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sábado, 18 de junho de 2011

Urologista também pode atender mulheres; conheça os problemas mais comuns

Grande número de pessoas pensa erroneamente que o urologista é um médico que atende somente homens. Na verdade, a especialização deste profissional é no aparelho gênito-urinário, o que inclui as doenças que atingem rins e bexiga de mulheres e homens, adultos, idosos e crianças.


Segundo o médico Caio Cintra, professor assistente de urologia da Faculdade do ABC, assim como os homens, as mulheres podem sofrer alterações no sistema urinário durante a gravidez, no parto e quando chegam à menopausa.

As infecções urinárias simples, também chamadas de cistites, e a incontinência urinária são problemas que afetam ambos os sexos. “Grande parte das mulheres brasileiras sofrem ou já sofreram com ‘problemas urinários’, mas muitas vezes não sabem qual profissional procurar”, sustenta Cintra.

Problemas mais comuns

Abaixo o especialista esclarece alguns dos problemas urinários mais comuns entre as mulheres e que devem ser tratados por um urologista:

- Cistite intersticial: também chamada de síndrome da bexiga dolorosa, é a inflamação crônica da bexiga, geralmente muito intensa, que acomete principalmente mulheres com idade de 20 a 60 anos. Sua causa ainda é desconhecida.

- Infecção urinária: é caracterizada pela presença de micro-organismos na urina, o que leva à inflamação das vias urinárias e, em casos mais graves, dos rins. A infecção pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos que se multiplicam ao redor da uretra e conseguem atingir a bexiga.

- Incontinência urinária de esforço: é uma doença caracterizada pela perda involuntária de urina. É um problema de saúde comum entre mulheres de meia idade e idosas. Cerca de 30% da população feminina terá incontinência urinária depois dos 60 anos. A incontinência urinária pode ser decorrente de um enfraquecimento da musculatura da pelve (bexiga caída) ou por um mau funcionamento da bexiga.

- Bexiga hiperativa: Transtorno conhecido como a vontade excessiva de ir ao banheiro e que provoca nas pessoas uma vontade incontrolável de urinar. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente duas mulheres para cada homem possuem o quadro da doença. Uma pessoa com bexiga hiperativa pode também desenvolver incontinência urinária, problemas de pele e infecções urinárias.

Aprenda a lidar com a enxaqueca

Mudanças no estilo de vida ajudam a lidar com a dor sem remédios


A enxaqueca geralmente causa uma dor devastadora em um lado da cabeça. Outros sintomas podem incluir náusea, problemas de visão e alta sensibilidade ao som e à luz.

Enquanto seu médico pode prescrever um remédio para prevenir ou melhorar os sintomas da enxaqueca, o site do governo norte-americano sobre saúde da mulher, Womens Health, aconselha mudanças no estilo de vida para afastar esses episódios de dor.

O site oferece algumas sugestões:

- Aprenda qual é o gatilho da sua enxaqueca e limite esses fatores o máximo possível
- Vá para a cama e acorde no mesmo horário todos os dias, independente do dia da semana
- Não pule refeições e prefira alimentos saudáveis e nutritivos
- Exercite-se regularmente
- Corte cafeína e álcool

http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/aprenda+a+lidar+com+a+enxaqueca/n1597034862524.html

Você sabe o que é poliomielite?

Conhecida como paralisia infantil, pode provocar fraqueza muscular permanente, paralisia e deixar sequelas. Vacinação é essencial

Foto: ABr/Wilson Dias
Criança é vacinada contra paralisia infantil durante campanha no ano passado: prevenir é preciso

Hoje as crianças menores de 5 anos devem receber a primeira dose da vacina contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil. É apenas a etapa inicial que colabora com a erradicação da doença no Brasil. A segunda dose da vacina será aplicada a partir do dia 13 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, a criança só fica completamente protegida após receber as duas gotinhas previstas.

Crianças com febre acima de 38 graus Celsius ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de procurar os postos de saúde. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores das vacinas.

A meta do governo é vacinar 95% do público-alvo. Felizmente pais e responsáveis têm contribuído para o sucesso das campanhas de vacinação.

A poliomielite, como define o Manual Merk de Informação Médica, é uma infecção viral contagiosa, por vezes mortal, que pode provocar fraqueza muscular permanente, paralisia e outros sintomas.

