Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 19 de julho de 2011

Crianças e idosos são vítimas frequentes da dengue

Brasília – Apesar de qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, estar sujeito a contrair dengue, crianças e idosos têm sido vítimas frequentes da doença. Das 310 mortes registradas no primeiro semestre deste ano, 73 foram de doentes com menos de 15 anos de idade (23,5%). Dos 8.102 casos graves no mesmo período, foram identificados 2.794 em crianças e adolescentes (34%). E, desde 2008, pelo menos 25% dos pacientes internados em decorrência da dengue têm menos de 15 anos de idade.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, essa tendência é resultado da recirculação de alguns tipos de vírus da dengue, como o sorotipo 2. Ele explica que as crianças não tiveram contato com esses vírus no passado e, por isso, são mais vulneráveis a contrair a doença. “Os adultos tiveram contato com o vírus e ficaram protegidos, as crianças não. Assim, os casos entre crianças aumentam proporcionalmente a queda entre os adultos”, disse à Agência Brasil.

Como os sintomas da dengue são semelhantes aos de outras viroses, fica mais difícil diagnosticar a doença no estágio inicial. Segundo os médicos, a falta de diagnóstico precoce acaba favorecendo o desenvolvimento da forma grave da dengue nas crianças e adolescentes. “Não é fácil a identificação da dengue no início. O paciente pode apresentar um processo viral inespecífico, como o de uma gripe”, explicou Paulo Cesar Guimarães, integrante do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Para evitar mortes de crianças e complicações decorrentes da doença, o ministério decidiu distribuir um guia aos profissionais de saúde para que aumentem os cuidados com quem apresenta sintomas de dengue. Um dos alertas é para os sinais de agravamento da doença nas crianças. “Na criança, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento, em geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual, com os sinais de alarme de gravidade mais facilmente detectados”, diz o manual. Alguns dos sintomas mais comuns são febre, dores e manchas vermelhas pelo corpo.

Na comparação com os primeiros seis meses de 2010, o secretário Jarbas Barbosa informou que houve queda do número de mortes e de casos graves entre crianças e adolescentes. Entre as mortes, a redução foi cerca de 35%, de 111 em 2010 para 73 este ano. Nos casos graves, a diminuição equivale a aproximadamente 30%, de 4.002 em 2010 para 2.794 nos primeiros seis meses de 2011.

Assim como as crianças, os idosos também sofrem com a dengue. Sem informar dados específicos dessa faixa etária, Barbosa disse que o número de casos graves e mortes relacionadas à doença tem crescido entre os mais velhos desde o ano passado. “O idoso tem uma doença cardíaca ou diabetes grave. A dengue pode descompensar essa outra doença que o idoso tem”, explicou o secretário.

De acordo com Barbosa, os idosos apresentam quadro de saúde mais debilitado e muitos contraem a doença mais de duas vezes ao longo da vida, o que eleva o risco de desenvolver a forma hemorrágica. Quanto mais vezes a pessoa contrair a doença, maior a chance de desenvolver as formas mais agressivas da dengue.

O último balanço nacional da doença, divulgado no dia 6 de julho, mostrou queda de 18% nas notificações de dengue no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro a julho, as notificações somaram 715.666. As mortes e os casos graves também tiveram redução de 44% e 45%, respectivamente.

Fonte Agência Brasil

Eficácia de tratamento contra Aids é maior do que o anunciado

Estudo apresentado em Roma envolveu 1.763 casais de nove países. Agora OMS utiliza o trabalho para orientar população

A utilização do tratamento antirretroviral contra a transmissão do HIV é ainda mais eficaz do que o anunciado, segundo os últimos resultados de um estudo divulgado nesta segunda-feira em Roma.

O estudo HPTN 052, realizado em nove países, tinha sido apresentado em maio. Ele foi feito com 1.763 casais sorodiferentes (uma pessoa infectada, a outra não) e indicava que se a pessoa infectada fosse tratada mais cedo, haveria uma redução do risco de infecção de 96% na outra (28 pessoas infectadas, sendo 27 entre as pessoas tratadas mais tarde).

De fato, segundo as revelações feitas nesta segunda-feira (18), 29 pessoas tinham sido infectadas, sendo 28 entre as pessoas tratadas mais tarde.

Foi divulgado que o único caso de infecção no casal em que a pessoa infectada foi tratada cedo ocorreu muito provavelmente logo depois da entrada do casal no tratamento, que ainda não tinha reduzido a carga viral.

Imunidade

Além disso, iniciar o tratamento contra a transmissão da Aids mais cedo com pessoas infectadas aumenta o benefício individual, já que as taxas de CD4, células que medem a imunidade, são ainda mais elevadas entre elas do que entre as pessoas tratadas mais tarde. Houve também entre as primeiras uma taxa 41% menor de infecções oportunistas ligadas à infecção por HIV, como a tuberculose, e de mortes.

Após este estudo, a OMS, que deveria apresentar em Roma as suas recomendações sobre a prevenção e o tratamento dos casais sorodiferentes, adiou a publicação.

"Esse dados terão reflexo em nossas recomendações para a prevenção dos casais, e também nos conselhos relativos à utilização estratégica dos ARV para o tratamento e a prevenção do HIV", ressaltou Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento HIV/Aids da OMS.

