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sábado, 18 de junho de 2011

Infecção vaginal por fungo

A infecção vaginal por fungos é uma infecção normalmente causada pelo fungo Candida albicans.

Candida, mancha fluorescente  Foto ADAM

Este filme microscópico (identificado na figura) mostra uma mancha fluorescente de Cândida. A Cândida é uma levedura (fungo) que causa doenças brandas, mas em indivíduos imunodeficientes, pode provocar enfermidades fatais.
Nomes alternativos
Infecção por fungos – vagina; Candidíase vaginal; Monilíase vaginal
Causas, incidência e fatores de risco
A maioria das mulheres terá uma infecção vaginal em algum período da vida. O Candida albicans é um tipo comum de fungo. É frequentemente presente em pequenas quantidades na vagina, na boca, no trato digestivo e na pele. Geralmente, não causa doença nem sintomas.
O Candida e muitos outros germes ou micro-organismos habitam normalmente a vagina em estado de equilíbrio. Entretanto, quando a vagina desenvolve algumas condições favoráveis, o número de Candida albicans aumenta, originando a infecção.


Algumas dessas condições favoráveis incluem:

  • Antibióticos usados para tratar de outras infecções, que alteram o equilíbrio natural entre os organismos na vagina ao reduzir a quantidade de bactérias protetoras
  • Gravidez, sofrer de diabetes, ou obesidade – todas essas situações criam condições que facilitam o aumento dos fungos

A candidíase vaginal não é uma doença sexualmente transmissível (DST). Entretanto, um pequeno número de homens desenvolvem sintomas como coceira e erupções no pênis após relações sexuais com uma parceira infectada.
Apresentar muitas infecções vaginais por fungos pode ser um sinal de outros problemas de saúde. Outras infecções vaginais e secreções podem ser confundidas com a candidíase vaginal.
Infecções que se repetem logo após o fim de um tratamento ou uma infecção por fungos que não responde a nenhum tratamento pode ser um sinal prévio de infecção do vírus HIV.
Sintomas
  • Secreção vaginal anormal
  • Secreção branca que varia de levemente líquida a grossa e encorpada (similar ao queijo cottage)
  • Dor na relação sexual
  • Dor ao urinar
  • Inchaço e vermelhidão da vulva
  • Coceira e queimação na vagina e nos lábios vaginais

Exames e testes
Será realizado um exame pélvico. Ele pode mostrar um inchaço (inflamação) na pele da vulva, na vagina ou no colo uterino (cérvix). O médico pode encontrar placas brancas e secas na parede vaginal.
Uma quantidade de secreção vaginal é examinada usando-se um microscópio (exame chamado citologia vaginal e teste do KOH). Esses testes comprovam o Candida.
Às vezes, uma cultura é feita quando a infecção não desaparece com tratamento ou quando ela retorna muitas vezes.
O médico também pode optar por testes para averiguar outras causas para os sintomas.
Tratamento
Existem apresentações de medicamentos para infecções vaginais por fungos tanto em cremes vaginais quanto em supositórios.
O seu médico pode indicar miconazol, clotrimazol, tioconazol e butoconazol. Não interrompa o tratamento só porque os sintomas desapareceram. É necessário um ciclo de 3 a 7 dias, dependendo do medicamento. Se os sintomas forem mais graves ou houver muitas recorrências desta infecção, poderá ser necessário um ciclo mais longo, de até 14 dias.
Algumas mulheres que apresentam a infecção por fungos recorrentemente podem precisar ministrar o supositório vaginal de clotrimazol ou uma dose oral de fluconazol semanalmente para evitar futuras infecções.
Para auxiliar na prevenção e no tratamento do corrimento vaginal:

