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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vinagre faz bem à saúde e ajuda a emagrecer

Especialistas recomendam dose de duas colheres de sopa diárias

Vinagre: além de benefícios à saúde e ao bem-estar, ajuda a emagrecer

Ele é essencial no tempero de uma boa salada, dá um toque especial em diversos pratos, tem grande variedade de sabores e faz bem à saúde. Nos Estados Unidos, o vinagre já virou item indicado por médicos, principalmente para quem tem diabetes. Um estudo conduzido pela professora de nutrição Carol Johnston, da Arizona State University, analisou a interferência desse alimento no funcionamento das enzimas sobre os carboidratos.

A pesquisa descobriu que tomar vinagre de maçã na hora de dormir afeta favoravelmente os níveis de glicose no sangue no momento de acordar. A redução nesses níveis foi de 6%. Julian Whitaker, criador do Instituto de Bem-Estar que leva seu nome, já adotou a rotina. “Existem indícios que fazem com que eu o incorpore à minha rotina”, afirma ele, em seu site.

As substâncias contidas no vinagre também ajudam a prevenir problemas digestivos, além de melhorar as dores da artrite, câimbras, dor de ouvido e problemas urinários. Cal Orey, especialista em nutrição e escritora, relata, em seu livro “O poder de cura do vinagre”, outros componentes presentes nesse alimento e suas propriedades.

“O betacaroteno é um poderoso antioxidante e ajuda a neutralizar as moléculas de radicais livres que transformam as células saudáveis em cancerosas. O boro ajuda no fortalecimento dos ossos, o cálcio regulariza a contração muscular, as enzimas cooperam na digestão, além das fibras, que bloqueiam a absorção de gordura, reduzindo o colesterol, o risco de cardiopatia e a pressão alta. Além de conter ferro de uma forma fácil de digerir e absorver”, relata.

Cada xícara de vinagre contém 240mg de potássio, o mineral ajuda a combater a fadiga e dá mais vitalidade. Mas justamente por conter esse alto índice, ele não é indicado com freqüência para quem tem restrições alimentares ao potássio, como insuficientes renais.

Para emagrecer

Carol Johnston tem pesquisado os efeitos benéficos do vinagre nos últimos três anos. Em um desdobramento à longo prazo de sua mesma pesquisa, ela conseguiu identificar propriedades que ajudam a emagrecer. Durante quatro semanas, um grupo de pessoas tomou duas colheres de vinagre diluídas em meio copo de água antes das refeições principais. A perda de peso variou de dois a quatro quilos.

O Central Research Institute, do Japão, comprovou - em um estudo - que o ácido acético, componente do vinagre, suprime a acumulação de gordura. Três grupos com o mesmo índice de massa corpórea (IMC) e circunferência abdominal passaram 12 semanas em tratamento. O primeiro grupo recebeu uma mistura de com 15ml de vinagre, o segundo com 30ml e o terceiro sem nada. Nos dois grupos que tomaram a mistura que continha esse ingrediente foi observada uma redução significativa. A avaliação dos pesquisadores é que um o vinagre pode ser uma opção barata para a prevenção da síndrome metabólica, reduzindo a obesidade.

Cuidados

Vale a pena ressaltar que o vinagre é ácido e pode irritar a garganta e a boca se consumido em grande escala. Além disso, há risco de interação com medicamentos como suplementos ou diuréticos ou insulina. O alerta é a da nutricionista Katherine Zeratsky, da Clínica Mayo, dos Estados Unidos.

http://saude.ig.com.br/alimentacao/vinagre+faz+bem+a+saude+e+ajuda+a+emagrecer/n1597043229524.html

Estudo revela zona de maior contágio da gripe em aviões

Proximidade com pessoa infectada oferece mais risco de pegar gripe do que simplesmente estar no ambiente restrito da aeronave


Avião: risco de propagação da gripe é maior até duas poltronas de distância


Durante a pandemia da gripe H1N1, em 2009, algumas pessoas deixaram de viajar de avião temendo o contágio do vírus no ambiente restrito da aeronave.

