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sábado, 9 de julho de 2011

“Brasil precisa superar distribuição desigual de médicos”

Aperfeiçoamento na formação do médico; fim da abertura indiscriminada de faculdades de medicina; e a adoção, por parte dos governos, de políticas públicas que fixem especialistas nas periferias dos grandes centros urbanos e nas pequenas cidades deram a tônica do II Fórum Nacional sobre Educação Médica.

“Os ministérios da Saúde, Educação, Planejamento e Fazenda precisam trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade da saúde oferecida à população”, declarou o representante da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, no encerramento do II Fórum Nacional sobre Educação Médica, realizado ontem, dia 6 de julho, no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo.

Carvalhaes disse que a saúde precisa ter orçamento próprio e defendeu como uma das saídas, a imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29, que define os percentuais que os governos federal, estaduais e municipais devem investir na área.

Neste sentido, Carvalhaes destacou a necessidade de uma integração entre o executivo e o Congresso Nacional. O especialista também criticou a abertura indiscriminada de escolas de medicina no país e defendeu a adoção do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

A secretária executiva da Comissão Nacional de Residência Médica, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, disse que é preciso conscientizar os gestores nos estados e nos municípios sobre a necessidade da adoção de uma política de estado para a saúde, a fim de evitar a interrupção dos programas a cada troca de gestor. Sobre a necessidade de se fixar o médico nas periferias dos grandes centros urbanos e em regiões remotas ela afirmou que “o que fixa é a residência médica, remuneração adequada e condições técnicas e tecnológicas para o médico trabalhar”.

Ainda sobre a relação entre a oferta e a demanda de médicos no País, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Avila, apresentou números sobre a desigual distribuição de médicos no Brasil. “A maioria está nos grandes centros urbanos e na faixa litorânea do Brasil”, comentou. Ainda segundo d’Avila, o estado que apresenta a melhor distribuição de médicos entre capital e interior é Santa Catarina, onde não há nenhuma cidade sem esse profissional. A pior distribuição está nas regiões Nordeste e Norte.

O secretário de comunicação e imprensa do Simesp, João Paulo Cechinel, resumiu a preocupação dos participantes do Fórum em relação à qualidade da formação do médico e propôs a adoção de um sistema de avaliação continuada tanto dos cursos de graduação como na pós-graduação. “A avaliação deve envolver as escolas e os estudantes”, destacou. Segundo ele, recente pesquisa realizada entre o período de 1965 a 2011, durante o qual a população brasileira cresceu 133% contra um crescimento de 770% no número de escolas de medicina hoje na casa de 181.

Também participaram do Fórum o presidente do Cremesp, Renato Azevedo, o presidente da APM, Jorge Curi, a presidente da Associação Brasileira de Ensino Médico (ABEM), Jadete Lampert, o superintendente do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), Latif Abrão, o representante da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Paulo Elias, presidentes de sindicatos de médicos de vários estados, diretores de sociedades de especialidades e de associações de médicos residentes.

O II Fórum Nacional sobre Educação Médica contou com a organização da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e Iamspe. O encontro abriu as comemorações do cinquentenário do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), que acontece de 7 a 9 de julho, com a realização de um congresso sobre saúde do idoso

Fonte SaudeWeb

Unimed estabelece parceria com Orthofix para cirurgias ortopédicas

Os associados da Unimed que se submeterem a cirurgias ortopédicas de trauma ou correção de deformidades ósseas, terão à sua disposição fixadores externos, internos e placas da Orthofix, empresa especializada em Ortopedia e Traumatologia.

Para o vice-presidente de Vendas de Ortopedia Internacional da Orthofix, Patrick Florentiny, a parceria traz benefícios para os médicos e pacientes, pela facilidade de manuseio que os aparelhos oferecem para o cirurgião, menor tempo de recuperação pós cirúrgica e redução do risco de novas intervenções cirúrgicas.

Em entrevista para o Saúde Web, o diretor de integração Cooperativista da Unimed, Valdmário Rodrigues Junior, fala sobre as regras da parceria.

SW: essa parceria tem validade para todas as Unimeds?
VJ: sim. As negociações realizadas pelo C. T. N. P. M. (Comitê Técnico Nacional de Produtos Médicos) são de abrangência nacional, disponibilizadas no Cadastro de OPME do portal Unimed e aplicadas no Intercâmbio Nacional.

SW: ela é exclusiva ou continuarão a trabalhar com outros fornecedores?
VJ: ela não da exclusividade. Por oferecermos um mercado muito amplo e diversificado, composto por diferentes escolas médicas, respeitam-se as indicações e/ou solicitações dos profissionais, em cumprimento à resolução das entidades médicas, “onde o profissional deve apresentar as especificações técnicas do material solicitado, devendo sugerir três marcas diferentes, e a escolha será de competência da operadora de saúde“

SW: quais foram os critérios utilizados para o acordo?
VJ: após uma visita técnica as empresas parceiras são escolhidas quando do preenchimento dos requisitos da I. N. 59 da Anvisa, tendo sua cobertura de âmbito nacional, e que ela tenha junto aos seus distribuidores a autoridade para fazer cumprir o que foi negociado.

SW: quais procedimentos serão cobertos pelos materiais da Orthofix?
VJ: todos aqueles procedimentos que forem solicitados pelos médicos responsáveis, e que estejam em conformidade com os protocolos estabelecidos pelos comitês de especialidades.

