Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 28 de junho de 2011

Equipe vai sanear hospital de Sorocaba

Esquema de fraudes derrubou secretário estadual de Esportes e coordenador de Saúde

O interventor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), Luis Claudio Silva, deve nomear hoje uma equipe de administradores e médicos para sanear a unidade. Desde o dia 16, o hospital público está no centro de uma investigação do Ministério Público e da Polícia Civil que apura esquema de fraudes em plantões. Os médicos não apareciam para trabalhar, mas eram pagos.

O interventor já alterou o sistema de plantões. Funcionários controlaram, no fim de semana, os horários dos plantonistas. Silva foi nomeado interventor no dia 20, após prisão do diretor do CHS, Heitor Consani, suspeito de fraude e também de dirigir licitações. As investigações levaram à demissão do secretário estadual de Esportes, Jorge Pagura, e do coordenador de Saúde, Ricardo Tardelli, citados em escutas. Eles negam envolvimento.

O interventor tem até o fim de agosto para apresentar um diagnóstico dos problemas. Já revelou a interlocutores que o hospital está sobrecarregado. O número de pacientes vindos de 48 municípios da região chega a três mil por dia. Silva pretende intervir no setor de marcação de consultas para reduzir a espera e na compra de equipamentos básicos em caráter emergencial.

O diretor da PUC-SP em Sorocaba, Eduardo Martinez, confirmou ter havido reclamações de falta de médicos nos plantões que têm a participação de residentes da universidade. O interventor pretender estabelecer um diálogo com a PUC-SP para corrigir os problemas. Atualmente, a universidade mantém 120 médicos recém-formados atuando em rodízio no conjunto. Outros 200 alunos do 5.º e 6.º anos cursam disciplinas práticas no hospital.

O prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi (PSDB), que indicou o ex-diretor, classificou as denúncias envolvendo Consani como "uma surpresa ruim". Também deseja se reunir com o interventor.

Estudo mostra que diabete já atinge 10% da população mundial

Pesquisa em 200 países indica que a doença virou epidemia global; incidência é maior em nações em desenvolvimento
Quase 10% de toda a população mundial adulta tem diabete, e a incidência da doença está aumentando rapidamente. Como ocorre nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos, a falta de atividade física e a obesidade da população representam as principais causas do problema também nos países em desenvolvimento, como a Índia e parte da América Latina, do Caribe e do Oriente Médio.

Brian Snyder/ReutersEssa é a conclusão de um estudo publicado no final de semana pela revista médica Lancet, que acompanhou nas últimas três décadas os padrões no desenvolvimento da diabete e os valores médios das leituras do nível sanguíneo de açúcar em cerca de 200 países e regiões.

O resultado da pesquisa traz a previsão de grandes custos e do fardo das complicações físicas nos próximos anos do século, pois a doença aumenta o risco de a pessoa sofrer ataque cardíaco, insuficiência renal, cegueira e certos tipos de infecção.

"O estudo confirma aquilo que muitos suspeitavam: a diabete se tornou uma epidemia global", disse Frank Hu, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, que não participou dos trabalhos.

"Isso tem o potencial de sobrecarregar os sistemas de saúde de muitos países, principalmente aqueles em desenvolvimento."

Incidência. Em todo o mundo, a incidência da diabete em homens com mais de 25 anos aumentou de 8,3% em 1980 para 9,8% em 2008.

Para as mulheres com mais de 25 anos, o aumento foi de 7,5% para 9,2%.

"Este deve ser um dos traços que definirão a saúde mundial nas próximas décadas", disse Majid Ezzati, epidemiologista e bioestatístico da Faculdade Imperial de Londres, que liderou o estudo.

"Temos o simples fato da magnitude do problema. Além disso, diferentemente da pressão alta e do colesterol, não há tratamentos eficazes contra a diabete."

Tipos. Há dois tipos de diabete, um problema no metabolismo que faz com que o corpo seja incapaz de transportar o açúcar adequadamente até os tecidos por meio do sangue após uma refeição.

O tipo 1 é uma doença autoimune que surge na infância. O organismo destrói as células produtoras de insulina. O paciente deve receber injeções de insulina para sobreviver.