Agora um novo estudo mostra que a “zona de perigo” para a transmissão de gripe é de apenas duas poltronas ao redor de onde você se encontra.

Acreditava-se que o espaço fosse muito maior, de acordo com um estudo publicado na edição de julho do periódico Emerging Infectious Diseases, divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Cientistas monitoraram as doenças entre os passageiros de dois vôos entre os Estados Unidos e a Austrália em maio de 2009 – diversos haviam sido diagnosticados com a gripe H1N1. Eles foram avaliados durante os três meses posteriores à chegada quanto aos sintomas relativos à gripe. Um total de 2% dos passageiros apresentou uma doença semelhante à gripe durante o vôo, enquanto 5% (32) desenvolveram a mesma na semana posterior à chegada ao destino.

O estudo revelou que os viajantes corriam riscos de contaminação 3,6% maiores se estavam sentados a menos de duas fileiras de um passageiro com os sintomas da doença, sendo que o risco aumentou para 7,7% para aqueles sentados a menos de dois assentos de distância de um passageiro doente.

A "zona de perigo" refere-se, então, a uma pessoa doente sentado duas poltronas à frente, atrás ou ao lado de quem viaja.

“A circunferência de duas poltronas de distância é definitivamente a zona de maior risco”, disse Paul M. Kelly, professor da Universidade Nacional da Austrália, de Canberra, e autor do estudo.

Ele aconselha: “Troque de assento se você se encontra a menos de duas poltronas de distância de um passageiro que está espirrando, tossindo e tem aparência febril. Se tiver uma máscara, use-a ou sugira a seu vizinho usá-la, lave as mãos e evite tocar no próprio rosto para minimizar as chances de contaminação”.

Segundo o especialista, algumas épocas do ano podem ser piores em termos de contaminação. “Sem dúvidas, a temporada da gripe é a pior época para viajar, mas ela ocorre em diferentes meses no hemisfério norte (de novembro a março) e no hemisfério sul (de junho a setembro).

Michael Zimring, diretor do Centro de Medicina do Viajante do Centro Médico Mercy, de Baltimore, disse que os dois principais fatores de risco de contágio da gripe em uma viagem de avião são a proximidade de um passageiro doente e a duração do vôo.

Segundo ele, quanto mais longo o vôo, maior o risco. Não é o ar no interior da aeronave que por si só aumenta o risco de transmissão de gripe, já que dentro dos aviões são usados filtros de ar para minimizar a proliferação de germes.

“Doenças infecciosas, como a gripe, podem passar através do espirro ou da tosse diretamente para o rosto de um indivíduo ou para um objeto com o qual ele entrará em contato”, disse o especialista. Ele explica: “Se um passageiro tossir e as gotículas emitidas repousarem sobre o braço ou encosto da poltrona, a próxima pessoa que tocar aquela área e em seguida usar as mãos para se alimentar ou para tocar seu próprio rosto, irá permitir a contaminação do vírus ou da bactéria”.

“Quanto maior a distância, menores as chances de contágio; e quanto menor o tempo de exposição, menores a chances de entrar em contato com a doença”, ele ressalta.

“Lave as mãos com frequência durante o vôo, principalmente antes de comer algo. E lembre-se de que existem germes também na maçaneta do banheiro e nas poltronas onde colocamos as mãos na volta do banheiro”, ele ressalta.

“Se gozamos de boa saúde, tivemos uma boa noite de sono e nos alimentamos bem, as chances de ficarmos doentes também serão menores”, ele complementou.

Len Horovitz, especialista pulmonar do Lenox Hill Hospital, de Nova York, concorda com os conselhos. “Se está preocupado, é melhor usar uma máscara. Você nunca mais vai ver essas pessoas novamente então para se importar se eles acharem que você é meio maníaco”.

Partículas virais podem sobreviver em uma superfície por até 24 horas. Por isso ele aconselha sempre lavar as mãos antes de tocar o rosto.

