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quinta-feira, 23 de junho de 2011

SUS tem 223 mamógrafos parados por falta de assistência técnica e de pessoal para operá-los


Brasília – Cerca de 15% dos mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão sem uso, segundo auditoria inédita feita pelo Ministério da Saúde. Dos equipamentos em funcionamento, 44% ficam em unidades de saúde dos estados da Região Sudeste.

No total, o SUS conta com 1.514 equipamentos de mamografia. Desses, 223 estão parados, 111 têm baixa produtividade, 85 apresentam defeitos e 27 estão em embalagens.

O governo federal constatou que os equipamentos não são usados ou têm baixa produtividade por falta de assistência técnica e de pessoal qualificado para operá-los. “Em alguns locais, o mamógrafo só é operado pela manhã e fica ocioso depois”, disse o diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), Adalberto Fulgêncio, que coordenou a auditoria, feita durante dois meses.

A vistoria identificou que o Acre dispõe de três aparelhos, mas somente um é usado. Os outros dois ainda estão na caixa, a maior proporção de equipamentos sem uso em todo o país, o equivalente a 66,7% .

A Região Sudeste tem 669 dos mamógrafos disponíveis no SUS, sendo que o estado de São Paulo é responsável por 335 (309 em funcionamento). Em Minas Gerais, dos 211 aparelhos, 36 estão inoperantes – o maior número absoluto de equipamentos fora de operação em todo o país.

Conforme o levantamento, o Norte é a região com o menor número de equipamentos e também com o maior percentual de aparelhos sem uso. Dos 86 mamógrafos existentes, 20 estão parados (23,3%), sendo 14 por causa de defeitos. Roraima (dois) e Santa Catarina (64) são os únicos estados em que todos os mamógrafos estão funcionando.

Segundo o Ministério da Saúde, o total de mamógrafos no SUS é suficiente para atender mulheres de 40 a 59 anos. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomenda um aparelho para cada 240 mil habitantes. A oferta universal do exame não ocorre devido à concentração dos aparelhos em regiões metropolitanas e a baixa produtividade, conforme o ministério.

Os auditores identificaram que 28% dos estabelecimentos do SUS não tem informações atualizadas sobre serviço de mamografia.

Diante dos resultados, o ministério pretende, junto com estados e municípios, instalar mamógrafos em locais que não tenham o equipamento. A pasta pretende ainda equipar unidades móveis com o aparelho para que atendem às mulheres nos municípios do interior.

O ministério também deve fazer acordo com os fornecedores para que prestem assistência técnica aos mamógrafos. Está prevista a capacitação de 25 mil técnicos em radiologia até 2015. “Queremos dobrar o número de exames por ano [ de 3 para 6 milhões]”, afirmou Fulgêncio.

A mamografia é um exame fundamental para identificar o câncer precoce na mama - a maior causa de mortes de mulheres no Brasil.

Dor


O que é
Dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável que ocorre em diferentes graus de intensidade – do desconforto leve à agonia –, podendo resultar da estimulação do nervo em decorrência de lesão, doença ou distúrbio emocional.

É uma experiência complexa que envolve o estímulo de algo nocivo e as respostas fisiológicas e emocionais a um evento.

Em casos de dores fisiológicas, a percepção ocorre graças à nocicepção: terminações nervosas independentes dos neurônios localizadas fora da coluna espinhal, no gânglio de raiz dorsal, são estimuladas mecânica, elétrica, térmica e quimicamente, transmitindo seus sinais por fibras nervosas até os neurônios sensoriais da medula.

Este processo libera glutamato, um neurotransmissor responsável por enviar a informação de neurônio a neurônio até o tálamo. Lá, a mensagem é distribuída ao cérebro, onde ocorre o reconhecimento consciente da dor.

A percepção da dor pode variar não somente de uma pessoa para outra, mas também de acordo com a cultura, sendo transformada por muitos fatores. Portanto, é uma resposta subjetiva: cada indivíduo aprende a sensação por meio de experiências relacionadas com lesões no início da vida.

