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domingo, 10 de julho de 2011

Estudo associa estilo de vida pouco saudável à impotência

Sedentarismo, excesso de peso e uso de álcool e drogas são fatores de risco


Manter um estilo de vida pouco saudável, que envolve excesso de peso, sedentarismo, consumo elevado de álcool, tabaco e drogas, está associado à impotência masculina, de acordo com um estudo do centro de estudos Statens Serum Institut, na Dinamarca.

Pesquisadores liderados pelo professor Morten Frisch, utilizou dados de uma pesquisa com 5.552 homens e mulheres dinamarqueses com idades entre 16 e 97 anos, em 2005, para estudar a associação de fatores de estilo de vida com a inatividade e disfunção sexual.

Os resultados indicaram que características pouco saudáveis se associaram ao maior risco de não ter uma vida sexual com o parceiro em até 78% dos homens e 91% em mulheres.

Entre aqueles que tinham um parceiro sexual, o risco de sofrer de impotência foi maior nos homens que levam uma vida pouco saudável - 71% naqueles com circunferência da cintura e mais de 800% entre aqueles que usaram drogas pesadas.

Mulheres que usaram haxixe tinham quase 3 vezes mais risco de sofrer de anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo durante a atividade sexual com um parceiro) em comparação as não-usuárias.

- Saber sobre possíveis consequências negativas de um estilo de vida para a saúde sexual pode ajudar as pessoas a pararem de fumar, consumirem menos álcool, exercitarem-se mais e perder peso.

Fonte R7

Onda de turistas em “hospitais cinco estrelas” prejudica saúde na Tailândia

País recebe 2 milhões de estrangeiros para tratamento

Irene Alconchel/Efe
Turismo médico vai gerar R$ 4,5 bilhões para a Tailândia em 2015


Hospitais de cinco estrelas com vista para o mar e atendimento de luxo são algumas das armas da Tailândia em sua corrida para se transformar no principal destino asiático do turismo médico, um negócio que dinamita a saúde pública.

Encorajados pela leitura dos folhetos turísticos do "país dos sorrisos", cerca de 2 milhões de estrangeiros passam anualmente pelos hospitais tailandeses para se submeter a tratamentos médicos, mudar de sexo ou mesmo comprar uma dentadura nova.

Alguns viajam em família, como é o caso de Mohammed, morador dos Emirados Árabes Unidos, que, com seus três filhos, aguardava a mulher sair de uma consulta no Hospital Bumrungrad, no distrito árabe de Bangcoc.

– Acho que aqui minha mulher vai ser bem atendida. Além disso, contamos com tradutores se precisamos de ajuda com o inglês. Quando terminar, aproveitaremos a viagem para relaxar na praia.

O número de estrangeiros que viajam para Tailândia por motivos de saúde não para de aumentar e a Autoridade de Turismo prevê que em 2015 o país receberá cerca de R$ 4,5 bilhões graças ao negócio.

Entre os turistas que chegam à Tailândia por esse motivo se destacam australianos, britânicos, suecos, russos e cidadãos de países do Oriente Médio.

Os motivos que estimulam milhares de estrangeiros a viajar até o país vão desde o preço do tratamento nos hospitais, de onde esperam sair para desfrutar um período de férias, até o longo tempo de espera na Europa, a falta de seguridade social em países como os Estados Unidos e a carência de infraestruturas em nações menos desenvolvidas.

Jim, um escocês que mora no Vietnã há mais de uma década, explicou no vestiário da clínica que escolheu essa opção após descartar com sua mulher a assistência ginecológica dos centros sanitários vietnamitas.

Ao seu lado uma jovem das Ilhas Maldivas declarou que sua viagem à Tailândia está relacionada ao desejo de ser mãe, além de aproveitar para fazer algumas compras em shoppings da capital.

– Estou tentando ficar grávida há um ano sem sucesso, por isso vim aqui me submeter a um tratamento de fertilidade. Não quero que ninguém em meu país saiba que não posso ter filhos.

O setor de turismo médico tailandês tem em Cingapura seu mais imediato concorrente, além da Índia, que oferece serviços parecidos a um custo menor, mas com infraestrutura inferior.

Prayut Somprakit, diretor do Bangcoc Hospital, um dos pioneiros na turística ilha de Phuket, explicou que, além de um serviço médico de qualidade, é importante para seu centro "contar com uma equipe diferenciada e atenta que responda às características genuínas dos tailandeses".

A aposta no turismo médico repercutiu de forma negativa no sistema público sanitário da Tailândia. Segundo o movimento civil Fórum de Leis, o sistema não tem profissionais suficientes para atender o setor privado e o público.

Centenas de médicos e outros profissionais da medicina deixaram os hospitais públicos atraídos pelos salários oferecidos pelas instituições particulares, até três vezes superiores.

Essa perda de profissionais contribuiu para a piora da situação do sistema sanitário estatal, do qual 67 milhões de tailandeses dependem.

