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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uso de antirretroviral por pessoas sadias reduz transmissão do HIV

Dose diária de medicamento diminui risco de infecção em até 78%, indicam dois estudos; especialistas consideram resultados animadores

Uma dose oral diária de medicamentos antirretrovirais usados no tratamento da aids pode reduzir de forma eficaz a transmissão do vírus entre casais heterossexuais sorodiscordantes - em que apenas um deles tem o vírus HIV.

É o que revelam dois novos estudos. Um deles é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e o outro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e conduzido pela Universidade de Washington.

O primeiro estudo, coordenado pelo CDC, envolveu mais de 1,2 mil homens e mulheres em Botswana, na África. Metade dos voluntários tomou doses diárias do medicamento Truvada e a outra metade recebeu placebo.

Os resultados demonstraram que apenas quatro das pessoas que foram medicadas com o Truvada contraíram o vírus, comparado com 19 que receberam o placebo. Isso significa que o medicamento reduziu o risco de infecção em aproximadamente 78%.

O segundo estudo, da Universidade de Washington, foi feito no Quênia e em Uganda com 4,7 mil casais. Os parceiros não infectados pelo HIV foram alvo de três abordagens: um grupo recebeu doses de Truvada, outro tomou outro remédio (Viread) e o terceiro tomou placebo.

Nesse caso, ocorreram 13 infecções pelo HIV entre os medicados com o Truvada, 18 entre os que tomaram o Viread e 47 entre os que ingeriram o placebo. Assim, os comprimidos reduziram o risco de infecção de 62% a 73%.

"São resultados animadores. Agora temos conclusões de dois estudos que mostram que a profilaxia pré-exposição pode ser usada por heterossexuais, que são a população mais atingida pelo HIV em todo o mundo", afirmou Kevin Fenton, diretor do CDC.

Pesquisas realizadas anteriormente com casais homossexuais também haviam demonstrado bons resultados no uso da profilaxia pré-exposição. Uma delas, que teve participação do Brasil, envolveu homens que faziam sexo com homens e concluiu que a proteção da infecção foi de 73%.

Nova era. Para a infectologista Valdileia Veloso, diretora do Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas da Fiocruz, os resultados podem ser considerados "a nova era da prevenção do HIV". "No futuro, essa será mais uma das possibilidades de prevenção em alguns grupos de pacientes. Os resultados combinados dos estudos são um grande avanço e bastante animadores."

Ela pondera, entretanto, que nos dois estudos os participantes receberam orientação e preservativos gratuitamente, o que pode contribuir para explicar a baixa taxa de infecção. "São necessários mais pesquisas para isso ter resultados semelhantes na prática diária", diz a médica.

Mário Scheffer, especialista em saúde pública e membro da ONG Pela Vidda, diz que os resultados são "uma revolução", mas ainda não podem ser usados como política de saúde pública. "Podem ser um instrumento a mais de prevenção, mas jamais uma política de saúde pública. A prioridade tem de ser o uso do preservativo. Isso não pode ser abandonado", diz. / COM AGÊNCIAS
 

Fonte Estadão

São Paulo promove campanha de teste rápido para HIV no Dia do Homem

População também receberá orientações sobre DST e preservativos

Em mais uma ação do Projeto Homens, o Programa Municipal de DST/Aids realiza nesta sexta-feira, 15, Dia Internacional do Homem, das 9h às 15h, Teste Rápido para Diagnóstico do HIV (TRD), na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP).

Além de saber da sua condição sorológica, as pessoas que passarem por lá receberão orientações sobre HIV/Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST); preservativos e material educativo.

O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância da realização do exame para a detecção do HIV e do início precoce ao tratamento, o que pode garantir uma melhor qualidade de vida. Aqueles que tiverem o diagnóstico positivo confirmado serão encaminhados para o atendimento nos serviços municipais especializados em DST/Aids. Segundo o coordenador do Programa Municipal de DST/Aids, Celso Galhardo Monteiro, o CEAGESP é um espaço de grande circulação de pessoas, em sua maioria homens, e uma ótima oportunidade de incentivo ao teste e ao uso do preservativo para essa população.

