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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Animais de estimação fazem bem à saúde, revela estudo


Os animais domésticos proporcionam apoio social e emocional às pessoas, revelou uma pesquisa da Associação Psicológica dos Estados Unidos

O estudo indicou que donos de cachorros, gatos e outros bichos de estimação mantêm uma relação tão estreita com as pessoas próximas como a que têm com seus animais, o que aponta que este tipo de interação não é desenvolvida em função das relações humanas.

Os psicólogos da Universidade de Miami e da Universidade de St Louis realizaram três experimentos que examinaram os possíveis benefícios de se conviver com um mascote.

Segundo o artigo publicado na internet da revista "Journal of Personality and Social Psychology", o estudioso Allen McConnel, da Universidade de Miami, disse que, em termos gerais, essas pessoas "têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais do que as que não têm animal de estimação".

"Especificamente os donos de mascotes têm mais autoestima e estão em melhores condições físicas, além disso, tendem a ser menos solitários, são mais conscientes do que ocorre a sua volta, são mais extrovertidos, tendem a ser menos receosos e menos preocupados", acrescentou.

Para realizar o artigo, os pesquisadores questionaram 217 pessoas (79% mulheres, idade média - 31 anos, renda familiar de cerca de US$ 77 mil).

"Os estudos revelam provas consideráveis de que os animais de estimação beneficiam a vida de seus donos tanto no âmbito psicológico como no físico, já que representam uma importante fonte de apoio social", concluiu.

Fonte Ig

Jovem que recebeu transplante de pernas poderá andar em 6 meses

Vítima de um acidente com amputação traumática, suas chances de caminhar eram zero. Ele chorou de emoção ao ver as pernas de volta

O jovem submetido no domingo passado ao primeiro transplante duplo de pernas no mundo está "clinicamente muito bem" e poderá caminhar em seis ou sete meses, afirmou nesta terça-feira seu cirurgião, o espanhol Pedro Cavadas.

"O paciente - um homem entre 20 e 30 anos - está acordado desde segunda-feira e chorou quando viu as pernas", declarou em entrevista coletiva Cavadas, explicando que a intervenção cirúrgica durou cerca de dez horas.

O jovem sofreu, em consequência de um acidente, uma amputação traumática de ambas pernas acima do joelho: na direita acima do fêmur e na esquerda, no terço discal desse osso.

Segundo Cavadas, o paciente estava "relegado a uma cadeira de rodas" e suas possibilidades de caminhar "eram zero", uma vez que não podia utilizar próteses por motivos técnicos e anatômicos. "Então consideramos a possibilidade de fazer a cirurgia e, após pedir as solicitações correspondentes, a Organização Nacional de Transplante deu o parecer favorável", disse Cavadas, acrescentando que um ano se passou até encontrarem um doador adequado.

O cirurgião, de 46 anos, recomendou cautela, mas destacou que o paciente está ansioso para sair da UTI. Segundo Cavadas, agora começa a fase marcada por "um esforço reabilitador descomunal ao longo dos anos, que terminará com um paciente caminhando".

De acordo com as previsões dos médicos, o jovem deve ser capaz de movimentar os joelhos em três semanas, será capaz de caminhar na piscina em dois meses e, mais um mês depois, poderá aguentar seu próprio peso. "Se tudo acontecer como planejamos, em seis ou sete meses poderá estar caminhando", afirmou o cirurgião.

O médico ressaltou que a mecânica é muito similar a de qualquer transplante, com uma parte cirúrgica "muito trabalhosa" e uma limitação de tempo que exige grande coordenação.

Embora esteja considerando outros casos para realizar outra cirurgia desse tipo, Cavadas considerou que seria "razoável esperar pelo menos um ano para ver como este paciente evolui", já que é a primeira operação destas características realizada no mundo.

Segundo o cirurgião, esta intervenção é "um tratamento que pode melhorar a situação de um amputado duplo acima dos joelhos, jovem, que não pode receber próteses e que entenda e aceite os riscos de um transplante".

Fonte IG

Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra?


Entenda algumas diferenças e veja o que cada um pode fazer por você

É só aparecer um problema de ordem emocional e física que o conselho sempre acaba surgindo: “Vá para a terapia”. A situação, no entanto, não é tão simples assim.

Quando se busca por terapia, a primeira dúvida que surge é a quem recorrer: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista? O passo inicial é identificar as necessidades de quem precisa de ajuda e quais são as atribuições de cada um destes especialistas.

