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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Rio Grande do Sul confirma terceira morte por gripe suína

Brasília – A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a terceira morte por influeza A(H1N1) – gripe suína – este ano. A vítima, uma mulher de 42 anos que morava em Pelotas, morreu no último sábado (11). A paciente não havia sido vacinada contra a doença e apresentava imunidade baixa.

O último balanço indica que o estado já confirmou seis casos de infecção pelo vírus Influenza H1N1 e três mortes. Há ainda 42 casos em investigação. A secretaria informou que, no momento, a situação é de normalidade e não caracteriza uma epidemia.

O Ministério da Saúde disponibilizou 100 mil doses extras de vacina contra a gripe suína. Devem ser enviados ainda nesta semana ao Rio Grande do Sul 200 mil tratamentos antivirais para pacientes internados com sintomas de síndrome respiratória aguda grave.

Idosos, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, indígenas e profissionais de saúde devem receber o medicamento diante do aparecimento de sintomas de gripe, como febre e tosse.

Saúde destinará R$ 208,9 milhões a ações de vigilância sanitária este ano

Brasília - O Ministério da Saúde fixou em R$ 208,9 milhões os recursos que serão aplicados em 2011 em vigilância sanitária, dentro do programa Vigilância e Prevenção de Riscos Decorrentes da Produção e do Consumo de Bens e Serviços.

O Fundo Nacional de Saúde vai contar com o montante total de R$ 158,6 milhões para incentivo financeiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios na execução de ações de vigilância sanitária. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai dispor de R$ 50,3 milhões.

A aplicação dos recursos vai ser diferenciada por localidade, de acordo com piso per capita fixado em portaria publicada na edição de hoje (16) do Diário Oficial da União. Todas as transferências vão ser viabilizadas por meio do Fundo Nacional de Saúde, de acordo com a portaria.

Vacinação contra a pólio começa amanhã; oito estados também vacinam contra sarampo

Brasília – Crianças menores de 5 anos devem receber manhã (18) a primeira dose da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil). Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação para atualização das doses. A Campanha Nacional de Vacinação segue até o dia 22 de julho.

Em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Alagoas, crianças de 1 a 7 anos também vão receber a vacina tríplice viral – que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Ao todo, 115 mil postos de saúde em todo o país devem funcionar das 9h às 17h. Além das unidades permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também vão receber postos móveis. Mais de 350 mil profissionais de saúde estarão mobilizados.

A segunda dose da vacina contra a poliomielite será aplicada a partir do dia 13 de agosto. Nesse mesmo dia, os demais estados iniciam a aplicação da tríplice viral.

De acordo com o Ministério da Saúde, a criança só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas previstas.

Crianças com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de receber a vacina. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores.

A meta do governo é vacinar 95% do público-alvo – 14,1 milhão de crianças contra a poliomielite e 17 milhões contra o sarampo.

Carretinha da Saúde levará campanha de combate à hanseníase a todo o estado do Rio

Rio de Janeiro - O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) inicia hoje (17) à noite uma campanha permanente de combate à doença no estado do Rio, com o lançamento da Carretinha da Saúde. O evento ocorrerá durante a abertura do 3º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde.

O coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio Moreira de Sousa, informou que o país ocupa atualmente a primeira posição no mundo em incidência de hanseníase, com cerca de 40 mil novos casos por ano, seguido do Nepal e Timor Leste. “Em números absolutos, o Brasil é o segundo. Só perde para a Índia, que tem uma população muito maior que a nossa”.

Ele explicou que o estado do Rio, embora apresente uma incidência duas vezes menor que a média nacional, tem municípios “silenciosos”. Isso significa que essas cidades devem ter casos da doença que não são identificados.

O movimento levará para o congresso a Carretinha da Saúde, uma unidade móvel com três consultórios. O objetivo, segundo Artur Sousa, “é sensibilizar os secretários para que façam a campanha em seus municípios”. A carreta será colocada à disposição das secretarias gratuitamente. A iniciativa é baseada na experiência do Caminhão da Saúde, uma unidade com cinco consultórios que, no momento, percorre as regiões Norte e Nordeste do país e que já identificou, no período de um ano, mais de mil casos de hanseníase.

O coordenador nacional do Morhan informou que a campanha pretende chegar a lugares onde é precário o acesso da população aos serviços de saúde. Incluem-se, nesse caso, as populações vulneráveis ou excluídas culturalmente, os catadores de lixo, ciganos, índios, remanescentes de quilombos, além de populações rurais e moradores de comunidades carentes. “Você identifica os casos e, depois, os municípios acompanham até a cura”, disse Sousa.

Ele afirmou que não há razão para que os secretários não se engajem na iniciativa. “Ainda mais que os medicamentos são doados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”. Haverá também capacitação de médicos para o atendimento aos portadores da doença, em parceria com a Secretaria de Saúde do estado. Os principais sintomas da hanseníase são manchas na pele, com diminuição ou perda de sensibilidade. “Com isso, você identifica mais de 90% dos casos”, disse Sousa. Nos 10% restantes são necessários exames aprofundados.