SW: quanto estimam economizar com a parceria, tendo em vista que as OPMEs têm um custo alto para o setor?
VJ: O C. T. N. P. M não se apega apenas ao valor financeiro nesta relação comercial, busca qualidade, presteza, rapidez, transparência e diversificação de produtos para oferecer aos médicos responsáveis o melhor para o desempenho de seu trabalho. A economia alcançada terá sua contra partida para a empresa, com o ganho em escala no mercado da Unimed.

SW: como vai ser a orientação junto aos médicos na hora de recomendar um tipo de material (OPME) para um tratamento?
VJ: Todos aqueles procedimentos que forem solicitados pelos médicos responsáveis e que estejam em conformidade com os protocolos estabelecidos pelos comitês de especialidades, serão analisados pelos setores de auditoria das respectivas singulares e posteriormente autorizados.

Fonte SaudeWeb

Ginecologistas e obstetras param de atender planos em setembro


A Ginecologia e a Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp) vai parar nos dias 1º, 2 e 3 de setembro de 2011. A suspensão do atendimento ocorrerá no sistema de saúde suplementar; não serão feitos quaisquer procedimentos eletivos referentes a planos e seguros saúde. É o que informou a assessoria de imprensa da entidade nesta sexta-feira (08). “O ato é uma espécie de ultimato que os especialistas paulistas dão às empresas após frustradas tentativas de negociações de reajustes de honorários e/ou de propostas muito aquém das expectativas”, afirmou, em comunicado.

Desde outubro de 2010, quando constituiu sua Banca de Negociações, a Sogesp está em negociação com 49 operadoras. A principal reivindicação é a adequação dos honorários médicos à CBHPM 2003 reajustados com base no IGPM até 2010.

De acordo com a entidade, até agora, 29 não marcaram reunião com a instituição e uma se negou a dialogar. Outro bloco, de 19 planos, topou conversar. “No entanto, após o encontro e a formalização da proposta, apenas uma se dispôs efetivamente a negociar. Oito não responderam à proposta SOGESP e outras 6 a rejeitaram. De outras 4, aguarda-se contato, pois ainda estão no prazo para responder”, explicou, em comunicado.

A suspensão do atendimento do dia 1º ao dia 3 de setembro foi aprovada durante a III Reunião com as Diretorias Regionais e Representantes Credenciados, em Campinas, no dia 19 de junho. O ultimato ocorrerá durante o XV Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, quando os 6 mil profissionais debaterão quais os próximos passos do movimento, inclusive o descredenciamento coletivo será uma das alternativas debatidas.

A suspensão abrangerá somente os atendimentos eletivos. As urgências e emergências estarão garantidas. Para não causar transtornos aos pacientes, a Sogesp orienta os ginecologistas e obstetras de São Paulo a fecharem suas agendas dos dias 1º, 2 e 3 de setembro, já remarcando eventuais consultas e procedimentos pré-combinados para outras datas.

Fonte SaudeWeb

SP ganha central de regulação de leitos de UTI

Monitorar a disponibilidade de leitos de UTI em todo o estado de São Paulo e agilizar a transferência de pacientes com quadros graves. Este é o objetivo da nova central online de vagas de urgência e emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entregue pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no dia 7 de julho e que já funciona há cerca que um mês. A unidade é a primeira no País a oferecer este tipo de serviço.

A Central de Regulação de Ofertas de Serviço de saúde, conhecida como CROSS é totalmente informatizada. Ela funcionará 24 horas todos os dias da semana e contará com cerca de 200 funcionários, entre eles, 100 médicos, 50 técnicos auxiliares de regulação, técnicos em informática e atendentes e será responsável por regular todo o fluxo de pacientes da grande São Paulo, litoral e interior do estado. “Este é um serviço totalmente informatizado. Temos na área de urgência e emergência 100 médicos de várias especialidades devidamente treinados. Hoje a maior parte dos atendimentos da central são feitos pela internet.”, afirma o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin, que participou do lançamento da central.

A nova unidade é resultado de uma parceria entre a secretaria de saúde e a organização social de saúde (OSS), Seconci. “Quando o estado decidiu desenvolver a central de regulação a Seconci foi a entidade que se ofereceu para fazer a gestão da unidade”, coloca o secretário de saúde do estado de São Paulo, Giovanni Cerri. O contato com a central pode ser realizado por meio de contato telefônico ou pelo portal do serviço.

De acordo com o secretário, com a instalação do novo sistema, desenvolvido pela própria TI do estado, houve uma queda de 40% da morte de pacientes graves. “Essa agilidade em identificar rapidamente a vaga disponível é fundamental para a vida do paciente”, conclui.

Fonte SaudeWeb

Kassab entrega cheque no valor de R$ 28 mil ao Hospital do Câncer

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) entregou, nesta quinta-feira (07), um cheque no valor de R$ 28 mil ao Hospital do Câncer, também conhecido como AC Camargo. O valor, segundo a assessoria do prefeito, é referente à soma do reajuste salarial que o prefeito teve desde fevereiro até este mês.

No dia 4 deste mês, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por 40 votos a 14, o projeto de lei 303/2011, que estabelece o salário mensal do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) em R$ 24.117,62, a partir de janeiro de 2012. O prefeito ainda não sancionou o projeto, mas o reajuste é baseado no Decreto Legislativo 29, de 1992, que atrela o salário do prefeito aos deputados estaduais.

O decreto determina que a remuneração do prefeito corresponda, desde janeiro de 1993, a 75% do salário dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O novo salário de Kassab se explicaria pelo aumento de 61,8% na remuneração dos deputados, aprovado em dezembro do ano passado no Congresso Nacional.
Fonte SaudeWeb