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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Veja como se regularizar junto ao CNES

Ministério da Saúde desenvolve ferramenta para aprimorar a gestão do cadastro

Profissionais que atuam na rede pública ou privada de saúde que tenham se desvinculado de um estabelecimento de saúde mas que ainda constem registrados naquela unidade devem requerer o desligamento do referido estabelecimento no sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Esta é a mais nova ferramenta de controle desenvolvida pelo Ministério da Saúde para aprimorar a gestão do CNES. O cancelamento do vínculo a um determinado estabelecimento poderá ser feito pelo próprio profissional de saúde por meio da página do CNES na internet – leia, abaixo, o passo a passo para o descadastramento.

O desligamento a um ou mais estabelecimentos de saúde pode ser solicitado, de forma totalmente eletrônica, por profissionais que ainda constam como funcionários ativos em determinada Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e por tipo de vínculo. A alteração na página do CNES permite que o profissional manifeste sua vontade em atualizar o cadastro dele no sistema e também que o gestor do estabelecimento de saúde tome as providências necessárias para a devida alteração da situação profissional.

O gestor tem prazo de 30 dias para efetuar a atualização do cadastro. Caso isso não ocorra, serão bloqueadas (glosadas) as Autorizações de Internações Hospitalares (AIHs) vinculadas aos profissionais em situação irregular, por tempo indeterminado.

Bloqueios
 No último mês de maio, foram bloqueadas 25.440 AIHs em todo o país, no valor de R$ 13,4 milhões. Esse número representa cerca de 3% das autorizações feitas mensalmente.

Os estados com maior incidência de distorções são os da Região Nordeste, considerando o percentual de bloqueio financeiro. A Bahia, por exemplo, teve 8,3% das AIHs bloqueadas, seguida do Pará, com 4,99%; da Paraíba, com 4,88%; do Rio Grande do Norte, com 4,11%; Ceará, com 3,29%, e Piauí, com 2,69%.

De acordo com a diretora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (Drac) do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, esta medida consolida a Portaria 134 – publicada no último dia 5 de abril – e reforça a articulação entre governo federal, gestores locais do SUS e profissionais de saúde com objetivo de corrigir eventuais distorções no CNES.

“Mesmo com essa possibilidade de o próprio profissional de saúde solicitar a atualização do cadastro dele no CNES, o desligamento dos profissionais continua sendo responsabilidade direta dos estabelecimentos prestadores de serviços e dos gestores locais do SUS”, explica Maria do Carmo.

Avanços
 Este novo mecanismo de controle reforça as orientações técnicas para o registro e a operacionalização de informações do CNES. A ferramenta é um dos resultados das diretrizes contidas na Portaria 134, que estabeleceu novas regras para a alimentação do Cadastro com o objetivo de inibir o cadastramento irregular de vínculos e carga horária de trabalho dos profissionais de saúde.

Suspensões
Atualmente há 285.502 médicos vinculados a 230.858 estabelecimentos de saúde cadastrados no CNES. Desde 2007, o Ministério da Saúde suspendeu 10.781 agentes comunitários de saúde, 2.571 Equipes de Saúde da Família e 1.514 Equipes de saúde bucal em 1.228 municípios. As principais irregularidades identificadas foram a duplicidade de cadastro de profissionais e o descumprimento de carga horária semanal.

Passo a passo
 Para solicitar o cancelamento do registro a um ou mais estabelecimentos de saúde, o profissional deverá entrar na página do CNES na internet e acessar os links “Consultas” e “Solicitação de Desligamento pelo Profissional” (este espaço é exclusivo para os profissionais de saúde cadastrados no CNES).

A primeira tela irá exigir dados de identificação do profissional: CPF e data de nascimento (campos obrigatórios). Haverá um espaço para o profissional informar se é médico. Em caso positivo, deverá colocar o CRM e a Unidade da Federação correspondente.

Ao enviar a solicitação, o profissional receberá – no e-mail que ele informou ao sistema – cópia da solicitação no formato de protocolo. Ao receber esta mensagem, o profissional deverá confirmar a “solicitação de desligamento”, clicando no link “Autenticação”. Se o profissional não realizar este procedimento no prazo de 72 horas (após o recebimento do e-mail), a solicitação será desconsiderada e não será registrada no servidor nem enviada aos gestores locais para as demais providências de descadastramento no CNES.

