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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Você corre risco de ter diabetes?

Veja dicas de como identificar e lidar com a doença

Diabetes: muitos portadores precisam tomar insulina para controlar o problema

O diabetes é uma das principais causas de morte no mundo. Por conta disso, é importante conhecer os fatores de risco e o que pode ser feito para prevenir ou tratar a doença, informa a Divisão Americana de Médicos.

“O diabetes é uma condição crônica que pode causar complicações graves, dentre elas problemas cardíacos, derrame, pressão arterial alta, cegueira, falência renal e danos ao sistema nervoso”, diz o presidente da entidade, Fred Ralston.

Os fatores de risco do diabetes tipo 2 são: ter mais de 45 anos, histórico familiar da doença, estar acima do peso, não praticar atividades físicas, ter sofrido de diabetes gestacional; ter pressão arterial alta e ter colesterol alto.

“É importante conhecer os fatores de risco e os sinais de alerta do diabetes, e também o que pode ser feito para tratar a doença”, diz o especialista.

Os sinais de alerta do diabetes são: sede ou fome excessiva, fadiga, necessidade frequente de urinar, perda de peso (sem motivo), visão turva, formigamento ou dormência nas mãos ou nos pés, infecções frequentes e recuperação lenta de ferimentos.

Um teste de sangue simples pode diagnosticar a doença. Ao ser diagnosticado com diabetes, é possível controlar a doença com educação e a adoção dos seguintes hábitos: exercícios regulares; dieta saudável rica em legumes, frutas, peixes, carnes brancas e grãos integrais, perda de peso, avaliação dos níveis de açúcar no sangue, acompanhamento médico e medicações ministradas diariamente.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/voce+corre+risco+de+ter+diabetes/n1237980623373.html

Gene da magreza é associado a problemas no coração

Genes responsáveis pela magreza foram associados a problemas cardíacos e à diabetes do tipo 2 - normalmente vinculados à obesidade

O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa. O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas. A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens.

Magros

A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Epidemiology Unit do Institute of Metabolic Science, em Cambridge, na Inglaterra, disse que quando os cientistas perceberam a associação genética ficaram intrigados. "Fizemos uma fascinante descoberta genética", disse Loos. E aconselhou: "Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência", disse Loos.

O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode "esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável". (A pesquisa) "também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde".

Comentando o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, disse: "Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura".

"A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele". "Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física".

http://saude.ig.com.br/minhasaude/gene+da+magreza+e+associado+a+problemas+no+coracao/n1597050622432.html

Densitometria Óssea (DMO)

O que é
É um exame indolor, simples, seguro e não invasivo, que usa uma fonte de raio X de baixa intensidade radioativa para captar e analisar por computador o teor de cálcio e de outros minerais contidos nos ossos.



Para que serve
Desde 1994 o exame é considerado pela Organização Mundial de Saúde como padrão ouro para o diagnóstico da osteopenia e da osteoporose – doenças caracterizadas pela redução da capacidade do organismo de formar o osso.

Como é feito
O paciente é deitado em uma máquina que capta as imagens de forma semelhante ao exame de raio X. Em todos os pacientes são examinados a coluna e o quadril.

Preparo
Gravidez, peso acima de 120 quilos, realização de exames com contraste nas duas semanas anteriores são situações que impedem a realização da densitometria óssea. Uso de medicação deve ser informado no agendamento do exame.

Valores de referência
Normal: valores de DMO na coluna lombar igual ou maior que 1,05 g/cm² e igual ou maior que 0,83 g/cm² no colo do fêmur (osso da coxa)

Baixa massa óssea: valores de DMO na coluna lombar entre 1,05 e 0,88 g/cm² e entre 0,83 e 0,71 g/cm² no colo do fêmur

Osteoporose: valores de DMO na coluna lombar igual ou menor que 0,88 g/cm² e igual ou menor que 0,71 g/cm² no colo do fêmur


Densitometria Óssea do Fêmur

Minimize a radiação de raios-X

Esses exames são importantes e contribuem para os diagnósticos, mas não devem ser feitos sem necessidade

Se você precisa de uma imagem melhor de seu braço dolorido após uma queda ou vislumbrar o interior de seus dentes brancos e brilhantes, alguns raios-X são necessidades médicas.

Mas, apesar de seu valor indiscutível, eles também podem expor você à radiação. O U.S. Food and Drug Administration oferece estas diretrizes para minimizar a exposição à radiação:

- O raio-X pode beneficiar você. Não recuse o exame que é medicinalmente indicado. Por outro lado, não é preciso exigir um raio-X se seu médico diz que ele não é necessário.

- Se estiver grávida ou suspeita que poderia estar, avise o técnico antes de começar o exame.

- Pergunte se você pode usar um escudo de proteção de chumbo.

- Pergunte se estão disponíveis raios-X de baixa radiação.

- Faça uma lista com seu histórico de raios-X para controle de quantas vezes já os realizou.

Programa criará 4 mil Academias da Saúde

Ação do Ministério da Saúde visa modificar quadro de sedentarismo e sobrepeso do brasileiro

O Ministério da Saúde vai implementar 4 mil polos do Programa Academia da Saúde até 2014, em todo o país. Nesta segunda-feira (27), foram publicadas no Diário Oficial da União duas portarias que permitem a adesão e destino de recursos aos municípios interessados.

A ação prevê uma série de medidas voltadas à promoção da saúde dos brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS), com a criação de espaços específicos para o desenvolvimento de práticas corporais, atividades físicas, lazer e de modo de vida saudável.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, em cinco ou mais dias por semana. De acordo com o último Vigitel, inquérito telefônico realizado pelo ministério, 16,4% dos brasileiros adultos são fisicamente inativos. Segundo o estudo de 2010, quase metade da população adulta (48,1%) está acima do peso e 15% são obesos.

“A exemplo dos programas desenvolvidos em algumas capitais, o Academia da Saúde busca eliminar barreiras como a inexistência de espaços públicos de lazer, o que reduz a possibilidade de acesso às práticas corporais pela maioria da população”, explica Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, do Ministério da Saúde.

Segundo a coordenadora, além de receber orientações sobre atividades físicas, de segurança e de educação alimentar e nutricional, a população terá a chance de praticar ginástica, capoeira, dança, jogos esportivos, yoga, tai chi chuan e atividades artísticas como teatro, música, pintura e artesanato. Os exercícios serão orientados por profissionais capacitados. O programa tem como referenciais iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Recife (PE), Aracaju (SE) e Belo Horizonte (MG).

A meta do Ministério da Saúde é implantar 1 mil polos por ano até o final de 2014. O Programa faz parte das Políticas Nacionais de Atenção Básica e de Promoção da Saúde e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfretamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil, que será apresentado em setembro durante a Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA).