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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Servidores da Secretaria de Saúde do DF não devolveram horas extras, diz Tribunal de Contas

Brasília – O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) informou hoje (21) que os cinco servidores da Secretaria de Saúde obrigados a devolver dinheiro à pasta por causa do recebimento de hora extra acima do limite legal não fizeram a devolução.

A decisão do tribunal é de junho de 2010, quando foi determinada a devolução de R$ 112 mil. Um dos servidores foi obrigado a devolver mais de R$ 31 mil. Na época, o tribunal rejeitou a defesa apresentada pelos servidores, que alegaram as horas extras como direito adquirido.

Como a devolução não ocorreu, os processos serão julgados pelo tribunal. Se confirmada a irregularidade dos excedentes pela Corte, os servidores terão prazo de 30 dias para fazer a devolução. Caso não cumpram, mais uma vez, a decisão judicial, o TCDF poderá determinar o desconto em folha de pagamento ou cobrança judicial, mas os servidores ainda terão direito a recorrer.

Desde 2002, o tribunal tem apurado o pagamento indevido de horas extras a médicos e servidores dos hospitais públicos do Distrito Federal (DF).

Uma auditoria da Secretaria de Transparência e Controle do DF constatou pagamento de horas extras acima da previsão legal entre agosto de 2010 e janeiro deste ano. Segundo a inspeção, os pagamentos foram feitos por mais de um ano a servidores da rede pública.

A Agência Brasil teve acesso ao relatório, obtido pela Rádio Nacional, ambas integrantes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). De acordo com a auditoria, somente no mês de agosto de 2010, o governo do DF gastou R$ 6,1 milhões em horas extras, pagas a 2.592 funcionários. Desses servidores, 857 trabalharam acima das 44 horas mensais previstas em lei e receberam o equivalente a R$ 1,7 milhão, montante que permitiria a contratação de 432 médicos com carga de 20 horas semanais. Apenas um servidor recebeu, por exemplo, mais de R$ 314 mil nos anos de 2009 e 2010.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF informou que tem, desde março, adotado medidas para controlar a concessão de hora extra.

Fonte Agência Brasil

Três estados decidem hoje se prorrogam vacinação contra sarampo

Brasília – A campanha de vacinação contra sarampo está marcada para terminar hoje (22) em oitos estados. Dois deles, pelo menos, já avisaram que vão continuar aplicando a vacina. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro decidiu prorrogar a campanha até o dia 30 deste mês. Em Pernambuco, os pais podem procurar os postos de saúde para vacinar os filhos até o dia 5 de agosto, segundo a secretaria.

As secretarias do Ceará, Rio Grande do Sul e de Alagoas informaram à Agência Brasil que decidem hoje se prorrogam a vacinação. Na Bahia, em São Paulo e em Minas Gerais, a imunização termina hoje, conforme as secretarias estaduais.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na manhã de quarta-feira (20), indica que mais de 8,7 milhões de crianças de 1 a 7 anos de idade foram vacinadas nos oito estados, o equivalente a 85% desse público. A meta é imunizar 95% das crianças dessa faixa etária.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou ontem (21) que conseguiu atingir a meta, imunizando mais de 1,5 milhão de crianças. Foi o primeiro estado a comunicar que alcançou o percentual estipulado.

De acordo com o levantamento do ministério, o Rio de Janeiro apresenta o menor índice de cobertura vacinal, 71,68%.

O ministério decidiu antecipar a campanha de vacinação e iniciá-la em 18 de junho, nos oito estados, por causa do grande fluxo de turistas nesta época do ano, do registro de casos da doença, da baixa cobertura da vacina tríplice viral nos últimos anos nessas região, além do surto na Europa. Foram identificados mais de 6,5 mil casos da doença este ano no continente, sendo 5 mil somente na França, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No restante do país, a campanha ocorrerá de 13 de agosto a 16 de setembro.

O sarampo é uma doença contagiosa que provoca febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre quando o doente expele secreções ao tossir, falar, espirrar ou respirar. A vacina é a maneira mais eficaz de prevenir a doença.

Este ano, até a última terça-feira (19), haviam sido registrados 18 casos de sarampo no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Piauí, em São Paulo, Mato Grosso do Sul, na Bahia e no Distrito Federal. Esses casos são importados e apresentaram o mesmo vírus circulante na Europa.

O vírus do sarampo não circula livremente no Brasil há 11 anos, segundo o ministério. Os casos identificados tiveram origem em outros países (são importados), ou seja, não foram causados por vírus que circula livremente no território nacional. Em 2010, o Brasil registrou 68 casos, o maior número nos últimos quatro anos.

Fonte Agência Brasil

Teste reduz internações e partos prematuros

Exame identifica ausência ou presença de proteína que garante proteção à mãe e ao bebê

Um teste que mede a quantidade de fibronectina fetal - proteína produzida durante a gestação e que funciona como um "adesivo" entre as membranas fetais e maternas - é capaz de evitar até 86% das internações de gestantes e partos prematuros, de acordo com pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

“A presença da substância é um sinal de que o bebê está protegido”, explica Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica do Hospital e Maternidade Interlagos - local onde as 63 grávidas que participaram do estudo foram clinicamente acompanhadas.

O teste é indicado para mulheres que apresentam risco de prematuridade, segundo afirma Eduardo de Souza, professor do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). “São mulheres que já tiveram um parto prematuro ou esperam por gêmeos”, diz Souza. “Ou que apresentam cólicas abdominais e contrações acompanhadas de modificações cervicais e infecção urinária”, completa Rita.

Os especialistas explicam que entre a 22ª semana e a 34ª semana de gestação, o organismo feminino não deve produzir a fibronectina fetal. “Quando encontramos é sinal de processo inflamatório ou sangramento. Fatores que podem antecipar o parto”, afirma Souza.