Tipos
Dizemos que a dor é localizada quando se restringe a uma região específica do corpo, como em um corte no dedo. A dor pode também ser difusa, como nos casos da fibromialgia.

A dor aguda se manifesta transitoriamente por um período curto e na maioria das vezes com causas facilmente identificáveis. Funciona como um alerta do corpo para lesões em tecidos, inflamações ou doenças, centralizada primeiro e depois capaz de se tornar difusa. Clinicamente, uma dor crônica é aquela que excede seis meses, sendo constante e intermitente. Quase sempre está associada a um processo de doença crônica.

Quando ocorre uma lesão na pele, receptores sensoriais (terminações nervosas) que enviam sinais que causam a percepção da dor são ativados nos tecidos cutâneos inferiores. São as dores cutâneas, localizadas e de curta duração, como queimaduras de primeiro grau e cortes superficiais.

Uma dor somática tem origem nos ligamentos, ossos, tendões, vasos sanguíneos e nervos. Poucos receptores de dor nestas regiões produzem uma sensação maçante, mal localizada e de maior duração. É a dor que uma pessoa sente quando quebra o braço ou torce o tornozelo, por exemplo.

A dor visceral se origina dentro dos órgãos e cavidades internas do corpo. Com menos receptores sensoriais ainda nestas áreas, produz uma sensação dolorida e de maior duração do que a dor somática, muito difícil de localizar – sendo muitas vezes associada a partes do corpo totalmente diferentes do local da lesão pelo paciente. O ataque cardíaco é um bom exemplo, podendo primeiramente causar dor no ombro, estômago, braço e na mão.

Curiosidades
Patos, em grego, significa sofrimento. É a raiz de patologia, estudo das mudanças estruturais do corpo causadas por doenças. Muitas pessoas relatam dor na ausência de lesão ou de qualquer causa fisiopatológica provável – normalmente por motivos psicológicos. Por este motivo, a definição de dor não se subordina necessariamente ao estímulo. A dor do membro fantasma, por exemplo, é uma sensação universalmente relatada por pessoas com membros amputados. Nestes casos a dor é associada ao membro ausente.

A dor neuropática (nevralgia) pode ocorrer como resultado de um ferimento ou doença do tecido nervoso propriamente dito. Essa sensação pode afetar a capacidade dos nervos sensoriais de transmitir informações corretas para o tálamo, causando uma interpretação errada dos estímulos dolorosos.

O cérebro não é capaz de sentir dor. Assim, a dor de cabeça não é uma dor no cérebro. Uma explicação para esta ausência de receptores seria a necessidade de proteção de um órgão extremamente vital ao organismo, que poderia elevar o risco de morte caso também estivesse envolvido na sensação de dor.

Analgésicos, medicamentos para aliviar ou parar a dor bloqueiam os sinais de dor antes deles chegarem ao sistema nervoso central, como a benzocaína, ou pela interferência na forma como o cérebro interpreta os estímulos, como é o caso da acupuntura – ela “desativa” áreas cerebrais associadas à interpretação da dor.

Principais doenças relacionadas
Embora algumas doenças se manifestem de forma assintomática e sem causar dores, como é o caso de alguns tipos de câncer primários, a maioria é percebida de forma bastante dolorosa:

- Tonsilite (amidalite)

