemas.

“O portal e-Democracia é mais um instrumento criado para aproximar o cidadão do debate legislativo e permitir que as contribuições da sociedade ajudem a constituir novas leis que possam dar respostas à população”, disse Marco Maia.

O relator da comissão especial, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), elogiou o relançamento do portal e disse que ele será importante para que a sociedade se manifeste sobre medidas a serem adotadas no combate às drogas. Esse tipo de iniciativa é muito valiosa e é mais um canal para debater o assunto, acrescentou Glória Perez.

Carimbão lembrou que a comissão está analisando 97 projetos que tramitam na Câmara com propostas para enfrentar o problema das drogas. Segundo ele, estão sendo ouvidos os vários segmentos da sociedade em todos os estados para fazer um diagnóstico da situação. “Quero ter um diagnóstico para saber quais as ferramentas que estão sendo usadas pelos governos federal, estaduais e municipais para resolver o problema das drogas, com medidas de combate, repressão e reinserção”.

Exercícios aeróbicos fazem bem ao cérebro

Estudo mostrou que a prática regular de atividades como corrida e natação ajuda a preservar a memória e evitar a demência

A prática de exercícios de alta intensidade pode fazer muito mais do que deixar o corpo em forma.


Natação: prática regular de exercícios aeróbicos beneficia o corpo e o cérebro

Uma nova pesquisa revela que a prática de atividade aeróbicas em longo prazo pode também estimular o funcionamento cerebral. As conclusões foram apresentadas no encontro anual da Sociedade Americana de Medicina Esportiva, que ocorre esta semana em Denver.

No estudo, a equipe liderada por Benjamin Tseng, pesquisador do Laboratório Cerebrovascular do Instituto de Medicina do Exercício e do Ambiente do Hospital Presbiteriano do Texas (IEEM), comparou a estrutura e o funcionamento cerebral de 10 atletas com o de 10 pessoas sedentárias.

Os tipos de função cerebral observados incluiram controle muscular e a função executiva (processo cognitivo responsável pelo planejamento e pela execução de atividades, incluindo iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos), além de outras funções cerebrais.

“Sabemos que a estrutura cerebral e alguns aspectos do funcionamento cognitivo deterioram com a idade, mais ainda não conseguimos descobrir quais são exatamente os fatores e mecanismos que contribuem para isso”, disse Tseng em um boletim do hospital.

“Nossos resultados preliminares elucidam este importante tópico, por isso esperamos que as descobertas levem à melhor prevenção e tratamento de Alzheimer e de outras formas de demência”.

Participaram do estudo 10 atletas master, com idade média de 73 anos, que tiveram pelo menos 15 anos de treinamento aeróbico para competição, e 10 pessoas sedentárias da mesma faixa etária e nível acadêmico. Os pesquisadores constataram que a massa branca do cérebro se encontrava em melhor estado de preservação entre os atletas.

No cérebro humano, a massa branca desempenha um papel crucial na transmissão de mensagens entre as diferentes regiões da massa cinzenta – áreas onde ocorrem funções como visão, audição, fala, memória e emoções. Então, sem massa branca suficiente, a massa cinzenta não pode realizar seu trabalho, como acontece no caso de muitas pessoas que sofrem de diversos tipos de demência, explicaram os autores do estudo.

“Sem o funcionamento adequado da massa branca, o indivíduo pode começar a apresentar sinais de problemas neurológicos. Ele pode perder a habilidade de realizar tarefas quotidianas simples que costumamos não valorizar”, disse Benjamin Levine, diretor do IEEM, professor de medicina e cardiologia e eminente professor de ciência do exercício do UT Southwestern Medical Center.

Os pesquisadores concluíram que o estudo elucida alguns dos mistérios do envelhecimento cerebral, como a relação entre a circulação sanguínea no cérebro e sua a estrutura e funcionamento deste órgão.

Levine diz: “O estudo também revela que a pratica de exercícios aeróbicos em longo prazo tem um impacto definitivo e mensurável sobre a saúde cerebral. E o que é ainda mais importante, ele nos permite saber que dispomos de ferramentas que podem nos ajudar a lutar contra a demência e outros sinais clássicos do envelhecimento por meio de um programa de exercícios consistente e intencional”.

Como ainda não foi publicado em um periódico científico, revisado por profissionais da área, o estudo ainda é considerado preliminar.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Definição
Às vezes chamado de "ataque cerebral", um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma interrupção do fornecimento de sangue para qualquer parte do cérebro.
Nomes alternativos
Doença cerebrovascular; infarto cerebral; hemorragia cerebral; derrame isquêmico; acidente cerebrovascular; derrame hemorrágico
Causas, incidência e fatores de risco
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido porque um vaso sanguíneo no cérebro está bloqueado ou se rompe.
Se a circulação do sangue for interrompida por mais do que alguns segundos, o cérebro não consegue obter sangue e oxigênio. As células cerebrais podem morrer, causando danos permanentes.


Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico e o hemorrágico.
AVC ISQUÊMICO
Ocorre quando um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro é bloqueado por um coágulo de sangue.
Isso pode ocorrer de duas maneiras:
- Um coágulo pode se formar em uma artéria que já está muito estreita. Isso se chama trombo. Se ele bloquear completamente a artéria, é chamado de AVC trombótico
- Um coágulo pode se desprender de outro lugar nos vasos sanguíneos do cérebro ou alguma outra parte do corpo e se deslocar até o cérebro para bloquear uma artéria menor. Isso se chama embolia. Ele causa um AVC embólico
AVCs isquêmicos podem resultar de artérias obstruídas, uma condição chamada arteriosclerose. Isso pode afetar as artérias dentro do cérebro ou as artérias no pescoço que levam sangue ao cérebro.
Gordura, colesterol ou outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias, formando uma substância pegajosa chamada placa. Ao longo do tempo, a placa aumenta gradualmente. Ela frequentemente dificulta que o sangue flua adequadamente, o que pode levar o sangue a coagular.
AVCs isquêmicos também podem ser causados por coágulos de sangue que se formam no coração ou em outras partes do corpo. Esses coágulos se deslocam com o sangue e podem ficar presos nas pequenas artérias do cérebro. Isso se chama embolia cerebral.
Determinadas drogas e condições médicas podem fazer com que o sangue tenha mais tendência a coagular e aumentar o risco de um AVC isquêmico. Uma causa comum de AVC isquêmico em pessoas com menos de 40 anos é a dissecção da carótida ou um rasgo na parte interna da artéria carótida. O rasgo deixa o sangue fluir entre as camadas da artéria carótida. Isso causa um estreitamento da artéria carótida, que não ocorre devido à formação da placa.
Alguns AVCs isquêmicos começam sem qualquer hemorragia, então ocorre uma hemorragia na área afetada.

Um derrame que afeta o tronco cerebral é uma ameaça potencial à vida. Essa área do cérebro controla funções como respiração e instrução para o coração bater
AVC HEMORRÁGICO
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo em parte do cérebro fica fraco e se rompe, fazendo com que o sangue vaze para o cérebro. Algumas pessoas têm imperfeições nos vasos sanguíneos do cérebro que resultam em mais chances de que isso ocorra. O fluxo de sangue que ocorre depois do vaso sanguíneo se romper, danifica as células do cérebro.
RISCOS DE AVC
A pressão arterial alta é o principal fator de risco para AVCs. Também aumentam o risco de AVC:
Fibrilação atrial
Diabetes
Histórico familiar de AVC
Doença cardíaca
Colesterol alto
Idade avançada
Determinados medicamentos aumentam a probabilidade de ocorrência de coágulos de sangue, e, portanto, as chances de um AVC. Pílulas anticoncepcionais podem aumentar as chances de ocorrência de coágulos de sangue, especialmente em mulheres que fumam e têm mais de 35 anos.
Homens têm mais AVC do que mulheres. No entanto, as mulheres têm um risco maior de AVC durante a gestação e nas semanas imediatamente após a gestação.
O risco de hemorragia no cérebro pode ser intensificado, o qual aumenta a probabilidade de ocorrência de um AVC devido a:
Uso de álcool
Distúrbios hemorrágicos
Uso de cocaína
Lesões na cabeça

Sintomas
Os sintomas de AVC dependem da parte do cérebro que é lesada. Em alguns casos, uma pessoa pode nem mesmo estar ciente de que teve um derrame.
Os sintomas geralmente se desenvolvem repentinamente e sem aviso, ou eles podem ocorrer ocasionalmente por um ou dois dias. Os sintomas geralmente são mais graves quando o AVC ocorre pela primeira vez, mas eles podem ficar piores aos poucos.
Pode ocorrer uma dor de cabeça, especialmente se o AVC for causado por hemorragia no cérebro.

