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terça-feira, 26 de julho de 2011

Combinações perigosas ameaçam a pílula


Interação com outros medicamentos reduz eficácia do contraceptivo

Você sabia que perda ou ganho repentino de peso pode interferir na eficácia da pílula contraceptiva? E que a maioria dos antibióticos mais prescritos no País também reduz o efeito do anticoncepcional? Pois saiba que até o consumo de bebidas alcoólicas em excesso pode deixar o organismo em situações delicadas.

“Há risco de isso acontecer por causa da interação medicamentosa”, afirma o ginecologista Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). O termo interação medicamentosa diz respeito à interferência que um medicamento pode fazer sobre outro no organismo. Essa interação pode reduzir o efeito de uma ou das duas medicações, sendo que a combinação dos princípios ativos pode ainda gerar uma terceira reação.

O efeito do contraceptivo oral é obtido por determinados hormônios e eles precisam ser metabolizados pelo fígado para serem disponibilizados no organismo. “Em condições normais, o risco da pílula falhar é praticamente insignificante”, conta o médico. Isso porque seu uso diário mantém os níveis hormonais estáveis, evitando as oscilações típicas do ciclo menstrual que permitem a ovulação.

No caso dos antibióticos, a interação medicamentosa acontece no trato gastrointestinal. É lá que os hormônios sintéticos da pílula, semelhantes à progesterona e ao estrogênio, sofrem a ação de enzimas produzidas por bactérias do intestino. O resultado desta ação é o estrogênio ativo, que é reabsorvido e assim garante o nível apropriado do hormônio no sangue.

Mas os antibióticos destroem as bactérias intestinais e isso impede a formação adequada de enzimas para metabolizar a pílula a transformá-la em hormônios ativos, capazes de influenciar o ciclo menstrual. “Logo, o efeito da pílula é menor”, resume o médico.

O problema é que este efeito está previsto, de acordo com o ginecologista, em alguns dos antibióticos mais prescritos do País, como a amoxicilina, indicada para amidalite. O mesmo pode acontecer com ampicilina, eritromicina e rifampicina, indicada para tratamento da tuberculose. “Todos alteram a produção de enzimas”, enfatiza.

A descoberta desta interação medicamentosa começou a acontecer na década de 1970, com pacientes tuberculosas. Elas relataram sangramento acentuado no período menstrual e isso logo foi considerado um sinal clínico de que a pílula estava perdendo efeito. Anos depois, estudos foram realizados e constataram queda no índice de eficácia do contraceptivo oral quando ministrado junto ao antibiótico. O prejuízo vale apenas para o mês em que o medicamento é consumido.

Antifúngicos e drogas anticonvulsivantes

Os antifúngicos representam um problema quando são ministrados via oral. Isso acontece pelo menos motivo da interação com antibióticos, pois há perdas na produção de enzimas necessárias aos hormônios sintéticos da pílula.

Na lista dos medicamentos capazes de interagir estão itraconazol, fluconazol, cetoconazol e griseofulvina. Já os medicamentos antifúngicos de uso tópico não representam risco de interação. Mas eles também podem ser menos eficazes, portanto menos prescritos.

Os medicamentos tópicos, muitas vezes, permitem que alguns focos de fungos não sejam extintos. E isso favorece a recidivas, frequentes em casos de candidíase, por exemplo. A doença é causada por um fungo naturalmente presente na vagina, mas que prolifera de forma descontrolada quando há queda no sistema imunológico da mulher. Biquíni molhado, calcinha sintética são facilitares da doença.

Efeito inverso

O risco de engravidar mesmo tomando pílula anticoncepcional faz muitas mulheres suarem frio. Mas a interação medicamentosa também pode acontecer de outra maneira, com a pílula interferindo no efeito de alguns remédios usados contra doenças graves.

É o caso dos ansiolíticos, prescritos contra ansiedade e distúrbios do humor. A pílula pode reduzir sua eficácia e permitir a progressão de quadros de estresse, aumentando o risco até de uma depressão se manifestar.

“Outra interação perigosa é com o clofibrato, medicamento usado para controle de triglicérides e colesterol”, afirma Fernandes. Com a eficácia reduzida, a paciente fica mais exposta ao risco de infarto e derrame cerebral.

Outros problemas

Variações repentinas de peso, seja para mais ou para menos, também podem ameaçar a eficácia das pílulas. O ginecologista Cláudio Joaquim Leite Boulhosa, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que os hormônios do contraceptivo ficam fixados nas células de gordura.

“Se há variação brusca nestas células, pode ser preciso um certo período de adaptação do corpo para a pílula recuperar seu efeito pleno”, explica. Esse período não passa de dois ou três meses, sendo que apenas grandes variações de peso são capazes de alterar o efeito da pílula. “Algo como o emagrecimento de pacientes que fizeram redução de estômago”, exemplifica.

