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terça-feira, 12 de julho de 2011

Tempo seco traz problemas para saúde: veja o que fazer

Medidas simples, como colocar uma bacia cheia de água no ambiente, ajudam a melhorar a qualidade do ar que chega a seus pulmões


Está difícil respirar? Nariz e garganta estão irritados? Os olhos ardem? A culpa pode ser do tempo seco e da poluição que atingem especialmente algumas regiões brasileiras.

A baixa umidade relativa do ar inferior a 30% é considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em dobradinha com a poluição, só agrava os problemas de saúde - que podem ir de rinite a infarto.


Hidratar-se adequadamente e manter uma bacia cheia de água no ambiente são algumas das medidas simples que podem ajudar a aliviar os sintomas provocados pelo clima seco e pela poluição.

Fonte IG

Quadro da saúde pública no DF é alarmante, segundo CRM

A situação das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal é alarmante e tem gerado prejuízos graves para a população local e dos municípios do seu entorno. No intuito de reverter essa desordem nas unidades públicas, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) tem realizado constantes vistorias nos hospitais regionais e centros de saúde.

No período de janeiro de 2010 a abril de 2011, ocorreu uma média de 1.333 fiscalizações. O objetivo de tantas ações é identificar e registrar as deficiências de cada unidade para alertar, por meio de relatórios, os governantes e o Ministério Público sobre as condições precárias de atendimento e os fatores de riscos que os pacientes e os médicos estão submetidos.

Déficit de médicos - Algumas irregularidades são constantemente identificadas nas unidades de saúde do Distrito Federal, como, por exemplo, o problema de escala ocasionado pelo déficit de médicos em toda a rede pública. Os plantões funcionam, muitas vezes, com apenas um médico e muitos pacientes não são atendidos devido à falta de especialistas na escala. Entre outras consequências, essa situação tem gerado sobrecarga de trabalho para os profissionais que ainda restam no quadro.

Os fiscais do CRM-DF observaram ainda que as precárias condições de trabalho aliadas aos salários defasados afastam os médicos do Sistema Único de Saúde. Verificou-se, inclusive, que diversos médicos empossados por meio de concursos públicos já pediram exoneração do cargo, insatisfeitos com o quadro imposto aos profissionais.

Estrutura inadequada - Outra deficiência que prejudica os atendimentos nos hospitais da capital federal é a falta de medicamentos, insumos básicos e de manutenção nos equipamentos para exames, como tomógrafos e aparelhos de RX. O Departamento de Fiscalização do Conselho (Defis), inclusive, já localizou situações nas quais equipamentos novos permanecem encaixotados nos corredores das unidades.

Essa subutilização decorre da falta de verba e de condições estruturais necessárias para a instalação das máquinas. A constante presença de elevadores danificados, que prejudicam o transporte dos pacientes, também tem sido observada pelos fiscais, que assistem ao fluxo de usuários e profissionais pelas escadas. Não são raras as situações onde usuários e médicos são obrigados a dividir espaço com alimentos e lixo hospitalar.

Sem leitos – O atendimento público no Distrito Federal também pena com o inúmero insuficiente de leitos de internação. A situação se agrava diante de um fenômeno local: o grande fluxo de pacientes de pacientes de outros Estados que buscam assistência na capital federal. Um dos hospitais que mais recebem pessoas nessas situação é o Regional de Planaltina (HRP).

Atualmente, o HRP passa por uma reforma, cujos trabalhos levaram à redução do espaço físico destinado aos atendimentos. Essa situação poderia ter sido evitada caso a Secretaria Distrital de Saúde tivesse instalado na área um hospital de campanha para dar retaguarda à unidade durante as obras. A sugestão chegou a ser encaminhada aos gestores locais do SUS pelo presidente do CRMDF, Iran Augusto Cardoso. Sem as providencias corretas, assiste-se a transferência diária de pacientes do HRP para o Hospital de Sobradinho, comprometendo o quadro dessa outra unidade.

Agressões aos médicos – Mas os problemas não se limitam a Planaltina e Sobradinho. O Hospital Regional de Ceilândia, detentor de um dos maiores índices de atendimento do Distrito Federal (média de 1050 pacientes por dia nas emergências), registra inúmeros casos de insatisfação gerada pela superlotação. Essa sobrecarga tem causado até tumultos, que confirmam a falta de segurança e os constantes casos de agressão contra médicos e outros profissionais de saúde.

Já no Hospital de Base, maior unidade de saúde da capital federal, o setor de neurocirurgia, por exemplo, funciona sem insumos básicos, como fio de sutura cirúrgica, luvas e escovas para a realização da assepsia pré-cirúrgico. No momento da fiscalização, realizada em junho, a enfermaria do pronto-socorro dessa especialidade estava cheia. Não havia sequer espaço para realizar os procedimentos normais para os que já estavam internados. Havia até acompanhantes dormindo embaixo das macas por falta de lugar.

