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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Médicos de MG examinam gêmeas siamesas que nasceram unidas pelo abdome


Divulgação
Crianças nasceram em Timóteo, no Vale do Aço mineiro

Médicos da Santa Casa de Belo Horizonte (MG) acompanham duas meninas que há uma semana nasceram unidas pelo abdome. As gêmeas siamesas foram diagnosticadas como portadoras de "cardiopatia congênita complexa". Embora o hospital não tenha divulgado informações nesse sentido, o pai das meninas (Vitória e Viviane), Renato Bragança, de 23 anos, disse à imprensa local que já foi descartada a possibilidade de procedimento para a separação.

A mãe das gêmeas, uma adolescente de 17 anos, não se submeteu a nenhum exame de ultrassom durante a gestação. As crianças nasceram no último dia 9 no Hospital e Maternidade Vital Brazil São Camilo, em Timóteo, no Vale do Aço mineiro. Na hora do parto, nem os pais e nem o obstetra tinham ideia de que se tratava de um caso de gêmeas siamesas. Após dois dias na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), as crianças foram transferidas para a capital mineira. Sem recursos, os pais não permaneceram em Belo Horizonte.

O boletim médico divulgado no fim da tarde desta quarta-feira (15) pela Santa Casa diz que Vitória e Viviane, no sexto dia de vida, continuavam internadas no CTI-Infantil.

– Portadoras de cardiopatia congênita complexa, mantêm-se estáveis, com respiração espontânea, recebendo oxigênio por cateter nasal e dieta por sonda gástrica, com boa tolerância, apresentando funções fisiológicas preservadas.

As gêmeas, segundo o boletim, estavam sendo acompanhadas diariamente pelas equipes do CTI-Infantil e da Cirurgia Pediátrica do hospital. O comunicado não informa se está descartada uma cirurgia para a separação. A assessoria de comunicação do hospital informou que a instituição não pode divulgar informações sem autorização dos pais. Este caso é o 28º de gêmeos siameses levados para a Santa Casa da capital mineira para avaliação e possível cirurgia.

Crianças francesas comem hambúrguer e são internadas em estado grave

Francois Nascimbeni/AFP
Carne foi produzida na Alemanha, Bélgica e Holanda e processada na França

Elas foram contaminadas por bactérias E.Coli

Seis crianças hospitalizadas na França por uma infecção alimentar por bactérias E.Coli consumiram hambúrgueres elaborados com carne vindas de Alemanha, Bélgica e Holanda. As crianças, a mais nova com 20 meses, ingeriram hambúrgueres descongelados da marca francesa SEB, produzido com carne de animais abatidos nesses países.

De acordo com o diretor geral da SEB, Guy Lamorlette, a carne foi comprada de várias distribuidoras e será necessário esperar os resultados dos exames para descobrir qual está contaminada.

A empresa informou ter retirado os lotes suspeitos, da marca Steak Country, do mercado. As crianças internadas estão em situação grave, mas não preocupante, segundo as autoridades de saúde de Lille, norte da França.

O governo local informou, no entanto, que as infecções não têm relação com o surto de E.Coli que matou 38 pessoas, 37 delas na Alemanha, nos últimos dias.

EUA proíbem expressão "à prova d'água" e adotam fator 15 como mínimo para protetor solar

Produto deve ser reaplicado depois de cada banho - em piscina ou no mar - e durante a prática de esportes ao ar livre


Câncer de pele é o tipo mais comum do Brasil

Os Estados Unidos adotaram novas regras para os protetores solares que serão vendidos a partir de junho de 2012, mas já anteciparam alertas aos consumidores para este verão, que começa, no hemisfério Norte, no próximo dia 21.

O FDA (órgão que regula medicamentos e alimentos no país) decidiu banir as expressões "bloqueador solar", "à prova d'água" e "à prova de suor" das embalagens, por considerá-las como enganadoras. Somente serão considerados como protetores solares os que apresentarem em sua fórmula no mínimo o fator de proteção 15 e também substâncias capazes de qualificá-los como um produto de "amplo espectro".

De acordo com relatório da FDA, o fator de proteção solar (FPS) somente é capaz de diminuir a absorção de raios ultravioletas de ondas médias, os UVB, causadores de vermelhidão na pele exposta ao sol. Porém, o FPS 15 ou superior não são capazes de oferecer proteção contra os UVA, raios de ondas longas. Daí a exigência do FDA da presença dos ingredientes de "amplo espectro" nos protetores solares a partir do ano que vem.

A mudança nos padrões da fórmula e das embalagens de protetores solares se deve ao elevado risco de a exposição ao sol provocar câncer e envelhecimento da pele. Nos EUA, esse é o tipo mais comum de câncer.

A cada ano, 2 milhões de novos casos de câncer de pele, excluídos os de melanoma, são registrados no país. Mais agressivo, o melanoma foi detectado em mais de 68 mil casos de doenças de pele no ano passado, segundo dados da Sociedade Americana de Câncer.

O FDA recomendou fortemente o uso de chapéu e de roupas apropriadas em situações de exposição direta ao sol e também a reutilização do protetor solar a cada 40 minutos ou 80 minutos, dependendo da qualificação. A reaplicação deve ser feita depois de cada banho - em piscina ou no mar - e durante a prática de esportes ao ar livre, porque o contato com a água e com o suor diminui a ação dos protetores.

Mulher é suspeita de jogar recém-nascido de janela de hospital em Minas Gerais

Mulher disse que não sabia que estava grávida e se assustou ao ver a criança

Uma jovem de 19 anos, que estava grávida de 24 semanas e cujo recém-nascido foi encontrado supostamente após ser jogado pela janela, foi presa em flagrante na quinta-feira (16), suspeita de homicídio. Na noite de quarta-feira (15), ela deu à luz no banheiro da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do bairro São Pedro, em Juiz de Fora (MG). As informações são do Hoje em Dia.