O gestor local do SUS receberá uma mensagem eletrônica (pelo e-mail cadastrado no CNES), com a informação de “Solicitação de Desligamento pelo Profissional”, para os devidos encaminhamentos dos pedidos. As solicitações poderão ser acompanhados por meio da página do Cadastro na internet, pelo links “Consultas” / “Profissionais” / “Geral”.

O gestor local do SUS deverá entrar em contato com o estabelecimento de saúde citado pelo profissional para pedir esclarecimentos sobre a referida pendência. Após este procedimento, o desligamento do profissional será ou não efetivado no prazo máximo de 30 dias, a contar da data da solicitação de de descadastramento.

Os gestores estaduais do SUS deverão ter acesso às solicitações expiradas a fim de monitorar os gestores municipais quanto aos pedidos não efetivados.

Cadastro
O CNES é um sistema de informações que registra os estabelecimentos públicos e privados e também os profissionais de saúde que atuam no país com o objetivo de subsidiar os gestores do SUS na implementação das políticas de saúde. A alimentação e atualização permanente dos dados do CNES são responsabilidades dos gestores municipais e estaduais do SUS.

Fonte SaudeWeb

Veja quanto ganha quem trabalha na área de análises clínicas

Pesquisa da Catho Online é atualizada a cada três meses e traz dados de mais de 1800 cargosde 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde do País.

Confira a média salarial de cargos das áreas de Laboratório e Análises Clínicas, Medicina Cirúrgica e Clínica.

Laboratório e Análises Clínicas
Cargo: Gerente
Média Salarial: Gerente R$ 4.862

Cargo: Coordenador, Supervisor ou Chefe
Média salarial: R$ 2.902

Cargo: Analista
Média salarial: R$ 2.217

Cargo: Biólogo
Média salarial: R$ 2.125

Cargo: Técnico
Média salarial: R$ 1.325

Cargo: Assistente
Média salarial: R$ 909

Cargo: Auxiliar
Média salarial: R$ 827

Medicina Cirúrgica
Cargo: Médico (4 horas/dia)
Média salarial: R$ 8558

Cargo: Médico Anestesista
Média Salarial: R$ 6.851

Cargo: Instrumentador Cirúrgico
Média salarial: R$ 1.347

Medicina Clínica
Cargo: Coordenador, Supervisor ou Chefe
Média salarial: R$ 9411

Cargo: Médico (4 horas/dia)
Média salarial: R$ 6.027

Cargo: Técnico
Média salarial: R$ 1.606

Cargo: Auxiliar
Média salarial: R$ 832

Cargo: Estagiário
Média salarial: R$ 680

Metodologia:
O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Fonte SaudeWeb

Pesquisa mostra que colesterol alto também afeta crianças

O excesso de colesterol não é uma exclusividade dos adultos. Uma pesquisa sobre a incidência da substância na população infantil foi realizada pela DASA, prestadora de serviços de medicina diagnóstica. O trabalho levantou os exames de sangue de 1.872 crianças realizados no Paraná de janeiro a dezembro de 2009. As crianças foram divididas em dois grupos: amostra 1 - crianças abaixo dos nove anos; amostra 2 - dos dez aos quinze anos. O resultado é que 43% delas apresentavam níveis elevados de colesterol.

Segundo recomendações da Sociedade de Pediatria, o colesterol total é considerado normal na criança quando abaixo de 170 mg/dL e torna-se mais preocupante quando ultrapassa 200mg/dL.

"Este resultado confirma a tendência mundial de elevação dos níveis de colesterol nas crianças, provável fruto do aumento contínuo dos níveis de obesidade, piora dos hábitos de vida com consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans, bem como o aumento do sedentarismo observado em todas as faixas etárias", revela Mauro Scharf, endocrinologista da DASA.

O especialista explica que até os dois anos, é normal que os níveis de colesterol sejam elevados. "Trata-se de uma substância fundamental para a produção de hormônios e desenvolvimento dos neurônios no sistema nervoso central para formar uma espécie de capa que recobre cada um dos neurônios, a mielina, sem a qual os impulsos nervosos não seriam transmitidos de uma célula a outra", afirma.

