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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hospital da Unimed Porto Alegre cresce 33% em número de exames

O Hospital Unimed Porto Alegre, localizado em Guaíba, apresentou um aumento significativo no número de exames no primeiro semestre de 2011. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os exames realizados obtiveram crescimento de 33%.

De acordo com a instituição, as tomografias e os exames de ecografia aumentaram, respectivamente, 26% e 40%. O Laboratório também obteve uma expressiva evolução no número de análises: 36% a mais do que no primeiro semestre do ano anterior.

Até o final do ano, a Unimed Porto Alegre pretende investir ainda mais na estrutura do hospital. O plano da Cooperativa Médica para o segundo semestre de 2011 é investir R$ 1 milhão na unidade, além de qualificar e ampliar o corpo clínico.

Fonte SaudeWeb

DF: Secretaria de Transparência encontra pagamentos irregulares em hospitais

Uma auditoria feita pela Secretaria de Transparência e Controle do DF constatou que médicos e outros profissionais de hospitais públicos da capital receberam, entre o segundo semestre de 2010 e o início deste ano, horas extras acima da previsão legal. Em um único mês, o governo local pagou mais de R$ 6 milhões em horas extras, valor suficiente para contratar pelo menos 1,5 mil médicos. Do total, R$ 1,7 milhão foi pago irregularmente. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o documento, há indícios de que as escalas de serviço de horas extras beneficiam um grupo restrito de médicos. Ainda conforme a inspeção, o revezamento de médicos nos plantões não é cumprido, o que caracteriza “descaso com a população”. A auditoria detectou também que os profissionais não justificam as faltas ao serviço e identificou um caso em que um médico foi trabalhar com sintomas de embriaguez.

Somente no mês de agosto, o governo do DF gastou R$ 6,1 milhões com horas extras pagas a 2.592 funcionários. Desses servidores, 857 trabalharam acima das 44 horas mensais previstas em lei, o equivalente a R$ 1,7 milhão, montante que permitiria a contratação de 432 médicos com carga de 20 horas semanais, com remuneração de início de carreira.

A auditoria constatou ainda que o pagamento das horas extras não significou melhora no atendimento aos pacientes que usam a rede pública no DF. O índice de produtividade dos profissionais durante o serviço extraordinário é inferior em comparação ao da jornada normal de trabalho. Por exemplo, um dos médicos atendia apenas um paciente durante a hora extra para cada sete pacientes atendidos no horário normal.

A Secretaria de Transparência e Controle recomenda fiscalização permanente, implantação de ponto eletrônico e um sistema central de escalas de trabalhos dos servidores.

Parecer da Secretaria

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) informou que tem adotado medidas para reduzir a concessão de horas extras acima do limite legal nos hospitais públicos.

E informa que desde março deste ano, as unidades de saúde precisam preencher oito formulários para a concessão de horas extras. Nesses formulários, devem ser informados o número de horas por semana, horas existentes, horas bloqueadas e demonstração do déficit. O procedimento vale tanto para o pagamento de 20 horas quanto de mil horas de serviço extraordinário.

De acordo com a secretaria, o pagamento de horas extras vem caindo nos últimos três anos, passando de 168 mil horas extras, em 2008, para 112 mil, em 2009. Em 2010, o governo do DF pagou 106 mil horas extras.

No entanto, relatório da Secretaria de Transparência e Controle informa que as despesas com serviços extraordinários cresceram 16% na comparação entre dezembro de 2010 e outubro de 2009, contrariando um decreto de 2009 que determinava que a Secretaria de Saúde deveria reduzir o pagamento de horas extras em 15% a partir de dezembro de 2009 até dezembro de 2010.

Devolução do dinheiro

De acordo com a Secretaria de Transparência e Controle, os médicos e outros profissionais das unidades públicas de saúde do Distrito Federal (DF) que receberam pagamento de hora extra de forma irregular terão de devolver o dinheiro aos cofres públicos.

A Secretaria de Transparência não determinou prazo para o cumprimento das recomendações. Isso porque o relatório tem como objetivo checar a prestação de contas do governo do DF em 2010.

Fonte SaudeWeb

Pesquisa revela que exame reduz risco de mortalidade neonatal

Estudo inédito produzido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na maternidade estadual Interlagos, aponta que o Teste Fibronectina Fetal, além de diminuir o número de internações em UTIs, também ajuda a evitar partos prematuros e, com isso, prevenir a mortalidade neonatal causada por complicações de saúde relacionadas à prematuridade.

O teste, que consiste em detectar a presença de uma substância chamada fibronectina fetal no conteúdo vaginal, deve ser aplicado somente entre a 22ª e a 34ª semanas de gestação. Se aplicado junto ao exame de ultrassom vaginal, o teste reduz, em caso de resultado negativo, para menos de 1% as chances de parto nas duas semanas seguintes a sua realização.

O estudo foi feito com 63 gestantes que, em comum, apresentavam alto risco de prematuridade por conta de fatores como partos prematuros anteriores, gemealidade ou malformações uterinas, queixa de cólicas abdominais e presença de contrações não acompanhadas de nítidas modificações cervicais e infecção urinária.

