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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Instituto Oswaldo Cruz faz mapa das “doenças da pobreza”


Dados devem ser usados no programa Brasil sem Miséria

Sem uma política competente de saúde, os programas de combate à miséria no Brasil não terão sucesso. Quem afirma isso é a médica Tânia Araújo-Jorge, diretora do Instituto Oswaldo Cruz, a instituição que enviou ao governo federal na semana passada nota técnica com um mapa das doenças associadas à pobreza, para servir como subsídio para o programa Brasil sem Miséria.

– O combate à miséria precisa ser uma ação multissetorial, atuando em várias frentes de forma articulada. Existem doenças que são ao mesmo tempo geradoras de pobreza e resultado da pobreza, formando um círculo vicioso.

O documento do instituto compilou dados Ministério da Saúde, fornecendo ao governo um balanço do crescimento de doenças diagnosticadas entre pessoas de baixa renda, as chamadas “doenças negligenciadas”, ou “doenças da pobreza”. Algumas delas, como tuberculose, sífilis, dengue e diversos tipos de verminoses, estão aumentando.

Para a diretora do instituto, as estratégias de controle das doenças da pobreza ainda não são suficientes para eliminá-las.
– Os dados relativos às doenças da pobreza nos mostram que há muito a ser feito. Trata-se de um acúmulo de décadas, de um passivo em relação ao tema
A médica diz que o perfil de doenças que atingem o brasileiro está mudando.

– Se há poucas décadas o perfil epidemiológico brasileiro estava composto principalmente por doenças transmissíveis, hoje ele evoluiu para as chamadas doenças crônicas - cardíacas, diabetes, obesidade e outras, que ganham importância cada vez maior. Ou seja, houve uma transformação no quadro epidemiológico mais geral. No entanto, para parcelas importantes da população, as doenças da pobreza ainda são relevantes e se superpõem a essas novas, impactando em complexidade para o sistema.

A novidade, segundo a pesquisadora, é que o governo federal, pela primeira vez, está procurando enfrentar de maneira global as questões que envolvem a miséria.

Aquecedor deixa a casa quentinha no inverno, mas causa riscos à saúde. Aprenda a usar

Aparelhos deixam o ar mais seco e podem prejudicar nariz e garganta

Com a chegada do inverno, aumenta o número de pessoas que procuram por aquecedores portáteis para deixar o clima em casa mais quente e agradável. O único vilão dessa história é o ar seco, comum nessa época do ano, que se agrava com o uso desses equipamentos.

Adote hábitos que evitam as doenças do frio

Geralmente, os aquecedores são colocados em ambientes com portas e janelas fechadas, para que sua eficiência não se perca. Uma dica é colocar uma bacia de água nos cômodos para manter a umidade relativa e causar menos desconforto ao nariz e à garganta.

O clima seco e as mudanças bruscas de temperatura colaboram para que doenças como gripe, resfriados, amidalite e dor de ouvido se espalhem rapidamente. Porém, algumas pessoas precisam enfrentar ainda outras manifestações que se agravam durante o inverno. É o caso de asma, pneumonia, bronquite, rinite e sinusite.

Segundo o médico pneumologista Mauro Gomes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os aquecedores ressecam o ar do ambiente, mas não trazem tantos riscos à saúde.

- O aquecedor elétrico é o menos maléfico para as pessoas. Já o aquecedor a óleo pode poluir o ambiente, da mesma forma que um ar condicionado com os filtros sujos. O uso exagerado desses aparelhos pode acarretar em uma asma, enfisema pulmonar, crise de rinite e outras doenças no longo prazo. Vale lembrar que pessoas que tenham aparelhos de ar condicionado devem manter os filtros limpos, ainda mais nessa época.

Gomes também ressalta que a pessoa que tem algumas dessas doenças deve sempre estar atenta e se cuidando.

- É pior para a saúde uma pessoa que está em um lugar quente e sair ao sereno do que usar o aquecedor dentro de casa. A pessoa que faz o tratamento adequado, de acordo com sua doença, não vai ter maiores complicações.

Gustavo Prado, pneumologista do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, afirma que a melhor medida para prevenir problemas respiratórios é a redução da poeira no ambiente.

- Manter o ambiente limpo e as paredes e tetos secos, assim como obedecer às orientações de descontaminação e higiene de sistemas de ar condicionado, são a melhor forma de prevenir que o ambiente interno cause irritações, inflamações e alergias nas áreas mais expostas, que são os olhos e as vias aéreas.