O tipo 2 corresponde a 90% dos casos e em geral é detectado depois dos 25 anos. Pode ser controlado por meio do uso da insulina, comprimidos e, em certos casos, perda de peso e prática de exercícios.

Estudo revela novos danos causados pelo bisfenol A

Composto usado em plásticos prejudica vida sexual de roedores; impacto em humanos é considerado provável

O bisfenol A (BPA, na sigla em inglês) prejudica o comportamento sexual de roedores, especialmente dos machos. É o que mostra um trabalho publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A substância, utilizada pela indústria química na produção de diversos tipos de plástico, tem sido combatida por médicos e ambientalistas que defendem seu banimento.
No estudo, fêmeas de rato-veadeiro consumiram BPA na dieta durante a gestação e a amamentação. A proporção da substância não ultrapassava os níveis considerados seguros, estipulados pelo FDA, a autoridade sanitária americana: cerca de 50 miligramas por quilo de alimento.

A prole masculina dessas fêmeas era aparentemente idêntica aos roedores que não foram expostos ao BPA. Manifestavam, no entanto, um comportamento muito diferente. Não conseguiam sair de um labirinto simples que outros machos enfrentavam com facilidade.

Os cientistas viram um sintoma de feminilização na incapacidade do animal em lidar com informações espaciais: na espécie estudada, os machos possuem um senso de orientação muito mais aguçado. Sem ele, não conseguiriam encontrar as fêmeas espalhadas no ambiente e se reproduzir. Além disso, machos expostos ao BPA foram desprezados pelas fêmeas que, de alguma forma, percebiam a diferença com relação aos outros machos.

Os estudos em humanos ainda não são conclusivos. Mas Cheryl Rosenfeld, da Universidade de Missouri, coautora do artigo, aponta que os dados sugerem "que garotos podem ser mais suscetíveis ao produto que garotas".

A médica Ieda Verreschi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo, concorda. "Estudos apontam que o bisfenol A imita o comportamento dos hormônios estrogênicos (grupo de hormônios sexuais que estimulam os caracteres femininos secundários)", diz. A sociedade iniciou uma campanha para o banimento do bisfenol no País: "Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B".

A importação e a venda de mamadeiras que contêm o BPA está proibida na União Europeia. A China também tem uma lei que proíbe a produção de frascos para alimentação infantil que contenham plásticos feitos com o produto químico.

O BPA já foi banido no Canadá, na Costa Rica, na Malásia e em pelo menos 11 Estados americanos. No Brasil, a proibição do elemento químico está em discussão no Congresso. Em abril, a Justiça determinou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamentasse em 40 dias a inclusão de um alerta sobre a presença da substância nas embalagens dos produtos. A agência conseguiu prorrogar o prazo até agosto e está recorrendo da decisão.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110628/not_imp737760,0.php

Estudiosos desenvolvem vacina que combate a barriga d'água

Produto, feito com tecnologia totalmente nacional, obteve ótimos resultados em testes com animais

´

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão desenvolvendo uma vacina contra a esquistossomose, doença que afeta 4 milhões de pessoas no Brasil e 200 milhões ao redor do mundo. Já está previsto um programa de prevenção e controle efetivo de sua transmissão, capitaneada pela fundação. O produto, feito com tecnologia totalmente nacional, obteve ótimos resultados em testes com animais e ainda este ano terá sua segurança avaliada em seres humanos.

A esquistossomose caracteriza-se pela inflamação do fígado e do baço causada pelos ovos do verme Schistosoma mansoni. O aspecto físico resultante desse quadro justifica o nome popular da doença: barriga d'água. Segundo a médica responsável pela pesquisa, Miriam Tendler, além de comprometer a saúde, a esquistossomose prejudica as capacidades de aprendizagem e de trabalho e a qualidade de vida do doente.

Seu contágio ocorre depois que larvas do S. mansoni são liberadas na água pelo caramujo Biomphalaria, seu hospedeiro intermediário, e penetram na pele humana. O tratamento é realizado com medicamentos por via oral para matar o parasita dentro do corpo.

