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sexta-feira, 17 de junho de 2011

E.coli aparece na França; cinco crianças são hospitalizadas


As autoridades disseram que a bactéria não parece estar relacionada à cepa letal da Alemanha

Cinco crianças hospitalizadas no norte da França depois de comerem hambúrgueres de carne bovina contaminados com uma cepa da bactéria E.coli estão gravemente doentes, disseram autoridades de saúde na quinta-feira, intensificando os receios de um surto mais amplo.

As autoridades disseram que a bactéria não parece estar relacionada à cepa letal de E.coli que já matou 37 pessoas e deixou 3.000 doentes, em sua maioria no norte da Alemanha.

A rede particular de supermercados populares Lidl tirou de suas prateleiras caixas de hambúrgueres congelados que se acredita serem as responsáveis pelas contaminações na França. As caixas foram vendidas sob a marca "Steaks Country" e tinham datas de vencimento de 10, 11 e 12 de maio.

Na quarta-feira, seis crianças de diferentes cidades na região de Pas de Calais, com idades de entre 20 meses e 8 anos, foram levadas a um hospital na cidade de Lille, com diarreia hemorrágica.

Uma das crianças teve alta, mas cinco estão "em condição grave" e ainda estão sendo tratadas no hospital. Três delas estão recebendo hemodiálise, um método de remoção de toxinas do sangue utilizado em casos de falência renal.

Embora o surto tenha ocorrido na esteira dos casos de E.coli relacionados a brotos de feijão contaminados que mataram 36 pessoas na Alemanha e uma na Suécia, as autoridades de saúde disseram que os casos na França não têm ligação aparente com os da Alemanha.

"Espero que possamos iniciar um programa de investigação muito rapidamente. Já estamos trabalhando sobre isso com pesquisadores franceses, para identificar a origem e lidar rapidamente com os problemas de saúde", disse na rádio RTL o ministro da Saúde francês, Xavier Bertrand.

Ele disse que toda a cadeia de produção dos hambúrgueres terá que ser analisada e que será preciso implementar controles mais rígidos.

Um porta-voz da Lidl disse que a carne bovina usada nas caixas suspeitas foi comprada da fornecedora francesa SEB-CERF, sediada na cidade de Saint-Dizier, nordeste do país e que produz cerca de 400 toneladas semanais de carne congelada.

"Os produtos foram feitos na França, mas, dependendo da data de vencimento e das oportunidades que se apresentam a nossos fornecedores, a carne pode vir da Alemanha, Itália, França, Holanda ou até mesmo outros lugares", disse à Reuters um porta-voz da Lidl, Jerome Gresland.

"Compramos a carne através deste fornecedor com um selo dizendo que vem da União Europeia."

Uma caixa de hambúrgueres suspeitos, encontrada na casa de uma das crianças que adoeceu, dizia conter carne vinda da Alemanha, disse à Reuters o executivo-chefe da SEB-CERF.

Mas ele disse que a embalagem não é o suficiente para determinar a origem da contaminação com qualquer grau de certeza, porque muitas outras caixas de produto suspeito continham carne produzida em outras partes da Europa.

As autoridades de saúde francesas ordenaram que a Lidl retire de suas prateleiras as caixas de hambúrguer "Steaks Country" com várias datas de validade, depois de encontrar uma caixa com validade até 10 de maio na casa de uma das crianças contaminadas.

A rede de supermercados tirou de circulação toda sua linha de hambúrgueres congelados.

ONG brasileira oferece apoio odontológico a jovens pobres no México

Dentistas do Bem tem 9 mil profissionais cadastrados e já atendeu 18 mil adolescentes em vários países

México - A ONG brasileira Dentistas do Bem começou a oferecer atendimento odontológico gratuito a jovens entre 11 e 17 anos no México, o que transforma este país na 11ª região ibero-americana que recebe seus serviços.

