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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Poluição do ar causa mais infarto que cocaína

Respirar ar poluído causa mais ataques cardíacos que usar cocaína, segundo revisão de estudos envolvendo 700 mil pessoas, publicada ontem no "Lancet".

O trabalho, feito pela Hasselt University, na Bélgica, cruzou fatores de risco para infarto e a exposição da população a esses fatores.

É por isso que a poluição ficou em primeiro lugar. Individualmente, aumenta apenas 2,9 vezes o risco de infarto, em comparação com a cocaína (23 vezes).

Mas, como a população toda é exposta à poluição, e apenas uma fração pequena usa a droga (0,04%), a poluição desencadeia muito mais infartos do que a cocaína.

O estudo também coloca em patamares semelhantes os riscos da poluição e de outros fatores mais conhecidos, como esforço físico e consumo de álcool e de café.

Para o médico epidemiologista Luiz Alberto Pereira, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, é esse o mérito do estudo.

Segundo Pereira, a poluição não é valorizada como fator de risco e ainda há muito ceticismo a seu respeito.

"O estudo pode fazer com que os clínicos finalmente olhem para a poluição como fator de risco relevante para infarto. Não se pode mais menosprezar um risco de 7%, similar ao do álcool."

Os gatilhos fazem a doença preexistente piorar ou se manifestar. No caso da poluição, a piora da qualidade do ar pode causar um infarto poucas horas depois da exposição em quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares.

Mas mesmo pessoas saudáveis podem sofrer dano e ter o risco de infarto aumentado ao longo do tempo, principalmente se morarem em cidades como São Paulo, diz o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Já aqueles que se protegem com medicamentos para pressão alta e se expõem menos aos riscos sofrem menos os efeitos dos gatilhos.

Fonte pontocapital.com

Riscos de problemas cardiovasculares aumentam com frio e poluição

Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas cresce

A queda na temperatura comum nessa época do ano oferece um maior risco a hipertensos e pessoas com histórico de problemas cardiovasculares. Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas aumenta. Estudos recentes demonstram que a poluição é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. A exposição, seja por períodos curtos ou prolongados, a poluentes atmosféricos produz um aumento significativo de doenças do coração.

Segundo o cardiologista Abrão Cury, os efeitos da poluição no organismo incluem aumento da coagulação do sangue e tromboses, propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias e desenvolvimento de aterosclerose crônica. Um estudo realizado pelo especialista comprovou que a poluição do ar na cidade de São Paulo afeta de forma significativa a pressão arterial, especialmente em pessoas que já sofrem de hipertensão e em idosos.

— Em períodos de maior concentração de poluentes no ar, o atendimento a pacientes hipertensos triplica — explica.

A hipertensão arterial afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). O especialista salienta que um dos grandes causadores do problema nas grandes capitais é o excesso de veículos, que produzem as maiores concentrações de poluentes atmosféricos nocivos à saúde.

— Já é possível associar a liberação de óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre provocada pelos automóveis com o aumento das ocorrências de hipertensão — afirma.

O monóxido de carbono, um dos principais poluentes emitidos pelos veículos, reduz a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar, afetando não apenas o coração, mas também todos os demais órgãos do corpo.

Prevenção

O cardiologista lembra que os meses de frio pioram o problema, pois o ar mais seco e o fenômeno chamado inversão térmica aumentam a concentração de poluentes atmosféricos.

Veja medidas de prevenção do especialista para minimizar os efeitos da poluição na saúde:

:: Evite locais e horários com maior concentração de elementos poluentes, como os picos de congestionamento;

:: Procure não caminhar, correr ou andar de bicicleta próximo a vias com trânsito intenso;

:: Sempre que possível, tente se deslocar para locais fora das grandes cidades, onde há menos exposição aos agentes poluentes;

:: Hipertensos devem se manter aquecidos, com roupas adequadas para o inverno;

:: Monitore e controle a pressão nesse período.

Fonte Zero Hora

Conheça os nutrientes que ajudam a manter o bom aspecto da pele

 

 

Alimentação equilibrada, rica em vitaminas, mineiras e antioxidantes é essencial


Divulgação / Stock PhotosMuitos fatores podem influenciar no aspecto da pele: genética, hormônios, idade. No entanto, há também fatores externos que fazem diferença, como a exposição aos raios ultravioletas, os hábitos de fumar e beber e a alimentação. Sim, para ter uma pele saudável e bonita é fundamental ter uma dieta equilibrada rica em vitaminas, mineiras e antioxidantes.

— Os antioxidantes atuam contra os radicais livres e têm efeitos fotoprotetores, prevenindo o envelhecimento da pele — explica  a nutricionista Cinthia Yumi Yabuta.

Pesquisas sugerem que a interação entre os nutrientes - e não sua ação isolada - está relacionada com a aparência da pele. Segundo a especialista, um exemplo é o fato de a vitamina C atuar na regeneração da vitamina E, que possui efeito fotoprotetor.