 A dor de cabeça:
Começa repentinamente e pode ser forte
Ocorre quando você está deitado
Acorda você do sono
Piora quando você muda de posição ou se curva, estica ou tosse

Outros sintomas dependem da gravidade do AVC e de qual parte do cérebro é afetada. Os sintomas podem incluir:
Mudança na agilidade (inclusive sonolência, inconsciência e coma)
Mudanças na audição
Mudanças no paladar
Lentidão
Confusão ou perda de memória
Dificuldade para deglutir
Dificuldade para escrever ou ler
Tontura ou sensação anormal de movimento (vertigem)
Falta de controle sobre a bexiga ou intestinos
Perda de equilíbrio
Perda de coordenação
Fraqueza nos músculos da face, do braço ou da perna (geralmente apenas em um lado)
Dormência ou formigamento em um lado do corpo
Alterações de personalidade, humor ou emocionais
Problemas com visão, inclusive visão reduzida, visão dupla ou perda total da visão
Alterações na sensação do toque e na capacidade de sentir dor, pressão, temperaturas diferentes ou outros estímulos
Dificuldade para falar ou compreender outros que estão falando
Dificuldade para caminhar

Exames e testes
Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado. Seu médico irá:
- Verificar se há problemas com visão, movimento, sensação, reflexos, compreensão e conversação. Seu médico e enfermeiros repetirão este exame ao longo do tempo para ver se seu AVC está ficando pior ou está melhorando
- Auscultar para verificar se há algum som anormal, chamado "bruit", quando usar um estetoscópio para auscultar as artérias carótidas no pescoço. Um bruit é causado por fluxo de sangue turbulento
- Verificar e avaliar sua pressão sanguínea, que pode estar alta