Psicólogo

O profissional desta área tem formação específica na área de psicologia e está habilitado para lidar com problemas de ordem psicológica e comportamental. O psicólogo pode atuar em uma clínica particular, empresa, escola ou em um hospital e tem capacitação para diagnosticar um teste vocacional, o perfil certo para uma vaga ou um quadro de ansiedade.

“Ele está habilitado para trabalhar com sessões de psicoterapia, orientação psicológica e psicodiagnóstico (testes), entre outras atividades”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore, de São Paulo.

E como saber se a situação pede um profissional com este perfil? A psicóloga Sandra Mari Coelho, de Brasília, explica que a ajuda deste profissional pode ser mais indicada em casos de crises de ciclo de vida, como perda de emprego, problemas de ordem profissional, dificuldades de relacionamento, luto, ansiedade ou depressão. Crises de estresse ou relacionadas à violência – sequestro, acidentes de carro, estupro etc – também cabem na lista de problemas nos quais o psicólogo pode ajudar.

Mas se você ainda não se sente à vontade para identificar se o seu caso é para este profissional, uma dica: o termômetro fica por conta dos sinais dados no dia a dia.

Dificuldades em ultrapassar determinados obstáculos da vida, situações do cotidiano que geram angústia constante, problemas de comportamento e relacionamento consigo e com os outros são sinais sugestivos de que é hora de procurar ajuda psicológica. O tempo de tratamento será determinado de acordo com as necessidades expostas ao longo das sessões.

“Se o paciente tem uma questão pontual no trabalho ou relacionamento poderá ser um tratamento mais breve. Se for um caso de depressão ou ansiedade, será mais longo. A questão do tempo é individual”, ressalta Claudia.

Psicanalista

“Ser ou não ser, eis a questão”. A famosa frase de William Shakespeare explica de forma bem metafórica a quem este profissional pode ajudar. Tendo como base de estudo as teorias do austríaco Sigmund Freud, o psicanalista trabalha para melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. Por aqui, é muito comum o trabalho com pessoas que sentem dificuldade e, às vezes, chegam a sofrer na hora de lidar com os universos interior e exterior. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e a habilidade em lidar com problemas do próprio eu.

Nível de estresse muito grande, pressão profissional, diferença de comportamento e ideais com as pessoas com quem se vive são fatores que levam a questionamentos e problemas de comportamento e, consequentemente, fazem com que a pessoa sinta a necessidade de buscar respostas para estes tantos pontos de interrogação.

De acordo com o psiquiatra diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Oswaldo Ferreira Leite Netto, a psicanálise permite ao indivíduo desenvolver sua sabedoria e a flexibilidade com o próximo.

“É um instrumento que ensina a gente a suportar as responsabilidades e encarar as frustrações da vida”, explica o especialista.

A duração do tratamento por meio da psicanálise não pode ser especificada de forma exata e pontual. “Tudo vai depender de como a pessoa está disponível para enfrentar suas dificuldades e medos. A evolução depende somente dela”, salienta Netto.

Psiquiatra

Formado em medicina e com especialização na área de psiquiatria, este profissional está capacitado para diagnosticar problemas de ordem mental e somente com ele o tratamento pode ser feito à base de medicamentos. Dependência química, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade, depressão e ansiedade são os principais transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento psiquiátrico.

“É uma parte da medicina que trabalha diretamente com os aspectos fisiológicos das manifestações psíquicas indesejáveis, tendo uma metodologia de tratamento essencialmente medicamentosa”, explica a coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, Denise Diniz.

De acordo com psicóloga Sandra Mari Coelho, o psiquiatra pode atuar efetivamente em todos os diagnósticos de transtornos mentais – sejam eles leves, moderados ou graves. O encaminhamento para este profissional pode ser dado por um psicólogo ou psicanalista, que detecta durante as sessões de terapia a necessidade do uso de medicamentos para aliviar os sintomas – como insônia, alteração de humor, falta de apetite – de um determinado transtorno. Um dos focos do tratamento com um psiquiatra é melhorar os aspectos funcionais da vida diante de uma determinada doença mental e, depois, tratar de forma gradativa e progressiva o problema.

Fonte IG

Como vencer a fobia social



O distúrbio prejudica os relacionamentos e limita a vida de seus portadores. Mas aos poucos é possível superá-lo

A fobia social é um medo irracional de situações sociais, incluindo ser julgado ou analisado por outras pessoas.

A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos sugere as seguintes alternativas para lidar com o transtorno:

- Fazer terapia cognitivo-comportamental para ajudar a identificar as causas de tais temores e aprender maneiras de controlá-los.

- Começar, lentamente, a participar de festas e outras reuniões sociais.