Horovitz adverte que os jatos de ar lançados acima das poltronas também podem impulsionar partículas virais na direção dos passageiros. “Estes germes podem viajar por uma distância de até dois metros dentro de um trem e provavelmente vão até mais longe dentro de um avião, devido à mistura de ar que ocorre nos jatos”, ele explica. O especialista diz que tomar a vacina contra a gripe anualmente também pode reduzir os riscos de desenvolver a doença, mesmo se o passageiro ao seu lado tossir ou espirrar durante todo o voo.

Segundo Neil Schachter, diretor do departamento de doenças respiratórias do Centro Médico Mount Sinai, de Nova York, é crescente o número de relatos casuais de pessoas que desenvolvem infecções das vias aéreas superiores após tomarem vôos de mais de cinco horas de duração.

“Mesmo que o estudo mostre que a zona de contágio não passe de uma circunferência de duas poltronas de distância, diversas pessoas apresentavam este tipo de infecção durante os dois vôos analisados – o que certamente cobria uma grande parte da aeronave”, disse Schachter.

Diversas novas infecções surgiram nos últimos anos, dentre elas a H1N1. “Acredito que uma vigilância maior dos passageiros pode ajudar a manter aqueles doentes fora do avião. Novas infecções devem surgir e um controle melhor nos aeroportos é certamente um passo a ser dado nesta direção, mas este tipo de mudança de procedimento leva tempo”, disse ele.

Até que isto ocorra, Schachter aconselha às pessoas que já estão com um quadro de saúde debilitado para pedir à equipe de bordo para trocarem de assento no caso de estarem sentadas próximas a um passageiro que está tossindo ou espirrando.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/estudo+revela+zona+de+maior+contagio+da+gripe+em+avioes/n1597032655727.html

Por que algumas mulheres evitam a mamografia

Dor e constrangimento foram algumas das razões apontadas em pesquisa norte-americana

Mamografia: pesquisa apontou a dor como uma das razões para postergar ou não fazer o exame

Dores, constrangimento e falta de tempo estão entre as principais razões que levam mulheres a deixar de realizar uma mamografia, aponta um recente estudo.

Pesquisadores analisaram dados médicos, físicos e demográficos de 4.708 mulheres nos estados americanos de Oregon e Washington – nenhuma delas havia passado por uma mamografia há mais de 20 meses e todas foram informadas por correio e telefone de que já estava próxima a data de realização do exame de rastreamento de câncer de mama.

O estudo de mulheres entre os 50 e os 69 anos de idade encontrou os seguintes fatores relacionados à não realização de mamografia: idade abaixo dos 60 anos, renda familiar anual inferior a R$ 65 mil, obesidade e cobertura de plano de saúde há menos de cinco anos.

Um subgrupo de 340 mulheres explicou as razões que as levaram a evitar a mamografia. Dores causadas pelo exame, falta de tempo e constrangimento foram os principais motivos. As dores foram um fator importante para 31% das obesas, contra 19% das mulheres com peso normal.

“Nós não sabemos por que as obesas reclamam mais de dores nos exames de mamografia”, disse Adrianne Feldstein, pesquisadora sênior do Kaiser Permanente Center for Health Research e principal autora do estudo.

“Nosso estudo anterior sugere que a obesidade pode estar associada a um limiar de dor mais baixo. Quase metade das mulheres participantes do estudo era obesa – e as obesas têm maior probabilidade de desenvolver câncer de mamas – por isso precisamos encontrar melhores formas de garantir que estas mulheres realizem os exames”, ela complementou.

Feldstein e sua equipe também constataram que as mulheres abaixo dos 60 anos de idade apresentavam maior probabilidade de dizer que não passavam por uma mamografia por falta de tempo – 19% contra 6%.

A equipe de pesquisa diz que disponibilizar mais exames no local de trabalho e estender o horário para a realização dos mesmos poderia ajudar a aumentar o número de mamografias em mulheres jovens.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/por+que+algumas+mulheres+evitam+a+mamografia/n1237979067037.html

Implantes mamários não duram a vida toda, alertam especialistas


As mulheres que implantaram silicone nos seios provavelmente precisarão se submeter a uma cirurgia adicional no espaço de dez anos para tratar de complicações como ruptura da prótese, disseram autoridades norte-americanas nessa quarta-feira, 22.

