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segunda-feira, 20 de junho de 2011

SP vai oferecer teste de HIV na semana que antecede Parada Gay

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai oferecer testes rápidos de Aids a partir da próxima segunda-feira (20), semana que antecede a Parada Gay de São Paulo, realizada no domingo (26).

Nos dias 20, 21 e 22 de junho, profissionais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids irão disponibilizar, gratuitamente, exames rápidos de HIV para a população que passar pela avenida Paulista, onde acontece a parada. A ação será realizada no Instituto Pasteur.

Cerca de 1.000 exames serão oferecidos durante os três dias, com liberação do resultado em cerca de 30 minutos após a coleta.

Além disso, 30 profissionais da área da saúde também distribuirão preservativos masculinos, gel lubrificante e folhetos explicativos no local.

No dia da Parada Gay, o CRT DST/Aids contará com uma equipe de 200 profissionais, que vão orientar os participantes e distribuir 1,5 milhão de camisinhas em três tendas localizadas nas proximidades das estações Brigadeiro, Trianon e Consolação do metrô.

O posto de atendimento da secretaria para testes rápidos no Instituto Pasteur funcionará nos dias 20 e 21, das 11h às 19h, e no dia 22, das 10h às 13h. O endereço é avenida Paulista, 393, Cerqueira César.

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Entre os cargos oferecidos estão agente administrativo, agente fiscal de rendas, auxiliar de serviços gerais, motorista, monitor de educação infantil, professor, médico e psicólogo. Os salários vão de R$ 545,00 a R$ 2.137,00.

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Conselho irá apurar caso de fraude em hospitais de SP

Diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba está entre os presos da operação deflagrada pelo Gaeco

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância para apurar o envolvimento de profissionais no esquema de fraudes em plantões médicos e compras irregulares em hospitais públicos do Estado. O órgão pedirá acesso aos documentos apreendidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que participou da operação deflagrada nesta quinta-feira.

Foram expedidos 37 mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre os presos estão o diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), Heitor Consani, e os ex-diretores Ricardo Salim e Antonio Carlos Nasi, além de médicos, enfermeiros e dentistas. Após as prisões, a Secretaria Estadual de Saúde decretou intervenção no CHS.

Em Sorocaba, a operação se concentrou na sede administrativa do CHS, que fica no Hospital Leonor Mendes de Barros. O segundo andar foi interditado para a apreensão de documentos e computadores. As buscas se estenderam a outros hospitais da capital e de Itapevi, além das casas de alguns suspeitos.

Pesquisadores criam banco de células de pacientes com mal de Parkinson

Estudiosos em Oxford estão coletando células de pele e transformando-as em células cerebrais, para estudá-las.

Pesquisadores em Oxford, na Grã-Bretanha, criaram um banco de células cerebrais geradas artificialmente a partir do material genético de pacientes que sofrem do mal de Parkinson.

A BBC apurou que os pesquisadores estão usando uma nova técnica, que lhes permite transformar um pequeno pedaço de pele do paciente em um pequeno pedaço de cérebro.
É a primeira vez que esse procedimento é feito em um estudo de larga escala, cujo objetivo é encontrar possíveis curas para o mal de Parkinson.
Os estudiosos afirmam que, com os avanços, eles devem conseguir analisar as células nervosas dos pacientes à medida que elas começam a se deteriorar.
A primeira leva de celular nervosas foi criada a partir de células de Derek Underwood, 56 anos, morador do condado de Oxfordshire.
Underwood, que teve de se aposentar precocemente por causa do avanço do mal de Parkinson, será o primeiro dos 50 pacientes cujas células, retiradas da pele, serão usadas para criar células cerebrais, como parte do estudo de cinco anos de duração.
Segundo Richard Wade Martins, da Universidade de Oxford, líder da pesquisa, a meta é criar um "banco cerebral", que permita que os cientistas estudem a evolução da doença com detalhes nunca vistos.
"O cérebro é um órgão inacessível, não podemos tirar partes deles para estudá-los", disse Wade Martins. "(Com o novo banco) teremos células que serão iguais às do cérebro de Derek (Underwood), porém acessíveis e possíveis de serem produzidas em quantidade ilimitada."
Laboratório