- Apendicite

- Artrite

- Ataque cardíaco

- Bursite

- Cefaleia em salvas

- Ciática

- Colite ulcerosa

- Doença pulmonar

- Disfunção temporomandibular e dor orofacial

- Dor de cabela Tensional

- Dor de ouvido

- Enxaqueca

- Fascite plantar

- Fibromialgia

- Gastrite

- Gota

- Hemorroidas

- Hérnia de disco

- Infecção do trato urinário

- Infecção aguda no ouvido

- Meningite

- Nevralgia do trigêmeo

- Osteoartrite

- Otite

- Pedra nos rins

- Rompimento do Menisco

- Tendinite

- Úlceras

Câncer de próstata

Definição
O câncer de próstata é um tipo de câncer que começa na glândula prostática. A próstata é uma estrutura pequena do tamanho de uma noz que faz parte do sistema reprodutivo masculino. Ela envolve a uretra, o tubo que transporta a urina para fora do corpo.
Causas, incidência e fatores de risco
A causa do câncer de próstata é desconhecida. Alguns estudos têm mostrado uma relação entre a ingestão elevada de gordura na alimentação e um aumento nos níveis de testosterona.
Não há associação conhecida com próstata dilatada ou hiperplasia prostática benigna (HPB).
O câncer de próstata é a terceira maior causa de morte por câncer em homens de todas as idades e a causa mais comum de morte por câncer em homens acima dos 75 anos. O câncer de próstata é raro em homens com menos de 40 anos.
As pessoas que pertencem ao grupo de risco mais alto incluem:
  • Homens afro-americanos
  • Homens acima dos 60 anos
  • Fazendeiros
  • Profissionais que trabalham com pneus
  • Pintores
  • Homens que foram expostos ao cádmio
  • A menor incidência é observada entre japoneses e aqueles que não comem carne (vegetarianos).
Sintomas
Graças ao exame de PSA (antígeno prostático específico), a maioria dos cânceres de próstata são agora detectados antes de causarem sintomas. Embora a maioria dos sintomas listados a seguir possa ocorrer com câncer de próstata, eles têm mais probabilidade de estarem associados a condições não cancerosas.
  • Hesitação urinária (retardo ou lentidão para começar a urinar)
  • Gotejamento de urina, especialmente logo após a micção
  • Retenção urinária
  • Dor durante a micção
  • Dor durante a ejaculação
  • Dor lombar
  • Dores durante a evacuação

Outros sintomas que podem ocorrer com esta doença:

  • Micção excessiva durante a noite
  • Vazamento de urina (incontinência)
  • Dor ou sensibilidade nos ossos
  • Sangue na urina (hematúria)
  • Dor abdominal
  • Quantidade baixa de glóbulos vermelhos (anemia)
  • Perda de peso involuntária
  • Letargia

Exames e testes
Um exame retal frequentemente mostrará uma próstata dilatada com superfície dura e irregular.
Vários exames podem ser feitos para diagnosticar o câncer de próstata:

  • Exame de PSA (pode ser alto, embora o aumento não canceroso da próstata também possa fazer aumentar os níveis de PSA)
  • PSA livre (pode ajudar a mostrar a diferença entre HPB e câncer de próstata)
  • AMACR (um exame mais novo, mais sensível que o exame de PSA para determinar câncer de próstata)
  • Urinálise (pode revelar sangue na urina)
  • Exame de urina ou do líquido prostático (pode revelar células atípicas)
A biópsia da próstata é o único teste que pode confirmar o diagnóstico.
Os seguintes exames podem ser feitos para determinar se o câncer se disseminou:

  • Tomografia computadorizada
  • Cintilografia óssea
  • Raio X torácico

Os médicos usam um sistema chamado estadiamento para descrever quanto o câncer se desenvolveu. O tamanho do tumor e quanto o câncer se disseminou para outros órgãos determina o estágio. Identificar o estágio correto pode ajudar o médico a recomendar o melhor tratamento.
Existem várias formas diferentes de fazer o estadiamento de tumores, inclusive:
  • O sistema de estadiamento TNM (mais comum)
  • O sistema de estadiamento A-B-C-D, também conhecido como sistema Whitmore-Jewett

O grau de um tumor descreve o grau de agressividade que pode ter um câncer. Quanto mais as células de tumor diferirem do tecido normal, mais rápido elas têm probabilidade de crescer. O sistema de classificação de câncer de próstata é chamado escala ou escore de Gleason. Escores mais altos indicam geralmente cânceres que crescem mais rápido.