O Teste Rápido para Diagnóstico do HIV (TRD) é uma metodologia prática e segura que permite saber o resultado em menos de 30 minutos, obedecendo ao sigilo das informações fornecidas pelo usuário, que passa por um "aconselhamento" realizado por profissionais especializados.

A metodologia foi implantada no Município de São Paulo em 2006 e, desde então, cerca de 350 profissionais da saúde foram treinados. Além dos 24 serviços especializados em DST/Aids, 44 Unidades Básicas de Saúde realizam o Teste Rápido. Atualmente, o TRD representa cerca de 35% do total de sorologias realizadas na rede municipal especializada em DST/Aids.

A testagem é gratuita e está disponível nos serviços municipais especializados em DST/Aids, assim como a retirada de preservativos e a realização de testes para Hepatites B e C e outras DST. Informações sobre o local mais próximo de seu trabalho ou residência podem ser obtidas no site da prefeitura.

O Projeto Homens
O Projeto, instituído no fim de 2008, propõe estratégias voltadas à população masculina com o objetivo de ampliar e fortalecer a importância da prevenção às DST/HIV/Aids - uso do preservativo - e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

Agentes de prevenção do projeto realizam ações cotidianas em espaços de concentração majoritariamente masculina, como em estádios de futebol, buscando trabalhar, com uma linguagem própria ao gênero, o cuidado com a saúde do homem.

Segundo o último Boletim Epidemiológico do Município de São Paulo, entre os anos de 1980 e 2000 foram diagnosticados 6.449 casos de Aids em homens acima de 13 anos que fazem sexo com mulheres, o que representou 17,9% do total de casos diagnosticados.

Serviço
"Campanha de prevenção e diagnóstico rápido do HIV"Data: sexta-feira, 15 de junho de 2011
Horário: das 9 às 15 horas
Local: Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP)
Endereço: Av. Dr. Gastão Vidigal, 1.946, Vila Leopoldina, São Paulo

Fonte Estadão

Armadilha com chulé é usada para combate do mosquito da malária


Um jovem pesquisador da Tanzânia desenvolveu uma armadilha com chulé artificial que atrai quatro vezes mais o mosquito causador da malária do que outros meios de combate tradicionais. A pesquisa foi reconhecida e premiada nesta quarta-feira por duas organizações da América do Norte.

O chefe de pesquisa do Instituto de Saúde de Ifakara, na Tanzânia, Fredros Okumu, liderou a pesquisa. Sua equipe desenvolveu um odor artificial que imita o cheiro do chulé em meias e é colocado dentro de uma armadilha.

O chulé pode atrair mosquitos em um raio de 110 metros de distância. Por conter substâncias venenosas em sua composição, o cheiro acaba matando os insetos.

Nesta quarta-feira, a Fundação Bill e Melinda Gates, dos Estados Unidos, e a Grand Challenge Canada concederam um prêmio de US$ 775 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) à equipe de Okumu para que dê continuidade aos estudos.

ERRADICAÇÃO

O experimento de Okumu foi baseado nos resultados da pesquisa do holandês Bart Knols, que há mais de uma década concluiu que o odor dos pés é um atrativo para as moscas.

A inovação promovida na Tanzânia, no entanto, é o cheiro artificial, mais eficiente, e o uso da armadilha com o inseticida.

"Nós sabiamos que, se você estiver vestindo uma meia, atrai o mosquito para o seu pé. Não por causa do material da meia, mas por causa do odor do pé, que adere ao tecido", disse.

A pesquisa de Okumu, que durou dois anos, pretende amenizar um problema crônico na África e em outras regiões tropicais do mundo: o alto índice de mortes por malária.

A cada ano, 220 milhões de pessoas contraem a doença, transmitida por mosquitos, e cerca de 800 mil pessoas morrem, segundo a ONU. A grande maioria das vítimas são pobres e crianças.

Okumu faz um apelo para que os investimentos no combate à malária não sejam interrompidos.

Segundo ele, se o financiamento continuar no atual patamar pelos próximos dez anos, é possível que o mundo fique mais próximo da erradicação da malária.

