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quinta-feira, 16 de junho de 2011

FDA bane uso dos termos 'bloqueador solar' e 'à prova d'água' em protetores

Conjunto de exigências para protetores solares será adotado a partir de 2012, mas vigilância sanitária já chama atenção para as regras

Os Estados Unidos adotaram novas regras para os protetores solares que serão vendidos a partir de junho de 2012, mas já anteciparam alertas aos consumidores para este verão, que começa, no Hemisfério Norte, no próximo dia 21.



A vigilância sanitária americana (FDA) decidiu banir as expressões "bloqueador solar", "à prova d"água" e "à prova de suor" das embalagens, por considerá-las como enganadoras. Somente serão considerados como protetores solares os que apresentarem em sua fórmula no mínimo o fator de proteção 15 e também substâncias capazes de qualificá-los como um produto de "amplo espectro" (mais informações nesta página).

De acordo com relatório da FDA, o fator de proteção solar (FPS) somente é capaz de diminuir a absorção de raios ultravioletas de ondas médias, os UVB, causadores de vermelhidão na pele exposta ao sol. Porém, o FPS 15 ou superior não são capazes de oferecer proteção contra os UVA, raios de ondas longas. Daí a exigência do FDA da presença dos ingredientes de "amplo espectro" nos protetores solares a partir do ano que vem.

A mudança nos padrões da fórmula e das embalagens de protetores solares se deve ao elevado risco de a exposição ao sol provocar câncer e envelhecimento da pele. Nos EUA, esse é o tipo mais comum de câncer. A cada ano, 2 milhões de novos casos de câncer de pele, excluídos os de melanoma, são registrados no país. Mais agressivo, o melanoma foi detectado em mais de 68 mil casos de doenças de pele no ano passado, segundo dados da Sociedade Americana de Câncer.

"Muitos casos de câncer de pele são causados pela exposição ao sol. O FDA estimula os consumidores a se proteger. Eles não devem apenas aplicar e reaplicar o protetor solar, mas também limitar sua exposição ao sol", afirmou Janet Woodcock, diretora do Centro para Avaliação de Drogas e de Pesquisa do FDA.

Ao banir a expressão "bloqueador solar", o FDA emitiu um sério alerta sobre a incapacidade de qualquer produto à venda no mercado americano de proteger integralmente o consumidor dos efeitos nocivos dos raios UVA e UVB. No máximo, esses produtos são capazes de proteger a pele se forem usados de maneira correta.

O FDA recomendou fortemente o uso de chapéu e de roupas apropriadas em situações de exposição direta ao sol e também a reutilização do protetor solar a cada 40 minutos ou 80 minutos, dependendo da qualificação. A reaplicação deve ser feita depois de cada banho - em piscina ou no mar - e durante a prática de esportes ao ar livre, porque o contato com a água e com o suor diminui a ação dos protetores.

Segundo Janet Woodcock, as novas regras foram adotadas como resultado de uma avaliação de dados de protetores solares, de requisitos para as embalagens e de testes de desenvolvimento dessas substâncias.

Na lógica do FDA, a iniciativa implicará em esforço de modernização da informação oferecida pela indústria aos consumidores sobre os benefícios de seus produtos.

"Essas mudanças nas embalagens são importantes para ajudar os consumidores a ter as informações que precisam para escolher corretamente a proteção solar", afirmou Janet.

Assistir muita televisão influencia no desenvolvimento de doenças

Estilo de vida sedentário aumenta risco de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares

NEW YORK - As pessoas que passam mais horas na frente da televisão correm mais risco de morrer precocemente, ou desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares, sugere um novo estudo.

"A mensagem é simples," disse o autor do estudo Dr. Frank Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard para a Agência Reuters. "Diminuir o tempo que se assiste TV é uma forma importante de reduzir o comportamento sedentário e diminuir o risco de diabetes e doenças cardiovasculares."

