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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Baixa umidade agrava Síndrome do Olho Seco

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a umidade fique hoje entre 25% e 20% nas horas mais quentes do dia,  no período da tarde.  E o clima seco deve continuar até setembro. E a combinação ambiente fechado, computador e ar-condicionado não ajuda aos portadores da Síndrome do Olho Seco quando a umidade do ar está baixa. Mas a combinação, ingestão de líquido, alteração da dieta com adição de Ômega 3 e a lembrança de piscar mais em frente ao computador, pode prevenir e aliviar o desconforto causado pela Síndrome que deixa a sensação de areia nos olhos, vermelhidão, coceira, ardência e flutuação da visão.

O olho resseca por falta da lubrificação realizada pelas lágrimas. “Nesse cenário, duas situações levam a Síndrome do Olho Seco a manifestar-se, a baixa produção de lágrimas e a evaporação mais rápida do filme lacrimal”, diz o oftalmologista Eduardo Rocha ao comentar que os sintomas são semelhantes à conjuntivite e muitas pessoas confundem, vão às farmácias e se automedicam.

“No balcão da farmácia, sem o diagnóstico correto, o portador de Síndrome do Olho Seco pode começar a usar um colírio com propriedades vasoconstritoras que melhoram a estética, deixando o olho branquinho, mas não o lubrificam como deveriam e podem agravar o problema”, alerta o médico.

Há diferentes intensidades na manifestação da Síndrome do Olho Seco. Mas desde a leve até a severa, todas merecem atenção e cuidados. O não tratamento das situações severas pode ter consequências sérias como o aparecimento de lesões na córnea. As alternativas de tratamento da síndrome do olho seco vão desde a utilização de lágrimas artificiais, à aplicação de colírio para estimular a produção de lágrimas, alteração na dieta alimentar com adição de Ômega 3, até o fechamento do ponto lacrimal com plugs.

Fonte saudeparatodos

Humor - Erro Médico

Laptite, o mal de quem usa notebook



Com certeza você já ouviu falar de tendinite, bursite, amigdalite ou sinusite. Mas o novo “ite” que atinge a população mundial chama-se laptite. A criação do termo não está ligada a uma nova reação inflamatória. A laptite manifesta-se pelo uso excessivo dos laptops ou notebooks em substituição aos computadores tradicionais. Segundo o ortopedista Marcus Vinícius Galvão Amaral, especialista do centro de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, a disposição espacial do laptop acentua as deformidades posturais e traz danos às articulações dos membros superiores. “O fato do monitor e o teclado serem acoplados prejudica a postura e pode causar lesões, gerando dores nos ombros, cotovelos, punhos e coluna”.


Pesquisas recentes revelam que os computadores convencionais estão sendo substituídos pelos laptops no uso doméstico, devido à facilidade que oferecem, como mobilidade e portabilidade. Em algumas empresas, também ocorre esta mudança, com a justificativa de facilitar a vida dos funcionários e aumentar sua autonomia.


Para não abrir mão da praticidade e preservar a saúde é importante observar alguns critérios. O uso de acessórios de apoio para aumentar a altura do laptop e manter os olhos na direção da tela ajuda a combater dores no pescoço. A opção de plugar um teclado no aparelho possibilita o apoio dos punhos e dá mais conforto na digitação. Manter a coluna ereta é primordial, buscando sempre a melhor ergonomia. “Além disso, é importante ter bom alongamento, a fim de proporcionar condicionamento postural. Isso é conquistado através de atividades físicas e controle do peso corporal”, explica o especialista.


Fazer algumas pausas para esticar o corpo também ajuda bastante na prevenção de lesões. Atenção ainda aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas para não causar dores nos punhos e nos dedos. “Adaptar às novas tecnologias ao nosso conforto é o que dá sentido à modernidade, portanto preserve sua saúde”, aconselha Marcus Vinícius.

Fonte saudeparatodos

Mãe relata dilema de optar entre cirurgia pioneira ou perder filho

Condição de menino com caso sério de encefalite piorava rapidamente; operação que o salvou só havia sido feita uma vez em criança.

O garoto britânico Lee McMillan (Foto: BBC)
O garoto britânico Lee McMillan (Foto: BBC)
 
A mãe de um adolescente britânico de 13 anos contou à BBC sobre o dilema que viveu ao ter de optar entre uma cirurgia pioneira e arriscada, que só havia sido feita uma vez em uma criança, ou perder o filho.

'Perdê-lo ou permitir que eles corressem o risco e fizessem a cirurgia.'

A difícil decisão - permitir que os médicos fizessem a operação - acabou salvando a vida de Lee McMillan, que vive com os pais na cidade de Litherland, perto de Liverpool, no oeste da Inglaterra.

Em maio último, numa sexta-feira, Lee voltou da escola dizendo que estava com dor de cabeça. Três dias mais tarde, começou a ter convulsões.

No hospital, para onde foi levado às pressas, os médicos constataram que o adolescente tinha encefalite, uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro.

Menos de uma semana depois, Lee McMillan, campeão de boxe da escola, entrou em coma.

'Foi horrível, eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo', disse sua mãe. 'Um menino chega da escola em uma sexta-feira com dor de cabeça e depois está à beira da morte, não parecia verdade.'

Mesmo que Lee sobrevivesse à cirurgia pioneira, não havia garantias de uma recuperação total.

Os médicos não sabiam se Lee sofreria danos no cérebro ou se voltaria a andar ou falar novamente.