  • Mantenha sua área genital limpa e seca. Evite sabonetes e lave-se somente com água. Banhos de assento mornos, mas não quentes, podem aliviar os sintomas
  • Evite o uso de ducha vaginal. Embora muitas mulheres sintam-se mais limpas se utilizarem a ducha após a menstruação ou após relações sexuais, ela pode na verdade piorar o corrimento vaginal, pois remove a camada bacteriana saudável que protege a vagina de infecções
  • Consuma iogurte probiótico ou use tabletes de Lactobacillus acidophilus quando estiver sob o uso de antibióticos para prevenir a infecção por fungos
  • Use preservativos para evitar pegar ou passar doenças sexualmente transmissíveis
  • Evite o uso de qualquer produto de higiene íntima feminina
  • Evite vestir calças ou shorts apertados, que podem causar irritações
  • Use roupas íntimas de algodão ou meias-calças com forro de algodão. Evite roupas íntimas feitas de seda ou nylon, pois esses materiais não são muito absorventes e restringem a passagem de ar. Isso leva ao aumento de suor na região genital, provocando uma irritação
  • Prefira absorventes externos aos internos
  • Se for diabética, mantenha sua glicemia controlada

Evolução (prognóstico)
Os sintomas geralmente desaparecem completamente com o tratamento adequado.
Complicações




Infecção secundária


Infecções crônicas ou recorrentes podem surgir quando não há tratamento adequado, quando há reinfecção ou quando há uma outra doença subjacente.
Pode ainda ocorrer uma infecção secundária. Coçar-se intensamente ou por muito tempo pode causar fissuras na pele da vulva, o que aumenta as chances de uma infecção.
Ligando para seu médico
Marque uma consulta com seu médico se:

  • Esta for a primeira vez em que há sintomas de candidíase genital
  • Há suspeita de infecção por fungos
  • Os sintomas não desaparecerem após o uso de cremes vaginais
  • Surgirem outros sintomas

Prevenção
Evite hidratação persistente e excessiva na região genital optando por roupas íntimas ou meias-calças com forro de algodão e calças largas. Evite usar roupas de banho ou roupas para exercícios por períodos longos e lave-as após o uso.

Cistite ou infecção urinária?

Entenda as diferenças e aprenda como prevenir e tratar os dois problemas


Na hora da dor, os sintomas são iguais. Cistite e infecção urinária, porém, não são sinônimos. Comuns entre as mulheres, as duas doenças provocam dor, desconforto e ardência ao urinar.

Saber diferenciar os sintomas evita a evolução do problema e o uso inadequado de medicação.

Alex Meller, urologista do Hospital Santa Paula, em São Paulo, pontua a diferença entre as duas: a cistite, segundo o especialista, é uma inflamação da bexiga. Ela provoca dores, vontade de urinar, mas os sintomas são menos severos. Quando diagnosticada logo no começo, é possível bloquear o problema com a ingestão de bastante água, e o uso de analgésicos para tratar a dor.

“Ao primeiro sintoma de dor, é importante tomar bastante líquido. A cistite alerta que a bexiga está irritada. Analgésicos específicos para aliviar ardência na via urinaria devem resolver o problema em 24 horas.”

A lista de causas da cistite é vasta e bem variada. Baixa hidratação ou consumo abusivo de café e refrigerantes, por exemplo, podem desencadear o problema. Meller esclarece que essas bebidas liberam uma substância ácida na urina, que provoca a irritação da bexiga.

“O abuso dessas bebidas eleva a acidez da urina e inflama a bexiga. Essa reação provoca a sensação de incontinência. Urinar mais vezes não é o problema, mas urinar com dor é alarmante.”

Respeitar a vontade de urinar, mesmo com os sintomas da cistite, é importante para evitar que o problema evolua, explica o urologista. Ele comenta que é comum as pessoas segurarem a urina para evitar a dor. “Quem tem cistite não urina direito, tem medo de sentir a dor e acaba ficando mais propensa a infecção.”

Uma cistite não tratada é uma das portas de entrada de bactérias para o sistema urinário. A anatomia da mulher favorece a contaminação. Rogério de Fraga, chefe do departamento de urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que a uretra da mulher é mais curta e a abertura está localizada em uma região tipicamente colonizada por bactérias.

