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terça-feira, 21 de junho de 2011

Impotência ligada à síndrome das pernas inquietas


Quanto mais frequentes os sintomas do transtorno do sono, maior o risco de impotência, revela estudo

Homens que sofrem de síndrome das pernas inquietas correm riscos maiores de impotência, é o que sugere um novo estudo americano. Realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, o estudo se apóia em pesquisas anteriores que revelaram que a impotência, ou disfunção erétil, é mais frequente entre homens mais velhos que sofrem da síndrome das pernas inquietas – e quanto mais frequentes os sintomas do transtorno do sono, maior o risco de impotência.

Participaram do novo estudo 11.000 homens, com idade média de 64 anos no início dos testes em 2002, que não sofriam de impotência, diabetes ou artrite. O experimento, chamado Estudo de Acompanhamento dos Profissionais de Saúde, teve início com um questionário padrão de perguntas relacionadas à saúde. Foram considerados portadores da síndrome das pernas inquietas os participantes que cumpriram os quatro critérios de diagnóstico recomendados pelo Grupo de Estudo Internacional da Síndrome das Pernas Inquietas e apresentavam sintomas mais de cinco vezes ao mês.

Os pesquisadores identificaram, então, 1.979 casos de disfunção erétil. Os homens que sofriam da síndrome das pernas inquietas apresentaram propensão 50% superior de se tornarem impotentes e o resultado foi mantido mesmo depois dos pesquisadores compensarem fatores importantes entre os participantes – como idade, peso, tabagismo, uso de antidepressivos e presença de diversas doenças crônicas. O estudo revelou que os participantes que apresentavam sintomas da síndrome até 14 vezes ao mês se mostraram 68% mais propensos a sofrer de disfunção erétil.

O estudo foi apresentado durante o encontro anual das Sociedades Associadas de Profissionais do Sono, a SLEEP 2011, em Minneapolis. O estudo será considerado preliminar até sua publicação em um periódico revisado por profissionais da área.

Na edição de 1 de janeiro de 2010 do periódico Sleep, os mesmos pesquisadores relataram que a disfunção erétil é mais comum entre homens mais velhos portadores da síndrome, sendo que a ligação seria ainda mais forte entre homens com sintomas mais freqüentes do problema.

“Os mecanismos que estão por trás da associação entre a síndrome das pernas inquietas e a disfunção erétil poderiam ser causados pelo hipofuncionamento da dopamina no sistema nervoso central, que está associada a ambas as condições”, disse o Dr. Xiang Gao, instrutor da Escola de Medicina da Harvard e epidemiologista do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, e autor do estudo.

De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a síndrome das pernas inquietas provoca uma vontade intensa de movimentar as pernas, o que se torna desconfortável ao deitar-se e sentar-se. Algumas pessoas descrevem a condição como uma sensação de queimação ou formigamento nas pernas. Movimentar-se melhora a sensação, mas o alívio não dura muito.

Na maioria dos casos, não existe uma causa conhecida para a síndrome. Em alguns casos, a mesma pode ser causada por alguma doença ou condição de saúde, como a anemia e a gravidez. A cafeína, o tabaco e o álcool podem acentuar os sintomas.

Acupuntura

Meridianos: canais onde a energia percorre e nutre o organismo

O que é
A acupuntura é um conjunto de práticas terapêuticas inspirado nas tradições médicas orientais. Criada há mais de dois milênios, a acupuntura é um dos tratamentos médicos mais antigos do mundo. Consiste na estimulação de locais anatômicos sobre ou na pele – os chamados pontos de acupuntura.

Diferentes abordagens para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças são realizadas, entretanto o procedimento mais adotado no mundo atualmente é a penetração da pele por agulhas
metálicas muito finas e sólidas, manipuladas manualmente ou por meio de estímulos elétricos.

De acordo com a tradição chinesa, a técnica é capaz de ajustar canais energéticos do corpo, chamados na acupuntura de meridianos, de acordo com equilíbrio de yin e yang. A medicina ocidental e moderna, contudo, sugere que o método estimule a liberação de substâncias químicas que alteram o sistema nervoso e podem ter efeitos em todo o corpo, promovendo o equilíbrio do organismo. Sendo assim, está muito associada a transtornos orgânicos resultantes de tensões emocionais como o estresse.

O diagnóstico é feito após o questionamento de diferentes aspectos da vida do paciente e a observação de manifestações físicas como a pulsação, a respiração, cor e aspecto da pele e da língua. Assim que o problema é identificado, o paciente pode ter alguns de seus mais de mil pontos de acupuntura estimulados em diversas e frequentes sessões.