Todos os dias, americanos passam cerca de cinco horas assistindo televisão enquanto australianos e parte dos europeus passam de 3,5 a 4 horas.

Pessoas que se sentam em frente a televisão não apenas não se exercitam como são mais propensas a comer alimentos menos saudáveis, explicou Hu. "A combinação do estilo de vida sedentário, dieta não saudável e obesidade criam o 'cenário ideal' para o diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares."

Este não é o primeiro estudo que associa o tempo que se passa na frente da televisão com efeitos negativos - muitos estudos encontraram forte evidências ligadas à obesidade, e uma pesquisa de 2007 descobriu que mais tempo dedicado à televisão era associado com o aumento na pressão arterial em crianças obesas. Outro estudo do mesmo ano revelou que crianças acima do peso que assistem propagandas de comida tendem a dobrar a quantidade do que consome.

Para o novo estudo, publicado na revista Journal of the American Medical Association, Hu e sua equipe revisaram pesquisas anteriores que estudaram a ligação entre assistir televisão e algumas doenças. No fim, a análise deles incluiu oito estudos que acompanharam mais de 200 mil pessoas durante 7 a 10 anos, em média.

Hu e equipe descobriram que a cada duas horas na frente da televisão, o risco de desenvolver diabetes aumenta em 20%, enquanto o risco de desenvolver doenças do coração aumentam em 15%. O risco de morte aumenta 13%.

Baseando-se nestes resultados, os pesquisadores estimaram que, entre um grupo de 100 mil pessoas, reduzir o tempo na frente da televisão em duas horas, poderia prevenir 176 novos casos de diabetes, 38 casos de doenças cardiovasculares fatais e 104 mortes prematura todos os anos.

Todos os estudos analisados se asseguraram que os participantes não apresentava doenças crônicas, isso porque pessoas já doentes tendem a passar mais tempo na frente da televisão e desenvolver diabetes, doenças do coração e morrer precocemente. Mas Hu e sua equipe alertam, é possível que algumas pessoas tenham algumas doenças não detectadas durante os estudos, o que poderia comprometer os resultados.

O estudo não pode provar que assistir televisão, por assim dizer, aumenta o risco de desenvolver doenças. Nem pode identificar, exatamente, sobre como isso pode influenciar no risco.

"É verdade que as pessoas que assistem bastante televisão se diferem daquelas que assistem menos, principalmente em termos de dieta e níveis de atividade física realizada," diz Hu. Pessoas que assistem a muita televisão comem mais junk food, ele explica, mas dietas pouco saudáveis ou pouca atividade física são também consequências do ato de assistir televisão por tempo prolongado, isso explica alguns efeitos adversos do comportamento sedentário.

"Tenho certeza que todos nós sem perceber perdemos noites deitados no sofá, em frente a televisão, comendo salgadinhos e biscoitos e consumindo bebidas com açúcar e álcool", disse Maureen Talbot, uma enfermeira da Fundação britânica do Coração, que não foi envolvida no estudo, "mas é importante que isto não se torne uma atividade regular."

"Nós devemos tentar ser seletivos sobre quanto tempo passamos assistindo televisão, e tentar ser mais ativos fisicamente," disse Talbot. "Precisamos de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco dias por semana para manter nosso coração saudável, então porque não fazer uma caminhada depois do trabalho, entrar em um equipe esportiva. É mais recompensador que ficar olhando para uma caixa."

Equipe médica inicia procedimentos para reconstruir rosto de mulher no Peru

Tumor no olho da mulher de 22 anos está se espalhando e seguindo rumo ao cérebro

Lima - Uma equipe médica formada por 40 profissionais peruanos iniciou nesta quarta-feira o procedimento para extirpar um tumor de 1,5 quilo e posteriormente reconstruir o rosto de uma paciente de 22 anos, segundo o ministro da Saúde do Peru, Óscar Ugarte.