Myron Cohen (Universidade da Carolina do Norte), que dirigiu o estudo, se disse "particularmente feliz" que a OMS leve em consideração esses dados para suas recomendações.

Os resultados do estudo foram divulgados online no New England Journal of Medicine.

Fonte IG

SUS irá adotar testes rápidos para hepatites B e C

Ação tem início em agosto. Resultados dos exames ficarão prontos em 30 minutos

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer testes rápidos para detectar as hepatites B e C a partir de agosto, divulgou o Ministério da Saúde nessa segunda-feira (18). Os resultados dos exames ficarão prontos em 30 minutos. Os investimentos, segundo o governo, são de R$ 10,6 milhões para a aquisição de 3,6 milhões de testes.

Os usuários dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais do País terão a sua disposição o teste a princípio. Em um segundo momento, os testes passarão a ser oferecidos às unidades básicas de saúde. Segundo a pasta, os testes rápidos são exames de triagem.

O paciente que tiver o resultado do teste positivo para hepatite B ou C será encaminhado para a rede de saúde para ter seu diagnóstico concluído. Para fazer o teste é preciso apenas uma gota de sangue. Os pacientes que passam pelo exame recebem aconselhamento antes e depois da teste, do mesmo modo como no diagnóstico da infecção pelo HIV, acrescenta o Ministério.

Fonte IG

Aparelho ajuda deficiente visual no transporte público

Equipamento, que "conversa" com motoristas e usuários, deve entrar em funcionamento em Ribeirão Preto (SP)

Um dispositivo desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai ajudar portadores de deficiências, principalmente visuais, a usar o transporte público em Ribeirão Preto (SP). A instalação do aparelho, que "conversa" com motoristas e usuários, foi aprovada pela Câmara da cidade e aguarda apenas sanção do Executivo.

O DPS2000, nome dado ao sistema, consiste em dois pequenos aparelhos que se comunicam por ondas de rádio. Um deles, que fica com o usuário, é programado com as linhas de ônibus que a pessoa usa. Quando o passageiro escolhe uma delas, o dispositivo começa a emitir um sinal. Quando o coletivo da linha desejada chega a cerca de 100 metros do emissor, outro dispositivo instalado no ônibus avisa o motorista de que há alguém a espera no ponto.

Quando o veículo para, um pequeno alto-falante na porta já está informando qual a linha daquele coletivo. "Com o aviso, a pessoa que está esperando sabe que seu ônibus chegou e, pelo som, consegue se orientar até a porta. Depois que ela entrar e desligar o aparelho, o aviso para", explica Tiago Buccini, um dos sócios da Geraes Tecnologias Assistivas Ltda, que produz o sistema, considerado "simples, mas de grande utilidade" pela vereadora Silvana Resende (PSDB), autora do projeto aprovado em Ribeirão Preto.

O DPS2000 foi desenvolvido na Escola de Engenharia da UFMG há cerca de cinco anos e, segundo Buccini, já está instalado em toda a frota do transporte coletivo de Jaú (SP). Ele revela que os dispositivos acabam de ser testados também pelas prefeituras do Rio de Janeiro e Niterói (RJ) e já há negociações para testes pilotos em São Paulo, Santos (SP) e Volta Redonda (RJ). "Ele (sistema) não serve só para deficientes visuais. Também pode ajudar cadeirantes ou idosos", observa Tiago.

Para cada ônibus, o custo de instalação é de aproximadamente R$ 700. Já para os usuários o custo do aparelho é de R$ 300. Em Jaú, no entanto, a prefeitura comprou 50 dispositivos para serem distribuídos.

Fonte IG

Com frio e poluição, internações sobem 62% em São Paulo

Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo relaciona índices de umidade do ar e impacto à saúde

A queda da temperatura abaixo de 17°C - o que aconteceu 12 vezes só neste mês até agora em São Paulo - aumenta os efeitos da poluição e provoca um salto de até 62% nas internações por problemas respiratórios na capital paulista. É o que mostra estudo da Universidade de São Paulo (USP) cujo objetivo é criar um índice para prever os impactos à saúde a partir dos registros de temperatura, poluição e também umidade do ar, que ontem chegou a 23%, marca mais baixa do ano.

O índice preencheria uma lacuna em São Paulo, que sofre com combinações severas de baixa umidade do ar e poluição. Atualmente, espera-se chegar a níveis drásticos para que alguma medida - como uma possível restrição de veículos ou fechamento de escolas - seja debatida.

A pesquisa mostra que depender dos alertas atuais, como os da Defesa Civil para o frio e a umidade, é arriscado. Segundo o estudo, quando há aumento de internações por problemas respiratórios, os índices de poluição estão bem abaixo de níveis considerados preocupantes. A temperatura e a umidade, em combinação com os gases poluidores, são os fatores preponderantes para problemas de saúde.

“Conseguimos ponderar a influência de cada variável climática ou de poluente para saber o que está atuando com mais força em determinado momento”, explica a meteorologista e autora da pesquisa, Micheline Coelho, pós-doutoranda da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisadora já identificou que, a partir dos 17°C, a combinação com a presença dos poluentes no ar torna-se mais perigosa e faz os atendimentos dispararem. As internações por asma, por exemplo, saltam 33% quando a baixa temperatura combina-se com níveis acima de 56 microgramas por metro cúbico de Material Particulado (MP), as partículas inaláveis, como poeira.

Fonte IG