Teoria da geração e 5 elementos que regem nossos orgãos

Para que serve
A acupuntura busca a recuperação do organismo como um todo pela indução de processos regenerativos, normalização das funções alteradas, reforço do sistema imunológico e controle da dor.

Embora pesquisas tenham demonstrado que a acupuntura pode realmente desativar áreas do cérebro associadas a dores, não se sabe exatamente se o método constitui um mecanismo que sustenta ou contribui para o efeito terapêutico sobre uma pessoa.

De qualquer forma, a técnica sobrevive há milênios, mostrando benefícios a indivíduos com problemas gastrointestinais, respiratórios, musculares, urológicos, endocrinológicos, psicológicos e neurológicos, ginecológicos e até mesmo dermatológicos.

A acupuntura é especialmente indicada para a redução da dor em casos de fibromialgia e dores
localizadas nas costas, tratamento de náuseas e vômitos em pacientes que se submetem a quimioterapias ou cirurgias, e diminuição da tensão emocional.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a prática um complemento da medicina moderna. Nos Estados Unidos, foi recomendado apenas no ano passado pelo Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica (NICE) como opção de tratamento para dores nas costas pelo sistema público de saúde do país.

No Brasil, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica conforme deliberação do Conselho Federal de Medicina e consta na Tabela do Sistema de Informações Ambulatoriais (SAI/SUS) do Ministério da Saúde.

Curiosidades
Experiências com ratos demonstraram que a acupuntura pode até triplicar os efeitos de um composto natural conhecido por suas funções antiinflamatórias e analgésicas.

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos EUA, observaram que tecidos próximos das agulhas tinham até 24 vezes mais adenosina, sugerindo que a imperceptível perfuração da pele possa acionar tanto o acúmulo da substância em tecidos mais externos da pele, como também a sinalização ao cérebro para criar endorfinas naturais contra a dor.

De acordo com a medicina chinesa, os meridianos energéticos que atravessam o corpo são afetados por energias “perversas”, que afetam o organismo de forma geral. Apesar de soar místico, a própria tradição ocidental considera que ventos, bactérias, vírus, lesões, traumas, ansiedades, frio ou calor constituam boa parte das energias “perversas”. A medicina moderna concorda.

Nem apenas de agulhas vive a acupuntura: a estimulação de pontos de acupuntura pode ser feita também pelos dedos (acupressão), com pedras quentes, laser e muitas outras técnicas. O importante, pregam os defensores da prática, é que os fluxos energéticos sejam retomados e a energia do corpo equilibrada.

A acupuntura é fantástica e desde cedo pude comprovar sua eficácia quando precisei dela. Mais tarde fiz minha especialização em MTC e passei a atender pacientes que tinham casos que a medicina ocidental não conseguia tratar, ou tratava com muitos medicamentos sem sucesso.
Uma grande conquista é que a Acupuntura foi reconhecidapelo CFF, e já existe a lei que dá autonomia para os farmacêuticos trabalharem no SUS (Mauro Munhoz).

Alguém já precisou fazer uso desta técnica milenar?


Ultrassonografia

Ultrassonografia do rim direito

O que é
Exame de diagnóstico por imagem que aproveita o eco produzido pelo som para captar e enxergar, em tempo real, estruturas e órgãos do corpo.

Para que serve
Serve para observar e detectar alterações na estrutura anatômica e no funcionamento das mais diversas estruturas do corpo. Auxilia na pesquisa de doenças congênitas ou adquiridas ao longo da vida e permite o acompanhamento da evolução de diversas enfermidades, assim como dos resultados de intervenções cirúrgicas.

Como é feito
O médico passa um gel sobre a estrutura a ser analisada e depois passar sobre ela um aparelho que usa ondas de som para criar uma imagem do local analisado.

Preparo
Depende do local a ser analisado. Ultrassonografias que analisam a região da pelve, por exemplo, requerem a ingestão de três a quatro copos de líquido uma hora antes do exame e a retenção da urina.