Beber água e fazer xixi com frequência é bom para evitar os dois problemas

Xixi a cada três horas

Já a infecção urinária, explica Fraga, é provocada pela chegada dessas bactérias até a bexiga. Em muitos casos, a cistite pode evoluir para uma infecção. “A bexiga já fragilizada fica mais vulnerável ao avanço das bactérias.”

O especialista revela que a cada quatro horas a população de bactéria na região genital é duplicada. A evolução é rápida, mas a forma de prevenção é simples. É fundamental urinar a cada três horas. “A urina lava a bexiga, recicla as bactérias e blinda o sistema urinário. Urinar muitas vezes ao longo do dia e beber muita água mantém a doença distante.”

Antigamente apelidada como 'doença da Lua de Mel', a cistite também pode aparecer após a relação sexual. Os médicos explicam que o atrito do pênis na vagina irrita a uretra, provocando a sensação de ardência e dor. Uma recomendação dos especialistas para evitar o problema é simples: depois do sexo, dar um pulinho no banheiro e urinar. “O pênis também é um condutor de bactérias para a bexiga. A urina lava o canal, a bexiga e elimina as bactérias que entraram.”

Raio-X de bactérias

Para tratar a infecção é preciso realizar exames de urina com cultura de bactérias, esclarece Alex Meller, urologista do Hospital Santa Clara. “A paciente precisa procurar um atendimento e realizar exames de cultura. Não há como indicar um medicamento sem saber que tipo de bactéria está provocando a infecção. Sem esse ‘raio-x’, o tratamento pode ser inútil.”

O uso inadequado de antibióticos além de não tratar o foco da doença, faz com que as bactérias criem resistência à medicação. No Brasil, segundo o médico, um dos remédios mais potentes para tratar esse tipo de doença, por conta do uso incorreto, já enfrenta a resistência de bactérias em 20% dos casos.

“Em muitos hospitais o atendimento é feito sem critérios. Recomendar um remédio mais fraco que a bactéria não elimina os sintomas, e indicar um medicamento muito mais forte que o necessário para o caso faz com que esse medicamento perca potência. A bactéria cria resistência ao longo do tempo e deixa de reagir ao remédio.”

Alternativas

A cistite ataca de 15 a 20% da população feminina no mundo. Ao longo dos anos, os números não aumentaram, embora o conhecimento sobre a doença, na avaliação dos médicos, sejam ainda bem confuso.

A mulher moderna tem mais relações sexuais, e, na correria do dia-a-dia, menos tempo para se preocupar com alimentação balanceada e hidratação constante. Rogério de Fraga, especialista em urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, revela que do ponto de vista médico, a incidência das doenças passam a ser preocupantes quando ultrapassam de três episódios ao ano.

A proteção e as causas, para as duas doenças, estão diretamente ligadas. De acordo com os médicos, a prisão de vrente, a baixa imunidade, o pouco consumo de água e a menopausa desencadeiam os dois problemas. O intestino com funcionamento irregular contribui para a proliferação de bactérias e a contaminação do sistema urinário.

Cranberry: o suco da frutinha ajuda a proteger o trato urinário

Frutinha protetora

Nos Estados Unidos, uma medida de prevenção para casos em que a infecção urinária é crônica, é beber suco de cranberry – aqui no Brasil ela se chama oxicoco e é uma parente do mirtilo. Alex Meller revela que a fruta elimina na urina uma substância que paralisa as bactérias, e tem o poder de controlar o desenvolvimento delas na bexiga. Por aqui a bebida pode ser encontrada em lojas de produtos importados ou naturais. Além do suco, há no mercado um imonomodulador para tratar infecções severas. Meller explica que o medicamento é recomendado para a prevenção. Ele aumenta a imunidade do tecido da mucosa, protegendo a bexiga.

O urologista alerta, no entanto, para o cuidado com problemas crônicos. Na visão dele, casos agudos, repetidos em um intervalo curto de tempo, precisam ser acompanhados com atenção. Embora seja mais difícil de acontecer, uma bactéria resistente pode sim, evoluir, alcançar os rins, e contaminar o sangue. “A infecção que começou na urina, quando chega o sangue, torna-se generalizada. As implicações são graves e, muitas vezes, irreversíveis.”