É causada pelo poliovírus, um enterovírus transmitido ao se engolir substâncias contaminadas pelo vírus. A infecção estende-se do intestino às partes do cérebro e à medula espinhal, que controlam os músculos.

No início do século 20, a pólio era uma doença frequente e temível. Atualmente, devido aos programas de vacinação, os surtos praticamente desapareceram. Dados do Ministério da Saúde apontam que os últimos casos de paralisia infantil nas Américas ocorreram no Brasil em 1989 e no Peru em 1991. Oficialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a poliomielite erradicada das Américas em 1994 e da Europa em 1999. Mas ainda há circulação de poliovírus em países da África e Sudeste Asiático.

“Erradicação não significa que a doença não exista mais, apenas que está sob controle. Por isso as crianças devem continuar sendo vacinadas”, diz Maria Amélia dos Santos, diretora da Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite (ABRASPP), ela própria vítima de poliomielite.

Sequelas
Cerca de 50% das pessoas com poliomielite se recuperam sem paralisia, 25% apresentam incapacidade leve e 25% têm paralisia permanente grave. Porém, alguns portadores da doença, incluindo os que aparentemente se recuperaram por completo, apresentam retorno ou deterioração da fraqueza motora 15 ou mais anos depois de terem sofrido um ataque de pólio – trata-se da Síndrome Pós-Poliomielite, que pode levar a invalidez permanente.

“Nasci em Portugal e vim para o Brasil com três meses. Aos 10 meses já estava andando. De repente, parei de andar. Meus pais me levaram ao médico e foram levantadas inúmeras hipóteses, até eu ser diagnosticada com poliomielite. Usei aparelho ortopédico, muleta e passei por 14 cirurgias. Depois de algum tempo, aparentemente me recuperei e segui minha vida normalmente”, conta Maria Amélia, da ABRASPP.

Aos 48 anos, no entanto, ela foi perdendo os movimentos de novo. “Os médicos achavam até que era psicológico”. Na verdade era a Síndrome Pós-Pólio se manifestando. “Mudou tudo na minha vida. Reduzi em 60% a velocidade com que fazia as coisas e até as torneiras de casa tive de trocar por não ter força para abri-las”, revela Maria Améria, hoje com 56 anos.

Mesmo com a doença sob controle no Brasil, ela faz um apelo aos pais para que vacinem seus filhos: “Continuem alerta. Cuidem de suas crianças”.

Quer recuperar o sono perdido? Esqueça o fim de semana

Estudo mostra que final de semana não é suficiente para recuperar sono perdido durante o dia

Até mais tarde: dormir a mais no fim de semana não compensa o sono perdido durante os dias úteis

Quem dorme somente seis horas por noite durante a semana de trabalho irá precisar de mais do que o final de semana para recuperar-se dos efeitos cumulativos desta leve privação de sono, é o que mostra um novo estudo americano.

Pesquisadores também constataram que as mulheres conseguem lidar melhor com a perda, além de também se recuperarem melhor.

“O hábito comum de estender o sono no final de semana depois de uma semana atribulada de trabalho não é adequado para reverter os efeitos cumulativos sobre as funções cognitivas resultantes desta leve privação de sono”, disse Alexandros N. Vgontzas, professor de psiquiatria e titular da cadeira de transtornos do sono da Faculdade de Medicina do Estado da Pensilvânia (EUA) e principal pesquisador do estudo, em um boletim da Academia Americana de Medicina do Sono.

Os 34 participantes de estudo, todos com idade média de 25 anos e sem problemas de sono, foram instalados em um laboratório do sono por um período de 13 noites, passando por medições periódicas de sonolência e desempenho. Os participantes puderam dormir por um período de 8 horas nas primeiras quatro noites para serem avaliados quando ao funcionamento normal do organismo. Nas seis noites seguintes eles puderam dormir por apenas seis horas por noite e, em seguida, tiveram três noites de “recuperação” com 10 horas de sono a cada noite.

Os resultados do estudo, apresentados esta semana durante o encontro da Associação das Sociedades Profissionais do Sono, em Minneapolis, revelaram que após uma semana de restrição de sono, duas noites mais longas não são o suficiente para reverter por completo os efeitos adversos da perda de sono. Tanto os homens quanto as mulheres apresentaram queda significante de desempenho em testes psicomotores, além de sonolência subjetiva e objetiva.