Mas já se sabe que um quarto das crianças de até dois anos com colesterol alto apresentará problemas de saúde na idade adulta. O Programa Nacional de Educação sobre Colesterol da Academia Americana de Pediatria preconiza que crianças com parentes de primeiro grau que tiveram doença coronariana antes dos 55 anos de idade devem começar a prevenção e o controle desse mal a partir dos dois anos.

O que é o colesterol alto

Segundo o endocrinologista Mauro Scharf, o colesterol é a gordura da alimentação absorvida no intestino que entra na corrente sanguínea, sendo transportada por proteínas até formar o complexo lipoproteína (lipo = gordura). As principais lipoproteínas são: HDL (conhecido como o bom colesterol), o LDL (denominado como o mau colesterol) e o VLDL. "O colesterol é necessário para algumas funções do organismo, como a produção de alguns hormônios e ácidos biliares. Mas, em excesso, pode causar problemas", comenta o especialista.

Quando o colesterol atinge níveis altos, oriundos de distúrbio genético somado à alimentação incorreta, as artérias são obstruídas por blocos de gorduras, que interrompem a irrigação normal do sangue, levando às lesões e até à morte da região atingida. "Como exemplos podemos citar a obstrução das artérias do coração, que pode causar um infarto e impedir o órgão de bombear o sangue para todo o corpo, e a obstrução de artérias que irrigam o cérebro, o que pode acarretar um acidente vascular cerebral, conhecido pela sigla AVC", acrescenta Scharf.

Como é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas, o diagnóstico é feito por meio de análises do sangue do paciente. Por isso, é muito importante a realização de exames periódicos. "Eventualmente, o excesso de triglicérides (outra fração de gordura do sangue) pode levar ao surgimento de manchas ou erupções amareladas na pele", acrescenta o médico.

O ideal é que o paciente procure um médico e se submeta às medidas necessárias. "O tratamento deve ter medicamentos à base de estatinas (classe de drogas que engloba várias substâncias com mesmo mecanismo de ação, porém, de potências diferentes) e alimentação adequada - balanceada nutricionalmente e sem excesso de gorduras e, principalmente, com baixo teor de colesterol. Além disso, o paciente deve praticar exercícios físicos regulares", conclui Scharf.

Fonte www.bonde.com.br

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, especialistas alertam sobre nível alto em crianças

O colesterol alto na infância e adolescência está relacionado, na maioria dos casos, à má alimentação e ao sedentarismo. Pode ser provocado por uma doença genética ou histórico familiar, como pais e avós que tenham tido infarto ou derrame.

O estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a dieta alimentar do brasileiro mostra que os adolescentes de 14 a 18 anos de idade são os que mais ingerem alimentos com colesterol, aqueles de origem animal, como carnes, leite, queijos, manteiga ou iogurte.

Entre os meninos, a média de consumo foi de 282,1 miligramas por dia e, entre as meninas, de 237,9 miligramas – as maiores médias em comparação às faixas etárias analisadas dos dois sexos. O recomendado é ingerir de 200 a 300 miligramas de colesterol por dia.

O consumo exagerado pode elevar o nível de gordura no sangue. O colesterol alto não traz problemas imediatos para as crianças e adolescentes. Mas quando fica sem tratamento, aumenta o risco de doenças cardíacas na fase adulta.

“Se não for tratado na infância ou na adolescência, aumenta o risco de a pessoa sofrer um infarto aos 25 ou 30 anos de idade”, alerta o diretor do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Daniel de Araújo

Como o nível acima do normal não apresenta sintoma ou causa desconforto, a cardiologista Ana Paula Chacra, do Instituto do Coração (InCor) em São Paulo, explica que os pais devem ficar atentos ao sobrepeso nos filhos, um sinal de que a taxa pode estar fora do normal.

“Não dá sintoma. A criança ou o adolescente começa a engordar e é nesse momento que os pais devem agir”, explicou a médica, integrante do setor de dislipidemias, que cuida do aumento do colesterol e dos triglicerídeos no sangue. A taxa elevada é identificada somente por meio de um exame de sangue. A especialista acrescenta que os cuidados devem ser redobrados se a criança tiver parentes próximos com colesterol alto.