Remédio de cistite e infecção urinária, só receitado pelo médico

“Algumas preferem ouvir a comadre ao especialista e colocam a saúde em risco”, diz expert em antibióticos

Pesquisas mostram que bactérias estão cada vez mais resistentes ao uso de antibióticos

As mulheres não são iguais. As infecções também não. Por este motivo, afirmam os médicos, o remédio que ajuda uma pode ser um veneno para a outra.

Só quem pode avaliar e prescrever a melhor droga é o médico mas, ainda assim, a receita da “vizinha” pode ter mais influência do que a do especialista.

A regra vale para qualquer doença, mas nas infecções urinárias e problemas ginecológicos a troca de medicamentos entre amigas e parentes é muito frequente. A população feminina ainda tem muita vergonha de falar, mesmo com o ginecologista, sobre corrimentos, cheiros, secreções e alterações na vagina. Essa dificuldade é o primeiro passo para a automedicação.

Segundo a ginecologista do Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, Elsa Gay, a anatomia da mulher favorece muito mais as infecções e o cultivo de bactérias do que a dos homens.

“Nelas, é tudo muito fechado, úmido, o ambiente ideal para a ação de agentes infecciosos”, diz Elsa. Se o estresse ainda fizer parte do cenário, o sistema imunológico fica mais frágil, favorecendo doenças como a cistite, infecção urinária e corrimento.

Por mais que sejam recorrentes, estes problemas sempre exigem a visita ao médico. E mais: só porque um remédio foi usado com sucesso em uma primeira infecção não significa que ele pode ser usado novamente na próxima. Em hipótese nenhuma, reforça o infectologista e professor de residentes em medicina, Ricardo Tapajós, a medicação pode ser indicada entre amigas ou de mãe para filha, com o risco de que uma doença seja mascarada e tenha o diagnóstico tardio.

Um outro problema é que a classe terapêutica mais usada para tratar problemas ginecológicos é a dos antibióticos. Se usados indevidamente, eles fazem com que as bactérias fiquem fortalecidas – a chamada resistência bacteriana. Assim, não respodem mais à droga e o arsenal para tratamento fica reduzido.

Para Tapajós, professor de “Antibioticoterapia” do SJT – Preparatório para Residência Médica –, a responsabilidade pela cultura de automedicação é dos médicos e da população. Leia os trechos da entrevista concedida ao iG Saúde.

iG: São incontáveis os e-mails recebidos na redação de pessoas, especialmente mulheres, relatando a automedicação com antibióticos para tratar problemas de infecção urinária e também corrimento. Este tipo de postura pode acarretar quais danos à saúde?
Ricardo Tapajós: O que pode acontecer? Tudo: o antibiótico pode estar errado para o caso, e a consequência ser uma piora do caso clínico, com dano ao paciente. Ou o antibiótico pode estar correto, mas ter efeitos colaterais para quem o toma. Há interações (entre antibióticos e outros remédios) potencialmente perigosas, há limitação de usos de alguns antibióticos para crianças, ou gestantes, ou pacientes com determinadas condições hepáticas ou renais. Pode ainda acontecer do paciente não precisar de fato de um antibiótico e o uso ser completamente errado e descabido. Não podemos esquecer das consequências para a sociedade como um todo: o uso indevido e indiscriminado gera resistência bacteriana, o que afeta toda a sociedade, já que começam a circular bactérias mais resistentes.

iG: A dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde e a demora para conseguir consulta com especialistas também são razões que motivam a automedicação?
Ricardo Tapajós: O acesso dos pacientes aos serviços de saúde deve ser em tempo real, de acordo com a necessidade. Em muitos caso não adianta ter consulta marcada para daqui a 3 meses. Pode haver, sim, portanto, uma necessidade percebida da população se automedicar. Entretanto, de maneira nenhuma isso serve de justificativa para esse péssimo hábito.