Segundo os especialistas, não se deve colocar nenhum tipo de aquecedor ao alcance de crianças e próximo de cortinas e colchas, o que pode causar algum tipo de incêndio.

A secretária Elisa Medeiros conta que comprou um aquecedor elétrico para seus filhos, mas que não deixa o aparelho ligado por muito tempo.

- Sempre ouvi médicos falarem sobre ressecar o ambiente e meus filhos têm sinusite. Deixo as crianças usarem o aparelho entre uma e duas horas à noite antes de dormir. Agora, dormir com ele ligado nem pensar.

Hidratação

Não é porque não estamos no verão que não devemos tomar bastante água para nos manter hidratados. A hidratação e a limpeza dos olhos e da mucosa nasal com o uso do soro fisiológico pode ser feita, se necessário, diversas vezes ao dia e é recomendada nos dias mais secos, quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 40%, ou quando a pessoa tem sintomas irritativos nos olhos, como coceira e ardor, e algumas queixas respiratórias, como o ressecamento nasal e a tosse.

Gomes também ressalta que a pessoa que tem algumas dessas doenças deve sempre estar atenta e se cuidando.

- É pior para a saúde uma pessoa que está em um lugar quente e sair ao sereno do que usar o aquecedor dentro de casa. A pessoa que faz o tratamento adequado, de acordo com sua doença, não vai ter maiores complicações.

Gustavo Prado, pneumologista do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, afirma que a melhor medida para prevenir problemas respiratórios é a redução da poeira no ambiente.

- Manter o ambiente limpo e as paredes e tetos secos, assim como obedecer às orientações de descontaminação e higiene de sistemas de ar condicionado, são a melhor forma de prevenir que o ambiente interno cause irritações, inflamações e alergias nas áreas mais expostas, que são os olhos e as vias aéreas.

Segundo os especialistas, não se deve colocar nenhum tipo de aquecedor ao alcance de crianças e próximo de cortinas e colchas, o que pode causar algum tipo de incêndio.

A secretária Elisa Medeiros conta que comprou um aquecedor elétrico para seus filhos, mas que não deixa o aparelho ligado por muito tempo.

- Sempre ouvi médicos falarem sobre ressecar o ambiente e meus filhos têm sinusite. Deixo as crianças usarem o aparelho entre uma e duas horas à noite antes de dormir. Agora, dormir com ele ligado nem pensar.



http://noticias.r7.com/saude/noticias/aquecedor-deixa-a-casa-quentinha-no-inverno-mas-causa-riscos-a-saude-aprenda-a-usar-20110618.html

Espanhola com 120 kg aos 15 anos passa por cirurgia de redução de estômago

EFE

Em função de sua estatura e idade, jovem pesava 79 kg a mais do que deveria

O Hospital de La Paz, em Madri, Espanha, realizou sua primeira cirurgia de redução de estômago em uma adolescente. A jovem, de 15 anos, pesava 120 kg. A operação foi realizada no dia 8 de junho, mas a informação foi divulgada apenas neste domingo (26).

Segundo informações do periódico espanhol El País, a jovem pesava 79 kg a mais do que deveria pesar. Em função de sua estatura e idade, seu peso deveria girar em torno de 41 kg.

Durante a cirurgia foram retirados 75% do estômago da jovem. Esse processo também elimina muitas células produtoras de grelina, conhecido como o hormônio que causa a sensação de fome.

De acordo com o cirurgião pediátrico Pedro Olivares, a paciente sofre de uma obesidade mórbida severa. Além disso, no caso dela, “falharam todos os mecanismos de prevenção e tratamento da obesidade infantil”.

A Unidade de Obesidade Infantil do hospital já realizou 14 operações em jovens. Sete delas foram com balão intragástrico e seis com faixas gástricas, que restringem a ingestão de alimento. A cirurgião de redução de estômago só foi feita no caso da jovem porque os dois procedimentos anteriores não deram resultado.

Remédios contra Aids podem causar envelhecimento precoce, diz estudo

Resultados foram encontrados nos medicamentos mais antigos usados no tratamento

Um tipo de medicamento genérico usado para tratamento do HIV na África e em outras regiões pobres do planeta pode causar envelhecimento precoce e doenças relacionadas com idade avançada, como problemas cardíacos e demência, de acordo com estudo britânico divulgado neste domingo (26) pela revista científica Nature Genetics.

