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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Roche Diagnóstica compra mtm laboratories AG

A Roche anunciou a assinatura de um acordo para aquisição de 100% da empresa mtm laboratories AG, uma companhia privada que atua  no desenvolvimento de produtos para diagnósticos in vitro com foco na detecção precoce e diagnóstico de câncer de colo de útero.

Em nota à imprensa, a Roche declarou que pagará aos acionistas da mtm um valor inicial de aproximadamente € 130 milhões, bem como a quantia adicional que poderá chegar a  € 60 milhões quando forem alcançadas determinados marcos de desempenho. A transação está sujeita às condições habituais e deve ser concluída nas próximas semanas.

Segundo a Roche Diagnóstica, os patologistas confiam cada vez mais na identificação rápida e correta, juntamente com a validação clínica de determinados marcadores moleculares associados ao câncer de colo do útero.

E informa que está otimista em relação aos produtos da mtm, pois acredita que são complementares ao teste cobas da Roche, criado para  triagem do câncer cervical e rastreio do papilomavirus humano (HPV), lançado nos EUA no mês de abril.

Com essa aquisição, a Roche poderá expandir o seu portfólio para rastreio do câncer de colo do útero – desde a análise citológica até o diagnóstico histológico – proporcionando o maior nível de valor médico para ginecolostias e pacientes já visto no mundo.

A empresa explica que as soluções análiticas da própria mtm são baseadas no biomarcador p16 e foram desenvolvidas para a identificação e diagnóstico de lesões cervicais pré-cancerosas.

Fonte SaudeWeb

“Aumento nos gastos com saúde está ligado à queda na mortalidade”, diz estudo


Pesquisa do Instituto de Economia de Massachussetts, aumento de despesas com pacientes levou a uma redução de 1.4% no índice de mortalidade

Um novo estudo realizado pelo Instituto de Economia de Massachussetts mostra que o aumento nos gastos com atendimento de emergência está ligada à quda nos índices de mortalidade

Segundo os pesquisadores, os maiores gastos dos hospitais são os serviços de UTI. Além disso, esse setor necessita de mais funcionários, devidos aos cuidados intensivos.

A pesquisa observou 37.000 internações de fora do estado desde 1996. E descobriu que um aumento de U$S 4000 nas despesas dos pacientes levou a uma redução de 1.4% no índice de mortalidade.

O estudo também mostra que a maior despesa com cuidados de emergência está ligada as necessidades dos pacientes e ao aumento das equipes nos hospitais, como maior dependência de cuidados intensivos e uma maior possibilidade do paciente receber atendimento em hospitais-escolas.

De acordo com o American College of Emergency Physicians, os atendimentos de emergência devem aumentar devido a crescente população idosa e pacientes que não conseguem encontrar médicos para tratá-los.

Fonte SaudeWeb

MEC deixa de reconhecer pós-graduação dos hospitais

O Ministério da Educação (MEC) publicou ontem quinta-feira, 4, novas regras que restringem a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu. A partir de agora, hospitais, instituições não educacionais – como sindicatos, organizações não governamentais (ONGs), conselhos de classe, universidades corporativas –, que antes eram autorizadas a oferecer especialização, não receberão mais o reconhecimento do ministério.

Cerca de 400 instituições não educacionais tinham esses cursos e 134 esperavam autorização do MEC para funcionar. A resolução que determinou as mudanças foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo ministro Fernando Haddad.

“O que essas instituições buscavam sempre era o carimbo do MEC, transformando o credenciamento da instituição em um aval de qualidade do ministério em relação aos cursos que elas ofereciam”, diz o secretário de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Luís Fernando Massonetto. “E isso causava sempre um certo incômodo por parte do MEC, porque o fato de você autorizar o funcionamento não significa que chancela o curso, no sentido de indicar que ele seja feito por alguém.”

As organizações continuarão podendo oferecer os seus cursos. No entanto, eles serão considerados cursos livres, e não uma pós-graduação. A matrícula e o diploma de especialização serão assegurados aos alunos matriculados nesses cursos até 31 de julho passado. “O valor da pós-graduação lato sensu é muito dado pelo o que o mercado considera sobre aquele título. Em algumas áreas, o curso livre hoje é mais valorizado do que um de especialização”, assinala o secretário.

Ficam excluídas as chamadas escolas de governo que são criadas e mantidas pelo Poder Público. A saída indicada pelo MEC às instituições não educacionais é transformar o curso lato sensu em mestrado profissional. Essa modalidade da pós-graduação é gerenciada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e tem um perfil de formação mais voltado para o mercado de trabalho, não sendo necessário ser uma instituição educacional para oferecê-la. Esses cursos deverão ser submetidos aos processo de avaliação do órgão.

“Há a vantagem de ter o acompanhamento e o selo Capes, que têm uma importância muito grande. Os bons cursos lato sensu hoje já têm quase todas as características de um mestrado profissional, com uma ou outra adaptação. É muito mais conveniente que esse curso seja ministrado como mestrado com essa garantia do que ficar como se fosse um curso livre, que não é continuamente avaliado”, observa o presidente da Capes, Jorge Guimarães.

