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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Para combater o fumo, ministro da Saúde defende aumento no preço do cigarro

Além do reajuste, combate a pirataria também pode ser uma estratégia

JB Neto/AE
JB/AE

Diante do mal-estar provocado por declarações dadas há cerca de um mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou atrás e defendeu o aumento de preços de cigarro no país como uma estratégia para combater o fumo.

Na comemoração do Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio, o ministro havia afirmado que combater a pirataria seria mais importante que simplesmente deixar o produto mais caro. Agora, em meio às reações negativas, o titular da pasta admite a adoção de ambas as medidas de forma simultânea.

A declaração de Padilha sobre a prioridade do combate ao mercado ilegal gerou indignação entre médicos e integrantes do movimento de combate ao fumo no país. Para eles, o discurso do ministro representava mais uma amostra da estratégia de levar em banho-maria as ações de combate ao cigarro adotada nos últimos anos do governo Lula. Mas, dessa vez, com um agravante: o golpe partira justamente de um tradicional aliado, o Ministério da Saúde.

O descontentamento do movimento antitabagista pela política capitaneada pelo governo federal não é de hoje. A primeira crítica veio diante da decisão de engavetar a proposta de enviar ao Congresso um projeto determinando o fim dos fumódromos.

Foi reforçada depois, com a demora do governo em apoiar a determinação da proibição de adição de produtos como menta e chocolate ao cigarro. A inclusão desses produtos no tabaco é uma estratégia histórica da indústria para que jovens se interessem pelo cigarro.

OMS divulga guia para prevenção e tratamento de aids entre gays e transexuais

Brasília – Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um guia global para orientar autoridades de saúde e médicos sobre a prevenção e o tratamento de aids entre homossexuais e transexuais. O motivo é o aumento de casos de aids entre homens que fazem sexo com homens, principalmente em países desenvolvidos e outras regiões do mundo. Na América Latina, estima-se que metade dos casos da doença ocorreu por causa de sexo anal desprotegido entre homens.

Os homens que fazem sexo com homens (HSH) têm 20 vezes mais risco de serem infectados pelo vírus HIV em comparação com o restante da população, segundo a OMS. Entre os transexuais, a taxa de infecção varia de 8% a 68%, dependendo do país ou da região.

Para a OMS, esses grupos de pessoas têm dificuldade de pegar um preservativo ou tomar um antirretroviral por sofrerem discriminação e estigma. Uma das recomendações do organismo internacional é criar leis antidiscriminação e de proteção aos direitos humanos, além de abrir os serviços de saúde para atendê-los.

“Mais de 75 países criminalizam pessoas que mantêm relação sexual com o mesmo sexo. Os transexuais não são reconhecidos legalmente na maioria dos países. Essas condições forçam os HSH e os transexuais a sofrer sanções penais se quiserem discutir seu nível de risco sexual com um profissional de saúde. Eles [países] também autorizam a polícia a intimidar organizações que prestam assistência a essas populações”, diz o guia.

Outras orientações incluem o incentivo ao uso de preservativo e a oferta de teste rápido de aids a esses grupos.

O diretor do Departamento de HIV/Aids da OMS, Gottfried Hirnschall, ressaltou que não há como conter a epidemia mundial de aids sem orientações específicas aos homossexuais e transexuais. Estudo divulgado no ano passado pelo governo brasileiro constatou taxa de prevalência do HIV entre jovens gays com mais de 18 anos de 10,5%, acima da estimada na população masculina de 15 a 49 anos (0,8%). De acordo com a pesquisa, 57% dos homens em geral usam preservativo em relações sexuais com parceiros casuais, contra 54,3% dos jovens homossexuais.

Padilha abre conferência internacional de tecnologias em saúde

Rio de Janeiro - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha participou ontem (26) da cerimônia de abertura da Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde – Htai 2011. Em sua oitava edição, é a primeira vez que o encontro ocorre na América Latina e deve reunir cerca de mil pessoas.