Para evitar o distúrbio, os médicos recomendam a prática de exercícios físicos e uma dieta saudável, com verduras, legumes, frutas e carnes magras. Outra indicação é observar o nível de colesterol a partir dos 10 anos de idade. “O adolescente não faz exercício. Essa vida moderna não ajuda”, disse Ana Paula Chacra.

O colesterol é uma substância que ajuda na formação de uma capa protetora nos nervos e na produção da vitamina D, da bile e de hormônios. A maior parte (cerca de 70%) é produzido pelo fígado e o restante vem da ingestão de alimentos. Em excesso, o colesterol contribui para o entupimento das artérias, impedindo a passagem do sangue, e torna-se fator de risco para doenças cardiovasculares.

Existem dois tipos de colesterol. O HDL, chamado colesterol bom, reduz o risco de acúmulo de gordura nas artérias. O LDL, colesterol ruim, deposita gordura nas artérias e dificulta o fluxo sanguíneo.

Fonte Agência Brasil

Documento lançado por médicos auxilia no atendimento emergencial a queimados

Médicos de todo o país contam agora com o auxílio de um conjunto de regras para ajudar no cuidado com as vítimas de queimaduras. O documento, elaborado pela Câmara Técnica de Queimaduras do Conselho Federal de Medicina (CFM), quer servir como parâmetro e ajudar no atendimento, principalmente, nas redes públicas. O Protocolo de Tratamento de Emergência das Queimaduras tem o objetivo de reduzir os riscos e as sequelas decorrentes desse tipo de ferimento a partir de um atendimento adequado prestado ao paciente. O documento já foi encaminhado ao Ministério da Saúde para que seja incorporado às diretrizes de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 1996 e 2008, 13.735 pessoas morreram por causa de  queimaduras. Os estados que registraram mais vítimas foram São Paulo, Minas Gerais, o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Cada paciente custa, por dia, de R$ 1.200 a R$ 1.500. Os dados mostram ainda que a maioria dos acidentes ocorre na cozinha, com crianças até 12 anos (33%), e que o principal agente das queimaduras são os líquidos super aquecidos, que aparecem em 37% dos casos.

De acordo com o CFM, o documento apresenta todos os passos no cuidado com a vítima de queimaduras, principalmente no atendimento de urgência e emergência. Com o protocolo, médicos de áreas distantes e que não contam com especialistas poderão atender ao paciente de maneira eficaz. “Em postos de saúde do interior, não há possibilidade de haver um tratamento específico para queimados e o manual permite que qualquer acidentado receba um primeiro atendimento de qualidade para que possa ser removido posteriormente, caso seja necessário, com condições de se recuperar depois.”

O coordenador da câmara técnica do CFM, Antônio Gonçalves Pinheiro, disse que o objetivo do grupo foi estabelecer regras possíveis de serem executadas em qualquer lugar, em acordo com o previsto pelo Curso Nacional de Normatização de Atendimento ao Queimado (CNNAQ), da Sociedade Brasileira de Queimaduras, com a uniformização do atendimento nas emergências.

Pinheiro explicou que a câmara conhece as dificuldades do atendimento aos queimados e sabe que são poucos os centros de tratamento voltados para essa área. “Por ser muito grande, o país tem muitas  crianças que ficam em casa para os pais trabalharem, casas de madeira, palha e com ligações elétricas indevidas, fatores que propiciam acidentes com queimaduras tanto em crianças e idosos quanto em adultos.”

O médico disse ainda que os riscos de um atendimento precário são grandes porque, além da queimadura na pele, seja com produtos químicos ou fogo, a vítima também pode ter inalado gás ou produtos químicos e corre o risco de uma intoxicação respiratória.

“Há situações em que o local precisa ser lavado para evitar que a queimadura se aprofunde. Outros precisam de atenção especial nas vias aéreas, outros precisam ter atenção com o tórax. Se a pessoa não for atendida logo e adequadamente, pode ter lesões internas sérias. Então, o primeiro atendimento deve ser feito para garantir as funções vitais. De acordo com a profundidade, deve-se iniciar um procedimento diferente.”

Fonte Agência Brasil