Além de uma alimentação equilibrada e rica em substâncias com ação oxidante, a ingestão diária de bastante água é essencial para manter o brilho e a elasticidade da pele. De acordo com Cinthia, a água facilita o aproveitamento de algumas vitaminas e minerais pelo organismo.

Confira a lista feita pela nutricionista das principais fontes de nutrientes que influenciam no aspecto da pele:
:: Vitamina A
- Origem animal: queijo, manteiga, ovos, fígado e alimentos enriquecidos, como o leite

- Origem vegetal: vegetais folhosos (espinafre, brócolis) e vegetais amarelos (abóbora, cenoura, damasco)

:: Vitamina C
- Frutas em geral, principalmente as cítricas: acerola, kiwi, mamão, laranja, caju, goiaba e morango

- Hortaliças: repolho, brócolis, tomate e pimentão

:: Vitamina E
Óleos vegetais, folhosos, grãos integrais, sementes e oleaginosas

:: Zinco
- Frutos do mar, aves e carnes

- Leguminosas e grãos também contêm este mineral, mas o seu aproveitamento é melhor nos alimentos de origem animal

:: Carotenoides
Vegetais folhosos, cenoura, tomate, abóbora, manga, espinafre, couve e melancia

:: Flavonoides
Chá verde, uva, nozes, morango e maçã
Fonte Zero Hora

Suíça suspende importação de sementes do Egito por E. Coli



Sementes foram responsabilizadas pelo surto da bactéria na Europa; Egito nega a informação

A Suíça suspendeu temporariamente a partir desta quinta-feira todas as importações de brotos obtidos a partir de grãos de feno-grego provenientes do Egito e que são considerados a origem da intoxicação da bactéria E. coli na Alemanha e na França.

"Para garantir que os produtos contaminados não sejam colocados em circulação no mercado suíço foi decretada a proibição temporária da importação", informaram as autoridades do país.

A medida, adotada conjuntamente pelo Ministério do Interior e o Escritório Federal de Agricultura, atinge os produtos na forma de grãos, incluindo os que não são destinados ao consumo humano, mas ao plantio e para alimentação de animais. O período da proibição vencerá em 31 de outubro.

A União Europeia adotou uma decisão similar após a confirmação de que os grãos suspeitos de serem os responsáveis pela epidemia de E. coli na Alemanha e na França eram provenientes do Egito.

Segundo as autoridades suíças, o ocorrido nesses dois países demonstrou que "pequenas quantidades do produto contaminado são suficientes para causar um grave dano à saúde".

A epidemia de E. coli causou meia centena de mortes, praticamente todas na Alemanha.

Fonte Estadão

Doadora de medula morreu por erro médico, diz laudo


ARAÇATUBA - Laudo entregue ontem à Polícia Civil afirma que Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu em consequência de erros médicos cometidos enquanto esteve internada no Hospital de Base, de São José do Rio Preto. Luana morreu no dia 4, quando era submetida a preparativos para doar medula óssea para uma criança do Rio, portadora de leucemia. A morte levou o hospital a paralisar a coleta de medula para transplante e o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e Polícia Civil a abrirem investigação.

O laudo, do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Faculdade de Medicina de Rio Preto, atesta que a jovem teve a veia subclávia perfurada, o que causou hemorragia e choque hipovolêmico (queda de pressão causada por vazamento de sangue) que a levou à morte. As perfurações teriam ocorrido durante a tentativa de implantar um cateter para coletar medula na veia subclávia esquerda, próxima da jugular.

Os médicos não diagnosticaram as perfurações e liberaram a moça, que estava hospedada em um hotel em Rio Preto. Quatro horas depois, Luana seria levada à emergência do hospital, reclamando de fortes dores. Ela agonizou por mais de uma hora sem receber atendimento de médicos. Ao ser assistida, foi novamente vítima de outros procedimentos errados e não resistiu.

Testemunhos. Ontem, o delegado João Fernandes, do 5.º Distrito Policial, onde foi aberto inquérito para apurar a responsabilidade pela morte da universitária, ouviu mais duas médicas, uma responsável pelo implante do cateter e outra que a atendeu na emergência. O médico também recebeu o laudo do SVO.

O documento mostra que houve "múltiplas perfurações em veias subclávia esquerda", como causa básica da morte. Em consequência, surgiram hemorragias intratorácicas, que teriam causado o choque hipovolêmico. "O choque hipovolêmico resulta da perda sanguínea ou volume plasmático. Isso pode ser causado por hemorragia, perda líquida ou trauma, sendo que o choque é uma disfunção que se não corrigida leva à morte", diz o laudo.

Com o documento, Fernandes espera poder apontar os responsáveis pela morte. O Hospital de Base informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestará sobre o assunto até o encerramento da sindicância aberta para apurar o caso.

Fonte Estadão