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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Prova de residência médica exige conhecimento em ginecologia e obstetrícia



Ingressar na residência médica algumas vezes pode ser mais difícil do que passar no vestibular. Por este motivo, o candidato precisa estar bem preparado para o processo seletivo.

E não importa qual a especialidade escolhida, durante a prova o jovem médico encontrará questões sobre ginecologia e obstetrícia. “Estas áreas da medicina fazem parte de um grupo de matérias chamadas básicas, e representam em média 20% das provas”, explica a ginecologista e obstetra Dra. Flávia Fairbanks. A médica é professora em um curso preparatório para residência, ministrado a distância.

Segundo Dra. Flávia, para a elaboração das aulas são analisados os exames aplicados em todo o Brasil. “A partir deste levantamento criamos dois tipos de curso: o intensivo, que prepara o aluno para a prova de residência; e o extensivo, onde os temas podem ser estudados mais profundamente. O curso também oferece o chamado TPP – Treinamento para Prova Prática, que tem importante pontuação no resultado final das provas”, afirma a médica.

Para quem quer seguir carreira em ginecologia e obstetrícia, há conteúdo específico como patologia obstétrica, popularmente conhecida como gestação de alto risco. O tema abrange diabetes gestacional, síndromes hipertensivas, sofrimento fetal, entre outros. O obstetra Fábio Cabar, que ministra aulas preparatórias para esta especialização, garante que estudar a distância tornou-se um facilitador na vida cotidiana. “A tecnologia criou ferramentas que transmitem ao aluno a sensação de estar em sala de aula, na presença do professor. Porém, dedicação e determinação são vitais para um bom desempenho”, declara.

Portanto, para acompanhar as aulas, é necessário local tranquilo e silencioso. Traçar um cronograma de estudos também contribui para uma melhor assimilação do conteúdo. “O aluno deve reservar um tempo diário para estudar. Também precisa anotar todas as dúvidas para que possam ser esclarecidas na próxima aula. Ele tem o auxílio de materiais didáticos estruturados com os temas mais relevantes da área, e também garantimos respaldo para as práticas diárias. Ao final do curso, estará preparado e seguro para realizar as provas”, concluí Dr. Cabar.

Fonte revistahospitaisbrasil

Hospital Israelita no RJ é reinaugurado após obras de expansão

O Hospital Israelita Albert Sabin (HIAS) celebrou, no dia 12/07, a conclusão de três anos de obras de expansão.

Completamente redesenhado, o HIAS investiu em corpo clínico e de enfermagem especializado na assistência ao cliente de média e alta complexidade, assim como em tecnologia de ponta para diagnósticos e terapias, em um Centro de Imagem totalmente reformulado, e num Centro Cirúrgico ampliado, com novas instalações e equipamentos para realização de procedimentos vasculares. O projeto de crescimento teve investimento de R$ 12 milhões, o que triplica a capacidade em número de leitos e aumenta em 400% o volume de cirurgias. A frente do projeto estão o diretor executivo do HIAS, Marcelo Dibo, e o presidente da Sociedade Beneficente Israelita, Leo Harif.

Fundado em 1920 pela Associação Israelita do Rio de Janeiro, a história do HIAS ganhou capítulos especiais com a ampliação e unificação das edificações. A antiga recepção para a Rua Lúcio de Mendonça, os 43 leitos iniciais e a estrutura de oito andares levantada e paralisada há cerca de 15 anos ficarão apenas na lembrança. "Construímos uma nova recepção para a Rua Professor Gabizo, finalizamos a obra do antigo prédio e criamos o setor de emergência com 10 unidades de curta permanência", ressalta Marcelo Dibo, Diretor Executivo do HIAS.

Para a ampliação e melhoria da infraestrutura, Dibo garante que foram investidos R$ 8 milhões em obras e mais R$ 4 milhões na aquisição de novos equipamentos, além dos R$ 1,5 milhão já gastos com a ampliação do CTI, que tem agora 19 leitos. O diretor executivo conta que também foram criadas recepções independentes de emergência, internação e informação.