De acordo com Padilha, no evento será discutido se os novos equipamentos, medicamentos, novas terapias ou vacinas, que surgiram nos últimos anos, podem ser usados sem riscos no tratamento da população. "Um dos grandes temas são as vacinas", disse. "O fato dessa rede [de avaliação de tecnologias em saúde] ter aprovado a introdução de vacinas, depois de avaliações criteriosas, fez com que pudéssemos adotar, recentemente, a vacina contra o rotavírus", relatou.

A rede de avaliação de tecnologias em saúde também ajuda o Brasil a direcionar as políticas públicas. Segundo o ministro, as orientações auxiliaram na introdução de testes rápidos para gravidez e sífilis congênita no sistema de saúde.

Durante a conferência, até quarta-feira (29) serão apresentados 828 trabalhos científicos de 44 países. Além do ministro Alexandre Padilha, também participam da abertura do evento, no Rio de Janeiro, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta

HPV resultou em aumento nos casos de câncer de boca e garganta entre os mais jovens
HPV resultou em aumento nos casos de câncer de boca e garganta entre os mais jovens

O consumo excessivo de álcool e tabaco sempre foi apontado por médicos especialistas como os maiores causadores de câncer de garganta. No entanto, nos casos de pessoas com menos de 50 anos, um fator se mostra muito mais frequente: o sexo oral. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, o vírus HPV – que pode ser transmitido por relações sexuais, inclusive sexo oral - atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.

Na Europa, outras pesquisas também apontam um fenômeno semelhante. A Inglaterra identificou aumento dos casos de câncer de garganta devido ao HPV. O mesmo ocorre na Suécia, onde o índice subiu de 25% para 90% nos últimos 30 anos.

Tumores

No Brasil, não há números específicos sobre câncer de garganta, mas os casos de tumores da boca cresceram consideravelmente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram registrados 14 mil novos casos em 2010.

“O aumento no número de casos de câncer de boca e garganta está ligado ao vírus HPV, sobretudo em jovens sem histórico de alcoolismo ou tabagismo”, explica Hézio Jadir Fernandes Júnior, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.

Segundo Fernandes, a divulgação deste tipo de pesquisa aponta uma evolução na compreensão da doença, mas não altera o conceito de tratamento e diagnóstico. “Ela é muito importante especialmente para conscientizar a população sobre os riscos de se contrair o vírus”.

Prevenção

De acordo com o médico oncologista, o método de prevenção básica é evitar ter relações sexuais de risco. “Se a pessoa frequentemente realiza sexo oral sem proteção, com vários parceiros, ela deve realizar alguns exames de avaliação. Caso seja identificada a presença do vírus, é possível realizar um tratamento antiviral”.

De acordo com Fernandes, um passo importante para o futuro seria uma campanha de vacinação massiva para meninas entrando na puberdade. “Imunizar estas pessoas, antes de elas entrarem em seu período de atividade sexual seria muito importante”.

Sintomas

Alguns sintomas podem ser identificados em pessoas que começaram a desenvolver a doença. Um deles é o surgimento de nódulos no pescoço, alteração na voz ou dificuldade para se alimentar. “Uma observação atenta da boca também é muito importante. Manchas ou sangramentos que não são curados em duas semanas podem ser um indício da doença”, explica o oncologista. “Neste caso a pessoa deve passar por uma biópsia”.

Vacinação contra poliomielite é prorrogada até 1º de julho em SP

            

A Secretaria Municipal da Saúde prorrogou até o dia 1º de julho a campanha de vacinação contra a poliomielite na cidade de São Paulo. A meta é vacinar 95% das crianças menores de cinco anos.

De acordo com a coordenadora de imunização da capital paulista, Lígia Néguer, as unidades de saúde da capital ficam abertas das 9h até as 17 h em dias úteis. “É importante levar a carteira de vacinação”, explicou a coordenadora.

Para consultar os endereços mais próximos para imunizar as crianças, basta ligar para o número 156.