O primeiro passo, segundo a médica Michelle Hu, do Hospital John Radcliffe, em Oxford, será comparar as células tiradas dos pacientes com outras tiradas de voluntários saudáveis. Assim, será possível notar suas diferenças.
"Pela primeira vez, podemos olhar para as células antes que elas se deteriorem e observar suas mudanças iniciais", ela explicou.
"Podemos observar quais processos celulares estão causando a morte das células e entender o porquê de elas adoecerem. E queremos saber se há tratamentos que possam reverter esse processo e ajudar os pacientes a reconquistar suas funções normais."
Trata-se do primeiro estudo clínico de larga escala a usar a técnica desenvolvida por cientistas japoneses há três anos, chamada de "célula-tronco pluripotente induzida" (IPS, na sigla em inglês).
Genes são inseridos nas células de pele, reprogramando-as para se converterem nas células cerebrais.
A técnica IPS é semelhante à de células-tronco embrionárias. Mas a IPS não resulta na criação de um embrião - despertando, dessa forma, menos questionamentos no âmbito ético. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

SUS reduz verba e hospitais cancelam cirurgias de aneurisma no cérebro


Operações minimamente invasivas realizadas pelo SUS estão sendo realizadas apenas em casos emergenciais

Cirurgias endovasculares, operações minimamente invasivas para tratamento de obstruções nos vasos sanguíneos, estão suspensas no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com aneurisma cerebral não emergencial. O problema está na redução do valor pago pelo governo para a compra dos materiais necessários para o procedimento.

Apenas casos emergenciais, com liminares judiciais ou pacientes de hospitais que têm o material em estoque estão sendo operados. Casos considerados eletivos, quando não há risco imediato ou sofrimento intenso, estão sendo orientados a esperar por um quadro emergencial ou realizar o tratamento cirúrgico tradicional, com abertura do crânio. No entanto, em algumas situações a técnica não é eficaz nem aconselhada.

O Ministério da Saúde admite "eventuais" problemas na realização do procedimento e justifica que reduziu o valor na tabela do SUS com base em estudos técnicos e econômicos. "Os distribuidores dos produtos assumiram que essa situação não ocorreria", afirma Maria Inez Gadelha, coordenadora de Média e Alta Complexidade, do Departamento de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde (mais informações nesta pág.).

Aneurisma cerebral é a dilatação anormal de uma artéria do cérebro, que pode se romper e provocar uma hemorragia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema afeta até 5% da população.

A cozinheira Emília Alves Soares, de 55 anos, é uma das pacientes que tiveram a cirurgia adiada. Ela estava com a operação marcada para o dia 3 deste mês, no Hospital das Clínicas de São Paulo, mas o procedimento não foi realizado. "O hospital disse que não tinha o material. E não deram previsão de quando serei tratada", afirma.

Aproximadamente 40% dos pacientes não operados morrem quando o aneurisma rompe. Dos sobreviventes, 50% ficam permanentemente incapazes de trabalhar. "Estou entregue à sorte", conta Emília. Ela está com a fala embolada, sente dores de cabeça e formigamento no rosto - reflexos do aneurisma não tratado.

"O próprio médico contou que o SUS cortou a verba e não poderia me operar", diz a costureira Iraci Freire dos Santos, de 47 anos, que tentou ser operada no mês passado no mesmo hospital. Ela descobriu o aneurisma quando se sentiu mal durante o trabalho. Foi internada em 2009, mas os médicos descartaram a operação na época. O quadro piorou e agora ela sente formigamento no rosto, dores e tem dificuldades para falar.

O Hospital das Clínicas afirma que não há falta de material, mas que prioriza os casos de emergência - por isso, algumas cirurgias estão sendo adiadas. O hospital afirma que vai remarcar as cirurgias canceladas.


Impasse
O problema com o material começou em dezembro, quando o Ministério da Saúde reduziu de R$ 2.230 para R$ 1.100 o valor pago pelos espirais de platina destacáveis, necessários para as operações. Hoje, o valor está em R$ 1.350.

Há três meses, quando os estoques das espirais começaram a acabar nos hospitais, o corte no valor pago pelo produto começou a comprometer o atendimento aos pacientes, segundo a Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica (SBNRDT). De acordo com Paulo Eloy de Passos Filho, presidente da SBNRDT, a decisão do ministério foi feita sem planejamento. "O governo tomou a decisão de reduzir o preço sem consultar ninguém."

Alexander Moreira, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores ou Importadores de Material Médico de Alta Complexidade, explica que alguns hospitais ainda têm o produto em consignação. "Por contrato, não podemos retirá-los." Ele afirma que, enquanto não houver reajuste no valor, não será possível importar o material. Em média, o insumo é vendido por US$ 500 nos Estados Unidos.