As melhorias de infraestrutura já começam a dar bons resultados. Dibo revela que antigos médicos voltaram a atender no hospital, que também conta com os especialistas da Rede D'Or, já que o hospital tem parceria com a Rede há 4 anos. Ele diz ainda que foram recuperados alguns convênios da antiga carteira de clientes do HIAS, como a CASSI. Todo o trabalho de recuperação da credibilidade do Hospital Israelita Albert Sabin parece já dar resultados. Dados da coordenação de atendimento mostram que, nos últimos dois anos, o número de atendimentos no HIAS cresceu 60%. "A própria carteira de clientes do hospital movimentou-se naturalmente ao perceber a melhoria da qualidade por conta da demanda espontânea e da qualidade do nosso corpo médico", acredita Dibo, que também atribui a esse crescimento o fato do hospital estar preparado para cirurgias de alta complexidade, como as neurocirurgias e as cirurgias ortopédicas, duas áreas com maior volume de cirurgias atualmente no HIAS.

Para 2011, o diretor executivo do hospital, que hoje atende diversas especialidades, exceto maternidade e cirurgia cardíaca, planeja aumentar o faturamento do Hospital Israelita Albert Sabin em 20%, aumentar o número de atendimentos na emergência em pelo menos 200% (a capacidade é de 5 mil atendimentos por mês e hoje está com 800 atendimentos/mês), além da conquista da acreditação. "Já tivemos uma visita diagnóstica da ONA (Organização Nacional de Acreditação). Nossa meta é conquistar a acreditação entre outubro e dezembro do próximo ano", planeja Marcelo Dibo.


Fonte revistahospitaisbrasil

Acordo visa melhoria na produção de hemoderivados

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), estatal do Ministério da Saúde que produzirá medicamentos derivados do sangue a partir de 2014, começou, neste mês de julho, a incentivar 120 hemocentros de todo o país a garantir plasma em quantidade e qualidade suficientes à sua fábrica, em construção em Pernambuco.

Nesta semana, assinam contrato com a empresa o Hemominas (MG), a Fundação Pró-Sangue e a Associação Beneficiente de Coleta de Sangue (Colsan), em São Paulo, o Hemorio e o Hemocentro Regional de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Até o fim do ano, todos devem ter firmado parceria com a estatal.

No intuito de incentivar a melhoria da qualidade do plasma, a Hemobrás repassará às instituições de R$ 20 a R$ 48 para cada litro do insumo que estiver em condições industriais. A contrapartida dos hemocentros será o aperfeiçoamento em seus processos de produção, qualificação e armazenagem do hemocomponente destinado à estatal.

Isso será possível com o emprego dos recursos na compra de maquinário, manutenção preventiva de equipamentos, contratação de mais profissionais para trabalhar, além da melhoria do controle da qualidade do plasma.

Com o aumento da qualidade, amplia-se o volume do plasma para o processo fabril. Hoje, os serviços de hemoterapia coletam 3,6 milhões de doações de sangue por ano no país, resultando 150 mil litros de plasma com qualidade industrial por ano. No primeiro ano de contrato com os 120 serviços de hemoterapia, a Hemobrás espera ampliar em 20% este total de 150 mil litros.

Dentro de três anos, a expectativa é atingir 300 mil litros de plasma/ano, volume ideal para que a fábrica em Pernambuco comece a operar, pois sua capacidade chegará a 500 mil litros de plasma/ano.

Os 120 hemocentros já repassam à Hemobrás os 150 mil litros de plasma colhido dos doadores que não é usado em transfusão, mas, até então, as unidades não recebiam apoio da estatal nos custos do processo, o que agora será possível devido ao apoio do Ministério da Saúde.

Enquanto sua fábrica não fica pronta, a empresa brasileira envia este hemocomponente para transformação em hemoderivados no Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB), na França, seu parceiro de transferência de tecnologia.

Uma vez elaborados, os medicamentos albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação VIII e IX são enviados ao Brasil, onde ocorre a distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de milhares de pessoas com hemofilia, imunodeficiência primária, câncer, Aids, cirrose, entre outras doenças. Quando a planta industrial brasileira entrar em operação, será assumido todo esse processo, incluindo a produção de fator de von Willebrand e complexo protrombínico.

Fonte SaudeWeb

Droga perigosa preocupa médicos nos Estados Unidos

Com o inofensivo rótulo de “sais de banho”, uma droga perigosa, que entrou nos Estados Unidos há cerca de um ano, disseminou-se e agora alarma médicos por causa de seus efeitos psicóticos e paranoicos.Trata-se de uma mistura de substâncias jamais testada em humanos, cuja fórmula foi banida em 28 dos 51 Estados americanos, mas ainda não tem veto do governo federal. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Em 2010, a Associação Americana de Centros de Controle de Envenenamento (AAPCC, em inglês) registrou 303 pessoas atendidas em hospitais por contaminação pela droga. Esse total subiu para 3.470 no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o Centro de Envenenamento de Louisiana, se forem misturados todos os piores efeitos da cocaína, do LSD, do PCP e do ecstasy terá um resultado comparável ao dos sais de banho. Em geral, a droga é fabricada com base em duas substâncias: a metilenodioxipirovalerona (MDPV) e a mefedrona.