Além disso, os hormônios dos contraceptivos influenciam a metabolização de bebidas alcoólicas. Ela fica mais lenta. Naturalmente, o corpo da mulher já possui uma quantidade menor desidrogenase, enzima capaz de metabolizar o álcool. Com o uso da pílula, o processo das bebidas fica ainda mais prejudicado.

“É obrigação de todo médico, não apenas do ginecologista, perguntar quais medicamentos a pessoa está tomando, antes de prescrever qualquer coisa”, alerta Boulhosa. Mas a mulher também pode contribuir sempre alertando o médico sobre o fato de usar pílula, em qualquer consulta ou visita ao hospital.

Fonte IG

E se o anticoncepcional falhar?

Especialistas orientam consumidoras. Isabel tenta na justiça indenização por gravidez durante uso de contraceptivo

Os anticoncepcionais, ao lado das camisinhas, são os métodos mais seguros para evitar a gravidez não planejada. Os comprimidos e injeções são fabricados por laboratórios nacionais e internacionais e, apesar dos índices de eficácia e segurança confirmados por pesquisas, podem falhar.

Segundo os especialistas, a proteção da pílula ou injeções contraceptivas é ameaçada caso a usuária não siga todas as normas de uso. Esquecer os comprimidos na cartela ou a interação com outros medicamentos, como antibióticos, remédios para emagrecer e antidepressivos, comprometem a efetividade da prevenção da fecundação e podem resultar em gestações.

Mas por vezes, de forma minoritária, são falhas graves na produção e no armazenamento deste tipo de medicamento que colocam em risco o planejamento familiar. Um pente fino realizado pela Vigilância Sanitária de São Paulo, por exemplo, detectou irregularidades em 55% das 52 amostras analisadas de anticoncepcionais injetáveis distribuídos na rede pública paulista entre os anos 2007 e 2010.

Os comprimidos anticoncepcionais (99 amostras) e as pílulas de emergências - conhecidas como pílula do dia seguinte – (4 amostras) também foram avaliados na mesma blitz e, nestes casos, os índices insatisfatórios de qualidade foram de 10%.

Virou gravidez

Segundo a responsável pelo monitoramento da qualidade dos anticoncepcionais do Instituto Adolfo Lutz de SP – responsável pelo estudo de SP - , Blanca Markan, a avaliação constante e aleatória destes fármacos diminui o risco das irregularidades chegarem às usuárias.

“A eficácia de um anticoncepcional depende, primeiro, da qualidade desta medicação e é isto que nós avaliamos. Só depois vem a adesão da usuária e o fato dela seguir todas as orientações do uso seguro”, diz Blanca.

Desde que o programa de monitoramento paulista começou, em 2007, já foram recolhidos 1,3 milhão de cápsulas e ampolas com defeito. Alguns destes medicamentos ineficazes, entretanto, chegaram a ser distribuídos em 2007 sendo necessário um “recall” das pacientes. Entre elas estava a babá Isabel de Lima Rodrigues, moradora de Ribeirão Preto, na época com 19 anos.

“Era o meu primeiro namorado. Eu fui à ginecologista e ela me receitou a injeção, que teria validade de três meses. Fiz duas aplicações, nos intervalos indicados pela médica do posto de saúde que eu frequento. Sentia segurança na injeção. Tanto que quando a barriga começou a crescer, pensei que estava engordando”, diz Izabel, hoje 21 anos, moradora de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Usuária do Contracep - pílula que teve três lotes interditados pela Vigilância de São Paulo em 2007 e a venda proibida durante 11 meses em todo território nacional – Isabel hoje é mãe de Felipe, 3 anos, segundo ela gerado durante o tempo em que tomava o anticoncepcional.

“Tudo na minha vida mudou. Eu casei, fui mãe, precisei parar de trabalhar para cuidar do meu filho. Ainda acho que sou jovem demais para ser mãe e esposa, tenho medo de não conseguir educar uma criança. Por isso tomava o anticoncepcional, para evitar tudo isso, todos estes medos.”

O advogado Enéas de Oliveira Matos representa Isabel em uma ação contra a farmacêutica produtora do Contracep, a EMS Sigma Pharma, e reconhece que o caminho é longo até conseguir uma indenização.
“Apesar deste tipo de ação em tese favorecer a consumidora lesada, na prática, é muito diferente. O rito é demorado e até hoje pleiteamos uma indenização a Isabel”, diz Matos. “Como ela poderia fazer o uso errado da medicação se a injeção era aplicada por uma médica do posto? E existe uma alegação cruel por parte dos laboratórios de que nenhum anticoncepcional é 100% seguro. A pergunta que fica é quem arca com este risco? Se os laboratórios se sentem confortáveis com esta margem de erro da medicação, que façam alarde dela e publicidade deste índice.”