Apesar de recém-inaugurada, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia também apresenta problemas. Os membros do Conselho de Medicina alertaram o próprio Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, sobre a necessidade de manter um número adequado de médicos e de oferecer uma estrutura apropriada, com equipamentos e salas suficientes, para o funcionamento da nova unidade. A intenção dos conselheiros é eliminar a sobrecarga desumana de trabalho dos médicos e a precariedade nas condições de atendimento, já existentes no local.

Busca de soluções - A fim de reverter a precariedade do Sistema Único de Saúde, o CRM-DF vem realizando constantes reuniões com a Secretaria de Saúde e o Ministério Público para conscientizá-los da situação de cada unidade e, ao mesmo tempo, cobrar dos mesmos medidas que solucionem cada caso. “A nossa intenção é retratar as irregularidades encontradas do Sistema Público de Saúde desta cidade. Desejamos que todos os problemas relatados sejam solucionados com celeridade, pois desta forma o médico poderá desempenhar seu ofício com mais segurança e a população ficará melhor assistida”, defende Iran Augusto Cardoso, presidente do Conselho.

Outra medida do Conselho contra a má gestão do SUS foi o ato de interdição ética profissional realizada na Clínica Médica e Pediatria do Hospital Regional de Samambaia. O intuito da ação era exigir soluções imediatas que sanassem a precariedade daquela unidade. Na época, a medida trouxe melhorias consideráveis para o hospital. O trabalho desenvolvido pelo CRM-DF resultou também em outros benefícios, após os encontros com o secretário de Saúde e as exposições dos relatórios de fiscalizações para as autoridades competentes, muitos aparelhos de exame foram instalados ou passaram por reparos, os elevadores de determinadas unidades de saúde também foram concertados. Vale acrescentar ainda que algumas obras foram iniciadas nos hospitais neste período.

Fonte SaudeWeb

Câmara analisa projeto de punição mais rígida para médico que realizar aborto


Câmara está analisando o Projeto de Lei 1545/11, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que prevê pena de 6 a 20 anos para médico que realiza aborto, além da cassação do registro profissional. A proposta altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40).

De acordo com a publicação, a lei permite o aborto apenas em dois casos: quando não há outro meio de salvar a vida da gestante e quando a gravidez for resultado de estupro. Pelo projeto, em qualquer situação fora dessas hipóteses, a pena será a mesma: 6 a 20 anos.

Atualmente, o Código Penal pune o médico com um a quatro anos de prisão caso o aborto seja feito com o consentimento da gestante, e com 3 a 10 anos se não houver consentimento. Se a gestante sofrer lesão corporal grave durante o procedimento, a pena pode chegar a 13 anos e 4 meses. Só em caso de morte da mãe, a prisão máxima é de 20 anos.

Segundo o autor da proposta, as penas para o aborto são “extremamente brandas”. “Ao aborto praticado por médico deve ser atribuída penalidade mais grave do que quando o crime é praticado por terceiro, pelo compromisso profissional de preservar a vida”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, depois, pelo Plenário.

Fonte SaudeWeb

Estados e municípios elogiam gestão da saúde no primeiro semestre

A condução das políticas públicas de saúde durante este primeiro semestre foi elogiada pelos gestores municipais e estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) que, no sábado (09), participaram da abertura oficial do 27º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Brasília (DF). Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pontuou as principais políticas e ações desenvolvidas ao longo dois seis primeiros meses e atribuiu as conquistas ao apoio dos Estados e Municípios. “Não teria sido possível se reduzir em 45% o número de mortes por dengue não fossem os secretários de saúde. Não teríamos reduzido em 30% os casos de malária, aumentado em quatro vezes o acesso dos hipertensos aos medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular ou regulamentado o Decreto 7.508/11 (que regulamentou a Lei 8.080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde) se não fosse o apoio decisivo dos secretários de saúde”, afirmou o ministro, ovacionado pelos participantes do encontro.

Para Antônio Nardi, presidente do Conasems e anfitrião do congresso – que vai até a próxima terça-feira (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães – esta edição do encontro não poderia acontecer em um momento melhor. “Estamos extremamente otimistas com este governo, que nos recebeu tão prontamente desde o primeiro dia de gestão”, disse Nardi. Quem também avaliou como positivas as iniciativas coordenadas pelo Ministério da Saúde foi o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Diego Victória.

Ele ressaltou, por exemplo, a importância do processo de regionalização da saúde, que teve início com a regulamentação da Lei Orgânica da Saúde pelo Decreto Presidencial 7.508/11, publicado no último dia 29. “Consolidar a qualidade do Sistema Único de Saúde do Brasil é também aperfeiçoar a saúde das Américas”, ressaltou Victória.