Tratamento
O tratamento do câncer de próstata varia dependendo do estágio do câncer

O tratamento adequado para o câncer de próstata não está compravado. As opções de tratamento variam dependendo do estágio do tumor.
Nos estágios iniciais, fale com seu médico sobre as várias opções, inclusive cirurgia, radioterapia ou, em pacientes idosos, monitoramento do câncer sem tratamento ativo.
O câncer da próstata que se disseminou pode ser tratado com drogas para reduzir os níveis de testosterona, cirurgia para remover os testículos ou quimioterapia.
Cirurgia, radioterapia e hormonioterapia podem interferir no desejo ou desempenho sexual de forma temporária ou permanente. Converse sobre suas preocupações com seu médico.
CIRURGIA
A cirurgia geralmente só é recomendada depois de avaliação e análise abrangentes de todas as opções de tratamento. Um paciente, ao tomar essa decisão, deve estar bem ciente dos benefícios e riscos do procedimento.
A cirurgia para remover a glândula prostática é frequentemente recomendada para tratar de cânceres de próstata nos estágios A e B. Este é um procedimento extenso, e podem ocorrer complicações.

 Existem várias opções de cirurgias.

A orquiectomia altera a produção hormonal e pode ser recomendada para câncer que se disseminou para outras áreas do corpo. Depois da cirurgia, podem ocorrer hematomas ou inchaço que devem desaparecer gradualmente. A perda de produção de testosterona pode levar a problemas com a função sexual, osteoporose (afinamento dos ossos) e perda de massa muscular
RADIOTERAPIA
A radioterapia é usada principalmente para tratar o estágio A, B ou C dos cânceres de próstata. Não está claro se a radiação é tão boa quanto a remoção prostática. A decisão sobre qual tratamento escolher pode ser difícil. Em pacientes cuja saúde torna a cirurgia muito arriscada, frequentemente a radioterapia é a melhor alternativa.

A radioterapia na glândula prostática pode ser externa ou interna:

  • A radioterapia por feixe externo é realizada ambulatorialmente por radioterapeutas especialmente treinados em um centro de radiologia e oncologia. Antes do tratamento, o terapeuta delimita a área a ser irradiada usando uma caneta especial. A radiação é dirigida à glândula prostática por meio de um aparelho que se parece com uma máquina de raio X comum. Geralmente, o tratamento é indolor. Efeitos colaterais podem incluir impotência, incontinência, perda de apetite, fadiga, reações da pele, como vermelhidão e irritação, queimação ou lesão do reto, diarreia, inflamação da bexiga (cistite) e sangue na urina. A radioterapia por feixe externo normalmente é aplicada cinco dias por semana, por um período de seis a oito semanas
  • A braquiterapia ou radiação interna da próstata envolve a colocação de sementes radioativas diretamente na próstata. Um cirurgião insere pequenas agulhas através da pele atrás do escroto para injetar as sementes. As sementes são tão pequenas que não são sentidas. Elas podem ser temporárias ou permanentes. Como a radioterapia interna é dirigida à próstata, ela reduz o dano nos tecidos ao redor da próstata. A braquiterapia da próstata pode ser aplicada em cânceres de próstata em estágio inicial de crescimento lento. Ela também pode ser aplicada com radioterapia de feixe externo para alguns pacientes com câncer mais avançado. Os efeitos colaterais podem incluir dor, inchaço ou hematomas no pênis ou escroto, urina ou sêmen vermelho amarronzado, impotência, incontinência e diarreia

A radiação é às vezes usada para aliviar a dor quando o câncer tiver se disseminado para os ossos