Norman Córdova/Efe

A operação começou na manhã desta quarta-feira (15) no Hospital Dos de Mayo e terá duração de 22 horas nesta primeira etapa - a paciente Victoria M. precisará de outras intervenções até a última fase, na qual será submetida a uma cirurgia estética reconstrutiva, afirmaram à Agência Efe fontes médicas.

Victoria tem desde os nove anos um tumor no olho esquerdo que foi crescendo até deformar os ossos da cabeça e do crânio, o que torna a cirurgia extremamente complicada.

"Sei que vai ser um milagre, que tudo vai correr bem e vou ser normal", afirmou a paciente à rádio "Programas del Peru" pouco antes de entrar na sala de cirurgia.

O doutor José Fuentes Rivera, diretor do Hospital Dos de Mayo, disse que o tumor "deteriorou o olho esquerdo, o paladar, o maxilar, a testa e está se propagando rumo ao cérebro", o que representa um perigo para a vida da mulher.

O hospital, por iniciativa da Presidência do Conselho de Ministros, encomendou na Suíça próteses de três peças do crânio e do rosto da paciente para serem colocados nesta quinta-feira.

Depois desta primeira operação, serão realizadas outras quatro intervenções para fazer "vários enxertos para a reconstrução do nariz, das próteses oculares e finalmente a cirurgia estética", que consistirá em um transplante parcial do rosto.

O médico espera que o transplante de rosto possa ser realizado dentro de 30 dias, dependendo da evolução da paciente, e se tornará a primeira intervenção cirúrgica deste tipo no Peru - segundo o médico, existem apenas oito casos de reconstruções de rosto no mundo todo.

Fuentes Rivera informou que as cirurgias custarão aproximadamente US$ 90 mil, que serão cobertos pelo Ministério da Saúde, o Seguro Integral de Saúde e o próprio Hospital Dos de Mayo.

Castração química pode aumentar tolerância em transplantes, diz estudo

Ratos apresentaram melhor resposta a transplantes após supressão química dos hormônios sexuais

Washington - A redução na produção de hormônios sexuais poderia ajudar a aumentar a tolerância no transplante de órgãos em pacientes de idade avançada, constata um artigo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

O estudo, liderado pelo pesquisador Gaoping Zhao da Universidade de Harvard (EUA) e realizado com ratos, explica como a supressão química de hormônios sexuais diminui a resposta negativa em casos de transplante.

"Esta menor reatividade do sistema imunológico pode ser um cenário ideal para obter a ausência de reação perante novos antígenos, que é o objetivo da tolerância em transplantes", indica a pesquisa.

Aparentemente, os sistemas imunológicos mais maduros costumam reagir muito mal aos transplantes e facilitam a ocorrência de infecções e a rejeição aos novos órgãos.

A equipe de Gaoping Zhao descobriu que este problema pode estar relacionado ao encolhimento do timo, principal produtor de células imunológicas T.

Em princípio, os pesquisadores se centraram em ratos adultos que custavam a aceitar transplantes de coração a longo prazo.

Após praticar a castração cirúrgica, os ratos apresentaram uma maior aceitação dos enxertos a longo prazo e uma restauração das células do timo.

Posteriormente, os pesquisadores começaram a aplicar um procedimento menos invasivo de manipulação química dos níveis de hormônios sexuais através do fármaco leuprolida e observaram efeitos de aumento da tolerância a novos órgãos.

A leuprolida, até agora utilizada no tratamento do câncer de próstata, interrompe temporariamente a função da gônada nos homens e parece, deste modo, facilitar níveis de rejeição mais baixos nos transplantes em pacientes de idade avançada.

Propagandas antigas - Mitigal no palco


“Extingue prontamente as coceiras”. Os anúncios do Mitigal, da Bayer, mostravam cenas engraçadas de quem se coça em momentos impróprios, como o violinista que usa do instrumento para aplacar a coceira nas costas durante a apresentação, para surpresa do pianista e da plateia.

16 de janeiro de 1932.