Ao mesmo tempo em que os centros privados se equipam com o que há de melhor, os tailandeses mais humildes se queixam da aglomeração enfrentada pelos doentes internados e do longo tempo que precisam esperar para ser atendidos.

Fonte R7

Maternidade suspende atendimento após caso de meningite em Alagoas

Isolamento foi adotado para a desinfecção do local

A Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), em Alagoas, suspendeu o atendimento a partos de risco até a próxima segunda-feira (11), depois de identificar a presença da bactéria transmissora da meningite C em um bebê do sexo feminino internado na unidade. O isolamento da UTI neonatal foi adotado para a desinfecção do local. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (8).

O paciente infectado é um bebê recém-nascido que foi transferido há uma semana de Delmiro Gouveia, com diagnóstico de hidrocefalia. O bebê foi levado à Santa Mônica para ser submetido a um tratamento.

De acordo com a diretoria da maternidade, a análise do LCR (líquido cérebro-espinhal), procedimento de rotina para o caso, detectou a bactéria Neisseria Meningitidis tipo C. Após o resultado do exame, a criança foi transferida para o Hospital de Doenças Tropicais Dr. Hélvio Auto, unidade especializada em doenças infecto-contagiosas.

Fonte R7

Com exame em 'tempo real', SP amplia identificação de meningite

Doença pode ser detectada em até três horas, contra 48 horas do método tradicional

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo conseguiu ampliar, nos últimos quatro anos, a identificação dos tipos de bactérias causadoras de meningite na população paulista, a partir de amostras encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz.

Esta maior precisão no diagnóstico ocorreu em razão da adoção do método PCR em tempo real, que permite detectar a doença em até três horas, contra um mínimo de 48 horas pelo método tradicional.

Em 2007, um ano antes da implantação do método no Adolfo Lutz, 43% dos casos de meningite bacteriana notificados no Estado e avaliados pelo laboratório paulista foram classificados como de origem "não determinada". Já em 2010, esse índice caiu para 23%, e no primeiro semestre deste ano, para 13,6%.

Claudio Sacchi, pesquisador do Instituto Adolfo Lutz, explica o método.

- Pelo método tradicional era impossível o cultivo em laboratório para determinar o tipo de bactéria, porque muitas vezes elas já estavam mortas. Além disso, a possibilidade de falsos negativos era bem maior.

Fonte R7

Origem de doenças varia com etnias e continentes, diz estudo

Uma nova pesquisa do genoma humano mostra que doenças comuns têm diferentes configurações de raízes genéticas em africanos, asiáticos do leste e europeus.

A descoberta pode representar sérias complicações na busca pós-genoma pela origem das doenças comuns, pois sugere que cada doença tem de ser investigada separadamente em populações diferentes.

Após o genoma humano ser codificado em 2003, biólogos completaram um projeto de acompanhamento chamado de HapMap, o qual catalogou as variantes comuns do genoma. Ou seja, os pontos no DNA onde uma unidade frequentemente difere da sequência padrão.

Eles então escanearam os genomas de pacientes com doenças comuns para procurar conexões estatísticas entre ter uma doença e ter uma variação particular.

Esses caros mapeamentos, o mesmo que estudos de associação ampla de genoma, demandaram o recrutamento de centenas de pacientes, porém os resultados foram decepcionantes.

A premissa básica do HapMap --as doenças comuns eram causadas por variações comuns-- acabou sendo amplamente errônea.

O projeto ainda não está concluído, porém a equipe liderada por Simon Garvel e Carlos Bustamante, da Universidade de Stanford, analisou os dados já disponíveis e prevê que se descobrirá que variantes raras serão completamente diferentes em populações chinesas, europeias e africanas.

Isto significa que quase todas as variantes raras desenvolvidas a partir das três populações se separaram.

PRIMEIROS HUMANOS

O estudo de Stanford também mostra aspectos relevantes da história da população humana, como a época em que os primeiros humanos modernos emigraram da África.

Arqueólogos acreditam que ocorreu cerca de 50 mil anos atrás, pois nenhum resto mortal de humano moderno datado antes disso foi encontrado fora da África, mas geneticistas há muito tempo defendem épocas mais antigas.

Ravel e Bustamante calculam agora que 51 mil anos atrás é a data mais apoiada por dados genéticos, alinhando as datas defendidas por geneticistas e arqueólogos para a saída da África.

As variantes comuns do genoma humano estavam presentes majoritariamente em populações humanas ancestrais na África e foram herdadas por todas as populações descendentes. As variantes raras ocorreram mais recentemente.

"A maioria das variantes comuns refere-se a épocas antes da saída da África", disse Bustamante. "A maior parte das variantes raras vêm depois da revolução neolítica".

Esse foi um evento que marcou o começo da agricultura há cerca de 10 mil anos e levou a crescimentos significativos no tamanho das populações humanas.

Fonte Folhaonline