O FDA, a agência responsável nos Estados Unidos pelo controle dos alimentos e dos medicamentos, fará uma revisão dos selos de segurança das próteses mamárias de silicone.

A decisão foi tomada depois de uma análise de dados provenientes de diversos estudos de longo prazo, que também indicaram que os produtos tinham uma pequena ligação com um tipo raro de câncer.

A agência informou que os estudos no geral confirmaram que os implantes podem ser usados com segurança, mas ressaltou que as conclusões podiam ser limitadas porque parte das mulheres abandonou as pesquisas.

"O ponto-chave é que os implantes mamários não são para a vida toda", disse Jeff Shuren, diretor do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica do FDA. "Quanto mais tempo você tiver o implante, maior a probabilidade de ter complicações."

Em 2010, foram feitos quase 400 mil procedimentos para reconstrução ou aumento das mamas nos Estados Unidos, de acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. O número inclui implantes de silicone e de solução salina.

Cerca de 70% das mulheres que se submeteram à cirurgia por causa de doença ou trauma e 40% das que tiveram o seio aumentado com o uso de silicone precisaram de outra operação no espaço de dez anos, indicaram estudos.

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/implantes+mamarios+nao+duram+a+vida+toda+alertam+especialistas/n1597043320331.html

Mulheres têm direito de escolher acompanhante na hora do parto

Na maioria dos casos quem acompanha é o pai, mas pode ser qualquer outra pessoa da confiança da mãe

Em um momento tão singular como o parto, onde a mulher está vulnerável e ansiosa, uma pessoa familiar por perto traz segurança e conforto. Além de proporcionar outros benefícios para a gestante e o bebê como redução do tempo do trabalho de parto e diminuição da necessidade de receber analgésicos.

“Medo e receio aumentam a dor. Estando amparada e feliz a pessoa suporta melhor os desconfortos e com isso as alterações na hora do parto tendem a reduzir, tanto no natural quanto na cesárea”, explica Cícero Venneri Mathias, médico obstetra da Universidade Federal de São Paulo e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP).

A presença do acompanhante no parto e pós-parto é garantida pela Lei 11.108, de 2005. A mulher tem, inclusive, o direito de decidir quem vai estar com ela na hora H. Em 2008 a Lei foi atualizada e os planos privados também foram incluídos pela Resolução Normativa nº 167 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), vinculada ao Ministério da Saúde e responsável por regular os planos de saúde.

Pessoa de confiança
A psicóloga Ilana Setton descreve a presença dos familiares como um dos momentos mais importantes do nascimento do seu filho Raphael. Na hora do nascimento era só o marido e a mãe. Mas no trabalho de parto e depois do momento de expulsão estavam ali pai, irmão e sogros, conversando e até contando piada.

O vai-e-vem livre de pessoas só foi possível por ser parto normal, com controle menos rígido por não ser um procedimento cirúrgico. Nas cesáreas, só pode entrar uma pessoa e com a devida paramentação. Na maioria dos casos quem acompanha é o pai da criança, já que se está falando da formação de uma família, mas pode ser qualquer outra pessoa de confiança da mulher como a mãe ou uma amiga, por exemplo.

“É essencial ter pessoas que te apóiam. É um momento muito assustador, principalmente hoje que a gente tem pouco contato com nosso lado mamífero e uma escassez muito grande de informações”, conta Ilana, autora do blog 1 e 1 são 3 onde ela descreve de maneira emocionante a experiência de dar à luz.

Para Antonio Júlio Sales Barbosa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina, o parto com acompanhante é bom para os dois lados. É uma hora de insegurança, dor e labuta, e a situação passada em conjunto vai estreitar os vínculos de um casal.

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http://delas.ig.com.br/filhos/mulheres+tem+direito+de+escolher+acompanhante+na+hora+do+parto/n1597040160814.html