Após a realização do Teste Fibronectina Fetal, 86% das gestantes analisadas apresentaram resultado negativo, o que significa que, apesar de apresentarem sinais e sintomas, elas não estavam em trabalho de parto e, por isso, não precisavam ficar internadas. No caso dessas gestantes, o espaço entre a realização do exame para o parto foi, em média, de 20 dias, o que comprovou a eficiência do teste.

Já para as 14% das gestantes cujo resultado do teste foi positivo, indicando com isso a iminência de trabalho de parto, a internação foi indicada e o nascimento dos bebês aconteceu, em média, 11 dias após a realização do exame.

De acordo com o Hospital e Maternidade Inerlagos, a principal utilidade desse teste é evitar que as gestantes sintomáticas passem por internações ou intervenções desnecessárias, já que, apesar dos sintomas, não correm o risco de darem à luz naquele momento.

Outro benefício do teste é ajudar a diminuir o número de partos prematuros que, só no primeiro semestre de 2010, correspondeu a cerca de 10% do número total de partos realizados no Hospital e Maternidade Interlagos.

E encerra ao dizer que com isso, além de reduzir os custos com internações, a instituição conseguiu reduzir os riscos de mortalidade neonatal provocado por prematuridade

Fonte SaudeWeb

Proposta susta medidas preventivas da SDE contra entidades médicas

A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo 216/11, do deputado Mandetta (DEM-MS), que susta a aplicação de medidas preventivas da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, contra o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) por suspeita de conduta anticompetitiva relacionada às manifestações de médicos pela melhoria dos honorários pagos pelos planos de saúde. No dia 7 de abril, profissionais do setor realizaram uma paralisação no atendimento a clientes de planos de saúde.

A decisão da SDE, que em 9 de maio instaurou processo administrativo para apurar a ocorrência de infração à ordem econômica, proíbe as entidades de promover paralisações coletivas de médicos por tempo indeterminado e movimentos para descredenciamento em massa de planos.

Outra medida preventiva veda a utilização de dispositivos dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica para fundamentar a instauração de sindicâncias ou processos administrativos disciplinares contra médicos que não acompanharem as decisões das entidades médicas quanto a honorários e rescisões contratuais. Além disso, a SDE proíbe o uso do código para coagir ou obrigar a participação de médicos em movimentos de negociação coletiva ou sua adesão às decisões das entidades médicas.

Para Mandetta, há uma ingerência desproporcional da SDE nos procedimentos dos conselhos de medicina. “Como tantos outros conselhos, a categoria luta pela melhoria das condições de serviços. A adesão às decisões ocorre de maneira natural”, afirmou.

Segundo o autor da proposta, a abertura de sindicância contra médicos que não acompanharem as decisões das entidades de classe não fere a legislação e apenas tem intuito de apurar as motivações do médico. “Investigar significa apurar fatos, para que não sejam praticadas decisões arbitrárias.”

Honorários e taxa extra
O SDE também impediu as entidades de atuar contra a negociação direta e individual de honorários entre médicos e operadoras de planos de saúde ou hospitais. No entanto, na opinião de Mandetta, essa negociação geraria uma insegurança incalculável. “Poderia existir uma arbitrariedade por parte de alguns, gerando honorários díspares.” De acordo com ele, a situação poderia interferir na relação paciente-profissional.

A decisão da secretaria proibiu ainda a cobrança de taxa extra por consultas a conveniados de planos de saúde e considerou ilegal a aplicação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) para reajuste do pagamento de honorários médicos.

O deputado afirma que a cobrança de valores adicionais não é arbitrária. Segundo ele, a complementação somente é realizada quando prevista em contrato. “Não há como alegar ilegalidade ou amoralidade da conduta, uma vez que há ciência do beneficiário de possível cobrança”, alega.

De acordo com Mandetta, o uso da classificação de procedimentos médicos como parâmetro de cobranças serve para balizar a relação entre médicos e pacientes. A fixação de tabela de honorários profissionais como referência, acrescenta, é regular e constitucional sempre que for feita de forma não compulsória, em um mercado plural e diversificado.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Fonte SaudeWeb

DF: Médicos adiam decisão sobre boicote a planos de saúde

Médicos do Distrito Federal (DF) decidiram esperar até o dia 4 de agosto para definir se vão suspender o atendimento de pacientes de planos de saúde a partir de 1° de setembro. O boicote será direcionado aos planos que não aceitarem discutir o reajuste da tabela de pagamentos de serviços.

No Distrito Federal, os alvos da suspensão são as operadoras Amil, Golden Cross, Sul América e Bradesco, de acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho.

“Os convênios foram notificados e demos prazo de dez dias para que se manifestem. No dia 4 de agosto teremos reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar e definiremos as estratégias, caso não haja negociação”, disse Fialho hoje (20).

Em São Paulo, médicos de seis especialidades já definiram um cronograma de paralisação do atendimento a partir de 1º de setembro. Cada especialidade vai suspender o atendimento por três dias. As primeiras serão ginecologia e obstetrícia, de 1º a 3 de setembro. Depois, otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), pneumologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro).

Fonte SaudeWeb