Saiba mais sobre as micoses e como evitá-las


Micoses são problemas de pele causados por fungos que podem estar em plantas, animais, no solo ou até nas pessoas

As micoses são uma dor de cabeça para muita gente, mas você sabe o que são? De acordo com a dermatologista do Hospital Moinhos de Vento Suzana Hampe, micoses são problemas de pele causadas por diferentes tipos de fungos. Eles podem estar presentes em animais, solo e plantas ou até nas próprias pessoas.

— As micoses podem ser superficiais, que são as mais comuns e dão na parte externa da pele ou as profundas, que são doenças mais raras e se manifestam por dentro da pele — diz.

Micoses superficiais

A médica exemplifica alguns tipos de micoses mais comuns:

:: Pé de atleta ou frieira

— Nascem por fungos que aparecem entre os dedos dos pés e que são causados principalmente por umidade. Pessoas que usam tênis ou calçados fechados e úmidos tem maior tendência a desenvolver o pé de atleta — explica.

:: Fungos transmitidos por animais

— Ocorrem em geral por contato com cães, gatos ou cavalos. As lesōes lembram um anel avermelhado com descamação, que cresce para a periferia e o centro tende a curar-se à medida que cresce. Coçam bastante — revela.

:: Fungos nas virilhas

— Mais comum em homens, pessoas acima do peso e que suam muito no local. Calção ou biquíni molhado por muito tempo na praia é um convite para ter o fungo. Aparecem lesões avermelhadas que podem coçar ou não. São frequentemente confundidas com assadura ou alergia, induzindo a pessoa a colocar medicamentos errados que podem apenas aliviar o quadro, mas não curar — alerta a médica.

:: Pitiriase Versicolor ou pano branco

— Forma várias e pequenas manchas brancas com leve descamação principalmente nas costas, peito e braços. Em alguns casos, podem ser rosadas ou acastanhadas. O pano branco ocorre com maior frequência em adolescentes e adultos jovens, pois produzem mais gordura no corpo — diz.

:: Micoses das unhas

— Aparecem como descolamentos de uma ou mais unhas, ficando uma área esbranquiçada e por baixo oca. É importante coletar material para identificar o tipo de fungo, para saber de onde veio e orientar o tipo de medicamento a ser usado, uma vez que a cura é mais demorada e pode ser necessário tomar medicação oral por longo prazo — ressalta.

Já as micoses mais profundas, a dermatologista alerta que são muito difíceis de acontecer e são mais complicadas.

— Por exemplo, o fungo Paracoccidioides brasilensis causa uma infecção pulmonar e pode se espalhar por dentro da pele — lembra.

Tratamento

Suzana explica que o tratamento para as micoses variam de caso para caso e que somente um médico dermatologista pode indicar qual o melhor para você.

— Na maioria dos casos, as micoses não acarretam grandes complicações e um simples creme antifúngico pode resolver. Mas a escolha do tempo de tratamento e se vai necessitar remédio oral vai depender do tamanho e da extensão das lesões, do tipo de fungo, de onde se localizam as lesões e se a pessoa tem uma boa defesa também — alerta.

Prevenção

Veja as dicas da dermatologista para que evitar as micoses:

:: Quem tem contato com animais domésticos deve observar se o cão ou o gato não tem falhas no pelo em forma de rodelas, já que isso pode sinalizar fungos;

:: Deve-se secar bem os pés e entre os dedos após o banho;

:: Pessoas que suam muito podem usar talcos antisépticos entre os dedos do pé e calçados, além de procurar não repetir os calçados todos os dias;

:: Procure usar meias e roupas íntimas que absorvem a umidade como as de algodão;

:: Não compartilhar toalhas, meias e calçados;

:: Pessoas com tendência a formar o pano branco, não devem usar hidratante nas partes oleosas do corpo;

:: As roupas devem ser bem ventiladas;

:: Não abusar de carboidratos na dieta;

:: Praticar atividades físicas com roupas de tecidos leves como o Dryfit e algodão;

:: Para quem coloca muito a mão na água é melhor usar luvas de borracha com forro de algodão. Esta é a melhor forma de evitar a candidíase nas mãos.