"A finalidade da minha viagem é crescer, aumentar o número de dentistas e beneficiados" no México, disse nesta quinta-feira à Agência Efe a dentista Samanta Martínez, coordenadora na América Latina das ações da organização.

O grupo é integrado por 9 mil dentistas "que atendem jovens de poucos recursos dentro de seu próprio consultório de forma gratuita e voluntária", comentou.

Os jovens são avaliados, selecionados entre o que têm menos recursos, se procura a autorização de seus pais para o tratamento e os leva a um consultório, onde recebem atendimento integral.

"Mais ou menos temos uma média de dois pacientes por dentista, que são voluntários", indicou Martínez.

"Não podemos abraçar o mundo. Os poucos pacientes que são atendidos recebem atenção integral", insistiu a dentista mexicana estabelecida no Brasil, que assinalou que em seu país já atendem cerca de 40 jovens.

A projeção é fechar o ano de 2011 "com 200" jovens atendidos pelo menos.

A ONG Dentistas do Bem (www.turmadobem.org.br) é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2002 no Brasil pelo dentista Fábio Bibancos.

Seu propósito é tratar de mudar a percepção da sociedade em relação à saúde bucal e promover um maior acesso ao cuidado odontológico.

Atualmente conta com presença em Portugal e em boa parte da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador Peru, Paraguai, Venezuela e México.

Na região há até agora 495 profissionais voluntários e várias centenas de jovens beneficiados, que no mundo todo chegam a 18 mil até o momento.

Laboratórios tiram emagrecedor do mercado

Decisão foi tomada por dois grandes fabricantes da sibutramina no Brasil antes de Anvisa decidir se proíbe ou não a venda do medicamento

Dois dos maiores fabricantes de sibutramina no Brasil já retiraram seus medicamentos do mercado voluntariamente, antes mesmo de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidir se proíbe ou não a venda no País.

O laboratório Abbott, que fabricava o medicamento de referência, optou por retirar o emagrecedor do mercado brasileiro em novembro do ano passado, assim como fez nos EUA.

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Cirurgias devolvem a paciente visão de olho após 55 anos

Paciente de 63 anos sofreu descolamento de retina aos 8 anos; para médicos, resultadão dão 'esperança' para tratamento

Médicos nos Estados Unidos conseguiram recuperar a visão de um homem que passou 55 anos cego em um olho por conta de um descolamento de retina.

O homem, de 63, procurou o hospital oftalmológico New York Eye and Ear Infirmary, com o olho direito avermelhado e reclamando de dor.

Ele havia perdido a visão aos oito anos de idade, quando sua retina descolou em função de uma pedrada.

Segundo relataram os médicos na revista científica " Journal of Medical Case Reports", o olho estava inchado, e apresentava sangramento e alta pressão de fluidos.

Após várias semanas e diversos procedimentos para estabilizar a pressão na área atingida, os médicos perceberam que o homem havia recuperado parte da percepção da luz no olho.

Isto representou um estímulo para tentar a cirurgia de recolocação da retina.

Sucesso

O cirurgião Olusola Olawoye, que realizou a operação, disse que após a cirurgia a visão do olho melhorou a ponto de o paciente conseguir contar os dedos de uma mão à distância de cinco metros.

Um ano depois, os médicos perceberam que a cicatrização do olho estava provocando novos descolamentos de partes da retina. O homem foi submetido a uma segunda cirurgia, também bem-sucedida.

O médico disse acreditar que a pouca "altura" de descolamento da retina tenha contribuído para o sucesso dos procedimentos.

"Até onde sabemos, este é o primeiro relato de recuperação de um paciente com um descolamento traumático de retina", afirmou o médico.

"Não só é um grande resultado para nossos pacientes, como tem implicações para a restauração da visão de outros pacientes, especialmente no contexto de pesquisas com células-tronco que poderiam ser transplantadas para retinas defeituosas a fim de restaurar a visão."