O recém-nascido, do sexo masculino, foi encontrado por um vigia do lado de fora da unidade. A criança sofreu uma queda de aproximadamente 2 m de altura.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher alega que não sabia que estava grávida e se assustou ao ver o recém-nascido, colocando-o no parapeito da janela. Mas a diretora clínica da UPA, Marina Carvalho Ferreira, revelou que pelos ferimentos, o bebê teria sido arremessado.

Uma médica da UPA chegou a socorrer a criança e tentou reanimá-la. Após o diagnóstico, foi constatado que o feto apresentava hipotermia, suspeita de traumatismo craniano e fratura no membro inferior direito. Em estado grave, a criança foi transferida para a UTI do Hospital João Penido e faleceu ainda na noite de quarta-feira.

A polícia chegou a dar voz de prisão para a mulher, mas devido ao seu estado de saúde, ela foi transferida para a Maternidade Therezinha de Jesus e teve alta às 10h de quinta-feira.

A jovem teria saído sozinha da cidade de Mercês, distante 134 km de Juiz de Fora, com dores abdominais e hemorragia. Ela deu entrada na UPA por volta das 16h de quarta-feira e foi internada. Os médicos levantaram a possibilidade de a mulher estar grávida, mas ela teria negado.

Segundo a diretora clínica, a mãe pediu para ir ao banheiro pouco tempo depois de os médicos solicitarem o exame de ultrassom de emergência, por volta das 20h, que seria feito em outro hospital. Os funcionários da unidade desconfiaram da demora e foram procurar a paciente. Quando a encontraram, perceberam que ela já havia dado à luz a criança, que não foi localizada.

A polícia foi acionada e o recém-nascido foi encontrado do lado de fora da UPA. Os médicos acreditam que o bebê tenha ficado ao relento por cerca de uma hora. Após receber alta, a mulher prestou depoimento na delegacia de Polícia Civil. Em seguida, foi levada para a penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.

Assista ao vídeo:


http://noticias.r7.com/cidades/noticias/mulher-e-suspeita-de-jogar-recem-nascido-de-janela-de-hospital-em-minas-gerais-20110617.html

Governo amplia indicação de antiviral

Para conter gripe suína, Ministério da Saúde recomenda uso do oseltamivir aos primeiros sintomas de gripe; País registra quarta morte

Diante da chegada do inverno e da tendência de surgimento de novos casos de infectados pelo vírus H1N1, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação do uso do antiviral oseltamivir entre pacientes com gripe. Agora, todos que apresentem fatores de risco devem tomar o remédio aos primeiros sinais da doença. Ontem, o Rio Grande do Sul confirmou a quarta morte neste ano.

"Essas pessoas não devem esperar os sintomas se agravarem ou a confirmação laboratorial", avisou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Além disso, qualquer pessoa que apresente sinais de síndrome respiratória aguda deve tomar a droga - independentemente de quando os primeiros sintomas apareceram. Pela recomendação anterior, o início do tratamento era permitido apenas até 48 horas contadas a partir dos primeiros sinais da infecção.

Moradores de instituições fechadas, como asilos, e portadores de doenças crônicas que não foram vacinados deverão também tomar o remédio quando tiverem contato com outra pessoa infectada.

Embora descarte a possibilidade de uma epidemia, Barbosa reconhece o risco de aparecimento de pequenos grupos com pessoas infectadas pelo vírus em pontos isolados do País. Neste ano foram registrados 10 casos graves no Rio Grande do Sul. Ontem, mais uma morte foi notificada no Estado, aumentando para quatro o número de casos fatais em 2011. Além disso, outras 19 infecções foram identificadas no Acre, nenhuma delas grave.

"Houve casos isolados no Chile, México e Venezuela. Não descartamos a possibilidade de que no Brasil haja pacientes com a infecção que não foram identificados", disse Barbosa.

A nova recomendação, feita depois de discussão com médicos especialistas, foi apresentada para representantes de Estados e municípios. Secretarias locais foram aconselhadas a fazer um levantamento dos estoques do remédio. Caso seja necessário, o ministério fará um novo envio para repor estoques.

No caso de pacientes atendidos em instituições particulares, o medicamento poderá ser retirado em unidades da Farmácia Popular mantidas pelo governo, desde que seja apresentada a receita médica.

De acordo com o secretário, o estoque de oseltamivir no Brasil é considerável. Cerca de 70% do produto disponível deverá vencer entre 2013 e 2015. Negociações para que o estoque seja renovado pelo fabricante já começaram. "É praxe em compras grandes que a troca seja feita, para evitar perdas para o País."

Barbosa afirmou que o formato adotado agora no Brasil na indicação do antiviral já é usado em países como Chile, Estados Unidos e Canadá. A tese de que a distribuição mais flexível do oseltamivir pode facilitar a resistência do H1N1 à droga foi rebatida pelo secretário. "O remédio está disponível para tratar casos de risco. Se esse raciocínio fosse adotado, não daríamos também antibiótico para nenhum paciente, pois o uso também pode aumentar a resistência."

Epidemia. O auge da epidemia de gripe suína foi em 2009, quando o Brasil registrou 46,1 mil casos graves e 2.051 mortes. Em 2010, 89,5 milhões de brasileiros foram vacinados e o número de casos caiu drasticamente: foram 801 graves e 104 mortes. Em 2011, o vírus H1N1 foi incluído na composição da vacina utilizada na campanha, que teve cobertura de 81,5%.