O estudo, porém, revelou que as mulheres apresentaram uma melhor recuperação que os homens. Segundo a equipe de pesquisa, a diferença entre os gêneros foi relacionada ao sono profundo, considerado o período restaurativo do sono.

Vgontzas, que também é diretor do Centro de Tratamento e Pesquisa do Sono da mesma instituição de ensino, complementou: “Ao contrário dos homens, as mulheres aparentemente se beneficiam de um efeito protetor do sono profundo. Mulheres que permanecem neste período de sono por mais tempo conseguem lidar melhor com os efeitos de uma semana de trabalho com leve privação de sono, além de terem uma recuperação mais completa depois de duas noites de sono estendido”.

http://saude.ig.com.br/bemestar/quer+recuperar+o+sono+perdido+esqueca+o+fim+de+semana/n1597032571179.html

Hábitos saudáveis renderão desconto no plano de saúde

Mensalidades podem ficar até 30% mais baratas a beneficiários que participarem de programas de prevenção de doenças

Manter alimentação equilibrada e praticar atividade física contam ponto para os planos de saúde

Ainda dá tempo de participar e contribuir com a consulta pública que debate bônus e descontos de até 30% nas mensalidades dos planos de saúde aos beneficiários que participarem de programas de prevenção de doenças e de incentivo ao envelhecimento saudável.

A Agência Nacional da Saúde (ANS) decidiu prorrogar por uma semana o recebimento de sugestões.

O tema é recordista de adendos e propostas entre todas as consultas já realizadas pela agência. Já são mais de 13 mil sugestões.

A consulta pública, aberta desde 16 de maio, estava prevista para terminar hoje, mas foi estendida até a próxima terça-feira por conta da grande demanda de participação da sociedade. As contribuições podem ser feitas por meio do site www.ans.gov.br.

"Essa semana adicional só vem a acrescentar, dando mais tempo para as pessoas participarem", diz Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da ANS.

Durante as primeiras sete horas, a consulta recebeu cerca de 3 mil contribuições, quase 1.000% superior à média das consultas públicas anteriores durante o mesmo período. A participação foi tão grande que, em alguns momentos, o acesso ao site da ANS foi prejudicado.

A proposta de resolução normativa prevê dois tipos de programas diferentes principais: os de envelhecimento ativo e os de prevenção de doenças. "A diferença básica é como vai se dar o benefício. O de envelhecimento ativo tem foco na continuidade permanente e dará descontos de até 30% na mensalidade. Podem ser oferecidos para uma faixa etária específica, mas todos terão o direito de participar. Não podem ser focados num público específico demais, como obesos e diabéticos", explica Martha.

Além disso, o desconto na mensalidade do plano tem de ser linear para aquele produto oferecido - sem diferenças entre faixas etárias - e a operadora não pode, por exemplo, atrelar o benefício a resultados de saúde, como redução do colesterol, ou à utilização da rede de assistência.

Já os beneficiários que participarem de programas voltados para a promoção da saúde e prevenção dos riscos e doenças não receberão descontos, mas bônus - como gratuidade no plano dentário ou no resgate aéreo, por exemplo.

"A operadora vai montar esse programa com foco em um público específico, como gestantes, mulheres, hipertensos ou diabéticos. Pode ser pontual e ter duração definida e o prêmio não vem em forma de desconto", completa Martha.

A resolução da ANS sobre o tema entrará em vigor imediatamente na data da publicação e a previsão do mercado é que saia num prazo de até quatro meses após o encerramento da consulta. A proposta não obriga as operadoras a oferecer desconto ou premiação, e a adesão dos clientes também é facultativa - tem de estar prevista em aditivo no contrato, com prazo mínimo de vigência de um ano e regras claras.

Atualmente, já existem programas de promoção da saúde - as operadoras contratam inclusive empresas focadas na promoção da saúde e no gerenciamento de doentes crônicos. Mas não há desconto para quem participa. A agência estimula as operadoras a criá-los desde 2005 e monitora a qualidade desses programas. "Mas o desconto ainda não é adotado porque é preciso uma regulamentação detalhada para que não prejudique os direitos atuais dos clientes", diz Martha.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/habitos+saudaveis+renderao+desconto+no+plano+de+saude/n1597028449108.html