iG: Na sua avaliação, a prescrição é indiscriminada por parte dos profissionais ou falta os especialistas alertarem mais sobre o uso indiscriminado de antibióticos?
Ricardo Tapajós: O médico é um profissional que necessita estar capacitado para qualquer função que irá exercer, inclusive a de prescrever antibióticos corretamente. A sociedade tem o direito de esperar que médicos prescrevam corretamente. Aparecem sempre antibióticos novos e novos usos para antibióticos antigos. O médico precisa sempre se atualizar, isso se chama educação médica continuada. Ela é importantíssima para a prática médica e, portanto, para a sociedade como um todo.

iG: Na sua experiência, quais são os sintomas ou doenças que mais acarretam prescrição errada ou automedicação de antibióticos?
Ricardo Tapajós: As infecções de vias aérea superiores, como dor de garganta, otite, sinusite e bronquite. Muitas dessas doenças são virais e não requerem uso de antibióticos. Entretanto, parece quer o paciente, ou a mãe da criança esperam que o médico prescreva um antibiótico. Se ele adequadamente não prescreve, talvez elas prefiram (erradamente) ouvir a comadre ou a vizinha e mesmo assim usá-los. Neste contexto, uma boa relação médico-paciente é indispensável para a boa prática médica.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/remedio+de+cistite+e+infeccao+urinaria+so+receitado+pelo+medico/n1596992580027.html

Reposição hormonal é segura em curto prazo, diz estudo

Mulheres saudáveis e no início da menopausa podem driblar os principais sintomas com o tratamento hormonal

Adequada às necessidades individuais, as maiores beneficiadas do tratamento seriam mulheres entre 50 a 59 anos

A terapia de reposição hormonal, quando adequada às necessidades individuais de cada mulher, parece ser segura durante a menopausa. Os dados são de um relatório revelado na última semana, no Congresso Mundial da Menopausa, em Roma.

“A evidência é bastante convincente de que mulheres jovens e saudáveis se beneficiam do tratamento de diversas formas”, disse Roger Lobo, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Columbia, em Nova York, e membro de um grupo de trabalho que atualizou as diretrizes de reposição hormonal da Sociedade Internacional da Menopausa.

“Acho que a descoberta mais importante é que a principal indicação para a reposição hormonal são os sintomas”, disse Lobo. Ele explica que o termo “mulheres jovens” se refere à faixa etária de 50 a 59 anos, no início da menopausa.

As recomendações provavelmente ajudarão a por fim à controvérsia surgida em 2002, com base em um relatório alarmante da grande pesquisa americana Women’s Health Initiative (WHI). Tal estudo, que teve início com um ensaio de prevenção de doenças cardíacas, concluiu que a reposição hormonal não protegeu o coração, além dos riscos terem superados os benefícios na prevenção de doenças crônicas.

Mas, ao revisar a terapia de reposição hormonal e evidências adicionais, o grupo de especialistas em menopausa concluiu que este tipo de tratamento geralmente é seguro para a maioria das mulheres que se encontram na menopausa.

Além disso, ao aliviar sintomas incômodos da menopausa, como ondas de calor e secura vaginal, Lobo diz que a reposição hormonal melhora a qualidade de vida e a sexualidade. Os autores ressaltam que o tratamento também pode ajudar a evitar a osteoporose e o câncer de cólon.

“E, nestas mulheres com menos de 60 anos, realmente existem evidências de benefícios também ao coração”, disse Lobo.

Como a reposição hormonal é um tratamento altamente individualizado, os autores dizem que a decisão da mulher de dar início ou de continuar o tratamento deve ser discutida com o médico.

As recomendações atualizadas, publicadas no periódico Climacteric, também encorajam as mulheres em terapia de reposição hormonal a revisar a decisão a cada ano juntamente com o médico, interrompendo a mesma ocasionalmente para verificar se os sintomas retornam. Recomenda-se a utilização em curto prazo, somente durante o período necessário para alívio dos sintomas, e na dosagem mais baixa possível.

Uma das razões para a reversão é que a idade média das participantes do estudo anterior era de 63 anos, que é geralmente após o final dos sintomas e também um momento incomum para iniciar a reposição hormonal.