MEDICAMENTOS
Os medicamentos podem ser usados para ajustar os níveis de testosterona. Isso é chamado de manipulação hormonal. Tendo em vista que os tumores prostáticos dependem da testosterona, a redução dos níveis desse hormônio geralmente é eficaz para evitar o crescimento e posterior disseminação do câncer. A manipulação de hormônios é usada principalmente para aliviar os sintomas em pacientes com a doença já em fase de metástase. Ela também pode ser feita pela remoção cirúrgica dos testículos.
Existem medicamentos usados para tratar o câncer de próstata em estágio avançado. Eles bloqueiam a produção de testosterona. O procedimento é frequentemente chamado de castração química porque tem o mesmo resultado da remoção cirúrgica dos testículos. No entanto, diferentemente da cirurgia, ele é reversível. As drogas devem ser ministradas por injeção, geralmente a cada 3 a 6 meses. Os possíveis efeitos colaterais incluem náusea e vômito, ondas de calor, anemia, letargia, osteoporose, desejo sexual reduzido e impotência.
Outros medicamentos usados para hormonioterapia incluem drogas bloqueadoras de andrógenos (como flutamida), que evita que a testosterona se una às células prostáticas. Os possíveis efeitos colaterais incluem disfunção erétil, perda de desejo sexual, problemas hepáticos, diarreia e desenvolvimento de mamas.
A quimioterapia é aplicada, geralmente, para tratar de cânceres de próstata resistentes ao tratamento hormonal. Normalmente, o oncologista recomenda uma única droga ou uma combinação delas.
Os medicamentos de quimioterapia que podem ser usados em caso de câncer de próstata incluem:

  • Adriamicina
  • Docetaxel
  • Estramustine
  • Mitoxantrona
  • Paclitaxel
  • Prednisona
Depois da primeira dose, a maioria dos pacientes recebe a quimioterapia em ambiente ambulatorial, em uma clínica ou no consultório do médico. Os efeitos colaterais dependem da droga, da frequência e de quanto tempo você a toma.
Alguns dos efeitos colaterais das drogas mais comumente usadas para quimioterapia de câncer da próstata incluem:

  • Coágulos de sangue
  • Hematomas
  • Pele seca
  • Fadiga
  • Retenção de líquidos
  • Perda de cabelo
  • Redução de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ou plaquetas
  • Feridas na boca
  • Náusea
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou pés
  • Indisposição estomacal
  • Ganho de peso

MONITORAMENTO
Você será observado com atenção para garantir que o câncer não se dissemine. Isso envolve check-ups de rotina feitos pelo médico.
O monitoramento pode incluir:
  • Exame de sangue com antígeno específico prostático seriado (PSA) (geralmente a cada 3 meses durante 1 ano)
  • Cintilografia óssea ou tomografia computadorizada dos ossos para verificar se o câncer se disseminou
  • Hemograma completo para monitorar se há sinais e sintomas de anemia

Monitoramento de outros sinais e sintomas, como fadiga, perda de peso, aumento da dor, redução do funcionamento da bexiga ou dos intestinos e fraqueza


Grupos de apoio
Você pode reduzir o estresse da doença participando de um grupo de apoio em que os membros compartilham experiências e problemas comuns.
Evolução (prognóstico)
O resultado varia muito. Isso se deve principalmente ao fato de que a doença é encontrada em homens mais velhos, que podem ter uma variedade de outras doenças ou condições, como doença cardíaca ou respiratória ou deficiências. O resultado também é afetado pelo estágio e grau da doença quando o paciente é diagnosticado.
Complicações
A impotência é uma complicação possível após a remoção da próstata ou radioterapia. Recentes avanços nos procedimentos cirúrgicos fizeram com que essa complicação se tornasse menos frequente. A incontinência urinária é outra complicação possível. Os medicamentos podem ter efeitos colaterais, inclusive ondas de calor e perda do desejo sexual.
Ligando para seu médico
Marque uma consulta com o médico se você for homem acima de 40 anos e:

  • Nunca tiver sido submetido a triagem para câncer de próstata (por exame retal e nível de PSA)
  • Não tiver feito exames anualmente
  • Tiver um histórico familiar de câncer de próstata