A retina é uma camada fina interna do olho onde as imagens são "focalizadas", interpretadas pelos nervos e levadas para o cérebro.

O descolamento é uma separação desta camada fotossensível, normalmente em função de uma rasgadura, da sua conexão na parte traseira.

Deixado sem tratamento por muitos anos, o descolamento pode resultar em dano permanente à retina, o que torna a operação de reparação sem efeito.

No último mês de abril, pesquisadores japoneses conseguiram criar uma retina sintética a partis de células-mães de camundongos.

Tipo de cirurgia para perda de peso aumenta em 6 vezes o risco de morte


Rick Wilking/Reuters
Técnica. O by-pass gástrico feito com laparascopia é menos perigoso que a cirurgia aberta

Após analisar dados de mais de 105 mil pessoas submetidas a cirurgia para perda de peso, pesquisadores americanos montaram uma lista com os seis fatores que mais aumentam o risco de o paciente morrer antes de receber alta. O estudo foi apresentado nesta semana no congresso da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em Orlando.

O fator que apresentou maior peso foi o tipo de cirurgia realizada. Pacientes submetidos à técnica do by-pass gástrico apresentaram 5,8 vezes mais risco de morrer (mais informações nesta página). O aumento foi de 4,8 vezes quando compararam a cirurgia aberta (na qual é feito um grande corte na barriga) com a laparoscopia - menos invasiva.

Entre os pacientes do sexo masculino e os que não tinham plano de saúde particular, o risco foi cerca de três vezes maior. Aqueles com 60 anos ou mais apresentaram o dobro de risco dos mais jovens. E o risco dos diabéticos foi 1,5 vez maior.


"A cirurgia bariátrica é muito segura, mas podemos fazer mais para melhorar as chances de sobrevivência dos pacientes de alto risco", afirmou o autor principal, Ninh Nguyen, da Universidade da Califórnia em Irvine. Segundo ele, os médicos podem usar esses fatores de risco para ajudar no planejamento pré-operatório e auxiliar os pacientes a entender seu risco individual.


O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, explica que esses fatores de risco já eram conhecidos pelos cirurgiões. Os pesquisadores apenas fizeram uma análise estatística para saber a influência deles.


Cohen ressalta que, embora a banda gástrica ajustável ofereça menos risco - por não haver cortes no estômago -, sua eficácia também é menor e, por isso, ela é menos realizada. A cirurgia aberta - única opção disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) -, é bem mais comum no País que a laparoscopia. "Estimamos que 35% das operações sejam laparoscópicas", afirma Cohen.


Mas o número, diz o médico, deve crescer se os planos de saúde passarem a ter de custear a laparoscopia. O tema está em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


Gênero. No caso dos homens, dois fatores explicam a maior mortalidade, diz o cirurgião Marcos Leão Vilas Boas. "Os homens tendem a acumular mais gordura visceral, que é mais perigosa, e apresentam mais comorbidades, como diabete e hipertensão." Entre os pacientes que não possuem plano, o risco possivelmente é maior porque tendem a ficar mais tempo na fila da cirurgia e, enquanto isso, sua condição de saúde se agrava.


De acordo com Vilas Boas, é preciso deixar claro que, mesmo com os fatores de risco, o índice de mortalidade da cirurgia bariátrica é baixo.


Outro estudo recente mostrou que apenas 1 em cada 1 mil pacientes submetidos à colocação de banda gástrica ajustável por laparoscopia morre. O número sobe para 2 em cada 1 mil no caso dos que fizeram by-pass gástrico por laparoscopia. "Entre aqueles que fizeram o by-pass por meio de cirurgia aberta, morreram 2 em cada 100, ou seja, dez vezes mais", relata.

Estudos anteriores também mostraram que o risco de conviver com as doenças causadas pela obesidade superam os riscos associados à cirurgia bariátrica. Após a operação, pacientes podem aumentar sua expectativa de vida em até 89%.