Fonte Folhaonline

Doses da vacina contra gripe chegarão a 1,7 bi em 2015, diz OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira que, para 2015, haverá 1,7 bilhão de dose da vacina contra a gripe no mundo todo, o que representaria mais que o dobro da produção atual de 800 milhões.

O anúncio foi feito em Genebra por Marie-Paule Kieny, diretora geral do Plano de Ação contra a Gripe (GAP, na sigla em inglês), iniciado pela OMS em 2006 para reduzir as diferenças entre a demanda e a provisão de vacinas por meio do apoio técnico e financeiro, especialmente nos países em desenvolvimento.

Kieny ressaltou que desde 2006 foram registrados muitos avanços. Embora ainda não haja vacinas suficientes para cobrir a população mundial no caso de uma nova pandemia de gripe, já estão assistidos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e grávidas.


A diretora do GAP declarou que, se 70% da população mundial for imunizada, será possível frear a transmissão do vírus até o ponto de impedir novas pandemias.

"No entanto, esta imunização deve ser distribuída de maneira racional por todo o mundo, porque, se forem vacinadas apenas as pessoas dos países mais ricos, as pandemias brotariam nos países mais pobres para depois se propagar pelo mundo", esclareceu.

A diretora afirmou que, para conseguir uma resposta efetiva a uma possível pandemia, é necessário que os países em desenvolvimento tenham capacidade suficiente para produzir suas próprias vacinas e parem de adquiri-las a preços elevados das farmacêuticas dos países desenvolvidos.

Em linha com este objetivo, o GAP presta ajuda tecnológica e financeira a 11 países em desenvolvimento desde 2006 para que desenvolvam suas próprias vacinas, de modo que comecem a estar disponíveis entre este ano e 2015.

Com a soma destes países, haverá mais de 40 fábricas distribuídas em 20 países no mundo todo que produzirão a vacina contra a gripe. "A pandemia da gripe A conscientizou muitos países da necessidade de produzir suas próprias vacinas", considerou a diretora.

Ela destacou os progressos de Tailândia e Índia, principalmente na última, que se tornou um dos principais produtores mundiais da vacina.

Fonte Folhaonline

Estudo afirma que estar no topo da sociedade eleva estresse hormonal


Estar no topo da sociedade aumenta o estresse hormonal e acarreta um custo psicológico maior do que se pensava até agora, segundo estudo realizado em um grupo de babuínos selvagens pela Universidade de Princeton publicado na revista "Science".

Trabalhos anteriores afirmaram que as vantagens de estar no alto da hierarquia social, como maior acesso a alimentos e relações amorosas, superavam os inconvenientes, por isso consideravam que os chamados "machos alfa" sofriam menos estresse que pessoas de outra categoria.

No entanto, um ecologista de Princeton e sua equipe rebateram esta teoria através do estudo de 125 babuínos selvagens, animais geneticamente próximos ao homem que também vivem em sociedades complexas.

Segundo a pesquisa, o estresse sofrido pelos macacos de maior categoria acontece devido à energia utilizada para manter sua posição.

"Uma conclusão importante de nosso estudo é que para alguns animais, e possivelmente também para os humanos, ocupar a posição mais alta em uma sociedade implica custos e benefícios únicos, que podem persistir tanto quando a ordem social se mantém estável como quando experimenta mudanças", explicou o diretor da pesquisa, Laurence Gesquiere.

Por isso, os resultados do estudo poderiam ter implicações na análise das hierarquias sociais e do impacto da posição social na saúde e no bem-estar, tanto em animais como em humanos.

A pesquisa foi baseada em uma amostra de 125 machos adultos de cinco grupos sociais diferentes de uma comunidade de babuínos do Quênia. Durante nove anos, os pesquisadores mediram os níveis de testosterona e glucocorticoide nas fezes dos macacos.

Os dados coletados são até dez vezes mais completos que os disponíveis anteriormente para primatas não humanos, o que, segundo os especialista, permitiu controlar importantes variáveis que poderiam afetar os resultados.

"O tamanho da amostra e o período estudado permitem que os resultados não dependam das características de cada indivíduo particular, e reflitam os efeitos em longo prazo de ocupar uma posição alta na sociedade", declarou a pesquisadora Susan Alberts.

Folhaonline