Os testes podem ajudar seu médico a determinar o tipo, o local e a causa do AVC e excluir outros distúrbios que possam ser responsáveis pelos sintomas:
  • Uma tomografia computadorizada (TC) do cérebro é feita frequentemente logo depois de começarem os sintomas. Uma ressonância magnética (RM) do cérebro pode ser feita em vez disso ou depois
  • Uma angiografia por ressonância magnética (ARM) ou angiografia por TC pode ser feita para verificar se há vasos sanguíneos anormais no cérebro que podem ter causado o AVC
  • O ecocardiograma pode ser feito se o AVC foi causado por um coágulo de sangue do coração
  • O duplex scan de carótidas (um tipo de exame de ultrassom) pode mostrar se o estreitamento das artérias do pescoço (estenose carótida) levou ao AVC
  • Um angiograma da cabeça pode revelar qual vaso sanguíneo está bloqueado ou sangrando e ajudar seu médico a decidir se a artéria pode ser reaberta usando um tubo fino
  • Testes de laboratório incluirão um hemograma, tempo de hemorragia e testes de coagulação de sangue (tempo de protrombina ou tempo parcial de tromboplastina). Eles também verificarão o colesterol e o açúcar do seu sangue
  • O eletrocardiograma (ECG) e o monitoramento do ritmo cardíaco podem ajudar a determinar se um batimento cardíaco irregular (como a fibrilação atrial) causou o AVC
  • Uma punção lombar (exame de fluido cerebrospinal) também pode ser feita
Tratamento
Um AVC é uma emergência médica. O tratamento imediato pode salvar vidas e reduzir a incapacidade. Procure cuidado médico imediato nos primeiros sinais.
É muito importante para as pessoas que estão tendo sintomas de AVC irem a um hospital o mais rápido possível. Se ele for causado por um coágulo do sangue, um medicamento para dissolver coágulos pode ser administrado.
Na maior parte do tempo, os pacientes devem chegar a um hospital dentro de 3 horas depois que os sintomas começarem. Algumas pessoas podem receber esses medicamentos até 4 a 5 horas depois que os sintomas começam. O tratamento depende da gravidade e causa do AVC.
TRATAMENTO NO HOSPITAL
Os medicamentos que dissolvem coágulos (terapia trombolítica) podem ser usados se o AVC for causado por um coágulo de sangue. Alguns remédios desmancham coágulos de sangue e ajudam a restauram o fluxo sanguíneo para a área lesada. No entanto, nem todos podem receber este tipo de remédio.
Para esses medicamentos funcionarem, a pessoa deve ser examinada e o tratamento deve iniciar em até 3 horas desde que os sintomas começaram pela primeira vez. Uma tomografia computadorizada deve ser feita para ver se o AVC é de um coágulo ou uma hemorragia
Se o AVC for causado por hemorragia em vez de coagulação, os medicamentos que dissolvem coágulos (trombolíticos) podem ocasionar mais hemorragia
Outros tratamentos dependem da causa do AVC:
  • Os anticoagulantes como heparina ou warfarina podem ser usados para tratar de derrames devido a coágulos de sangue. Ácido acetilsalicílico ou clopidogrel também podem ser usados
  • Outros medicamentos podem ser necessários para controlar outros sintomas, inclusive pressão alta. Analgésicos podem ser ministrados para controlar dor de cabeça forte
  • Em algumas situações, uma equipe especial de AVCs e radiologistas especializados podem conseguir usar angiografia para destacar o vaso sanguíneo obstruído e abri-lo
  • Em caso de AVC hemorrágico, uma cirurgia é frequentemente necessária para remover o sangue da região ao redor do cérebro e reparar os vasos sanguíneos lesados
  • A cirurgia na artéria carótida pode ser necessária
  • Nutrientes e fluidos podem ser necessários, especialmente se a pessoa tiver dificuldade para engolir. Eles podem ser ministrados por uma veia (de modo intravenoso) ou por um tubo de alimentação no estômago (tubo para cirurgia de abertura de conduto no estômago). Dificuldades na deglutição podem ser temporárias ou permanentes. Terapia física, terapia ocupacional, terapia de fala e terapia de deglutição, todas iniciarão no hospital.
TRATAMENTO A LONGO PRAZO
O objetivo do tratamento depois de um AVC é ajudar o paciente a recuperar tantas funções quanto possível e impedir futuros derrames.
O tempo de recuperação e a necessidade de tratamento a longo prazo diferem de pessoa para pessoa. Problemas em se movimentar, pensar e falar frequentemente melhoram nas semanas a meses depois de um AVC. Muitas pessoas que tiveram o problema ainda continuarão a melhorar nos meses ou anos depois dele.
Evolução (prognóstico)
A perspectiva depende do tipo de AVC, de quanto o tecido cerebral está lesado, de quais funções do corpo foram afetadas e do quão rapidamente o tratamento é recebido. A recuperação pode ocorrer completamente ou pode haver alguma perda permanente de função. Mais da metade das pessoas que têm um AVC são capazes de se mover independentemente em casa.
Se o tratamento com medicamentos que dissolvem coágulos for bem-sucedido, os sintomas de um AVC podem desaparecer completamente. No entanto, os pacientes frequentemente não chegam ao hospital cedo o suficiente para receber esses medicamentos ou há condições médicas complicadas que impedem o seu uso.
Pessoas que têm AVC isquêmico (derrame devido a um coágulo do sangue) têm uma chance melhor de sobreviver do que aquelas que têm um AVC hemorrágico (derrame devido à hemorragia no cérebro).
O risco de um segundo AVC é maior nas primeiras semanas ou meses depois do primeiro e então começa a diminuir com o tempo.
Complicações
  • Respirar comida no canal de ventilação (aspiração)
  • Expectativa de vida reduzida
  • Dificuldade de comunicação
  • Fraturas
  • Subnutrição
  • Convulsividade dos músculos
  • Perda permanente das funções do cérebro
  • Perda permanente de movimento ou sensibilidade em uma ou mais partes do corpo
  • Problemas devido à perda de mobilidade, inclusive contraturas articulares e escaras de decúbito
  • Capacidade reduzida de agir ou cuidar de si mesmo
  • Interações sociais reduzidas
  • Efeitos colaterais de remédios
 Ligando para seu serviço de assistência médica
O AVC é uma emergência médica que requer tratamento imediato. Ligue para a emergência local se alguém tiver sintomas do problema.
Prevenção
Para ajudar a evitar um AVC:
  • Evite comidas gordurosas. Siga uma dieta saudável, com baixo teor de gordura
  • Não beba mais do que 1 a 2 doses de bebida alcoólica por dia
  • Exercite-se regularmente: 30 minutos por dia se você não estiver com excesso de peso; 60 - 90 minutos por dia se você estiver com excesso de peso
  • Meça sua pressão arterial a cada 1 a 2 anos, especialmente se a pressão arterial alta for comum em sua família
  • Verifique seu colesterol. Se você tiver alto risco de derrame, seu colesterol LDL "ruim" deve estar abaixo de 100 mg/dL. Seu médico pode recomendar que você tente reduzir seu colesterol LDL para 70 mg/dL
  • Siga as recomendações de tratamento do seu médico se você tiver pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto e doença cardíaca
  • Pare de fumar
  • A terapia da aspirina (81 mg por dia ou 100 mg a cada dois dias) é recomendada para prevenção de AVCs em todos os homens que têm fatores de risco e em mulheres abaixo de 65 anos que têm risco, desde que os benefícios superem os riscos.
 Deve ser considerada para mulheres acima de 65 anos somente se a pressão arterial delas for controlada e o benefício for maior do que o risco de sangramento gastrointestinal e hemorragia cerebral. Pergunte ao seu médico se ácido acetilsalicílico é correta para você.
Seu médico também pode recomendar a terapia com ácido acetilsalicílico ou outro anticoagulante se você tiver tido um ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC no passado, ou se você tiver atualmente:
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Batimento cardíaco irregular (como fibrilação atrial)
  • Válvula cardíaca mecânica
  • Outros fatores de risco de derrame
Um tipo de cirurgia chamada endarterectomia carotídea pode ajudar a impedir que novos AVCs ocorram em pessoas com grandes bloqueios em suas artérias do pescoço.