A pesquisa mostra que os remédios, conhecidos como inibidores da transcriptase reversa (NRTIs, em inglês), causam danos ao DNA na mitocôndria do paciente - as "baterias" que dão força para as células.

Os cientistas disseram ser improvável que os mais recentes coquetéis de remédios contra a Aids fabricados por empresas como Gilead, Merck, Pfizer e GlaxoSmithKline poderiam causar níveis similares de danos, já que se acredita que eles sejam menos tóxicos para as mitocôndrias. Mas é necessário realizar novas pesquisas para se ter certeza, diz Patrick Chinnery, do Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle.

- Leva tempo para que esses efeitos colaterais fiquem aparentes, então há uma interrogação sobre o futuro, para descobrir se essas novas drogas vão causar ou não este tipo de problema. Provavelmente, eles não causam isso, mas não temos como ter certeza, pois não tivemos o tempo necessário para descobrir.

As descobertas, contudo, ajudam a explicar porque pessoas com HIV quando são tratadas com os medicamentos antigos contra a Aids mostram, em alguns casos, sinais avançados de fragilidade e doenças como problemas cardíacos e demência enquanto jovens, afirmaram os pesquisadores.

- O DNA nas nossas mitocôndrias é copiado durante a nossa vida e, conforme envelhecemos, naturalmente acumula erros. Acreditamos que essas drogas contra o HIV aceleram o ritmo de criação desses erros. Então, em um prazo de dez anos, o DNA de uma pessoa pode ter acumulado a mesma quantidade de erros do que uma pessoa que envelheceu naturalmente 20 ou 30 anos.

Os remédios NRTI - sendo o mais conhecido o AZT, também chamado de zidovudine e criado originalmente pela GSK - foram um grande avanço no tratamento do HIV quando surgiram no final da década de 1980. Eles aumentaram a vida dos pacientes e ajudaram a tornar o HIV uma doença crônica com gerenciamento possível em vez de uma sentença de morte.

Preocupações sobre o nível tóxico dos NRTIs, especialmente em uso de longo prazo, culminaram com uma utilização menor em países ricos, onde foram substituídos por remédios mais caros e com efeitos colaterais menores.

Mas, em países pobres, onde o acesso aos medicamentos genéricos é, normalmente, a única maneira que os pacientes têm de receber tratamento, os NRTIs ainda são usados de maneira generalizada.

França deve pagar se errar sobre origem da E.coli, diz ministro

Após França acusar empresa britânica, Reino Unido ameaça país vizinho

Um membro britânico do Parlamento Europeu pediu à França o pagamento de compensações caso a empresa do Reino que o governo francês associou ao surto de E.coli em Bordeaux não for de fato responsável pela contaminação.

Sete pessoas ainda estão no hospital neste domingo (26), sendo uma mulher de 78 anos em estado grave, após serem infectadas pela bactéria E.coli.

A Alemanha identificou em maio deste ano um surto da bactéria assassina – que já matou ao menos 45 pessoas na Europa. Autoridades ligam a epidemia a brotos de feijão contaminados e rebentos plantados em uma fazenda orgânica no norte alemão, que foram para restaurantes e cozinhas de todo o país.

O Ministério do Comércio francês disse que a empresa Thompson & Morgan, sediada em Ipswich, no Reino Unido, estava por trás do surto, e ordenou que as lojas parassem de vender sementes de feno-grego, mostarda e rúcula fornecidas pela empresa enquanto os testes estavam sendo realizados. O ministério disse que a ligação entre os sintomas da doença e as sementes trazidas para o subúrbio de Begles, em Bordeaux, não era definitiva.

A empresa disse não acreditar ser responsável pelas contaminações. Foi o que levou à manifestação de Richard Howitt, membro do Parlamento Europeu, em comunicado neste domingo.

- Se o governo francês estiver errado, saindo em público dessa forma, e a ligação não for provada, então eles deverão ser responsabilizados pelo que poderiam ser centenas de milhares de libras em prejuízos no mercado de vegetais e saladas de East Anglia e do Reino Unido.

As autoridades francesas disseram que ao menos seis das pessoas internadas em Bordeaux comeram brotos de vegetais vendidos em uma feira local que foram cultivados com sementes compradas em uma loja fornecida pela Thompson & Morgan.

Segundo Howitt, essas sementes podem ter sido produzidas na Itália, embaladas e vendidas em Ipswich, mas distribuídas e vendidas em uma festa escolar em uma pequena cidade próxima de Bordeaux.

- Então não está claro quando ou se a E.coli entrou na cadeia.