A Carretinha da Saúde permanecerá no estado do Rio durante dois anos. Artur Moreira de Sousa disse que a ideia é, a partir de 2013, ter uma carreta semelhante em cada estado. “Vai depender de apoio”, acrescentou.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda Magalhães, representará o ministro Alexandre Padilha no congresso do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde fluminenses (Cosems RJ).

Meias elásticas apenas aliviam sintomas de varizes

Meia calça também ajuda contra sintomas das varizes

Uso combate apenas o inchaço e a dor, mas não evita avanço do problema
Quando um médico prescreve meias elásticas contra varizes, problema comum de circulação, muitas mulheres já entortam o nariz.

A ideia de usar meias apertadas o dia todo nem sempre agrada, especialmente no calor de um país tropical. Pior ainda quando a paciente se dispõe a usar a tal meia e as varizes não param de avançar.

As meias compressoras têm má fama e isso acontece porque muitos conceitos errados estão associados a elas. Ao menos essa é a opinião do angiologista Marcondes Figueiredo, coordenador da diretriz de compressão elástica da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

“É preciso esclarecer algumas coisas”, alerta.

A primeira delas é que meias elásticas não impedem o avanço das varizes. “Elas servem para combater os sintomas. São como óculos, eles não deixam a pessoa menos míope, apenas corrigem a visão”, explica.

A compressão das meias reduz o inchaço das varizes, que costuma incomodar especialmente no final do dia. Assim, o risco de edemas é menor e a mulher também fica livre daquela sensação de cansaço e peso nas pernas.

Esse resultado é obtido com uma compressão de intensidades diferentes ao longo da meia, sendo mais intensa nos pés e menor na perna. Isso favorece o retorno do sangue venoso e evita acúmulo nas veias.

Só até o joelho

Nem toda meia compressora precisa ser como a meia calça, da cintura aos pés. “A maioria das prescrições é para usar meias três quartos”, afirma o médico. Isso porque a maioria das varizes se concentra abaixo dos joelhos.

Se a mulher residir em cidades muito quentes, como as do nordeste brasileiro, o uso da meia não precisa ser feito o dia todo.

“Não dá para esperar que a mulher aguente ficar com essas meias sob o calor de 40 graus”, comenta o médico. O uso apenas no período da manhã já ajuda no controle dos sintomas.

Quem não pode

Existem basicamente duas situações nas quais as meias elásticas devem ser evitadas. A primeira é quando as varizes se tornaram graves o suficiente para abrir feridas na perna. Essas feridas requerem um tratamento anterior ao uso das meias, pois elas podem piorar se forem comprimidas.

O segundo caso acontece quando há entupimento das artérias, a chamada aterosclerose. O problema consiste na formação de placas dentro dos vasos sanguíneos, que têm seu diâmetro reduzido.

“Neste caso, a compressão das meias vai reduzir ainda mais as artérias e prejudicar o problema”, ressalta o especialista.

Veias dilatadas

As varizes, diferente da aterosclerose, atacam as veias e não as artérias. Artérias levam o sangue com oxigênio para as extremidades do corpo. Depois disso, o sangue usa as veias para retornar das extremidades e se abastecer com oxigênio novamente.

Mas no percurso, no retorno venoso, o sangue pode se deparar com dilatações e formar as varizes. A formação delas pode estar ligada a diversos fatores, como excesso de peso, gravidez, idade avançada e postura inadequada no trabalho.

“A incidência é maior em mulheres”, aponta Figueiredo. A relação é de um homem com varizes para quatro mulheres.

Mitos

Calça justa, salto alto, meias apertadas, viagens longas, postura errada no trabalho, existe uma série de mitos e verdades mal compreendidas sobre varizes. Entre os principais, mais questionados nos consultórios médicos, está o uso da pílula.

Especialistas esclarecem que o uso contínuo e prolongado de anticoncepcionais pode provocar retenção de líquidos e dilatação nas veias. Veja outros mitos aqui.

Tratamentos

Quando as varizes ainda são pequenas, com vasos de poucos milímetros, o prejuízo é apenas estético. Como não existem sintomas, é inútil usar meias elásticas. Um dos possíveis tratamentos é com escleroterapia. O médico destrói as microvarizes com injeções no local, sem que haja prejuízo para a circulação.

“É comum dizer que as varizes voltam, mas não é isso que acontece. Outras varizes aparecem com o tempo, mas aquelas foram totalmente destruídas”, esclarece Figueiredo. A solução pode ser refazer o tratamento a cada dois anos, quando novas veias começarem a aparecer.

Em vasos maiores, é necessário cirurgia. O procedimento é simples e pode ser feito, em alguns casos, com anestesia local. Ele consiste na eliminação dos vasos doentes para evitar o avanço do problema, que pode provocar até úlceras nas pernas.