Converse sobre as vantagens e desvantagens da triagem de PSA com seu médico.
Prevenção
Não há maneira conhecida para prevenir o câncer de próstata. A adoção de uma alimentação vegetariana e com baixos teores de gordura ou dieta alimentar semelhante à dos japoneses pode reduzir o risco. A identificação precoce (em oposição à prevenção) é agora possível pela triagem de homens acima de 40 anos com exame retal digital (DRE) e exame de sangue PSA.
Há uma discussão, no entanto, sobre a necessidade de fazer o exame de PSA em todos os homens. Há vários aspectos potenciais negativos do exame de PSA. O primeiro é que um nível alto de PSA nem sempre significa que um paciente tem câncer de próstata. O segundo é que os médicos estão detectando e tratando alguns cânceres de próstata nos estágios iniciais que podem nunca ter causado nenhum dano ao paciente. A decisão de se fazer um exame de PSA para triagem para câncer de próstata deve ser baseada em uma discussão entre o paciente e seu médico.

Fumo aumenta risco de morte em casos de câncer de próstata

Homens que fumavam na época do diagnóstico demonstraram ter 61% mais chances de morrer por causa do câncer de próstata

Os fumantes com diagnóstico de câncer de próstata correm mais risco de desenvolver tumores agressivos e maior probabilidade de morrer da doença do que os não fumantes, destacaram cientistas americanos.

Os homens que fumavam na época do diagnóstico demonstraram ter 61% mais chances de morrer por causa do câncer de próstata e 61% mais chances de o câncer voltar em comparação com os que nunca fumaram, afirmaram cientistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Califórnia em San Francisco.

No entanto, ex-fumantes que abandonaram o hábito 10 anos ou mais antes de ser diagnosticados com câncer de próstata demonstraram ter um risco de recorrência e de morte similar aos homens que nunca fumaram, destacou o estudo divulgado no Journal of the American Medical Association.

"Estes dados são estimulantes porque há poucos caminhos conhecidos para que um homem reduza o risco de morrer de câncer de próstata", assegurou um dos autores do estudo, Edward Giovannucci, professor de nutrição e epidemiologia de Harvard. "Para os fumantes, deixar (o hábito) pode reduzir o risco de morrer de câncer de próstata. É outra razão para não fumar", acrescentou.

A pesquisa examinou 5.366 homens diagnosticados com câncer de próstata entre 1986 e 2006. Durante este período, registrou 1.630 mortes, 524 (32%) devido ao câncer de próstata e 416 (26%) de doença cardíaca.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/fumo+aumenta+risco+de+morte+em+casos+de+cancer+de+prostata/n1597042358570.html

Depois de reportagem, clínica suspende sorteio de fertilizações

Conselho de Ética Médica de Minas Gerais diz não ter recebido pedido de análise
Em seu blog, a clínica Origen, com sede em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, comunicou que o concurso em que daria cinco fertilizações in-vitro pelo twitter está adiado “por motivo de força maior e pelo tempo mais curto possível”.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) se pronunciou sobre o caso nesta quarta-feira e disse não ter concedido autorização para a realização de tal promoção. Como o iG Saúde já havia antecipado, o oferecimento da terapia como “brinde” fere o código de ética médica.

Na terça-feira, dia 21, por meio de sua assessoria de imprensa a clínica divulgou o concurso. Para participar, a pessoa deveria seguir o perfil da clínica no Twitter e responder à pergunta: “Porque eu mereço ganhar uma ‘Fertilização in Vitro’ da Clínica Origen?”, além de incluir #baby5000 na mensagem. Segundo o regulamento, só seria permitida a participação de mulheres com as seguintes condições: ter mais de um ano de infertilidade; com indicação médica para o tratamento com FIV; ter menos de 40 anos de idade; uma dosagem de FSH de 3º (terceiro) dia menor que 12IU/ml; não ter feito FIV anteriormente e não ter filhos. O concurso é uma forma de comemorar a realização de cinco mil gravidezes pela clínica.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/depois+de+reportagem+clinica+suspende+sorteio+de+fertilizacoes/n1597043270549.html