- Praticar as experiências sociais em um ambiente de terapia de grupo.

- Dormir bem e praticar atividade física, bem como fazer refeições em horários regulares.

- Evitar ou limitar a cafeína e medicamentos estimulantes.

Fonte IG

Mais potássio e menos sal para manter a saúde do coração

Uma alimentação rica em sal e carente de potássio pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e morte

Pesquisas anteriores já haviam encontrado uma ligação entre a hipertensão e a ingestão excessiva de sal e baixa de potássio. A combinação de sal em excesso e pouco potássio parece ocasionar um risco mais elevado de doenças cardiovasculares e morte do que somente a ingestão do mineral, constataram os autores do estudo.

“A combinação de sódio em excesso e pouco potássio é realmente um agravante duplo para os riscos de doenças cardiovasculares e mortalidade”, disse Frank B. Hu, professor de medicina da Harvard que conduziu a pesquisa.

Embora o sódio e o potássio atuem separadamente, os altos níveis de potássio podem contrapor-se a alguns efeitos do sódio em excesso. Entretanto, os efeitos adversos da ingestão excessiva de sódio não podem ser completamente compensados por uma alimentação rica em potássio”, ele explica.

Para o estudo, publicado na edição de 11 de julho do periódico Archives of Internal Medicine, a equipe liderada por Hu coletou dados de 12.267 pessoas que participaram da pesquisa americana Third National Health and Nutrition Examination Survey Linked Mortality File, realizada entre os anos de 1988 a 2006. Além de dados sobre mortalidade, esta grande pesquisa também contém informações sobre a alimentação dos americanos.

Para verificar o papel do sal e do potássio nos riscos de doenças cardiovasculares e morte, foram analisados os níveis dos dois minerais e a proporção entre eles. Durante um período médio de acompanhamento de 14.8 anos, ocorreram 2.270 óbitos. Dentre eles, 820 foram causados por doenças cardiovasculares – incluindo o AVC – e 443 por problemas do coração.

Depois de contabilizadas variáveis como gênero, raça, etnia, peso, hipertensão, escolaridade e atividades físicas, a equipe de pesquisa constatou que a alta ingestão de sal estava associada a um aumento de 20% nos riscos de morte, enquanto que o consumo elevado de potássio foi associado a uma queda de 20% nos riscos de morte.

Além disso, o estudo revelou que o consumo elevado de sal juntamente com a baixa ingestão de potássio foi um fator de risco significante na ocorrência de doenças cardiovasculares e cardíacas.

“Devemos continuar a reduzir a quantidade de sódio em nossa alimentação, principalmente em alimentos processados. Devemos também promover o consumo elevado de potássio, principalmente de frutas e verduras. As duas ações devem ocorrer simultaneamente”, disse Hu.

Apesar de revelar uma ligação entre as doenças cardíacas e os dois minerais, o estudo não comprovou uma relação de causa e efeito.

“Os resultados do estudo não me surpreendem”, disse Lona Sandon, professora de nutrição clínica do University of Texas Southwestern Medical Center, de Dallas.

“Os benefícios do potássio para contrabalançar os efeitos do sal no controle da hipertensão são conhecidos há anos, mais não chamam muito atenção. Pesquisas anteriores já indicavam que a proporção entre os dois nutrientes poderia ser mais importante que a ingestão individual dos mesmos”, disse Sandon.

Ela diz que uma alimentação rica em frutas e verduras está associada a um coração mais saudável. “Frutas e verduras são a melhor fonte natural de potássio e ao mesmo tempo estes alimentos têm baixo teor de sódio. Eu concordo com os autores sobre a importância de estimular o consumo elevado de potássio combinado à baixa ingestão de sódio”, ela complementa.

“A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension – Métodos Alimentares Para Evitar a Hipertensão) se baseia exatamente neste princípio e já existe há bastante tempo. Neste plano alimentar, a ênfase está no consumo elevado de alimentos ricos em potássio (frutas, verduras e laticínios desnatados) e na baixa ingestão de sódio”, ela declara.

Sandon ressalta que o estudo é consistente com as Normas Nutricionais Americanas de 2010, que estimulam o consumo elevado de frutas e verduras e a redução na ingestão de alimentos com alto teor de sódio.

Tais normais recomendam a ingestão inferior a 2.300 miligramas diários (aproximadamente uma colher de chá) para a população em geral e inferior a 1.500 miligramas diários para pessoas acima dos 51 anos de idade ou de origem negra, assim como para os hipertensos, diabéticos, e portadores de doenças renais crônicas – independentemente da idade.

Fonte IG