“A reposição hormonal ainda é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores (como as ondas de calor) e para a atrofia urogenital (incluindo a secura vaginal)”, informa o relatório.

“Outras queixas em relação à menopausa, como dores musculares e nas articulações, alterações de humor, distúrbios de sono e disfunção sexual (como a redução de libido) podem apresentar melhoras durante a reposição hormonal”, complementaram os autores.

Outras descobertas
Possíveis riscos e efeitos colaterais aumentam com a idade, dizem os especialistas. Por isso, muitos anos após o final da menopausa as mulheres devem ser especialmente cautelosas, mesmo que para muitas delas a terapia hormonal em longo prazo possa ser segura, diz Lobo.

A reposição hormonal combinada, incluindo estrógeno e progesterona, aumenta levemente o risco de câncer de mama. Mulheres com histórico familiar da doença não deveriam fazer o tratamento.
Mulheres acima dos 60 anos, que sofrem um risco maior de AVC com a reposição hormonal, podem considerar o uso do patch hormonal transdérmico, que não está associado a riscos elevados de AVC.
Mulheres que já passaram por uma histerectomia podem se beneficiar da reposição hormonal com a redução do risco de doenças cardíacas.

Elizabeth Poynor, ginecologista oncologista do Lenox Hill Hospital, de Nova York, que está familiarizada com o estudo, da sua opinião favorável ao mesmo: “Estamos fechando o círculo em relação à reposição hormonal. Estamos percebendo que, para algumas mulheres, ela realmente traz benéficos. No início, o tratamento era prescrito para todas as mulheres, depois passamos a não mais indicá-lo (após as descobertas de 2002) e agora chegamos à individualização, que é a forma correta de utilizá-lo”.

Ela complementa: “A reposição hormonal definitivamente não é um tratamento padrão, por isso gostei dos resultados deste estudo”. A Sociedade Internacional da Menopausa financiou o estudo e não recebeu recursos de fontes externas.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/reposicao+hormonal+e+segura+em+curto+prazo+diz+estudo/n1597029333575.html

Hoje é dia de vacinação em todo o País

Crianças devem ser vacinadas contra a pólio. Em oito Estados, a vacinação contra sarampo foi adiantada e também começa hoje

Hoje crianças menores de 5 anos devem receber a primeira dose da vacina contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil. Ao todo, 115 mil postos em todo o país funcionam das 9h às 17h. Além das unidades permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também vão receber postos móveis.

Além disso, em oito Estados do Brasil a campanha de vacinação contra sarampo foi adiantada e também começa hoje. A campanha estava marcada para ocorrer, em todo o país, na segunda etapa da vacinação contra a paralisia infantil, dia 13 de agosto.

Contudo, com a proximidade das férias de meio de ano e um surto de sarampo na Europa, que desde o início do ano já tem mais de 6,5 mil casos suspeitos notificados, fez com o que o Ministério da Saúde, juntamente com Estados e municípios, antecipasse a ação em áreas prioritárias.

Os Estados em que a campanha foi antecipada são São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas. Eles têm maior fluxo turístico e maior densidade populacional, o que dificulta operações efetivas de vacinação em caso de surtos e são locais com menores coberturas da vacina tríplice viral nos últimos anos. Nesses locais, todas as crianças entre um ano e menores de sete anos devem tomar a vacina, mesmo que já tenham sido vacinadas antes.

Em nota no site do Ministério da Saúde, o ministro Alexandre Padilha afirma que a intenção é proteger as crianças dos casos que podem chegar de fora do País. “No nosso país, hoje, muita gente viaja, por exemplo, daqui para a Europa e da Europa para cá. Este ano, tivemos 11 casos de brasileiros que vieram de fora e começaram a apresentar sintomas e foram diagnosticados aqui, no Brasil."

A meta do governo é vacinar 95% do público-alvo – 14,1 milhão de crianças contra a poliomielite e 17 milhões contra o sarampo. As duas campanhas - contra a pólio e contra o sarampo - seguem até 22 de julho.