E quando o teste - realizado no período de 5 meses e meio a 8 meses e meio de gravidez - tem resultado negativo para a presença da substância, o risco de um parto prematuro é inferior a 1%. “86% das mulheres que apresentaram o resultado negativo não precisaram ficar internadas e não tiveram partos prematuros”, diz Rita.

Já nos 14% dos casos positivos, indicando a iminência de trabalho de parto, o nascimento dos bebês ocorreu, em média, 11 dias após a realização do teste. Para o professor da Unifesp, o teste é capaz de tranquilizar a paciente e, principalmente, evitar o uso desnecessário de medicamentos para inibir o trabalho de parto e os corticoides. “Além de evitar internações e gerar custos”,ressalta a diretora clínica.

Segundo ela, a análise da proteína é um procedimento simples e rápido. "Com um cotonete é recolhido material (secreção) na vagina da paciente. Após dez minutos é possível identificar se o parto será ou não prematuro.” Ela compara a praticidade do teste ao dos exames rápidos de gravidez vendidos em farmácias.

Fonte IG

Leucemia

Definição

A leucemia é um grupo de cânceres que se originam no sangue, formando células da médula óssea.

O termo "leucemia" significa literalmente "sangue branco". Os glóbulos brancos (leucócitos) são usados pelo corpo para combater as infecções e outras substâncias estranhas. Eles são produzidos na medula óssea.

A leucemia leva a um aumento incontrolável no número de glóbulos brancos imaturos (ou blastos).
Com o tempo, esses blastos leucêmicos preenchem a medula óssea e impedem que células vermelhas saudáveis, plaquetas e glóbulos brancos maduros (leucócitos) sejam produzidos. Sintomas que colocam a vida em risco podem ser desenvolvidos.

Os blastos saem da medula e entram na corrente sanguínea e no sistema linfático. Eles também podem percorrer o cérebro e a medula espinhal (o sistema nervoso central) e outras partes do corpo.

As leucemias dividem-se em dois grandes tipos:
  • Aguda (que progride rapidamente com muitos glóbulos brancos imaturos)
  • Crônica (que progride mais lentamente e tem mais glóbulos brancos maduros)
Dentro destes grupos existem:
  • Leucemia linfocítica aguda (LLA)
  • Leucemia mieloide aguda (LMA)
  • Leucemia linfocítica crônica (LLC)
  • Leucemia mieloide crônica (LMC)
  • Leucemia de células pilosas 

Fonte IG

Tingir o cabelo na gravidez aumenta risco de câncer em bebês

Usar tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez dobra o risco de o bebê desenvolver leucemia
 
 
Tingir o cabelo pode prejudicar o bebê e leva-lo ao câncer


O uso desses produtos aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida. Embora seja considerada uma doença rara, a leucemia atinge cerca de 5% das crianças nessa idade.

A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) por mais de dez anos. Ao menos por enquanto, os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos durante a gravidez.

O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, exceto a Norte. Foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães controle sem filhos com câncer.

Segundo o biólogo da ENSP Arnaldo Couto, autor do estudo, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 35 (ou 15,2%) usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez. Entre as 419 mães controle, 41 (ou 9,8%) utilizaram tinturas no mesmo período.

 
“O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tinturas e alisantes com o desenvolvimento de leucemia”, diz Couto.

Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca, que coordena o estudo, confirma a importância do achado e afirma ter ficado surpresa com os resultados. “É a primeira vez que um trabalho olha para essa direção. Mas, como se trata de uma doença rara, o número de casos precisa ser confirmado em análises experimentais posteriores”, diz ela.

Orientação varia de acordo com médico

Não existe uma recomendação formal que proíba as mulheres grávidas de usar produtos para tingir ou alisar os cabelos durante a gravidez. O que há é uma cautela geral - por parte dos médicos e das próprias gestantes -, exatamente por causa da falta de estudos que apontem os riscos do uso desses produtos.

Segundo o ginecologista Antônio Moron, da Unifesp, hoje em dia existe uma tolerância maior ao uso desses produtos teoricamente mais modernos e menos perigosos. De acordo com ele, os médicos costumam liberar o uso a partir do quarto mês de gestação. "A gente libera a henna por ser um produto natural", afirma.

Mesmo assim, ele considera os resultados do estudo importantes para fazer um alerta. "Embora preliminares, os dados apontam uma associação significativa. No mínimo, a partir de agora vamos ter mais cautela."

Para o hematologista Vanderson Rocha, do Hospital Sírio-Libanês, vários estudos tentam descobrir as causas da leucemia nos primeiros anos de vida, mas esse é o primeiro a fazer uma associação direta.

"O fato de a pesquisa ser retrospectiva - ou seja, a doença tem de se manifestar para depois ser pesquisada - é um fator limitante do trabalho. Ainda é um primeiro estudo, mas ele abre portas para outros", diz.

Para Rocha, uma próxima etapa seria avaliar qual o componente químico leva ao câncer e de que maneira ele atua. "Enquanto isso não acontece, toda gestante deve evitar ter contato com produtos químicos", diz.

A médica Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira reforça que nenhuma química deve ser usada nos cabelos em nenhuma fase da gravidez, nem mesmo a henna. "A substância da henna atua em uma enzima importante no desenvolvimento das leucemias. Então, mesmo sendo natural, ela pode interagir e trazer riscos para o bebê do mesmo jeito."

Celso Junior, diretor da Associação Brasileira de Cosmetologia, também concorda que não é aconselhável tingir os cabelos na gravidez. "Podem ocorrer reações alérgicas e, além disso, é muito difícil estabelecer níveis de riscos para cada momento da gestação". 

Fonte IG