'Olhar para ele, deitado naquela cama, e decidir o que fazer', reflete Tracy Jennings, 'acho que é a coisa mais difícil para qualquer pai'.

'Mas foi o que tivemos de enfrentar. Deixar que ele se fosse ou permitir que arriscassem e fizessem a cirurgia.'

'Como é um caso raro, não tínhamos referências para fazer comparações e dizer 'aconteceu para esta pessoa e veja como ela está agora.'

Cirurgia pioneira

Na maioria dos casos, a encefalite tem causas virais. Ela pode ser provocada por diferentes tipos de vírus, entre eles, os arbovírus e os vírus da herpes e da catapora.

A inflamação pode ser assintomática ou pode ser acompanhada de sintomas típicos da gripe, como dor de cabeça, febre e dores musculares. Em casos mais graves, ocorrem convulsões.

A médica Rachel Kneen, neurologista pediatra do hospital Alder Hey, em Liverpool, é uma sumidade no tratamento de encefalite na Grã-Bretanha.

'Foi o pior caso de encefalite que já vi. Apesar de todos os tratamentos apropriados, remédios e cuidados, ele continuava piorando', disse Kneen à BBC Brasil. 'O lobo temporal direito do cérebro de Lee estava tão inchado que as áreas centrais importantes, que controlam a respiração e nos mantêm vivos, começavam a ser pressionadas'.Após três dias na UTI, a condição de Lee atingiu um estado crítico.

Consultando a literatura médica sobre o assunto, Kneen e seu marido, o neurologista Tom Solomon - o casal pesquisa infecções do cérebro no Institute of Infection and Global Health da University of Liverpool - se depararam com o caso de uma menina de seis anos que tinha sido curada de encefalite por meio de uma cirurgia pioneira feita na Espanha.

O problema é que este era o único caso descrito na literatura de um procedimento deste tipo em uma criança. A operação, chamada lobectomia, também foi realizada em adultos, mas apenas duas vezes, segundo registros.

'Do ponto de vista cirúrgico, o procedimento não é difícil', explicou Kneen. 'A decisão de operar, sim.'
A especialista explicou que Lee McMillan é canhoto, portanto havia uma grande chance de que o lado direito do seu cérebro fosse responsável por controlar funções como a memória de curto prazo, a fala e a orientação espacial.

'Sabíamos que, se sobrevivesse, Lee poderia apresentar deficiências graves. Não sabíamos, por exemplo, se ele seria capaz de falar, ou de se vestir.'

Depois de conversar com os pais, a equipe decidiu seguir em frente com a cirurgia. O neurocirurgião Conor Mallucci realizou a operação.

Tom Solomon explicou o procedimento: 'O cérebro (do paciente) estava tão comprimido que nosso cirurgião teve de remover parte do crânio e retirar o tecido cerebral infectado. Aquilo criou espaço para que o resto do cérebro se recuperasse'.

'Muito melhor'

Lee recuperou a consciência após três dias. Dois meses mais tarde, ele surpreendeu os médicos por ser capaz de andar, falar e até arriscar algumas manobras de boxe no quarto do hospital.

A doutora Kneen disse que o impacto total da operação só poderá ser avaliado um ano após a cirurgia. Ela disse que a memória de curto prazo de Lee foi um pouco afetada, mas explicou que hoje há várias tecnologias que ajudam pacientes a conviver com esse tipo de problema.

'Existem pagers que lembram a pessoa sobre as tarefas do dia, ou diários eletrônicos onde você registra o que fez', explicou.

Agora, o adolescente está indo para casa.

'Eu costumava sentir muita dor de cabeça, mas não tenho dor de cabeça há muito tempo', ele conta. 'Estou muito melhor agora'.

Lee diz que está louco para rever os amigos e voltar para o boxe.

Olhando para o filho, a mãe comenta:
'Quando vejo Lee agora, (sei que) tomamos a decisão certa, mas é (uma escolha) que eu não desejaria para ninguém.'

Fonte globo.com

Médico não percebe paralisia facial em criança


Uma criança de três anos foi liberada da Unidade de Pronto Atendimento- UPA Bom Jesus no dia 18 de junho, sem ser diagnosticado com paralisia facial pelo médico Gualter Santana.

Segundo o pai da criança, Everson Ferreira, o médico havia falado que seu filho estava com frescura. No dia seguinte a criança estava com os mesmos sintomas e o pai retornou à unidade, quando a médica Márcia Ferraz diagnosticou a paralisia facial.

No dia 20 de junho Ferreira compareceu a secretaria de Saúde e comunicou a secretária Maria Amália Gouvêa o ocorrido. A responsável pela pasta se comprometeu em analisar o prontuário do médico, e mais tarde confirmou a versão do pai. Santana havia escrito que a criança estava forçando a mandíbula.

Ferreira foi até a Ouvidoria da Prefeitura para fazer a denúncia contra o médico. A criança passa bem e faz fisioterapia.

O vereador Miguel Lopes ressaltou na sessão que “não é retaliação contra todos os funcionários da Saúde. Mas é preciso tomar providências visto que existem outras reclamações do mesmo médico”.

Ontem a redação da GB entrou em contato com a diretoria da UPA Bom Jesus e foi informada que foi aberto Processo Administrativo para analisar o caso. O médico é concursado pelo processo seletivo realizado pela administração em 2010.

Fonte Gazeta Bragantina