Valores de referência
O resultado é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas. As imagens também devem ser fornecidas ao paciente, impressas em papel especial ou em um CD com imagens digitais.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/ultrassonografia/ref1237835440345.html

Acupuntura aumenta as chances Fertilização In Vitro

Técnica ganha força nas clínicas brasileiras. Apesar de coadjuvante, trabalhos justificam eficácia para além do efeito placebo
Técnica chinesa eleva a possibilidade de sucesso na FIV

Foram oito tentativas de Fertilização In Vitro, nome completo da FIV, até o nascimento das filhas gêmeas em 2009. Durante três longos anos a nutricionista L. A, 42, imaginou o rostinho das crianças a cada procedimento feito. Perdeu dois bebês, um na segunda tentativa – aos quatro meses de gravidez – e outro na quinta, com menos de 30 dias de gestação.

A técnica de transferência embrionária é uma das alternativas mais comuns para tentar converter infertilidade em gestação. O processo, porém, demanda investimento financeiro e, muitas vezes, acarreta um grande desgaste emocional.

O sonho da maternidade, nesses casos, parece impor a insistência. Antes de optar por outras formas de se realizar como mãe, muitas mulheres buscam alternativas coadjuvantes que possam elevar as chances individuais de eficácia da FIV.

A história facilmente se repete. A advogada L.T precisou ler sete resultados negativos de gravidez antes de confirmar a gestação de gêmeos. Hoje, aos 39 anos, ela curte uma gestação tranquila, após dois anos de incansáveis tentativas.

O berço

É nesse contexto desfavorável à saúde mental e física da mulher que a acupuntura ganhou espaço dentro das clínicas de fertilização. “Estava completamente desequilibrada, em um estado emocional terrível. Já tinha engordado mais de 7k por conta do tratamento. Não aguentava mais, precisava me reestruturar antes de recomeçar", recorda a nutricionista.

Inicialmente a procura pela acupuntura como tratamento complementar à fertilização partiu das próprias pacientes, a exemplo de A.L e L. T..

Segundo Artur Adzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), hoje a maioria das clínicas aposentou o ceticismo e passou a indicar o tratamento para reconfortar os casais. A aceitação, aponta ele, é quase sempre imediata.

“Nao podemos prometer que a acupuntura vai fazer diferença no resultado, mas é um método coadjuvante, não invasivo, não medicamentoso que ajuda bastante.”

Além de melhorar o estado emocional, baixando os índices de ansiedade e nervosismo das (possíveis) futuras mamães, a acupuntura, sustentam os especialistas na área, apresenta mecanismos de ação para além do efeito placebo, ou calmante.

"Ela ajuda a controlar a ansiedade e o nervosismo, reações comuns no perfil das mulheres que buscam a fertilização, mas também melhora a vascularização do sistema reprodutivo. É um tratamento que exige um perfil diferenciado de acupunturista. Esse profissional precisa ser médico e ter conhecimento na área de reprodução humana", pontua Ana Lúcia Beltrame, ginecologista e médica do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sirio Libanês, em São Paulo.

Comprovação

Trabalhos internacionais mostram os benefícios da acupuntura na fertilidade. O primeiro deles foi publicado em 2002 por um médico alemão e apontava um bom índice de eficácia: 42% das mulheres que fizeram FIV e acupuntura tiveram resultado positivo (ultrassonografia com batimento cardíaco do feto), contra 26% de pacientes que optaram apenas pela FIV.

Décio Thima, ginecologista e acupunturista, apresentou o único estudo brasileiro publicado em âmbito internacional, em 2007, durante o Congresso Americano de Reprodução Humana. Os resultados nacionais também são positivos. Das 70 mulheres que fizeram FIV com acupuntura no dia da transferência do embrião para o útero, 51% engravidaram. O número foi bem menos representativo no grupo de 70 pacientes que não fizeram acupuntura: 26%.

Para Wilson Tadeu Ferreira, médico acupunturista e diretor da Associação Médica de Acupuntura, os números mostram que os efeitos não estão limitados a aspectos psicológicos, ou a crenças individuais.

“Não é efeito placebo, medicina da fé. Se a paciente fizer o tratamento, mesmo não acreditando na eficácia dele, o resultado não será afetado. Hoje temos meta-análises que apontam índices de eficácia acima dos 65%. O objetivo da técnica, na FIV, não é apenas equilibrar o lado emocional das pacientes.”

O principal mecanismo, explicam os especialistas, é o aumento do fluxo sanguíneo na região uterina. Os pontos estimulados pelas agulhas provocam vasodilatação principalmente nos órgãos da pelve, aumentando o fluxo de sangue do útero e dos ovários durante o tratamento de fertilização, principalemtne meia hora antres da transferência embrionária para o útero, e 30 minutos depois dela.

