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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Diabetes está fora de controle no Brasil

Diabetes atinge pelo menos um milhão de brasileiros / Dmitry Lobanov /ShutterstockSegundo estudo, apenas 15% dos diabéticos brasileiros têm seu nível de glicemia bem controlado
 
Uma pesquisa inédita, realizada durante dois anos com mais de 3.500 pacientes de 28 cidades brasileiras, mostrou que apenas 15% dos diabéticos têm seu nível de glicemia - a taxa de açúcar no sangue - bem controlado.

Isto indica que a maioria corre o risco de complicações graves, como doenças cardiovasculares, falência dos rins, cegueira, amputações, e óbito.

E o problema não é a falta de fitas para medir glicemia e insulinas - materiais distribuídos de graça - e sim a pouca conscientização para a doença, cujo índice tem aumentado em todo mundo.

No Brasil, o diabetes atinge pelo menos um milhão de brasileiros - a maioria crianças e adolescentes.

O levantamento, coordenado pela endocrinologista Marilia de Brito Gomes, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, deve ajudar a melhorar a conscientização sobre a doença, prevenir e tratar seus sintomas.

Fonte Band

Laptite: a doença da geração tecnológica


Laptops causam mais malefícios com relação à postura do usuário

Com certeza você já ouviu falar de tendinite, bursite, amigdalite ou sinusite. Mas o novo “ite” que atinge a população mundial chama-se laptite, o problema que médicos têm detectado é que laptops causam mais malefícios com relação à postura do usuário. Ombros, cotovelos, punhos e coluna ficam prejudicados, além de causar dor de cabeça, caracterizando a laptite, uma doença provocada pelo uso excessivo do aparelho.

Segundo o ortopedista Marcus Vinícius Galvão Amaral, especialista do centro de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into),o fato do monitor e o teclado serem acoplados prejudica a postura e pode causar lesões, gerando danos à saúde.
Pesquisas recentes revelam que os computadores convencionais estão sendo substituídos pelos laptops no uso doméstico, devido à facilidade que oferecem, como mobilidade e portabilidade. A jornalista Isabella Soares, 31 anos, é um exemplo de alguém que pode ter laptite, pois suas dores na coluna pioraram muito depois que passou a usar o laptop, principalmente na cama.

Saiba como evitar a laptite:
Utilize acessórios de apoio para aumentar a altura do aparelho e mantenha os olhos na direção da tela, isso ajuda a combater dores no pescoço. A opção de plugar um teclado no aparelho possibilita o apoio dos punhos e dá mais conforto na digitação. Manter a coluna ereta é primordial, buscando sempre a melhor ergonomia, além disso, fazer algumas pausas para esticar o corpo também ajudam na prevenção.

Atenção ainda aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas para não causar dores nos punhos e nos dedos. “Adaptar às novas tecnologias ao nosso conforto é o que dá sentido à modernidade, portanto preserve sua saúde”, encerra Marcus Vinícius, ortopedista Marcus Vinícius Galvão Amaral, especialista do centro de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Fonte Band

Aprenda a prevenir traumas dentários

Traumas dentais são imediatamente curados com dentistas / ShutterstockUma das principais recomendações é avaliar a extensão do dano, manter a calma e ir ao dentista imediatamente
 
O trauma dentário acontece inesperadamente na forma de um acidente, principalmente nas brincadeiras de criança, como andar de bicicleta, patins e skate, ou na prática de esportes, acidentes automobilísticos. Por isso, o cuidado é a única forma de evitar o trauma em dentes de leite ou permanentes para obter uma ação rápida e eficaz, no entanto, somente com procedimentos corretos.
Um período preocupante é o início da infância, quando a criança tem de 10 a 24 meses e está aprendendo a andar. “O risco do trauma aumenta, pois o bebê ainda não tem coordenação motora suficiente e nem reflexo de proteção estabelecido”, afirma Sandra Kalil Bussadori, professora da Universidade Nove de Julho.

Sandra, também doutora, alerta que assim que os bebês começam a engatinhar, é recomendável não manter muitos móveis na casa, proteger quinas e gavetas, além de evitar meias e pisos molhados, ou seja, é quando ficam mais crescidos é importante a supervisão de um adulto durante as brincadeiras.

Para que haja sucesso no tratamento do trauma é imprescindível que a busca ao auxílio odontológico seja feita imediatamente. A busca tardia resulta na maioria das vezes num procedimento menos conservador e até a perda do elemento afetado. Mesmo em casos de traumatismos mais leves a consulta e radiografia são necessários, pois no caso das crianças há a formação do dente permanente, que muitas vezes pode ser afetado. O controle periódico se faz imprescindível.

O que fazer no momento do trauma

Fonte Band

Na visão e experiência da Dra. Constanza Odebrecht, consultora técnica da FGM Produtos Odontologicos e professora da Faculdade de Odontologia de Joinville (Univille), deve-se avaliar a extensão do dano e manter a calma. “Caso haja cortes ou sangramento, coloque uma compressa de gaze ou pano limpo e pressione bastante para conte-lo. Havendo fratura dental colocar os fragmentos em água ou soro fisiológico e procurar imediatamente um dentista, aconselha.