Na época da interdição do Contracep, ao menos sete mulheres vieram a público dizer que engravidaram mesmo fazendo uso desta medicação. O laboratório fabricante EMS Sigma Pharma, por meio da assessoria de imprensa, informou que "o caso da Sra. Isabel de Lima Rodrigues é tratado com a devida atenção, em nome do respeito que a empresa tem para com seus consumidores e pela busca da verdade dos fatos". A nota acrescenta ainda que "o Contracep é um produto de qualidade, segurança e eficácia, presente no mercado há quase dez anos, e que atende rigorosamente às especificações de satisfatoriedade exigidas pelos órgãos fiscalizadores, como vem sendo progressivamente comprovado nas instâncias administrativas e judiciais."

Como se proteger?

O primeiro passo para escolher um anticoncepcional seguro é pedir avaliação do ginecologista sobre o produto e também as formas de utilizar. É importante também não esquecer de avisar o médico sobre as outras medicações que faz uso, seja de maneira constante ou esporádica.

Comprar as medicações em farmácias regulares, com certificado de autorização para o funcionamento – e não as clandestinas – também evita que a venda não inclua pílulas piratas, roubadas e fabricadas em situações em que é impossível mensurar se foram fabricadas e guardadas em condições ideais de temperatura e higiene.

Mas o que poucas mulheres sabem, avalia a advogada da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Rio de Janeiro, Maria Rachel Coelho Pereira, é que também é preciso guardar as embalagens, com a numeração dos lotes e data de validade, dos contraceptivos usados.

Isso porque, caso a paciente faça o uso totalmente correto do anticoncepcional, é mesmo assim engravide, ela estará respaldada em uma ação judicial. “Sempre é possível o ajuizamento de ação para reparação de danos morais e materiais caso haja gravidez”, afirma Maria Rachel. “Por isso, é imprescindível guardar as embalagens dos produtos usados para o caso de uma ação judicial.”

Em geral, quando os anticoncepcionais apresentam irregularidades na produção e na composição, as vigilâncias sanitárias recebem um número de queixas muito grandes. Os técnicos fazem avaliação do produto e podem interditar ou até proibir a comercialização das pílulas. Mas mesmo que a mulher tenha sido vítima de alguma falha elas precisam de uma comprovação de que fizeram uso do medicamento condenado. Daí, a importância de guardar as embalagens, reforça a advogada do Procon RJ.

Fonte IG

Aeronáutica abre inscrições para 341 vagas

A Força Aérea Brasileira abriu inscrições para o preenchimento de 341 vagas temporárias em seu quadro de oficiais. As oportunidades são para profissionais com formação superior em magistério, pedagogia, enfermagem e nutrição.

Do total, 132 vagas são para atuação na área de educação e 209 para a área de saúde.

O processo seletivo será composto por avaliação documental, concentração inicial, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica e concentração final.

As inscrições vão até 18 de agosto. Confira no site da Força Aérea Brasileira os locais de inscrição.

Fonte IG

Instituto Federal de Alagoas oferece 129 vagas

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas abriu concurso público para o preenchimento de 129 vagas. As oportunidades são para candidatos com nível de escolaridade fundamental (18), médio (78) e superior (33).

Entre os cargos oferecidos estão os de administrador, analista de tecnologia da informação, arquivista, assistente social, contador, jornalista, médico, assistente em administração, técnico em contabilidade, assistente de alunos e assistente de laboratório. Os salários variam de R$ 1.473,58 a R$ 2.989,33.

A seleção será realizada por meio de provas objetivas, para todos os cargos.

Veja o edital completo.

A validade do concurso será de dois anos, prorrogável por igual período.

Os interessados devem efetuar as inscrições até 26 de julho no site da comissão permanente do vestibular (Copeve) da Universidade Federal de Alagoas, responsável pela seleção. As taxas variam de R$ 35 a R$ 60.

Fonte IG

Fundação Municipal de Saúde de Niterói (RJ) oferece 523 vagas

A Fundação Municipal de Saúde de Niterói (RJ) abriu inscrições para o preenchimento de 523 vagas temporárias em seu processo seletivo. As oportunidades são para candidatos com nível de escolaridade fundamental, médio e superior.

Os cargos oferecidos são para analista de suporte técnico, administrador de redes, assistente administrativo, técnico de suporte de tecnologia da informação, técnico de enfermagem, técnico de higiene dental, técnico de imobilização ortopédica, técnico de laboratório (análises clínicas e histologia), técnico de radiologia, acompanhante domiciliar, oficineiro, redutor de danos, digitador, auxiliar de serviços complementares, artífice de manutenção, auxiliar de laboratório e cuidador. Os salários variam entre R$ 705,73 e R$ 1.406,29.

Veja edital completo.

O processo seletivo será composto por análise de currículo. Sua validade será de dois anos, podendo ser prorrogada por mais um ano.

As inscrições devem ser feitas até 5 de agosto no serviço de protocolo da fundação, localizado na Rua Visconde de Sepetiba, 987, 9° andar, Centro, Niterói (RJ), das 10h às 17h. Não será cobrada taxa de inscrição.

Fonte IG