No caso da pós lato sensu, para receber o credenciamento especial do MEC, as instituições não educacionais tinham que atender a algumas exigência como carga horária mínima de 360 horas e pelo menos 50% do corpo docente formado por mestres ou doutores. Para criar um mestrado profissional , as regras são diferenciadas. A resolução da Capes que regula a modalidade fala apenas em “ apresentar, de forma equilibrada, corpo docente integrado por doutores, profissionais e técnicos com experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação.”

Fonte SaudeWeb

“Formar médicos é coisa séria”

Qualquer pessoa de bom senso sabe bem que o exercício da Medicina requer conhecimento científico de excelência, além de outros requisitos indispensáveis, como a postura humanística. Ser médico não é um sacerdócio, diferentemente do que alguns defendem. Porém, exige compromisso, responsabilidade, entrega e uma formação impecável.

No Brasil, infelizmente, isso não se aplica, ao menos quando falamos de políticas de educação e ensino. Faz tempo que resolveram formar médicos dando prioridade à quantidade e não à qualidade. Foi assim nas últimas quatro décadas, período em que saltamos de 62 faculdades de Medicina para as atuais 180.

Lamentavelmente a autorização de abertura de novos cursos médicos ocorreu – e ainda ocorre – sem critérios. Das novas faculdades, não se exige corpo docente qualificado, infraestrutura adequada, hospital-escola e compromisso social. Assim, os empresários do ensino seguem criando escolas de péssima qualidade, pensando apenas em colher dividendos financeiros.

Claro que falamos em risco iminente à saúde e à vida da população. Além do que um médico com formação inadequada representa também desperdício para os cofres públicos. A incompetência retarda os diagnósticos, prejudica tratamentos, aumenta os gastos da assistência. Enfim, todos perdemos com ela.

A despeito do caos já bem conhecido ser continuamente denunciado por entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, muitas autoridades governamentais optam pela omissão, fazendo vistas grossas. Para complicar, frequentemente surgem aqueles que querem investir em fórmulas sabidamente equivocadas, como ocorre agora com os ministérios da Saúde e Educação.

Virou notícia dias atrás a informação de que MEC e MS estariam trabalhando em um plano nacional de educação médica com o objetivo de aumentar o número de profissionais por habitantes no país. Um absurdo completo! Todos sabemos que o Brasil já tem médicos em número suficiente. Portanto, tal medida é inócua, só vindo agravar o problema da formação insatisfatória em massa.

O que deve ser feito é dar condição aos médicos para o exercício qualificado da profissão. Isso passa, por exemplo, pela criação de condições de trabalho dignas, como estrutura física, equipamentos e acesso a exames de diagnostico, por remuneração justa no sistema de saúde suplementar, por gestão séria da saúde, e inclusive pela imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29, que prevê mais recursos para a saúde.

É igualmente lamentável ouvir propostas de bonificação da Residência Médica, cuja proposta indica que o médico que trabalhar até 2 anos em cidades carentes, no Programa Saúde da Família, obteria vantagens ao prestar exame de residência. Trata-se de um desrespeito ao egresso remetê-lo a áreas longínquas e sem condições de trabalho, e também à população do local, que será servida por profissionais recém-formados, tensos e ansiosos pelas condições de trabalho e pela pouca experiência, como bem advertiu o Conselho Federal de Medicina.

Aliás, dessa forma, o mérito é jogado fora. Para completar, é péssimo para os cidadãos, pois os recém-formados são médicos, mas não são especialistas. Esperamos que essas insanidades não encontrem eco na sociedade.

* Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Fonte SaudeWeb

Encontrado veneno de rato em merenda em Porto Alegre

Alunos passaram mal e professores perceberam a substância na comida

Dezenas de pessoas, entre alunos, funcionários e professores da escola de ensino fundamental Doutor Pacheco Prates, na zona sul de Porto Alegre, foram encaminhadas a atendimento médico depois de constatarem que havia substâncias parecidas com veneno de rato no almoço desta quinta-feira.

A suspeita de contaminação surgiu durante a refeição, quando algumas crianças começaram a se queixar de náuseas e dores de cabeça e abdominais. Quase ao mesmo tempo, professores perceberam a presença de granulados de cor rosa, semelhante a veneno para ratos, no estrogonofe que estava sendo servido.

A descoberta soou como um alarme. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar (PM) foram chamados imediatamente. Todas as pessoas que já haviam ingerido alguma quantidade da comida, a maioria crianças, foram levadas a serviços de saúde.

Pelo menos 35 delas ficaram em observação em duas unidades de pronto atendimento, nos bairros Lomba do Pinheiro e Bom Jesus. Duas crianças, com relato de desconforto maior, foram encaminhadas ao hospital. Os exames constataram que ninguém sofreu intoxicação grave.

A PM isolou o refeitório. A perícia passou a tarde colhendo material para análise. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e trabalha inicialmente com as hipóteses de acidente, causado por negligência de um ou mais funcionários, ou conduta dolosa de envenenamento.

Fonte IG