Se acontecer a perda total do dente, deve-se proceder da seguinte maneira:


• Manter a calma e fazer com que o acidentado morda uma gaze ou um pano limpo, com pressão para que se possa controlar o sangramento.

• Achar o dente.

• Pegar o dente somente pela coroa. Não tocar na raiz.

• Colocar o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca do acidentado. Observar que a parte côncava do dente é do lado de dentro da boca. Fazer morder uma gaze ou um pano limpo, para que o dente se mantenha na posição. Procurar imediatamente um dentista.

• Caso não seja possível colocar o dente em sua posição, deve-se mantê-lo em uma solução de soro fisiológico e procurar imediatamente um dentista. O resultado final de um re-implante depende muito do período que o dente fica fora do alvéolo e da conservação dele nesse período. O dente deverá ficar fora de seu alvéolo o menor tempo possível.

Por fim, quando acontecer acidentes com dentes de leite, a colocação de volta no lugar não é indicada, pois a probabilidade de sucesso é mínima. Em dentes permanentes, o re-implante pode ser indicado, porém o tempo médio da permanência de um dente re-implantado na boca é de um até cinco anos.

Entram em vigor regras para adaptação e migração de contratos


Passou a vigorar nesta quinta-feira, (04), a Resolução Normativa nº 254 da  Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que dispõe sobre a adaptação e migração de contratos individuais/familiares e coletivos antigos.

De acordo com a agência, a resolução poderá beneficiar cerca de nove milhões de usuários de planos de saúde que hoje não são regulamentados pela ANS, pois foram firmados antes de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regula o setor de planos de saúde.

Com a nova resolução, a ANS busca incentivar os beneficiários a alterar seus contratos para que tenham a segurança e as garantias trazidas pela regulamentação do setor, tais como regras de reajuste, garantia às coberturas mínimas obrigatórias listadas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e, posteriormente, utilizar a Portabilidade de Carências.

As principais mudanças relacionadas à adaptação, que se realiza por meio de um aditivo contratual, e à migração, que é a aquisição de um novo plano de saúde dentro da mesma operadora, são:

- acesso ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e às suas atualizações;
- vedação de nova contagem dos períodos de carência;
- limitação do reajuste anual por variação de custo para os planos individuais ao percentual divulgado e autorizado pela ANS;
- adequação das faixas etárias ao estatuto do idoso; e
- maior potencial de efetividade na fiscalização por parte da ANS.

Na adaptação, a operadora deve apresentar proposta ao beneficiário, demonstrando o ajuste do valor a ser pago relativo à ampliação das coberturas. Este ajuste poderá ser até o limite máximo de 20,59%.

Na migração, o consumidor deverá utilizar o Guia de Planos de Saúde, disponível no site da ANS, para verificar as opções de planos compatíveis com o seu. O preço do plano compatível será o valor dos planos disponíveis no mercado.

Fonte SaudeWeb

Pesquisa descobre método de cortar energia das células cancerígenas

Uma equipe de pesquisadores na Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) identificou um composto que priva certas células cancerígenas de glicose, sua fonte de energia, informou revista Science Translational Medicine.

De acordo com a publicação, a quimioterapia pode ser dolorosa para os pacientes com câncer, em parte porque os compostos utilizados não distinguem entre o que é tecido cancerígeno e o que não é. Os compostos químicos atacam todas as células que se dividem e multiplicam rapidamente, tanto as do câncer como as do sangue e as que fazem crescer o cabelo.

De acordo com a universidade, o estudo mostra a possibilidade de inibir seletivamente a capacidade das células cancerígenas de produzir glicose, e essa é uma forma muito potente de matar essas células.

Os pesquisadores centraram seu estudo na forma mais comum de câncer de rim nos adultos, o carcinoma de célula renal, que representa quase 2% de todos os cânceres nos Estados Unidos, segundo os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças.

Esse câncer resiste às quimioterapias típicas e frequentemente é preciso retirar o rim afetado dos pacientes. Quase 90% destes cânceres são portadores de uma mutação genética que causa um crescimento celular descontrolado.

E ressalta que a maioria dos tecidos normais no corpo não possui esta mutação, de modo que um composto que aponta a esse ponto vulnerável seria muito específico para as células do câncer.

Com a ajuda do Centro de Alto Rendimento em Biociências de Stanford, a equipe provou mais de 64 mil compostos químicos sintéticos nas células do tumor que têm essa mutação e observou indícios da morte das células.

A análise resultou em dois compostos candidatos, um deles identificado como STF-62247 por Giaccia em 2008, passou agora às provas preclínicas.

O outro, denominado STF-31 e que se refere ao estudo atual, mata as células de uma maneira diferente, de modo que uma combinação dos dois compostos permitiria um ataque de vários pontos.

A maioria dos carcinomas de célula renal produz energia mediante um processo bioquímico chamado glicolise aeróbica, algo que as células saudáveis não requerem. O processo depende da capacidade da célula para produzir glicose a partir de seu ambiente.

As células que os cientistas analisaram dependem altamente do transporte de glicose para a produção de energia e o composto as priva dela.

Os carcinomas de célula renal não são os únicos cânceres que devoram glicose e muitos cânceres aceleram seu consumo deste elemento, um feito com que os médicos aproveitam para observar e vigiar o câncer em pacientes vivos.

Fonte SaudeWeb