A primeira é uma substituta química da catinona, composto estimulante do khat, uma planta do norte da África cuja venda é ilegal nos EUA, mas usada em vários países como base de defensivos agrícolas ou repelente de insetos. Apesar das proibições nos 28 Estados, o acesso à droga é fácil no país.

Pode ser encontrada na internet, em lojas de conveniência e até entre os verdadeiros sais de banho, com sugestivos nomes: Pomba Vermelha, Seda Azul, Zoom, Nuvem Nove, Neve Oceânica, Onda Lunar, Céu de Baunilha e Furacão Charlie. Mas seus preços os diferem dos sais despejados nas banheiras.

Um pacote de 50 mg custa, em média, US$ 30 (R$ 47,40), mas pode chegar a US$ 100 (R$ 158). Segundo Ryan, 51% dos casos de contaminação por essa droga foram reportados na Louisiana. Porém, há registros preocupantes em todo o país.

O Centro Regional de Envenenamento de Kentucky, por exemplo, anotou casos de pacientes “completamente fora da realidade” internados em hospitais depois do uso dos sais de banho. Usuários têm sido levados aos prontos-socorros por comportamento violento, pressão sanguínea elevada, alucinações e crises paranoicas. Geralmente, são internados no setor psiquiátrico.

Fabricação A droga é fabricada nos EUA com base em substâncias importadas de países como a China e a Índia. A agência antidrogas americana (DEA) baniu temporariamente cinco substâncias usadas na fabricação de maconha sintética enquanto não há uma lei definitiva.

Um senador da Pensilvânia pediu à DEA iniciativa similar para os produtos químicos dos sais de banho, mas não obteve resposta ainda. Outro, de Nova York, apresentou um projeto em fevereiro para classificar os sais de banho como droga de maior controle, ao lado da cocaína. No continente europeu, a droga foi banida há cinco anos.

Fonte SaudeWeb

Eurofarma amplia atuação na América Latina


A Eurofarma concluiu em 2010 a compra do laboratório chileno Volta e de sua empresa coligada, a Farmaindústria.

Com essa aquisição, a companhia intensificou seu processo de internacionalização na América Latina depois de, em 2009, ter adquirido a argentina Quesada.

De acordo com a empresa, o mercado farmacêutico chileno é o sexto mais importante da América Latina, representando cerca de 3% do total, com vendas superiores a US$ 1 bilhão.

O Volta é um dos principais do Chile, com destaque nas áreas de oftalmologia, cardiologia e dermatologia. A empresa vende cerca de 200 tipos diferentes de remédios entre produtos de marca e genéricos. Possui mais de 250 funcionários e fechou o ano de 2010 com vendas de aproximadamente U$ 20 milhões. Já a Farmindústria fabrica principalmente para terceiros.

Também em 2010, a Eurofarma anunciou a compra do laboratório uruguaio Gautier. No mercado há 93 anos, a empresa atua nas áreas de psiquiatria, neurologia, cardiologia e medicina geral. A Gautier também mantém vendas no Paraguai e na Bolívia

Mesmo com a expansão para outros países, a Eurofarma também não descuidou das compras no mercado interno. Em 2010, a companhia comprou o Segmenta, laboratório especializado em soro hospitalar, instalado em Ribeirão Preto (SP). A transação foi avaliada pelo mercado em R$ 400 milhões, mas a empresa não confirma o valor.

A companhia estuda um novo modelo de negócios, em parceria com a também farmacêutica paulista Cristália, para o desenvolvimento de produtos, mas a Eurofarma nega a intenção de fazer uma proposta para aquisição ou incorporação da Cristália.

A empresa também fechou parceria com a americana Pfizer para produzir a versão genérica do medicamento Lipitor, de combate ao colesterol elevado. Medicamento mais vendido no mundo e conhecido como “blockbuster”, com receita anual em torno de US$ 13 bilhões, esse remédio acaba de ter sua patente expirada no Brasil.

Fonte SaudeWeb