No dia da transferência, a sessão de acupuntura é voltada para implantação dos embriões. O recomendado, porém, é que as pacientes procurem a acupuntura antes de iniciar a FIV.

"A técnica ajuda a controlar a parte emocional e age no equilíbrio hormonal, favorecendo a fertilização desde o início", defende o ginecologista.

Ao aumentar o fluxo sanguíneo do ovário, melhora-se a qualidade dos óvulos. O aumento do fluxo de sangue no útero, por sua vez, favorece o endométrio, ensinam os médicos. "Hoje, podemos dizer que a técnica realmente aumenta a possibilidade de fertilização. Depende da mulher, e do estudo analisado.”, explica Thima.

A baixa qualidade do endométrio é uma das múltiplas causas de infertilidade na mulher. O endométrio é a camada que reveste a parede interna útero, a mesma que descama durante a menstruação, e onde o embrião se fixa para se desenvolver. Para que a fecundação ocorra, é preciso que o endométrio não seja irregular, nem fino.

“Ele é igual a uma cama. Se for bagunçada e desconfortável, ninguém terá prazer em deitar nela. Agora, se for aconchegante e quentinha, repleta de cobertores, todo mundo vai querer. Melhorando o fluxo sanguíneo, melhoramos o endométrio.”

Segundo o especialista, o endométrio “confortável” é fundamental para tornar a fecundação possível. “Na FIV, não adianta ter espermatozóides de boa qualidade se o endométrio não é bom. O tratamento pode ser usado para qualquer tipo de infertilidade, seja ela masculina ou feminina, é sempre feito na mulher.”

Para as mães que deram rosto às estatísticas, a crença é de que foi a acupuntura a responsável pelo "empurrãozinho extra" que faltava. O que foi inicialmente medida de desespero, hoje, é sinônimo de sucesso.

“A gestação está até mais tranquila graças a acupuntura. Não sinto enjôos e estou calma, extremamente feliz, à espera dos meus tão desejados bebês”, revela L. T

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/acupuntura+aumenta+as+chances+fertilizacao+in+vitro/n1597009215446.html

Governo altera regras para consulta básica em planos de saúde

As novas regras entrarão em vigor em 90 dias a partir de hoje, data da publicação da instrução normativa no Diário Oficial

Prazo máximo para marcar consulta com pediatra é de 7 dias

Os beneficiários dos planos de saúde não poderão esperar mais que sete dias por uma consulta com especialistas das áreas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia.

A exigência da Agência Nacional de Saúde (ANS) às operadoras de planos de saúde foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União, por meio da Resolução Normativa 259. As operadoras terão 90 dias para se organizar e se adequar às novas regras.

Para as outras especialidades o prazo de espera será de até 14 dias. Para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e fisioterapeutas o prazo de espera terá que ser garantido pelas operadoras em até dez dias.

Segundo a ANS, o principal objetivo da norma é garantir que o beneficiário tenha acesso a tudo o que contratou e também estimular as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores de serviços nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura. A norma visa que a operadora ofereça pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada, mas ela não garante que a alternativa seja a de escolha do beneficiário, pois por vezes o profissional de escolha já está em sua capacidade máxima. A ANS não pode interferir na capacidade de atendimento dos prestadores e sim regular para que haja no mínimo uma alternativa para o atendimento ao beneficiário.

Nos casos de ausência de rede assistencial a operadora deverá garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município ou o transporte do beneficiário até um prestador credenciado, assim como seu retorno à localidade de origem. Nestes casos, os custos correrão por conta da operadora.

Em municípios onde não existam prestadores para serem credenciados, a operadora poderá oferecer rede assistencial nos municípios vizinhos. Casos de urgência e emergência têm um tratamento diferenciado e a operadora deverá oferecer o atendimento invariavelmente no município onde foi demandado ou se responsabilizar pelo transporte do beneficiário até o seu credenciado.

A garantia de transporte estende-se ao acompanhante nos casos de beneficiários menores de 18 anos, maiores de 60 anos, pessoas portadoras de deficiência e pessoas com necessidades especiais, mediante declaração médica. Estende-se também aos casos em que seja obrigatória a cobertura de despesas do acompanhante, conforme disposto no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS.

Caso a operadora não ofereça as alternativas para o atendimento deverá reembolsar os custos assumidos pelo beneficiário em até 30 dias. Nos casos de planos de saúde que não possuam alternativas de reembolso com valores definidos contratualmente, o reembolso de despesas deverá ser integral.

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