PORTARIAS – Durante a solenidade de abertura do congresso, o ministro Alexandre Padilha assinou portaria que cria metas e pontuação para adequar a distribuição de recursos da Atenção Básica, o que garantirá aos municípios mais carentes um financiamento diferenciado. O ministro também lançou o Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica, com contratualização, certificação e remuneração pelo bom desempenho e qualidade das equipes de profissionais que atuam na assistência básica à saúde da população.

MULHERES – A abertura oficial do encontro promovido pelo Conasems também foi palco para o 8º Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência, que nesta edição homenageou a biofarmacêutica Maria da Penha. Ela ficou conhecida por transformar sua tragédia pessoal numa luta pelos direitos da mulher brasileira e, nesta sábado, recebeu a Medalha de Direitos Humanos Dom Helder Câmara.

“Que os participantes aqui presentes consigam levar as discussões deste congresso aos postos de saúde e aos hospitais. É preciso fiscalizar e monitorar as unidades de saúde para garantir a concretização dos debates que daqui sairão”, defendeu Maria da Penha.

CONGRESSO – Considerado um dos maiores eventos sobre saúde pública da América Latina, a 27º edição do Congresso do Conasems conta com mais de 140 atividades, entre oficinas, seminários, cursos, lançamentos de publicações, painéis e mesas redondas que abordam diferentes temas ligados às políticas de saúde, ao SUS e principalmente, à gestão municipal de saúde.

O congresso – cujo tema da edição deste ano é “Saúde no Centro da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS” – conta, ainda, com a “Feira Aqui Tem SUS”. Estandes foram montados para a exposição, por diferentes instituições do Sistema Único de Saúde, de experiências e de mecanismos de interação com a rede pública.

Fonte SaudeWeb

Ministros da Saúde dos BRICs discutem ampliação do acesso a medicamentos


Pela primeira vez os ministros da Saúde do Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul (os “BRICS”) reunniram-se para discutir como ampliar o acesso a medicamentos, nesta segunda-feira (11). O encontro ocorre no Ministério da Saúde da China, em Pequim. Na bagagem, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, leva a proposta de criação da Rede de Cooperação Tecnológica, que incentiva maior intercâmbio de informação e tecnologia entre esses países. É interesse do Ministério da Saúde que mais indústrias sejam atraídas a produzir no Brasil.

O documento engloba a implantação de um Banco de Preços e Patentes de Medicamentos, o que pode auxiliar o Brasil a aumentar o acesso a medicamentos por conseguir reduzir o preço das compras. No semestre de 2011, o país economizou R$ 650 milhões ao adotar um novo modelo nesta gestão, com a comparação de preços internacionais nas compras governamentais do ministério.

A proposta brasileira vinha sendo discutida pelas equipes técnicas dos cinco ministérios. O Banco de Preços e Patentes de Medicamentos, que prevê alianças estratégicas entre os BRICS especialmente para o intercâmbio e compartilhamento de dados, é apenas uma das inovações postas à mesa.

O Ministério da Saúde pretende reverter a lógica de dependência do produto final estrangeiro e fazer com que o Brasil incorpore cada vez mais tecnologia. O objetivo é aumentar a capacidade nacional de fabricação de medicamentos e de outros itens que pesam desfavoravelmente na balança comercial. A incorporação tecnológica na produção nacional contribui para a ampliação do acesso e redução de vulnerabilidades quanto a oscilações no comércio internacional.

O acesso universal a tratamentos para a aids, tuberculose, malária e hepatites virais, entre outras doenças infecciosas – e também para as doenças não transmissíveis – , é um dos desafios que motiva a proposta brasileira. A aposta do Brasil no complexo industrial da saúde já desencadeou 28 acordos para a produção nacional de tratamentos para portadores de HIV, artrite reumatóide e Parkinson, por exemplo.

Com essas parcerias, 29 produtos passam a ser fabricados no Brasil, o que deve por si só gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. A produção de três desses produtos já começou: Tenofovir, Closapina e Quetiapina. As parcerias representam a perspectiva concreta de ampliar o acesso da população a medicamentos e, ao mesmo tempo, reforçam o compromisso de enfrentar cada passo para o desenvolvimento tecnológico do país. O Brasil começa a mudar o seu posicionamento do mercado, passando a apostar em produtos mais competitivos tecnologicamente.

Em Pequim, outros temas serão abordados pelos cinco ministros da Saúde, como o modelo de sistema de universal de saúde, a reforma da Organização Mundial de Saúde (OMS), o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e a avaliação de novas tecnologias.

Fonte SaudeWeb